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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Ter Nov 18, 2014 2:13 pm 
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18 de Novembro, 2014 - 14:40 ( Brasília )
“ARGOS”, OPS, ASTROS
Indiscrição da Presidente possibilita saber detalhes das negociações com o Catar sobre o sistema ARGOS, ops, ASTROS.


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Sistemas ASTROS II em destaque no Desfile de encerramento das Manobras Abdullah Sword na Arábia Saudita - Foto - Agência

Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet


Na entrevista coletiva a presidente Dilma Rousseff, em Doha, Catar (12NOV14), detalhou as suas negociações com o Emir do Catar, com importantes informações com repercussão na defesa.

O Catar é mais importante fornecedor de gás natural do Brasil (3º produtor mundial atrás da Rússia e Irã).

A presidente certamente avançou o sinal e informou que estavam em negociações com o Catar assuntos sobre o campo de Defesa:

1 – Negociação com aeronaves da EMBRAER.
2 – E negociação com o sistema “ARGOS”(?)

No primeiro não foi possível saber se as negociações estavam relacionadas a aeronaves civis ou militares. A imprensa do Catar pesquisada por DefesaNet, trata com muita discrição os assuntos de Defesa, e as próprias notícias referentes à visita da presidente do Brasil foram módicas na imprensa daquele país.

No segundo item, embora o novo produto lançado pela presidente (ARGOS), para os conhecedores da área é o interesse do Catar em modernizar a sua bateria de ASTROS II, elevando-a ao padrão 2020.

Três países da região (Catar, Iraque e Arábia Saudita) foram grandes clientes do sistema ASTROS II nos anos 80. No Iraque, os sistemas foram dizimados, em especial durante as ações da Operação Desert Shield (1991), onde os sistemas ASTROS II eram o segundo objetivo estratégico a ser caçado e destruído, após os mísseis Scud.

O Catar, com uma bateria, e a Arábia Saudita, estão negociando com a empresa brasileira AVIBRAS Aeroespacial a modernização dos seus sistemas ASTROS II, versão Mk3 ou anterior. No caso daqueles países o chassi é Mercedes-Benz, de origem alemã.

Esta versão não pode utilizar o Foguete Guiado AV-SS-40G e o Míssil Tático de Cruzeiro (AV-TM300), desenvolvidos para o ASTROS 2020..

Esta modernização possibilitará que ambos países possam operar o Sistema lançador de foguetes poderá lançar o Foguete Guiado e o Míssil AV-TM 300, armas desenvolvidas para o ASTROS 2020. Além da modernização no sistema de Direção de Tiro e Sistemas de Dados Meteorológicos e transmissão de dados via satélite. Inclui também estação de planejamento de tiro, necessário para o AV-TM300.

O futuro contrato com a Arábia Saudita está orçado em mais de U$ 600 Milhões de Dólares, com o Catar é estimado em U$ 400 Milhões.

No momento ambos contratos esperam que a empresa de Jacareí (SP) ofereça garantias bancárias. Este é um problema recorrente, que as maiores exportações do setor de defesa brasileiro têm sofrido. A dificuldade de obter garantias governamentais e bancárias.

A possibilidade de novos contratos na região são grandes. Embora os Emirados Árabes tenham adquirido o sistema americano Lockheed Martin HIMARS (um versão americana do ASTROS II), este país poderá adquirir uma bateria do ASTROS 2020, em especial se o AV-TM 300 atingir a performance especificada.

A atual plataforma desenvolvida em um sistema Tcheco Tatra (ASTROS MK6) poderá ser modificado para adotar um chassi Rheinmetall MAN Military Vehicles (RMMV).

Fonte: http://www.defesanet.com.br/br%20arabia ... --ASTROS-/


Sds.


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Qua Dez 17, 2014 9:12 am 
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Arabia Saudí anuncia la compra de cuatro baterías de artillería Astros 2020 a Brasil

(Infodefensa.com) São Paulo – Miembros del Centro de Doctrina del Ejército (CDoutEx), de la Oficina de Proyectos del Ejército (EPEx) y del sexto grupo Lanzador Múltiple de Cohetes/Centro de Instrucción de Formosa (6º GLMF / CIF) participaron en un intercambio sobre artillería de misiles y cohetes en Arabia Saudí entre los pasados 15 y 22 de noviembre, a través del Proyecto Estratégico Astros 2020.

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La comitiva brasileña visitó la instalación militar saudí Khamis Mushait y se reunión con el Mando de la 21ª Brigada de Artillería y del 13º Batallón de Artillería, usuaria del sistema Astros desde hace 27 años. Esta unidad empleó este sistema de Avibras en la lucha contra las tropas iraquíes en la primera Guerra del Golfo.

