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 Título: Embraer
MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 3:15 pm 
Amigos,

Este tópico pode não ser diretamente sobre "Força Aérea Brasileira", mas com certeza está muito ligado a este assunto...

A Embraer recentemente traçou seu planejamento estratégico para os próximos 5 anos de suas operações. As metas são ousadas, e muito.
Segundo as palavras do nosso CEO, a Embraer vai dar uma guinada, igual ou maior do que aquela resultante de sua privatização.

Foram abordados na reunião gerencial todos os tópicos relativos as metas, ao planejamento e aos meios necessários para se atingirem as metas.

Mas gostaria de conhecer a opinião de vcs sobre este assunto:
Então faço algumas perguntas:

1- Qual sua visão para a Embraer daqui a 5 anos? Como ela estará?

2- Como vc acredita que ela chegará a isso?

3- O que ela deveria fazer para se expandir?

Dado que algumas das ações já estão em andamento, o que vcs acham destas ações? Acreditam que ela está no caminho certo?

Cito duas que são as mais visíveis:

a) Mudança da estrutura acionária aberta - empresa dita do "novo mercado".
b) Diversificação, com foco no mercado de jatos executivos.
c) ...

Aguardo a opinião dos amigos.

Vector


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 3:27 pm 
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1- Qual sua visão para a Embraer daqui a 5 anos? Como ela estará?
Um a empresa lucrativa e ainda mais ousada.

2- Como vc acredita que ela chegará a isso?
Seguindo o caminho dos aviões de 70 a 120 lugares, não saindo do mercado de 30 a 50 lugares e ousando a fabricação de novos produtos militares, como por exemplo mais uma versão do Super Tucano, Nova versão do AMX e um Brasilia militar cargueiro ou patrulheiro.

3- O que ela deveria fazer para se expandir?
Tomar cuidado com a EADS e a Boeing.
Dado que algumas das ações já estão em andamento, o que vcs acham destas ações? Acreditam que ela está no caminho certo?

Cito duas que são as mais visíveis:

a) Mudança da estrutura acionária aberta - empresa dita do "novo mercado". Essa é a parte mais sensivel, porque dependendo de quem comprar ações, a Embraer passa a ser uma mera fabricante de peças assim como uma dezena de outras fábricas hoje estão.


b) Diversificação, com foco no mercado de jatos executivos.
Mercado executivo é bom, mas não melhor do que o de transporte regional.
Falta ousar mais na área militar que hoje é muito timida.
c) ...


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 4:56 pm 
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A meu ver a Embraer tem grandes desafios para os próximos anos.

A pulverização das ações e a entrada da empresa no Novo Mercado da BOVESPA visam dar mais liquidez e transparência para empresa, aumentando o valor de suas ações e diminuindo seu custo de tomar empréstimos. Mas só isso não é suficiente para garantir sucesso à empresa.

Vejo que a Embraer vai buscar, na próxima década, consolidar-se como líder no mercado de aviação regional e tornar-se um importante player no mercado de aviação executiva. Para isso, ela tem alguns desafios. Na área da aviação executiva têm que firmar seu nome em um mercado crescente mas altamente disputado. Na área regional tem que garantir acesso privilegiado ao mercado chinês e enfrentar a competição tradicional da Bombardier e a nascente da Sukhoi (RRJ).

Quanto a aviação militar tudo dependerá muito das políticas do governo brasileiro. Caso surga uma política consistente para o setor, com a capacitação da indústria nacional através de parcerias e offsets a Embraer surge naturalmente como a indústria líder de tal processo de capacitação. Não só no que tange a produção/montagem de aviões, mas também na produção de componentes, na integração de sistemas, na produção de sensores e, finalmente, no programa espacial brasileiro. Caso tal política não surga a Embraer vai continuar oferecendo seus tradicionais produtos na área de treinamento e versões militarizadas de seus aviões civis.

Abs

Arthur


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 5:17 pm 
Opiniões interessantes.

