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 Título: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qua Set 01, 2010 11:46 am 
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Um nome escrito a sangue

Há 18 anos era lançado o Comitê Pró-Mudança do Nome de Florianópolis, grupo que reunia cidadãos descontes com denominação da cidade em homenagem ao marechal Floriano Peixoto

JEFERSON LIMA

Não é muito provável chegar a um bom termo numa discussão em torno da origem do nome Florianópolis. A denominação remete a Floriano Peixoto, marechal-presidente do Brasil em cujo governo duas centenas de catarinenses foram enforcados e fuzilados sumariamente na Ilha de Anhatomirim, durante a revolução federalista, entre 1893 e 1894. Até a década de 1980, o episódio era desconhecido da maioria da população, que passou a discutir o assunto com o Comitê Pró-Mudança do Nome da Capital, criado há exatos 18 anos na Câmara Municipal.

O objetivo era realizar um plebiscito para saber a opinião dos moradores. A consulta não aconteceu, mas a discussão do tema deixou a população mais politizada ou pelo menos mais esclarecida sobre a origem do nome da cidade. O movimento não pretendia exatamente voltar ao nome Nossa Senhora do Desterro, como a cidade era conhecida até 1894 e que remete a uma idéia de degredo. A intenção era chegar a uma denominação que não homenageasse o "ditador", que era como o historiador Oswaldo Rodrigues Cabral tratava Floriano.

Os mortos de Anhatomirim eram figuras ilustres da cidade. O engenheiro Hercílio Luz, então senador da República, não conseguiu impedir o fuzilamento de seu próprio irmão, Elesbão Pinto da Luz. A mudança do nome da cidade teria sido negociada pelo próprio Hercílio Luz, que cumpriria seu acordo quando assumiu o governo do Estado. A Assembléia votou sob pressão a Lei 111, de 1º de outubro de 1894. Depois de 200 anos como Nossa Senhora do Desterro, a cidade passou a denominação de Florianópolis, ou seja, cidade de Floriano.

"Não é possível gostar desse perfeito exemplo de artificialismo que é o nome da Capital dos catarinenses. Não adianta forçar a semântica e dizer que há flores em Florianópolis, quando o que sobressai é um punho de ferro que nos remete à tragédia", declarava em 1986, o escritor Flávio José Cardozo em matéria publicada pelo jornal O Estado. Ontem à tarde, ao relembrar o assunto, Flávio disse que mantém o desejo de ver a cidade com outro nome, mas reconhece que é difícil mudar o que já está consagrado e que envolve opiniões bastante divergentes em torno da história.

HOMENAGEM

Para o historiador Walter Piazza há outros assuntos mais importantes para se discutir do que o nome da cidade. "Este tema é irrelevante hoje, quando o povo está passando fome", diz ele. "Na época do império já havia uma insatisfação com o nome Desterro e surgiu a sugestão de Ondina. Quer dizer, a emenda saiu pior do que o soneto", avalia o professor. No Brasil há uma velha quizilha de que mudando vai melhorar.

Para Piazza não se pode atribuir a Floriano Peixoto a ordem para os fuzilamentos e enforcamentos. "Ninguém tem prova disso. Floriano ficou visado porque enviou o coronel Moreira César para Florianópolis. Moreira tinha problemas fisiológicos causados pela epilepsia e fala-se que ele tinha roupantes em função disso. Não sei até que ponto é possível falar sobre este assunto numa conversa rápida. Isso é um assunto para ser aprofundado. Pouca gente sabe quem foi Moreira César. Existe uma opinião na Ilha de Santa Catarina que o coronel Luiz Caldeira de Andrada seria o primeiro nome na lista do governo para assumir o posto de general e o Moreira, o segundo. Por esse motivo, Caldeira teria sido fuzilado em Anhatomirim a mando de Moreira".

O historiador discorda também que o nome Florianópolis foi uma imposição para acabar com a matança em Anhatomirim. "Na Assembléia Provincial da época, a proposta de mudança de nome foi realizada por Genuíno Firmino Vidal Capistrano, doutor em direito da Faculdade de São Paulo e ligado ao grupo de Hercílio Luz. A partir desta proposição é que foi mudado o nome." E ao contrário do que se fala em Florianópolis, de que Floriano nunca teria pisado na cidade, Piazza diz que o militar teria passado por aqui entre 1865 e 1866, a caminho da Guerra do Paraguai. O coronel Moreira César foi morto poucos anos depois da chacina de Florianópolis na Guerra de Canudos, no sertão nordestino.