Durante el intercambio, los saudíes mostraron su plena confianza en la calidad y la eficacia de este sistema y anunciaron la compra de la versión Astros 2020 (MK-6). Un nuevo grupo deberá ser formado para ello con cuatro baterías, lo que supone entre cuarenta y sesenta blindados, entre lanzadores, remuniciadores, vehículos de mando y control, rescate y taller, entre otros.

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Los nuevos Astros 2020 pueden disparar toda la familia de cohetes disponibles, incluido el SG-40 guiado y el misil táctico de crucero AV-TM 300, de trescientos kilómetros de alcance. En el anuncio no se detalla la adquisición de este tipo de armas para el empleo en los nuevos Astros 2020.

Fotos: Ejército Centro de Doctrina de Brasil

Fonte: Infodefensa.com


Sds.


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Qua Dez 17, 2014 2:05 pm 
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Un nuevo grupo deberá ser formado para ello con cuatro baterías, lo que supone entre cuarenta y sesenta blindados, entre lanzadores, remuniciadores, vehículos de mando y control, rescate y taller, entre otros.

Pelos cálculos acima, nosso EB vai forma 2 novas baterias, já que adquiriu 20 veículos Astros 2020.
Acho que além dessas 20 unidades, deveriam ter adcionado opção para mais 20 unidades, criando assim 4 baterias novas.


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sex Jan 09, 2015 11:49 am 
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AVIBRAS - SITUAÇÃO PREOCUPA O SETOR DE DEFESA
A difícil situação do setor de defesa que teve grande adiamento nos pagamentos em 2014 traz o foco crítico da AVIBRAS
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A AVIBRAS Indústria Aeroespacial, localizada em Jacareí (SP), uma das pioneiras do setor aeroespacial e de defesa no Brasil, nascida nos primeiros anos da década de 60 parece que chegou a seu limite. Mais um passo no escuro e poderá encerrar suas atividades, mesmo com contratos assinados.
Depois se sofrer calotes sucessivos de seus clientes ( ver a matéria Brasil e Iraque negociam dívida Link), principalmente do Brasil, e apostar em projetos que foram abandonados e fadados ao fracasso, o corte orçamentário anunciado nesta semana pelo governo federal no Ministério da Defesa caiu como uma bomba. A pasta já tem faltado no cumprimento do cronograma de pagamentos dos projetos contratados e isso está levando a empresa mais uma vez a beira da falência.
Completamente paralisada por falta do pagamento de salários e endividada pela construção da nova fábrica para o ASTROS 2020, a empresa está sem situação de desespero por mais uma vez confiar em projetos ligados ao governo federal e nas promessas da presidente Dilma Rousseff, avalizada pelo então ministro Celso Amorim.
A AVIBRAS prorrogou por mais uma semana a licença remunerada de todos os trabalhadores da fábrica, em Jacareí, e voltou a atrasar os salários. Nesta última quinta-feira (08), houve uma assembleia com os trabalhadores e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
Os funcionários da AVIBRAS estão em licença desde o dia 17 de dezembro e deveriam ter retornado na segunda-feira, dia 5, ao trabalho. Entretanto, eles foram informados que só deverão voltar à fábrica dia 12. Mesmo assim com um clima de incerteza e previsões sombrias de demissões em massa.
Os salários de dezembro e a primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) deveriam ter sido pagos também no dia 5 de janeiro, mas não há previsão de quando o depósito será feito. Sem os pagamentos previstos pelo governo, não existe maneira de saldar a dívida trabalhista e o sindicato trabalha para que haja uma intervenção na indústria.
A empresa já pediu abertura de negociação com os sindicalistas para adoção de lay-off (suspensão de contratos de trabalho) na fábrica. Segundo a entidade de classe, a situação não se deve a falta de clientes. Embora tenha R$ 2,4 bilhões em carteira de pedidos, com contratos já assinados, a companhia não tem sem capital de giro por ter investido - incentivado pelo governo federal - numa nova unidade fabril e em novos projetos.
O Sindicato protocolou, na última terça-feira, dia 6, pedido de reunião com o ministro da Defesa, Jacques Wagner, para relatar a situação dos 1.500 funcionários da AVIBRAS e reivindicar que o governo federal tome providências em favor dos trabalhadores. Em dezembro, foi deflagrada uma greve contra os atrasos salariais, que se repetiram diversas vezes ao longo de 2014.
O discurso estatizante do sindicato retornou com força total. Segundo a entidade, por se tratar de uma empresa estratégica para o país, é preciso a estatização como única saída para a AVIBRAS, maior fabricante brasileira de equipamentos militares, com 54 anos de história, conseguir sobreviver. Entre seus clientes estão governos da Arábia Saudita, Indonésia, Catar e Malásia, além das Forças Armadas brasileiras.
“Já passou da hora do governo estatizar a empresa. A própria AVIBRAS admite que está em seu melhor momento, mas para os trabalhadores sobra apenas calote”, afirma o diretor do Sindicato Elias Osses.
A situação da empresa é apenas uma entre várias que deixaram de receber do governo por cortes em programas de defesa e marginalizar projetos já contratados. A situação é tida pelos empresários do setor como gravíssima e tende a piorar com as necessidades de saneamento dos cofres públicos, quando a pasta da Defesa é uma das primeiras a ser afetada. Nos anos 90 a empresa entrou em concorda (atualmente chamada Recuperação Judicial), que só conseguiu levantar na década seguinte.
O mais importante projeto da empresa atualmente o sistema ASTROS 2020 e suas munições o Míssil de Cruzeiro AV-TM300 e a munição guiada SS-40 estão no PAC 2 e são considerados um Projeto Estratégico do Exército Brasileiro.