Vamos continuar pessoal, a visão de vcs é muito importante pois são pessoas que acompanham as notícias.

Não se limitem a comentar o que escrevi, digam o mais ela deveria fazer, como já dito pelos amigos acima.

E para deixar claro, eu trabalho lá sim, mas não tenho poder nenhum para mudar ou influenciar seu planejamento estratégico. Estas perguntas são apenas uma curiosidade minha e até uma maneira de ver se o pensamento do pessoal bate ou não, em linhas gerais, com o da empresa.

Sds,
Vector


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 5:53 pm 
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Vector,

Aproveitando que você trabalha lá, eu li em algum lugar, que a Embraer está de olho no crescente mercado de turbo helices e quer em 2008 relançar o Brasilia em uma nova versão. Isso é real mesmo?
Acho que o EMB120 ainda tem muito o que oferecer ao mercado com versões diversas, seja uma versão um pouco aumentada, para 35 a 40 pasageiros e também versões militares de transporte de cargas e patrulheiros navais.

Esdras


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 6:58 pm 
Olha Esdras,

Eu não posso postar aqui a opinião da empresa, ou mesmo o que ela planeja para o futuro neste questão, mesmo porque eu não sei e se soubesse não diria, por motivo de ética profissional.

Posso apenas postar aqui a minha opinião pessoal, que não tem ligação alguma com o que planeja a empresa. É apenas a minha opinião. Que isto fique bem claro.

Analisando a questão dos turboélices, eu diria que existe no mercado uma tendência muito forte de aquecimento das vendas nos próximos anos. O preço do petróleo, apesar de estar baixando um pouco deposi do boom, deve continuar elevado. E os turboélices são sabidamente mais econômicos em rotas curtas (abaixo de 500 nm). O que importa muito no novo cenário de empresas aéreas com caixa muito enfraquecido.

Assim, acredito que a Embraer, assim como outros fabricantes, devem estar de olho neste mercado sim.

Mas acho que se a Embraer entrar nessa, vai ser com algo totalmente novo e não um Brasília de maior dimensões. Acho que o ideal para um turboélice hoje, seja algo que gire em torno de 50 a 70 assentos, com versões até 100 assentos. Ou seja talvez o interessante seja desenvolver não um, mas uma família de turboélices.

O "X" da questão é que, para entrar nessa área, o novo produto deve ter bons diferenciais para os atuais ATR e Q400.

Do outro assunto, de versões militares do EMB-120, isso acredito que esteja já fora de cogitação. A linha de montagem do EMB-120 já não existe mais, foi desmontada e todos os ferramentais devolvidos. Alguns gabaritos foram modificados para produzirem partes dos ERJ.

Ou seja hoje, para se montar um EMB-120 precisaríamos de um pesado investimento na construção de um novo hangar, na fabricação de novos ferramentais, etc, etc...

Além disso algumas práticas de fabricação e montagem do EMB-120 hoje não se enquadram mais nos processos da empresa, ou por evolução tecnológica ou por abandono da utilização de determinada tecnologia.

Outro problema é que muitos dos fornecedores já foram "desmobilizados" do programa. Novos contratos teriam de ser fechados, e talvez muitos nem se interessem mais em fornecer.

Além de tudo isso, o avião teria de ser modificado para atender a novos requisitos. Ter uma aviônica mais avançada e etc...

No frigir dos ovos, parece ser mais interessante desenvolver algo "do zero" que não tenha as limitações de um projeto adaptado.

Já quanto a modificação de células existentes e estocadas nos desertos dos EUA para as versões cargo e patrulha. Isso poderia ser viável, mas caímos naquele problema de células usadas. Eles devem já estar bem cicladas.

De qualquer forma muitos EMB-120 estão voltando a ativa como cargueiros. O interessante é que uma das empresas que está fazendo a conversão é a Bombardier (ou por subcontrato desta).


Vector


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 6:59 pm 
Nossa...

agora que vi... desculpem-me pelo longo texto. Prometo ser mais breve nas próximas vezes.