REVOLTA

A manifestação pública mais contundente contra o Floriano Peixoto em Florianópolis aconteceu em novembro de 1979, durante a visita do general-presidente João Batista Figueiredo, quando houve uma manifestação política veemente contra o governo federal. Por conta da carestia que passava o País naquele momento, uma placa em homenagem ao marechal, colocada na praça 15 de Novembro pelo governo do Estado e patrocinada pelo presidente da república, foi arrancada pela população, que começava lentamente a descobrir a sua própria história. Floriano também foi condenado pelo seu crime em um julgamento público realizado na metade da década passada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Para o cineasta Eduardo Paredes, autor dos curtas-metragens "Desterro" e "Novembrada", que abordam o assunto, "cada vez que é pronunciado o nome da cidade, mesmo inconscientemente, é feita uma homenagem ao déspota, ao ditador, algoz dos catarinenses. Quanto à mudança do nome, Paredes acredita que deveria haver um plebiscito para tratar do assunto.

DESTERRO

Embora a mudança de nome tenha ocorrido em 1894, até 1925 as empresas recebiam encomendas endereçadas a Nossa Senhora do Desterro. Ainda hoje o nome é uma forte lembrança na cidade, como é possível observar em denominações como Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro, Filarmônica Desterrense, Desterro Jóias, Desterro Loterias, Desterro Veículos, Desterro Equipamentos para Escritórios, Academia Desterrense de Letras, entre outras.

Na época da campanha, vários nomes foram sugeridos para substituir o atual. Alguns de gosto duvidoso, como "Açoreanópolis", em função do povo colonizador da Ilha. Antes mesmo da homenagem forçada a Floriano, já havia em Desterro o desejo de mudar o nome da cidade para outro que melhor refletisse a beleza natural da Ilha.

Antes da proclamação da República foram cogitados os de "Baía Dupla", "Boa Vista" e "Ponta Alegre", todos inspirados na geografia da região. Outro nome surgido na época era "Ondina", que na mitologia escandinava significa gênio da água, mas não foi aprovado pelo Visconde de Taunay, presidente da província de Santa Catarina. Taunay achava a denominação ridícula e pretensiosa e preferia "Redenção", que também não foi aprovado. "Desterro" acabou permanecendo até o massacre de Anhatomirim.

Outros nomes surgiram ou ganharam força com o decorrer do tempo, principalmente durante a campanha. "Floripa" é um deles e é consagrado pela juventude. Algumas campanhas publicitárias assim referem-se à cidade. Já "Ilha de Santa Catarina", um dos primeiros nomes, é o mais consagrado e popular em outros Estados, ou simplesmente "Ilha". "Flópis" é também um nome sugerido por algumas pessoas. Há ainda outros nomes provenientes do comitê que organizou a campanha. Alguns deles são "Atlântida", "Flor do Atlântico", "Marianópolis" e "Flor de Lis".

Outra denominação sugerida pelos simpatizantes do comitê em defesa da mudança da cidade era o retorno a "Meiembipe", nome de origem indígena e antiga denominação da capital que na língua dos carijós significa lugar acima do rio. Ou ainda "Jurerê-Mirim", também de origem indígena que significa boca pequena. O Movimento Ecológico Livre, o Mel, bastante ativo na década de 80, sugeria o nome de "Flor" para a Capital.

Depois de criado o comitê, descobriu-se que a cidade não poderia voltar ao nome "Desterro" ou "Nossa Senhora do Desterro" - nome em homenagem à Nossa Senhora do Desterro, dada por Francisco Dias Velho, fundador da cidade - por conta da lei complementar de número 46, de 21 de agosto de 1984, que regulamenta os topônimos em cidades e vilas. Na Paraíba já existem municípios com os nomes "Desterro" e "Desterro da Malta" e em Minas Gerais, "Desterro de Entre-Rios" e "Desterro do Melo".

CHACINA

A chacina de Anhatomirim foi o desfecho da Revolução Federalista. Desde a proclamação da república, em 1889, até 1894, o país viveu um período turbulento. Depois que os militares instalaram o novo regime e baniram a família real, o primeiro presidente republicano, o marechal Deodoro da Fonseca, foi pressionado a renunciar ao cargo. Quem assumiu então foi o vice-presidente, Floriano Peixoto, seu genro.