Nota DefesaNet


O Presidente da AVIBRAS Sami Hassuani, informou a DefesaNet, ainda em 2014, que uma ação importantíssima para a sobrevivência da empresa estava difícil de ser realizada. A obtenção das garantias de governo e em especial as garantias bancárias exigidas pelos clientes estrangeiros para fechar contratos.
Há expectativa de contratos de mais de U$ 2 Bilhões com a Arábia Saudita e Catar. Modernização dos sistemas ASTROS II, adquiridos nas décadas de 80 e 90, levando-os ao padrão ASTROS 2020 além de novas baterias de lançadores do sistema. Também a aquisição do Míssil de Cruzeiro AV-TM 300 e a munição guiada SS40.
Porém a burocracia oficial e a ineficiência do Ministério da Defesa tem dificultado a obtenção do documento. Sempre criticado pelos militares, a exportação para a Malásia, fundamental para a empresa cruzar os anos 2000, foi garantida por uma carta pessoal do então presidente Fernando Henrique Cardoso, dando o aval do Governo Brasileiro.
A situação da AVIBRAS poderá gerar uma movimentação e realinhamento n a Base Industrial de Defesa (BID). Embora negado por André Amaro, presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia, há informes que as duas empresas iniciaram conversações ainda em 2014 (ver a matéria ODEBRECHT e AVIBRAS: a Fumaça e o Fogo Link).
Outra empresa que tem interesse na AVIBRAS é a europeia MBDA. A participação na AVIBRAS seria fundamental para a MBDA manter a presença no Brasil, pois teme que uma associação desta com a ODT a levaria para a órbita dos projetos russos como o Pantsir 2.

Link:http://www.defesanet.com.br/bid/noticia/17902/AVIBRAS---Situacao-preocupa-o-setor-de-Defesa/

COMENTÁRIOS :
Pois é, mas as verbas destinadas as empresas multi nacionais e ou ex nacionais adquiridas pelas multi estrangeiras não sofrem atrasos ou contenções.
Se essa empresa for adquirida por alguma estrangeira,"jogarei meu chapéu" sinceramente.
Queira deus, que essa importantíssima empresa de defesa seja adquirida pela ODT, Andrade etc...
Engraçado que as verbas para o Frankenstein da Montaer ( KC-390 da Embraer ), não sofre contingências, sendo incluso no PAC defesa; assim como não sofreu contingências os Guaranis montados pela gigante Italiana Iveco Defense, assim como não sofre contingências os SBR da Francesa DCNS.
É aguarda para ver o desenrolar desse novo episódio , do seriado "A ENTREGA DA NAÇÃO TUPINIQUIM".


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sex Jan 09, 2015 12:56 pm 
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O que a MBDA tem que fazer é negociar com a ODT para, juntas, operarem a Avibras e não tentar comprá-la, pois senão ai é que a empresa vai pro vinagre, pois assim ela perderá o celo de Empresa Estratégica de Defesa - EED.

A bem da verdade, seria profícuo uma junção entre a ODT/Mectron e a Agrale assumirem o controle da Avibras, dando à alguma estrangeira algum controle minoritário, eu acredito que seria interessante aos sul'africanos da Denel participarem desta empreitada, ou mesmo a própria MBDA.