Sds,
Vector


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 8:16 pm 
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Vector escreveu:
Nossa...

agora que vi... desculpem-me pelo longo texto. Prometo ser mais breve nas próximas vezes.

Sds,
Vector


Que nada, muito legal suas colocações.

Eu espero que a Embraer possa se vir a ter um novo controle acionário, liberdade para junto a FAB construir no brasil o novo caça FX qualquer que seja ele.
Que ela construa um modelo tipo C-130 mas com turbinas. 2 já estava de bom tamanho.
Que ela termine rapido a modernização dos F5 e comece logo a dos AMX.
Que ela comece a pensar sériamente em criar algo naval para a MB.

Se a metdade acontecer eu estarei satisfeito. :wink:

[]'s
Padilha

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Dia 4 de agosto era para ser um dia feliz, mas com a passagem de minha mãe, tornou-se uma data marcada pela perda.
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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 8:44 pm 
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C-130 com turbinas é aquele Aviao novo da Mitsubishi, a embraer poderia buscar parceria

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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 8:45 pm 
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Olá

Aqui vai o meu "chute"...

Manter o conceito de "família" de aeronaves para explorar diversos segmentos de mercado.

Desenvolver uma família de aeronaves na categoria entre 115 - 155 lugares (com tanto DC-8, MD-80 e versões antigas do 737 saindo de circulação isso seria interessante - É claro que isso seria o "limite" da briga com Boeing/Aribus).

Continuar investindo na família VLJ

Pesquisar a viabilidade de uma família de turbohélices para substituir o Brasília e que fique na categoria de até 60 lugares.

Verificar a viabilidade e quem sabe investir em projetos de aeronaves "especializadas" da família 170/175/190/195 (tipo VIP/MPA, etc). Afinal de contas logo logo um montão de Orions serão substituidos e nem todo mundo pode pagar por P-8A (737NG). Vender essa idéia à FAB como substituição dos EMB-111.

Investir em tecnologias alternativas para combustível (como o álcool).

Continuar promovendo o S. Tucano.

Investir em marketing de "defesa", a impressão que tenho é que no mercado cívil os caras sabem bem como tocar a banda, e parece que é bem mais díficil no mercado militar. Eu me lembro que quando morava na Irlanda eu conheci um cara da FA de lá que disse que o S. Tucano tinha grandes chances mas o pessoal que estava vendendo "pisou na bola" e com isso o PC-9Mk2 acabou levando por lá (óbviamente ele nunca me contou exatamente o que aconteceu... sendo assim desconfio se isso foi verdade ou não).

Não "tomar partido" no próximo F-X e baixar a bola para não "chatear" a FAB.

Modernizar o AM-X e continuar modernizando o F-5 :wink:

Continuar investindo em SJC e Gavião como pólos de tecnologia (incluindo educação e formação de mão-de-obra).

Investir em Doutores e cientistas "made in Embraer" com o objetivo de pesquisar novas tecnologias/técnicas de fabricação, etc.

Eu tenho mais... mas vou deixar para outra hora :)

[]s
CB_Lima

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Ordem e Progresso :)


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 9:33 pm 
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Vejo isso

- Executivos: VLJ vai liderar, vederá muito.
- Regionais: continuaremos com os E-Jets por um bom tempo como principal produto.
- Comerciais: já ouvi falar de um Airbus A320 revitalizado em conjunto pela Embraer e a Airbus, se é verdade, não sei.
- Militar: tentar vender o ALX para um grande cliente (Israel, por exemplo), vender o 145AEW para mais alguem (vejo Africa do Sul), projetos de modernização para países que quiserem.


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 9:53 pm 
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Vou dar o meu "chute" também :)

Na área civil acho que a Embraer está em um bom caminho e deve continuar investindo no mercado de aviação regional e executiva.

Acho que seria uma boa estratégia se arriscar também em novos mercados através de parcerias. Gostaria de ver uma parceria entre a Embraer e Airbus, por exemplo, no mercado de jatos com mais de 100 passageiros.