Floriano deveria convocar novas eleições, mas não o fez. Houve oposição militar e civil em relação a atitude do "marechal de ferro". A uns e outros, Floriano puniu. Reformou os generais e desterrou os civis e outros militares para as fronteiras da amazônia. Floriano enfrentou várias revoltas, como a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro. Ao derrotar as tropas federalistas e as da Armada, os governistas cometeram atrocidades, como fuzilamentos sumários, especialmente em Santa Catarina, segundo atestam os historiadores José Jobson de Arruda e Nelson Piletti, em "Toda a História", da editora Ática.

Os descendentes dos mortos em Anhatomirim ainda guardam o mesmo ressentimento e têm aversão ao atual nome da Capital. Em uma das cartas recebidas pelo vereador Rogério Queiroz na época da implantação do comitê, José Finardi, de Blumenau, escreve que seu pai e seu avô "jamais proferiram o nome Florianópolis. Preferiam usar Desterro e guardavam um ódio justificável ao mandante dos fuzilamentos de diversos amigos e companheiros seus".

O mesmo acontecia com Gilete Caldeira Andrada. Até morrer, em 1990, aos 99 anos, ele se recusava a chamar a cidade pelo nome que tem hoje. Seu pai, o coronel Luiz Gomes Caldeira de Andrada foi fuzilado em Anhatomirim quando ela tinha três anos de idade.

Um dos fuzilamentos mais cruéis foi o do marechal-de-campo Manoel de Almeida Gama Lobo D'Eça, o Barão de Batovi. Quando o pelotão se preparava para a execução, o filho Alfredo Gama d'Eça pediu permissão para despedir-se. Como o abraço foi longo, o que impacientou o comandante do fuzilamento, pai e filho morreram abraçados.


Segundo o cirurgião plástico Rodrigo D'Eça Neves, descendente do Barão, seu trisavô "morreu por fidelidade ao império, foi ferido em guerra, era mais herói" do que o Duque de Caxias e já estava bastante velho quando foi morto em Anhatomirim", conta. Rodrigo diz que não sente mágoa, porque acredita que não se pode viver com um sentimento ruim e acredita que a saudação a Floriano foi a homenagem mais injusta que poderia ser prestada pela cidade a alguém.

LISTA

Apesar da informação de que foram mortos 185 catarinenses em Anhatomirim, o historiador Dante Martorano, já falecido e um dos criadores do Comitê Pro-Mudança do Nome da Capital, dizia que o numéro de vítimas chegava a 300. Consta que os militares eram fuzilados e os civis enforcados. Grande parte dos mortos eram oficiais do Exército, mas havia desembargadores, juízes e engenheiros, três deles franceses.


Entre os fuzilados estão oficiais do Exército como o marechal-de-campo Manoel de Almeida Gama Logo D'Eça; o coronel Luiz Gomes Caldeira de Andrada; o tenente-coronel Sérgio Tertuliano Castelo Branco; o major-médico Alfredo Paulo Freitas; os capitães Romualdo de Carvalho Barros, Tobias Becker, Júlio Cezar da Silva Lima, Luiz Inácio Domingues e Antônio Manoel da Silva Júnior; o tenente Brasiliano Alves do Nascimento; os alferes João Machado Lemos, Olímpio Saturnino Alves, Emílio Teles de Azevedo e José Gomes da Silva Fraga; os cadetes Manoel Teles, Higino Schutel, José Becker, Aquiles Constantino, Domingues Vieira de Souza e Raul de Souza; e o capitão reformado João Evangelista Leal.

Entre os oficiais da Marinha estavam o capitão-do-mar e guerra Frederico Guilherme Lorena; os primeiros-tenentes Álvaro Augusto de Carvalho, Artur Augusto de Carvalho, Delfino Lorena, Carlos Augusto de Melo Camisão; o tenente-médico José Amado Coutinho Barata; e os aspirantes Pedro de Lorena e Álvaro Mota. Da Polícia foram executados o capitão José Bittencourt e o tenente Manoel Constantino. Além desses morreram o coronel Israel de Sá, Fernando Goulart e seu filho e o major Elesbão Pinto da Luz.