No mais, não tem jeito, para participar neste mercado, tem que ter bala na agulha para aguentar o rojão de grande projetos e atrasos no pagamento, quando não contingenciamentos, do GF. Aliás, coisa comum em outros países também.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sex Jan 09, 2015 3:45 pm 
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Nota da Avibras

Luiz Padilha
09/01/2015


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Ao contrário do que foi publicado nesta sexta-feira, dia 9 de janeiro na imprensa, a Avibras Indústria Aeroespacial esclarece que a atual situação financeira da empresa, principalmente o atraso no pagamento dos salários de seus colaboradores, não tem qualquer ligação com o corte orçamentário anunciado pelo Governo Federal. É importante ressaltar que o Governo Federal, sobretudo o Ministério da Defesa, é parceiro indissolúvel das empresas de defesa, principalmente da Avibras, investindo na preservação da independência tecnológica do País, na garantia da soberania, do patrimônio nacional e da integridade territorial.

A Avibras esclarece ainda que o atraso no pagamento dos salários de dezembro, do 13º salário e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de seus 1.500 colaboradores, deve-se aos entraves burocráticos com instituições financeiras, que são parceiras importantes e de longa data da empresa, como o Banco do Brasil e a Financiadora de Estudos e Projetos – Agência Brasileira de Inovação (Finep).

A retenção de R$ 11,7 milhões da conta da Avibras, por parte do Banco do Brasil no final de dezembro, impediu a empresa de pagar os salários como também os fornecedores. Os recursos retidos, provenientes de exportações, estavam destinados, exclusivamente, para este fim. No dia 19 de dezembro a Avibras solicitou ao Banco do Brasil que não efetuasse qualquer retenção, uma vez que os valores já estavam comprometidos, alertando a instituição para um possível agravamento da situação financeira da empresa e para o impacto social na vida de 1.500 colaboradores e de suas famílias.

Além da retenção dos valores, o Banco do Brasil ainda não aprovou o aumento do limite de crédito solicitado pela empresa no início de 2014, de R$ 35 milhões para R$ 100 milhões – limite de crédito que já foi disponibilizado para a empresa no passado -, apesar de ter em seu poder todos os recebíveis
nacionais e internacionais da Avibras, estimados em cerca de R$ 2,4 bilhões, e a hipoteca de seu parque industrial, avaliado em mais de R$ 160 milhões.

Outro fator agravante é a demora na liberação de financiamentos reembolsáveis já aprovados, no valor de R$ 115 milhões, no Programa Inova Aerodefesa da Finep, que teve início em maio de 2013. A Avibras participou do edital e foi contemplada pelo programa, que prevê condições especiais para financiamentos reembolsáveis.

Enquanto aguardava a concretização das operações financeiras e visando manter os empregos, o lançamento de novos produtos e a conquista da excepcional carteira de pedidos, a Avibras investiu cerca de R$ 100 milhões do seu capital de giro, que seria reposto por estes recursos de médio e longo prazo e de baixo custo, previstos em instrumentos legais como o Programa Inova Aerodefesa e a lei federal, que dispõe sobre a criação de Empresas Estratégicas de Defesa (EED), bem como prevê condições especiais de financiamentos a estas empresas. No ano passado a Avibras foi certificada pelo Ministério da Defesa como empresa estratégica, podendo usufruir desses benefícios.

Após dois anos do lançamento do Edital Inova Aerodefesa e quase três anos da promulgação da lei, que cria as EEDs, as áreas de crédito, tanto do Banco do Brasil quanto da Finep, ainda não se adequaram à nova legislação, enfrentando dificuldades para realizar operações no setor de defesa, tendo como justificativa os regulamentos e as regras internas, totalmente incompatíveis com a realidade atual do setor e as diretrizes do Governo.

Apesar das dificuldades, as negociações com estas instituições financeiras continuam. Para a solução definitiva deste impasse, a Avibras com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos, também solicitou a intervenção do Governo Federal, por meio da Casa Civil e do Ministério Defesa, órgãos parceiros e apoiadores das empresas que equipam, com alta tecnologia, as Forças Armadas do Brasil.

Em razão da transição atual de Governo, a normalização da situação financeira poderá requerer um tempo adicional, obrigando a empresa a reduzir seus custos neste período, através do Lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), evitando assim a necessidade de demissões e garantindo uma rápida retomada das atividades.
Atualmente a Avibras possui 1.500 funcionários e gera mais de 6.000 empregos indiretos, estando no seu melhor momento comercial, em 54 anos de existência, com programas substanciais, tanto no mercado interno quanto no externo, com carteira sólida de pedidos, na ordem de R$ 2,4 bilhões. Por outro lado, é necessário equacionar seu relacionamento com o Banco do Brasil e a Finep.