Gostei também da idéia dos colegas para uma nova família de turbo-hélices maiores que o Brasília, e acho que realmente existe mercado para tal.

Seria interessante dar uma maior destaque para a Neiva fazendo com que esta pudesse produzir uma linha com a sua marca para mercados menores. Hoje ela só produz o Ipanema e peças e valeria muito mais se tivesse produzindo uma família de turbo-hélices mais simples e baratos, por exemplo, com o respaldo tecnológico e de marketing da própria Embraer.

Na área militar eu também acho que a Embraer deve ser mais ousada.
Em primeiro lugar deve estar em sintonia com a FAB que é o seu principal mercado e sua maior vitrine. Não adianta tentar empurrar para a FAB o que ela não precisa ou não deseja.

Um cargueiro bimotor intermediário entre o C-295 e A-400 pode ser competitivo e interessaria a FAB com certeza (não dizem aí que ela é a TAB :P ). Poderia ser uma plataforma para diversos outros desenvolvimentos, como no caso do Hércules, mas deveria ter um diferencial deste, nem que fosse no preço.

A obtenção de tecnologia com futuras compras da FAB deveria ser obrigatória mas me parece que hoje ainda falta uma parceria maior. Seria excelente se a Embraer pudesse fabricar partes e dar manutenção de maior compexidade nos futuros aviões de caça do FX.

Outro mercado que merece uma atenção é dos treinadores a jato. Embora seja um mercado de maior risco, por existirem muitos concorrentes e exigir um investimento maior, a Embraer já tem tecnologia suficiente um projeto assim. Deveria ser LIFT de maior performance, que parece ser uma tendência e também para que não concorra com o próprio SuperTucano.

Acho que poderia investir um pouco mais também na verticalização da sua produção com uma empresa de eletrônica embarcada, talvez na área de computadores e software embarcados para sistemas FBW.

No mais, é o desejo que a Embraer tenha cada vez mais sucesso e continue crescendo.

[]'s

_________________
- Alberto


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 10:00 pm 
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Alberto escreveu:
Vou dar o meu "chute" também :)

Na área civil acho que a Embraer está em um bom caminho e deve continuar investindo no mercado de aviação regional e executiva.

Acho que seria uma boa estratégia se arriscar também em novos mercados através de parcerias. Gostaria de ver uma parceria entre a Embraer e Airbus, por exemplo, no mercado de jatos com mais de 100 passageiros.

Gostei também da idéia dos colegas para uma nova família de turbo-hélices maiores que o Brasília, acho que existe mercado para tal.

Seria interessante dar uma maior destaque para a Neiva fazendo com que esta pudesse produzir uma linha com a sua marca para mercados menores. Hoje ela só produz o Ipanema e peças e valeria muito mais se tivesse produzindo uma família de turbo-hélices mais simples e baratos, por exemplo, com o respaldo tecnológico e de marketing da própria Embraer.

Na área militar eu também acho que a Embraer deve ser mais ousada.
Em primeiro lugar deve estar em sintonia com a FAB que é o seu principal mercado e sua maior vitrine. Não adianta tentar empurrar para a FAB o que ela não precisa ou não deseja.

Um cargueiro bimotor intermediário entre o C-295 e A-400 pode ser competitivo e interessaria a FAB com certeza (não dizem aí que ela é a TAB :P ). Poderia ser uma plataforma para diversos outros desenvolvimentos, como no caso do Hércules, mas deveria ter um diferencial deste, nem que fosse no preço.

A obtenção de tecnologia com futuras compras da FAB deveria ser obrigatória mas me parece que hoje ainda falta uma parceria maior. Seria excelente se a Embraer pudesse fabricar partes e dar manutenção de maior compexidade nos futuros aviões de caça do FX.

Outro mercado que merece uma atenção é dos treinadores a jato. Embora seja um mercado de maior risco, por existirem muitos concorrentes e exigir um investimento maior, a Embraer já tem tecnologia suficiente um projeto assim. Deveria ser LIFT de maior performance, que parece ser uma tendência e também para que não concorra com o próprio SuperTucano.