Os civis mortos são Alfredo da Gama D'Eça, o juiz de Direito Joaquim Lopes de Oliveira, o procurador-seccional Carlos Guimarães Passos, o desembargador Francisco Vieira Caldas, o negociante Caetano Nicolau de Moura, o escrivão Miguel Cercal, o fiscal da Câmara Miguel Cascaes e Manoel Duarte. Estrangeiros: Edmundo Buette, Charles Müller e Ettiène (sem sobrenome identificado), todos engenheiros franceses.

############ - fim do texto - ##########

Fonte: http://www.campeche.org.br/Desterro/his-fln.htm

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qua Set 01, 2010 10:41 pm 
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Hummmmmmmmmmm

Golpistas que depois governaram a "Repúplica do Café com Leite"!! Uma verdadeira vergonha na história do Brasil!! Ahhh se Floriano tivesse vivido um pouco mais...

Que esse jornalista lave sua boca suja antes de falar isso sobre Floriano Peixoto!!

Sds.

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sex Set 03, 2010 7:38 am 
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Marcelo Bahia escreveu:
Hummmmmmmmmmm

Golpistas que depois governaram a "Repúplica do Café com Leite"!! Uma verdadeira vergonha na história do Brasil!! Ahhh se Floriano tivesse vivido um pouco mais...

Que esse jornalista lave sua boca suja antes de falar isso sobre Floriano Peixoto!!

Sds.



Bem, Marcelo.
Só porque Floriano Peixoto não deixou convocar eleições, só porque ele não respeitou a constituição, só porque ele massacrou a população caatarinense (a república do café com leite diz respeito a Minas Gerais e São paulo), só porque implantoui a censura na comunicação, só porque ele propôs O FUZILAMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA (que foi salva por intervensão de Deodoro), só porque ele foi vice-presidente por ser genro de Deodoro, não significa que ele seja uma mancha na história do Brasil...

É um absurdo que o jornalista pense desta forma. :lol:
Acho apenas que melhor seria ele lavar bem a boca DEPOIS de falar de Floriano Peixoto...
Será que se Floriano tivesse vivido mais, muitos outros seriam fuzilados?

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sex Set 03, 2010 4:54 pm 
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No, no, no!!! :!:

As eleições já estavam marcadas para 1894 quando houve a tentativa de golpe!! Quem se negou a realizá-las foi Deodoro, que acabou derrubado pelo mesmo movimento que depois atingiu Floriano Peixoto.

Deodoro caiu quando passou por cima da constituição e afastou o governador de São Paulo à força (ainda que por boas razões). Tentaram derrubar Floriano Peixoto por outros motivos! Por causa dos subsídios para a industrialização do país (lembre-se que éramos uma sociedade agroexportadora dominada por muito poucos), a perigosa ideia de uma educação pública e gratuita para todos (incluindo os negros), subsídios públicos para aqueles que não tinham condições de pagar um médico (era a diferença entre a vida e a morte), um Exército NACIONAL forte e principalmente a obsessão por um governo federal forte e capaz de domar os interesses das oligarquias regionais, que se interessavam pelo ultrafederalismo para não perder poder.

Engraçado que Floriano foi transfomado num "tirano", mas se esquecem que antes dele partir para a guerra e ordenar alguns fuzilamentos, o Rio de Janeiro foi por vários dias bombardeado pela Marinha sem dor e piedade da população local. Mas esperavam que com essa atitude Floriano fizesse o mesmo que fez Deodoro; colocasse o rabo entre as pernas e saísse da presidência. Em vez disso, foi à Bahia reunir uma esquadra improvisada para lutar contra a esquadra do almirante Custódio de Melo e também recrutou mercenários e navios norteamericanos para a luta, saindo-se incrivelmente vencedor do combate posterior (botaram os baianos na área deu nisso :mrgreen:). Mas mesmo vencedor, manteve as eleições que ele próprio tinha dado sua palavra em 1891 que seriam realizadas em 1894. Seu candidato foi derrotado por meio de uma FRAUDE, como eram as eleições naquele período, e se afastou do poder!

Se você que tanto defende a monarquia pensa que os "federalistas" eram pessoas que apoiavam a monarquia, acho que te enganaram! Eles não gostavam de nenhuma representação de um governo nacional centralizado e poderoso, independentemente se era monárquico ou republicano, daí o ódio deles pelo Exército Nacional. Apostavam nas Guardas nacionais para se contraporem aos imperadores e depois aos presidentes. Enquanto o governo nacional comesse nas mãos deles seria perfeito, se deixasse de comer, seria o "tirano" a ser destruído! O próprio Exército não queria necessariamente o fim da monarquia, mas queria mudanças na relação que o imperador tinha com esses poderes regionais, o que não aconteceu, e com o próprio Exército, que representava o setor mais progressista do país naquela época.