Sami Hassuani
Presidente da Avibras


http://www.defesaaereanaval.com.br/nota-da-avibras/


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Seg Jan 12, 2015 9:10 pm 
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Seria bom se a Agrale comprasse a Avibras para formarem outro grande grupo de defesa!


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Qui Fev 12, 2015 8:49 am 
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12 de Fevereiro, 2015 - 09:00 ( Brasília )
EDITORIAL - CRISE NA AVIBRAS. QUAL CRISE?

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Cerimônia de entrega das primeiras unidades ASTROS II ao Exército Brasileiro, em 1990, recebidos como quitação de impostos. Na foto o Eng João Verdi Leite e o Ministro do Exército Gen Ex Leonidas Pires Gonçalves Foto - Radiobras
Cerimônia de entrega das primeiras unidades ASTROS II ao Exército Brasileiro, em 1990, recebidos como quitação de impostos. Na foto o Eng João Verdi Leite e o Ministro do Exército Gen Ex Leonidas Pires Gonçalves Foto - Radiobras

Crise é uma palavra que convive com os 54 anos de história da AVIBRAS Indústria Aeroespacial SA. E nesta última crise ela está há longo tempo em uma persistente e corrosiva.

O Exército Brasileiro recebeu seus primeiros ASTROS II , em 1990, que eram unidades produzidas para o Iraque e pela inadiplência de Sadam Husseim foram repassadas pela AVIBRAS ao Governo Brasileiro em quitação de impostos.

Logo em seguida a invasao do Kuwait pelas forças do Iraque foi outra oportunidade com a Arábia Saudita comprando o estoque de foguetes, curiosamente produzidos para o Iraque e estocados.

Leia a matéria :

AVIBRAS – Sob clima de Tensão empresa diz que retoma atividades em 19 Fevereiro

Link : http://www.defesanet.com.br/bid/noticia ... Fevereiro/

Os anos 90 foram duros cruzados com a fabricação de antenas parabólicas e qualquer coisa que fizesse negócio. A nova venda do Sistema ASTROS foi para a Malásia, em 2001, na oportunidade o Presidente Fernando Henrique deu garantias do Governo Brasileiro para a realização do negócio.

Fundada pelo Engenheiro ITA João Verdi Carvalho Leite, em 1961, produtora da primeira aeronave brasileira o treinador Falcão, inovadora em muitos campos e mais conhecida pelo Sistema de Foguetes ASTROS (Artillery Saturation Rocket System).

A única arma estratégica desenvolvida pelo Brasil e que foi reconhecida por quem teve que enfrentá-la o US Army na Operações Desert Shield e Desert Storm (1991).

O que vemos, a impressionante imagem dos foguetes sendo disparados, não é o segredo da AVIBRAS. A real capacitação da AVIBRAS muito poucos tiveram a oportunidade de conhecer as instalações de produção de propelente sólido e da arte que é montá-los nos foguetes e mísseis (como a a atual recuperação do EXOCET).

A velocidade de queima do propelente sólido tem de ser exata, pois se for mais rápida o foguete cai antes do alvo, se mais lenta o foguete atinge além do alvo. Também gerar pouca fumaça e calor.

É dessa expertise hoje dominada por: Estados Unidos, Rússia e quem sabe China, que desejamos manter.

Na gestão do ministro da Defesa Nelson Jobim, foi incubido o General-de-Exército De Nardi, antes e depois de assumir como Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), para procurar uma solução para a AVIBRAS. Muito foi conseguido como a liberação de cadastros e créditos para a empresa.

Também foi procurada uma solução de maior fôlego como a associação a um grupo nacional ou talvez internacional. Todas as tentativas foram obstaculizadas pelo sucessor do Engenheiro Joao Verdi, seu filho João Brasil Carvalho Leite. Que ocupa uma posição no Conselho da empresa, mas obstaculiza as ações por ser o maior acionista.

Seu objetivo é ter um valor de venda que fonte qualificadas do setor de defesa consideram irreal, pois a empresa vergada pelos passivos: tributário, fiscal, com fornecedores e trabalhistas está com patrimônio negativo.

Nesta realidade resta ao presidente Sami Hassuani perambular pelos corredores da burocracia de Brasília, como um Diógenes, da era moderna, com sua lamparina a procura da solução financeira perfeita.