Acho que poderia investir um pouco mais também na verticalização da sua produção com uma empresa de eletrônica embarcada, talvez na área de computadores e software embarcados para sistemas FBW.

No mais, é o desejo que a Embraer tenha cada vez mais sucesso e continue crescendo.

[]'s


Isso já está acontecendo.

Gostei da idéia de um linha de aviões pequenos feitos pela Neiva.

A Embraer parece que está querendo entrar no mercado de helicópteros.

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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 10:08 pm 
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Vector,

Suas explicações foram muito boas e esclarecedoras, e realmente eu não esperava que você fosse dizer coisas confidenciais, até porque entendo que se estamos em uma empresa, temos que respeitar as normas, e eu também passo por isso, e tem que ser assim mesmo.
As opiniões dos demais colegas também foram muito boas.

Esdras :wink:


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MensagemEnviado: Sex Jan 12, 2007 10:22 pm 
Pessoal,

Muito bom, estou me suspreendendo com as respostas. Sérias, bem pensadas e etc.

Posso não concordar com algumas colocações e concordar com outras. Mas me arrisco a dizer que na média a coisa tá muito alinhada com o que eu tb penso.

Prometi não ser extenso mas acho que não sei ser direto, então vou dar algumas voltas para dizer o que penso.

>>> Mercado militar - novos produtos, marketing e vendas <<<

Esse assunto é por demais complexo para se escrever umas poucas linhas, pois daria um livro. E eu não seria o autor, é claro.

Mas este mercado todos sabem que é muito complexo pois involve governos. E trabalhar com governos é complexo.

vamos a algumas considerações:

1- Equipe de vendas. A Embraer sabe que os três mercados são completamente diferentes e por isso mesmo mantém equipes independentes para cada um deles (COmercial / Executivo e Militar).

2- Contratos. Os contratos militares levam anos para serem fechados, em geral. E dependem do envolvimento governo - governo, de offsets e etc. Não sei se vcs sabem, mas os mesmos offsets que pedimos a russos e franceses, os interessados nos produtos Embraer também nos pedem. Aí o governo brasileiro tem de entrar na jogada... e não é fácil.

3- Marketing. Eu acho que o marketing para o mercado militar tb é diferenciado. E acho que a Embraer trabalha bem. Ela é agressiva e tem participado de feiras na África, Oriente Médio e Ásia. Tem enviado seus aviões para serem testados por diversas forças aéreas e recebe em sua fábrica representantes de diversas delas para testarem seus produtos.

4- Pode não parecer mas existe um núcleo de pessoas dentro da empresa com bastante experiência nas vendas para estes mercados.

5- Contratos futuros. Este é um assunto sigiloso, mas existem muitos contratos em andamento. Um em particular parece estar bem avançado, e vai ser coisa grande. Mas esses contratos são coisa demorada, e muita negociação rola.

Trabalhei por algum tempo justamente com a equipe militar, no desenvolvimento do ACS. Acompanhei o projeto desde o início. Participei da elaboração das propostas, do projeto e etc... E vcs não imaginam como a coisa é complicada.
Infelizmente o contrato não virou.

Ao contrário dos outros mercados, acho que apenas uma porcentagem muito pequena das consultas se tornam contratos. Mas isso é característica deste mercado.

Participei de muitas delas. Vcs não imaginam quantos governos tem procurado a Embraer para comprar produtos e também atrás de parcerias na área de defesa. Sei de pelo menos uma dúzia de países.

>>> Investimentos <<<

Esse é um assunto delicado.
Ao contrário de Boeing e Airbus, a Embraer tem trabalhado quase que exclusivamente com dinheiro próprio ou proveniente de empréstimos captados por ela. O governo não injeta dinheiro a "fundo perdido" para pesquisa e desenvolvimento tecnológico...
Não podemos esperar o mesmo fluxo de investimentos de uma FAB do que vemos na Europa ou EUA.

Sds,
Vector


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