A nomenclatura "República do Café com Leite" usa as representações dos dois estados mais poderosos, mas ela era apoiada por quase todas as oligarquias agrárias do país independentemente se eram da Bahia ou de Santa Catarina. Os nossos "senhores feudais", nossos "coronéis" (da Guarda nacional, posteriormente Polícia Militar) queriam por meio do ultrafederalismo manter-se ad infinitum no poder, mesmo que isso representasse o atraso e a submissão aos países mais industrializados. Tal como na guerra civil americana, nosso país era dividido pelos que queriam a industrialização e a mão-de-obra assalariada e aqueles que queriam viver da economia agroexportadora e da escravidão. Tenha certeza que Floriano Peixoto estava no 1° time. Tal era o apoio dos oligarcas federalistas aos separatistas do sul dos Estados Unidos que chegaram a apoiar com o que podiam a guerra civil americana. Isto está num livro chamado "O Sul Mais Distante-Os EUA, o Brasil e o tráfico escravista africano", do historiador americano Gerald Horne. Inclusive ele fala neste livro sobre um plano dos norteamericanos para tomarem a região amazônica ainda no século 19. Muito interessante!! Eu recomendo!!

Sds.

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sex Set 03, 2010 6:31 pm 
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Em 1994 quem ganhou a eleição não foi o FHC ? :)

Brincadeira só!

Agora, entre Florianos e os "café-com-leite" da vida, e mesmo se juntarmos ao time os Juscelinos (desse eu tenho horror) e Getúlios..... eu fico com o Pedro II mesmo, ok? Baita erro esse lance de república....

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sex Set 03, 2010 11:25 pm 
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:?

A questão não é se somos uma república ou uma monarquia, mas o tipo de elite que tivemos historicamente! Essa é a nossa desgraça!!

Não coloquei as coisas em termos de BAVi: Floriano vs Pedro II. Primeiramente eu não compararia um monarca que governou por décadas com um presidente que governou apenas por 2 anos e meio, tanto que evitei isso quando escrevi. Minha intenção foi passar um pouco da visão que Floriano tinha sobre o futuro do país, que talvez nem fosse tão diferente assim da visão de Pedro II, apesar de um ser abolicionista e o outro escravista.

Tanto Pedro II quanto Floriano Peixoto não conseguiam governar a contento, porque o Estado Nacional brasileiro era muito frágil e naquele período era ainda parecido aos Estados europeus da baixa idade-média, onde os reis estavam submetidos aos donos da terra. Esse quadro europeu só mudou quando houve a revolução burguesa levando os antigos senhores da terra a perderem poder e a passarem a ocupar cargos militares como alternativa de prestígio frente aos novos tempos. Como sabemos, o nosso processo foi muito mais tardio.

Mas essa é uma história luito longa para ser contada agora! Não estou com saco!

P.S: Corrigi a data.

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sáb Set 04, 2010 2:17 am 
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Registrado em: Dom Jun 28, 2009 3:19 pm
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SPARTACUS escreveu:
Marcelo Bahia escreveu:
Hummmmmmmmmmm

Golpistas que depois governaram a "Repúplica do Café com Leite"!! Uma verdadeira vergonha na história do Brasil!! Ahhh se Floriano tivesse vivido um pouco mais...

Que esse jornalista lave sua boca suja antes de falar isso sobre Floriano Peixoto!!

Sds.



Bem, Marcelo.
Só porque Floriano Peixoto não deixou convocar eleições, só porque ele não respeitou a constituição, só porque ele massacrou a população caatarinense (a república do café com leite diz respeito a Minas Gerais e São paulo), só porque implantoui a censura na comunicação, só porque ele propôs O FUZILAMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA (que foi salva por intervensão de Deodoro), só porque ele foi vice-presidente por ser genro de Deodoro, não significa que ele seja uma mancha na história do Brasil...

É um absurdo que o jornalista pense desta forma. :lol:
Acho apenas que melhor seria ele lavar bem a boca DEPOIS de falar de Floriano Peixoto...
Será que se Floriano tivesse vivido mais, muitos outros seriam fuzilados?