Antes de sua morte, em acidente aéreo, o Eng João Verdi afirmou ao editor de DefesaNet. “O ASTROS ainda tem uma vida de mais de 50 anos”. Os projetos SS-40GA e AV-TM300, em desenvolvimento dentro do Programa Estratégico do Exército ASTROS 2020 sinalizam isso.

Porém, no momento por incúria, sonhos dissociados da realidade ou mera birra conduzem de forma acelerada para que isto não aconteça.

Não só os postos de trabalho, não só os contratos próximos com a Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, e outros. Não só o projeto ASTROS 2020, mas isto sim a única e real indústria estratégica de armamentos brasileira.




Sds.


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sex Fev 13, 2015 8:19 am 
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O problema da avibrás tem nome: "Má Gestão".
Ninguém, em sã consciência, mantem uma empresa com um cliente que responde por 90% de suas receitas. Ninguém mantem uma empresa sem planejamento ou contratos bem amarrados, ninguém mantem uma empresa sem um plano B.
A avibrás tem um destino sim, a lei de falências.
Atenciosamente
J. Mitchel

_________________
Dom Joaquim
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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sex Fev 13, 2015 3:18 pm 
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JMZST escreveu:
O problema da avibrás tem nome: "Má Gestão".
Ninguém, em sã consciência, mantem uma empresa com um cliente que responde por 90% de suas receitas. Ninguém mantem uma empresa sem planejamento ou contratos bem amarrados, ninguém mantem uma empresa sem um plano B.
A avibrás tem um destino sim, a lei de falências.
Atenciosamente
J. Mitchel

Pois então meu amigo, compartilho do mesmo pensamento. Isto porque de 2008 pra cá a empresa vem tendo bastante atenção do GF, mas mesmo assim se encosta mais e mais. Aliás, o próprio GF já se tornou sócio da empresa e ela nunca consegue sair do buraco, todo ano é reclamação após reclamação, detalhe, antes o problema era falta de garantias para exportar, hoje os problemas já são outros e ela continua exportando. Daqui a pouco, ela alegará que é responsabilidade deste, ou de qualquer outro governo, que ele terá que arcar com os pagamentos de 13° salário dos funcionários.

Uma coisa é eu concordar em priorizar empresas nacionais em detrimento às nacionalizadas e/ou estrangeiras, outra coisa é defender que o GF (independente da cor partidária a frente) arque com tudo para manter a empresa viva.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Ter Fev 24, 2015 9:32 am 
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Salvo engano meu, os misseis a que a reportagem se refere é produzido pela Avibras

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noti ... brasil.htm

Citação:


Indonésia ameaça reconsiderar compra de material militar do Brasil
72

Relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas

Relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas

O governo da Indonésia ameaçou reconsiderar a compra de material militar do Brasil após a deterioração das relações entre os dois países devido à execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em janeiro, informou nesta terça-feira (24) a imprensa local.

A Indonésia chamou de volta, no sábado, seu representante no Brasil e apresentou um protesto formal às autoridades brasileiras porque a presidente Dilma Rousseff se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto.

Após o incidente, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que Jakarta poderia reconsiderar a compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super-Tucano e lança mísseis de fabricação brasileira, segundo o jornal "The Jakarta Post".

As relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas, apesar do pedido de clemência da presidente.

Dilma, que chamou para consultas o embaixador em Jacarta após a execução de Marco Archer, também pediu clemência para Rodrigo Muxfeldt Gularte, também condenado por tráfico e cuja execução esta prevista para este mês, por um pelotão de fuzilamento.

Neste caso, o Brasil pede a suspensão da execução e a hospitalização de Rodrigo, que sofre de esquizofrenia, conforme admitiram as próprias autoridades da Indonésia.




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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Ter Fev 24, 2015 11:04 pm 
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Jacinto escreveu:
Salvo engano meu, os misseis a que a reportagem se refere é produzido pela Avibras

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noti ... brasil.htm

Citação:


Indonésia ameaça reconsiderar compra de material militar do Brasil
72

Relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas

Relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas

O governo da Indonésia ameaçou reconsiderar a compra de material militar do Brasil após a deterioração das relações entre os dois países devido à execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em janeiro, informou nesta terça-feira (24) a imprensa local.

A Indonésia chamou de volta, no sábado, seu representante no Brasil e apresentou um protesto formal às autoridades brasileiras porque a presidente Dilma Rousseff se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto.

Após o incidente, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que Jakarta poderia reconsiderar a compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super-Tucano e lança mísseis de fabricação brasileira, segundo o jornal "The Jakarta Post".

As relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas, apesar do pedido de clemência da presidente.

Dilma, que chamou para consultas o embaixador em Jacarta após a execução de Marco Archer, também pediu clemência para Rodrigo Muxfeldt Gularte, também condenado por tráfico e cuja execução esta prevista para este mês, por um pelotão de fuzilamento.

Neste caso, o Brasil pede a suspensão da execução e a hospitalização de Rodrigo, que sofre de esquizofrenia, conforme admitiram as próprias autoridades da Indonésia.





Astros MK6.

Sds.


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Sáb Fev 28, 2015 3:59 pm 
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26 de Fevereiro, 2015 - 12:00 ( Brasília )

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AVIBRAS – SITUAÇÃO É GRAVÍSSIMA E DIVERGÊNCIAS NO MD
A fábrica de Jacareí só voltará a funcionar em março, e surgem graves divergências no Ministério da Defesa

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A situação da AVIBRAS se agrava a cada dia e está também mais distante de uma solução definitiva. Em coletiva o ministro da Defesa Jaques Wagner respondeu que a questão da empresa não era orçamentária mas de gestão. Foto MD

Júlio Ottoboni
Correspondente DefesaNet



A situação da AVIBRAS se agrava a cada dia e está também mais distante de uma solução definitiva. Os metalúrgicos da AVIBRAS rejeitaram, em assembleia, ocorrida nesta última segunda-feira, dia 23, a proposta da empresa de pagar os salários atrasados apenas na primeira quinzena de abril.

O Sindicato exige que o pagamento seja feito imediatamente. E pela sexta vez consecutiva houve um adiamento do retorno aos trabalhos, o que colocou os níveis de tensão em patamares nunca alcançados ao longo dos mais de meio século de existência da empresa.

O trabalhadores da AVIBRAS estão há dois meses sem salário e em licença remunerada desde dezembro, embora tenham recebido apenas parte dos vencimentos. Uma nova assembleia está marcada para o dia 2 de março, data prevista para o encerramento da licença remunerada. Mas o próprio sindicato, que já apelou para a intervenção urgente do governo federal, desconfia que a empresa deve adiar novamente a retomada de suas atividades produtivas.

Além dos salários atrasados, a empresa deixou de pagar para os trabalhadores a primeira parcela da PLR 2014 (Participação nos Lucros e Resultados), no valor de R$ 2.500, e as multas referentes ao atraso salarial, no valor de R$ 15,60 por dia para cada trabalhador, conforme previsto na Convenção Coletiva da categoria.

A proposta de pagar os atrasados apenas em meados de abril foi rejeitada em assembleia na íntegra, já que os trabalhadores estão passando por diversas dificuldades financeiras. Muitos deles estão desesperados, inclusive pelo silêncio do governo federal e também da direção da AVIBRAS, cada vez mais distante de esclarecer definitivamente a situação que a empresa se encontra e qual seu futuro.

A AVIBRAS tem em seu quadro funcional 1500 funcionários, é uma das principais indústrias do setor bélico do país, considerada estratégica pelo governo de Dilma Rousseff e possui contratos com o governo federal, além de países como Indonésia e Arábia Saudita. Mesmo tendo R$ 2,4 bilhões em carteira de pedidos, com contratos já assinados, a empresa alega que está sem capital de giro, de acordo com os sindicalistas.

“Somente com muita luta é que vamos conseguir pressionar a empresa a pagar os salários atrasados. Os metalúrgicos estão cansados de esperar pelo pagamento, agora é hora de unir todos os trabalhadores da AVIBRAS para tornar nossa luta mais forte”, afirmou o diretor do Sindicato, José Dantas Sobrinho.

Divergências no MD

Na visita ao complexo de Itaguaí, composto pelas empresas NUCLEP e ICN (Itaguaí Construções Navais), responsáveis pela construção dos submarinos do PROSUB o ministro da Defesa Jaques Wagner concedeu uma entrevista coletiva. A visita ocorreu na terça-feira (24 FEV15).

Ao ser inquirido da situação da AVIBRAS, pelo editor-chefe de DefesaNet, o ministro da Defesa Jaques Wagner proferiu a seguinte resposta:

“O problema da AVIBRAS não é orçamentário é de gestão”.

Palavras que foram amplamente apoiadas pela Secretária-Geral do Ministério da Defesa Dra Eva Schiavon.

A visita de sindicalistas de São José dos Campos a autoridades militares do Ministério da Defesa geraram repercussões negativas da Secretária-Geral.