Stalin matou milhões.

Floriano é acusado da matar número incerto, por volta de 200

Tudo haver.

Realmente, massacrou a população caatarinense. O estado deve ter ficado despovoado depois disso. Mais uma: o texto não cita nenhuma pessoa do povo (população), mas inimigos do regime. Não foi um massacre indiscriminado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Quem pega em armas para lutar (certo ou errado) corre o risco de morrer pela causa. Outros tempos, não preciso fazer uma lista de revoltas que foram sufocadas com fuzilamentos.

Mais uma, Floriano deixou a presidência porque quis. Já havia um golpe armado para mantê-lo no poder por parte de seus aliados. A transição ocorreu de forma tranquila por decisão pessoal dele.

Considero a homenagem justa. Floriano teve a mão forte necessária para realizar a transição de regime. Foi um homem lacônico, inflexivel e capaz de quebrar regras para alcançar seus objetivos.

Ser vice por ser genro? Engraçado, porque vc defende a monarquia, na qual as pessoas governam por parentesco e não por mérito.

Graças a Deus, com todos os defeitos da República, não tenho que ficar me curvando a borra-botas filho de não-sei-quem. Falo com deputados, juizes, delegados e os trato com a educação com a qual eles me tratam, não devo nada a ninguém.

OBS: Floriano foi vice pois era general-ajudante do ministro da guerra. Não haveria golpe republicano sem a ajuda dele. Melhor você se informar.

Sugiro perguntar em Petrópolis como agem os descendentes de Pedro, saqueando a cidade, antes de defender a Monarquia.


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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sáb Set 04, 2010 2:39 am 
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SPARTACUS escreveu:
Marcelo Bahia escreveu:
Hummmmmmmmmmm

Golpistas que depois governaram a "Repúplica do Café com Leite"!! Uma verdadeira vergonha na história do Brasil!! Ahhh se Floriano tivesse vivido um pouco mais...

Que esse jornalista lave sua boca suja antes de falar isso sobre Floriano Peixoto!!

Sds.



Bem, Marcelo.
Só porque Floriano Peixoto não deixou convocar eleições, só porque ele não respeitou a constituição, só porque ele massacrou a população caatarinense (a república do café com leite diz respeito a Minas Gerais e São paulo), só porque implantoui a censura na comunicação, só porque ele propôs O FUZILAMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA (que foi salva por intervensão de Deodoro), só porque ele foi vice-presidente por ser genro de Deodoro, não significa que ele seja uma mancha na história do Brasil...

É um absurdo que o jornalista pense desta forma. :lol:
Acho apenas que melhor seria ele lavar bem a boca DEPOIS de falar de Floriano Peixoto...
Será que se Floriano tivesse vivido mais, muitos outros seriam fuzilados?


Para sua informação, há ainda no Brasil um feudo dos Bragança e se chama Petrópolis. Todo o mercado imobiliário da cidade é controlado por eles, que vivem andando em conversíveis para baixo e para cima.

Se um cidadão procura a prefeitura para obter uma licença para um pequeno negócio, como uma sapataria, se espanta em receber um não como resposta. Ninguém consegue desenvolver nenhum negócio na cidade sem ter ligação com eles.

Esse seria o Brasil dos Bragança. Graças a Deus e a idealistas como Benjamin Constant, seu sonho (ou pesadelo) não existe.


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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Sáb Set 04, 2010 4:16 am 
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Caro Abrivio,

Se as ideias de Benjamin Constant tivessem perdurado nas Forças Armadas, teríamos certamente um país melhor! Só a noção de "soldado cidadão", aquele que é responsável por suas ações por ser um sujeito pensante, já foi um excepcional avanço. Até mesmo para os dias de hoje, pois em muitos países ainda impera a chamada "obediência devida"!

O que já foi o nosso Exército, meu Deus!! Quantos grandes pensadores vanguardistas?! Daqueles tempos parece que só sobrou o lema na bandeira!