A estas divergências somem-se as repercussões negativas do imbroglio diplomátio pela não aceitação das credencias do Embaixador da Indonésia na sexta-feira (20FEV15), pela presidente Dilma Rousseff.

http://www.defesanet.com.br/bid/noticia ... ias-no-MD/


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Ter Mar 03, 2015 7:03 pm 
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03 de Março, 2015 - 16:00 ( Brasília )

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AVIBRAS PROLONGA MAIS UMA VEZ A RETOMADA DE SUAS ATIVIDADES E PERDE TODA CREDIBILIDADE

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Júlio Ottoboni


A credibilidade da direção da AVIBRAS foi ladeira abaixo nesta semana. Pelo menos o restante que ainda persistia junto aos trabalhadores da empresa. O retorno marcado para essa semana foi novamente suspenso e remarcado para ser retomado no próximo dia 09 de março. Essa é a oitava data de suspensão da licença remunerada, o sindicato já não acredita sequer que a empresa retomará suas atividades.

O caso é de desespero total entre os empregados e de silêncio absoluto por parte do Ministério da Defesa, que a tem como uma companhia estratégica para o país. A rede de boatos, alguns com consistência, já começaram a circular. Entre eles a imensa insatisfação dos militares com o desmonte da empresa articulado pelo governo federal, que entende a empresa sendo muito mal gerida por seus executivos.

A proposta da AVIBRAS de pagar os salários atrasados apenas na primeira quinzena de abril também é tida, pelos sindicalistas, como fantasiosa e um ganhar de tempo inútil. O Sindicato exige que o pagamento seja feito imediatamente. Nunca houve um situação como essa em mais de meio século de existência da empresa, uma das mais importantes e tradicionais do polo aeroespacial.

O trabalhadores da AVIBRAS estão há três meses sem salário e em licença remunerada desde dezembro, embora tenham recebido apenas parte dos vencimentos. Na assembleia realizada neste dia 2 de março, quando haveria o encerramento da licença remunerada, foi comunicada a nova data de retorno.

Mas o próprio sindicato, que já apelou para a intervenção urgente do governo federal, desconfia que a empresa deve adiar novamente a retomada de suas atividades produtivas indefinidamente, pois não conseguiu resolver suas pendências econômicas e nem financeiras.

Além dos salários atrasados, a empresa deixou de pagar para os trabalhadores a primeira parcela da PLR 2014 (Participação nos Lucros e Resultados), no valor de R$ 2.500, e as multas referentes ao atraso salarial, no valor de R$ 15,60 por dia para cada trabalhador, conforme previsto na Convenção Coletiva da categoria.

A proposta de pagar os atrasados apenas em meados de abril foi rejeitada em assembleia na íntegra. Os trabalhadores estão passando por diversas dificuldades, vários estão desesperados. O silêncio do ministro da defesa, Jacques Wagner, e também da direção da AVIBRAS, deixam a situação ainda mais tensa e com boatos que a AVIBRAS encerrará suas atividades ainda neste semestre.

A AVIBRAS tem em seu quadro funcional 1500 funcionários, é uma das principais indústrias do setor bélico do país, considerada estratégica pelo governo de Dilma Rousseff e possui contratos com o governo federal, além de países como Indonésia e Arábia Saudita.

Um dos comentários é que o governo federal pode fazer uma intervenção na companhia e compra-la pelo valor da dívida junto aos cofres públicos e repassa-la para um grupo de empresas interessadas. A disputa ficaria entre russos, que contam com a simpatia do governo brasileiro, e a Odebrecht. O vencedor receberia uma carteira de pedidos no valor de R$ 2,4 bilhões com contratos já assinados.

http://www.defesanet.com.br/bid/noticia ... ibilidade/


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 Título: Re: Avibrás
MensagemEnviado: Qua Abr 22, 2015 4:03 pm 
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Vasculhando a net a procura de informações sobre as empresa Brasileiras nessa LAAD-2015 ( QUE FOI O SHOW DAS MULTI ESTRANGEIRAS), encontrei esse encarte da Avibras.
Nele se nota algumas coisas interessantes .
1- Se nota a concepção do novo AV-AAe; parceria entre Avibras/MBDA ( SE NÃO ME ENGANO).
Propondo um sistema de defesa AAe nacional Baseado na plataforma Astros e míssil CAMM.
2- O míssil SS40-G, guiado por GPS
3-O Tupi Shepar
E o mais interessante, uma concepção do míssil MT-300, mas só que dessa vez ele novamente possui as asa para planeio.
Será que houve uma reviravolta no projeto e se decidiu pela adoção das asas ???
Com a resposta a Avibrás.
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