:(

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qua Set 08, 2010 8:02 am 
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A chamada Revolta da Armada foi um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra o governo do marechal Floriano Peixoto, supostamente apoiada pela oposição monarquista à recente instalação da República. Desenvolveu-se em dois momentos:

Índice [esconder]
1 A primeira Revolta da Armada
2 A segunda Revolta da Armada
2.1 A esquadra rebelde
2.1.1 Embarcações da Marinha do Brasil
2.1.2 Embarcações civis incorporadas pelos rebeldes
3 Notas
4 Bibliografia

A primeira Revolta da Armada

Em novembro de 1891, registrou-se como reação à atitude do presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, que, com dificuldades em negociar com a oposição representada pela elite cafeicultora, em flagrante violação da Constituição recém promulgada em 1891, ordenou o fechamento do Congresso. Unidades da Armada na Baía de Guanabara, sob a liderança do almirante Custódio de Melo, sublevaram-se e ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República. Para evitar uma guerra civil, o marechal Deodoro renunciou à Presidência da República (23 de novembro de 1891).

Com a renúncia de Deodoro, passados apenas nove meses do início de seu governo, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o cargo (1892). A Constituição de 1891, no entanto, previa nova eleição se a Presidência ou a Vice-Presidência ficassem vagas antes de decorridos dois anos de mandato. A oposição acusou, então, Floriano de manter-se ilegalmente à frente da nação.[editar]


A segunda Revolta da Armada

O presidente Marechal Floriano Peixoto.Começou a delinear-se em Março de 1892, quando treze generais enviaram uma Carta-Manifesto ao Presidente da República, marechal Floriano Peixoto. Este documento exigia a convocação de novas eleições presidenciais para que, cumprindo-se o dispositivo constitucional, se estabelecesse a tranquilidade interna na nação. Floriano reprimiu duramente o movimento, determinando a prisão de seus líderes.

"Concidadãos,
Contra a Constituição e contra a integridade da própria Nação, o chefe do Executivo [Floriano Peixoto] mobilizou o Exército discricionariamente, pô-lo em pé de guerra e despejou-o nos infelizes estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Contra quem? Contra o inimigo do exterior, contra estrangeiros? Não. O vice-presidente armou brasileiros contra brasileiros; levantou legiões de supostos patriotas, levando o luto, a desolação e a miséria a todos os ângulos da República (...).
Sentinela do Tesouro Nacional como prometera, o chefe do Executivo perjurou, iludiu a Nação, abrindo com mão sacrílega as arcas do erário público a uma política de suborno e corrupção. (...)Viva a Nação Brasileira! Viva a República! Viva a Constituição!
Capital da República, 6 de setembro de 1893.
Contra-Almirante Custódio José de Melo" (in: Jornal do Brasil)

Fortificação passageira, 1894. Vê-se um canhão de 280 mm (único no Brasil), posicionado à barbeta, e soldados do 4º Batalhão de Artilharia da Guarda Nacional. Proveniente da série Revolta da Armada, Museu Histórico Nacional.Em 6 de setembro de 1893, um grupo de altos oficiais da Marinha exigiu a imediata convocação dos eleitores para a escolha dos governantes. Entre os revoltosos estavam os almirantes Saldanha da Gama, Eduardo Wandenkolk e Custódio de Melo, ex-ministro da Marinha e candidato declarado à sucessão de Floriano. Sua adesão refletia o descontentamento da Armada com o pequeno prestígio político da Marinha em comparação ao do Exército. No movimento encontravam-se também jovens oficiais e muitos monarquistas.

A revolta teve pouco apoio político e popular na cidade do Rio de Janeiro, onde diversas unidades encouraçadas trocaram tiros com a artilharia dos fortes em poder do Exército. Houve sangrenta batalha na Ponta da Armação, em Niterói, área guarnecida por aproximadamente 3.000 governistas, os quais eram compostos entre outros por batalhões da Guarda Nacional.[1][2] A capital do Estado do Rio, então em Niterói, foi transferida para a cidade de Petrópolis em 1894, da onde só retornou em 1903. Sem chance de vitória na baía da Guanabara, os revoltosos dirigiram-se para sul do país. Alguns efetivos desembarcam na cidade de Desterro (atual Florianópolis) e tentaram, inutilmente, articular-se com os federalistas gaúchos.

O presidente da República, apoiado pelo Exército brasileiro e pelo Partido Republicano Paulista conteve o movimento em março de 1894, para o que fez adquirir, às pressas, no exterior, novos navios de guerra, a chamada "frota de papel". A frota, adquirida nos Estados Unidos, denominada pelos governistas como "Esquadra Flint", viajou do porto de Nova York até a baía de Guanabara tripulada por mercenários estadunidenses. De acordo com Joaquim Nabuco, as tropas contratadas para auxiliar o governo federal eram "a pior escória de filibusteiros americanos". [3]

[editar] A esquadra rebelde
[editar] Embarcações da Marinha do Brasil

O Encouraçado Aquidabã.Encouraçado Aquidabã
Encouraçado Sete de Setembro
Encouraçado Fluvial Javari
Cruzador República
Cruzador Tamandaré
Cruzador Trajano
Cruzador Auxiliar Esperança
Cruzador Auxiliar Pereira da Cunha
Canhoneira Marajó
Torpedeira Araguari
Torpedeira Iguatemi
Torpedeira Marcílio Dias
Navio Transporte Madeira
[editar] Embarcações civis incorporadas pelos rebeldes
Estas embarcações foram confiscadas pelas forças rebeldes, a fim de suprir as suas necessidades de combustível, munições e víveres:

da Companhia Frigorífica Fluminense:
Júpiter
Marte
Mercúrio
Paraíba
Vênus
Uranus
da Navegación Lage:
Adolpho de Barros
Gil Blas
da Lloyd Brasileiro:
Meteoro
da Wilson & Sons:
Luci
Guanabara
Vulcano
Glória
Bitencourt.


Pelo que entendia diferença de Stalin para Floriano está na quantidade de mortos, pois o alvo era sempre os opositores do regime.

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qua Set 08, 2010 9:34 pm 
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Certo.

Os que lutaram contra o nosso "Stalin" foram os bravos heróis do movimento antiabolicionista, pró-chibata, da crença na inferioridade de um povo, dos que eram contra os subsídios à industrialização, à educação pública para todos, à saúde pública, contra os subsídios ao fortalecimento do Exército Nacional (em detrimento das GuardaS nacionais). Os mesmos que contribuíram por 36 anos para que o país se limitasse à agroexportação, ao atraso tecnológico, que se arrasta até hoje, etc, etc. Faltaram outros Florianos Peixotos, outros Getúlio Vargas, outros Abreu e Lima.

VIVA FLORIANO PEIXOTO, caraca!!!

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qui Set 09, 2010 11:01 am 
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[quote="Marcelo Bahia"]Certo.

Os que lutaram contra o nosso "Stalin" foram os bravos heróis do movimento antiabolicionista, pró-chibata, da crença na inferioridade de um povo, dos que eram contra os subsídios à industrialização, à educação pública para todos, à saúde pública, contra os subsídios ao fortalecimento do Exército Nacional (em detrimento das GuardaS nacionais). Os mesmos que contribuíram por 36 anos para que o país se limitasse à agroexportação, ao atraso tecnológico, que se arrasta até hoje, etc, etc. Faltaram outros Florianos Peixotos, outros Getúlio Vargas, outros Abreu e Lima.

VIVA FLORIANO PEIXOTO, caraca!!!



Marcelo, não se mata a oposição.
As pessoas tem direito de pensar de forma diferente sem serem mortas.
Lula tem oposição e ele não manda matar.
Getúlio Vargas foi ditador e não mandou sair matando a oposição.
Afinal, a oposição a Floriano só queria que fôsse cumprida a constituição.
Neste caso os golpistas não eram os oposicionistas.
Interessante, seus argumentos lembram os dos defensores do Stalin russo... :wink:

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Qui Set 09, 2010 6:10 pm 
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É porque eu sou florianista... ops! :shock: stalinista!

Cada uma!

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 Título: Re: FLORIANO PEIXOTO - o Nosso Stalin?
MensagemEnviado: Ter Set 28, 2010 10:51 am 
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SPARTACUS escreveu:
Bem, Marcelo.
Só porque Floriano Peixoto não deixou convocar eleições, só porque ele não respeitou a constituição, só porque ele massacrou a população caatarinense (a república do café com leite diz respeito a Minas Gerais e São paulo), só porque implantoui a censura na comunicação, só porque ele propôs O FUZILAMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA (que foi salva por intervensão de Deodoro), só porque ele foi vice-presidente por ser genro de Deodoro, não significa que ele seja uma mancha na história do Brasil...
É um absurdo que o jornalista pense desta forma. :lol:
Acho apenas que melhor seria ele lavar bem a boca DEPOIS de falar de Floriano Peixoto...
Será que se Floriano tivesse vivido mais, muitos outros seriam fuzilados?


Voto com o relator! :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

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