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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Sex Ago 02, 2013 7:48 pm 
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Postarei aqui , alguns SISTEMAS DE ARMAS nacionais que estavam em desenvolvimento ; mas não se tem mais notícias .
Talvez alguém tenha informações atualizadas dos mesmos .
Columbus COMMANDO M4
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MOVIN ( MONÓCULOS DE VISÃO NOTURNA )
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Citação:
imagem ilustrativa

NPAOC ENGEPRON
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MÍSSIL STAND-OFF AVIBRÁS
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M.S.A 5.1 ( MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR 5.100 km )
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MANSUP ( MARLIN )
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Citação:
O interessante dessa imagem , é que já temos conhecimentos para ENCAPSULAR O EXOCET & FUTURO MANSUP; Faltando o desenvolvimento de um sistema VLS nacional .
Que poderia ser derivado do SLDM nacional .

SLDM
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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Sex Ago 02, 2013 7:58 pm 
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putz... HHMMVV mal copiado em Fibra e com pneus de 33"?


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Sex Ago 02, 2013 8:11 pm 
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Caro 1911 , isso é apenas a MAQUETE do que seria o veículo.
Essa maquete é de madeira ,a única coisas real alí , são as RODAS ARO 33" como você mesmo disse .
Creio que se estivesse pronto , com certeza seria muito diferente disso rsrsrs


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Set 04, 2013 11:58 pm 
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Vasculhando á net , encontrei algo que pode ser uma tremenda REVELAÇÃO para nós ; entusiastas de assuntos militares .
No site BRAZILIAN AEROSPACE CLUSTER ; encontrei uma maquete do que parece ser a 1° BOMBA GUIADA A LASER nacional ( OU TALVEZ EU ESTEJA ERRADO , PODE SER UMA BOMBA DE PENETRAÇÃO ).
Mas o projeto denominado KIT INERTE DE BOMBA LG ; ao que parece , está na sua fase inicial .

Imagens do kit
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Postarei aqui o link , para caso haja entre nós alguém que entenda do assunto ; possa nos esclarecer do que se trata .

Link: ( http://www.phoenixbr.com.br/v2007/pagina.asp?item=107&idioma=&popup=0 )


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qui Set 05, 2013 12:21 am 
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foxtrot escreveu:
Vasculhando á net , encontrei algo que pode ser uma tremenda REVELAÇÃO para nós ; entusiastas de assuntos militares .
No site BRAZILIAN AEROSPACE CLUSTER ; encontrei uma maquete do que parece ser a 1° BOMBA GUIADA A LASER nacional ( OU TALVEZ EU ESTEJA ERRADO , PODE SER UMA BOMBA DE PENETRAÇÃO ).
Mas o projeto denominado KIT INERTE DE BOMBA LG ; ao que parece , está na sua fase inicial .

Imagens do kit
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Postarei aqui o link , para caso haja entre nós alguém que entenda do assunto ; possa nos esclarecer do que se trata .

Link: ( http://www.phoenixbr.com.br/v2007/pagina.asp?item=107&idioma=&popup=0 )

Esta é uma empresa daquelas anônimas que prestam serviços as grandes do setor, fabricando maquetes, mockups, parte física de simuladores e prestando serviço de computação gráfica.
Dummy é uma maquete, e esta fábrica é especializada em maquetes, inclusive mockups em tamanho real, veja as fotos do site:

Maquete de uma bomba com guiamento
Imagemphoenixbr

Maquete do SAAB 2000 AEW
Imagemphoenixbr

Mockup do interior de avião da Embraer
Imagemphoenixbr

Recuperação de aeronaves para exposição estática, A-29 e um Mirage III biplace, hoje expostos no MUSAL.
ImagemMusal
Imagemaviação em família


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qui Set 05, 2013 9:21 am 
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Obrigado pela explicação wstrobel.
Mas parto do principio de que , se pediram uma maquete é porque planeja desenvolver ( OU ESTÃO DESENVOLVENDO ) á bomba .
Ou posso está errado , claro . Observação : Repare no guindaste que suporta a maquete ( CHUTANDO POR ALTO ; NO MÍNIMO DE 1,5t ).
Maquete pesada essa eim rsrsrs .
E pintada de Azul ( COR DE ARMAMENTO INERTE , PARA TREINAMENTO ) , curioso .
Mas caso seja uma maquete de algum protótipo de armamento , deve ser de uma bomba de penetração ; pois não vejo nenhum ATUADOR DIRECIONAL nela ; nem Equipamentos de BUSCA na " cabeça " da bomba .


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qui Set 05, 2013 2:01 pm 
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foxtrot escreveu:
Obrigado pela explicação wstrobel.
Mas parto do principio de que , se pediram uma maquete é porque planeja desenvolver ( OU ESTÃO DESENVOLVENDO ) á bomba .
Ou posso está errado , claro . Observação : Repare no guindaste que suporta a maquete ( CHUTANDO POR ALTO ; NO MÍNIMO DE 1,5t ).
Maquete pesada essa eim rsrsrs .
E pintada de Azul ( COR DE ARMAMENTO INERTE , PARA TREINAMENTO ) , curioso .
Mas caso seja uma maquete de algum protótipo de armamento , deve ser de uma bomba de penetração ; pois não vejo nenhum ATUADOR DIRECIONAL nela ; nem Equipamentos de BUSCA na " cabeça " da bomba .

Mas veja onde está acorrentada, o centro de gravidade está na bomba inerte original, o resto é plastico, chapa fina e fibra.
Imagemphoenixbr

Deve ter sido algum estudo para produção de nossa bomba guiada, exceto a parte dianteira é muito parecida com outras bombas guiadas, como a que foi testada em Cachimbo pela AEQ, empresa do Grupo SDS Segurança & Defesa,
http://www.aereo.jor.br/wp-content/uplo ... 80x326.jpg
ImagemPoder Aéreo

Nem todas as bombas guiadas tem todas aquelas superfícies móvel expansíveis, como nesta na foto abaixo, antes e depois de lançada.
Imagem sketchup.google

Existem vários tipos de Bombas de penetração, normalmente só efetivas em sistemas maiores de 2.000 lbs(1000 kg)


Penetration of concrete........Weapon Systems................................Bombs

1.8 m (6 ft) .......................BLU-109 Penetrator.............(2.000lbs)GBU-10, GBU-15, GBU-24, GBU-27, AGM-130

3.4 m (11 ft).........................BLU-116 (AUP).................(2.000lbs)GBU-15, GBU-24, GBU-27, AGM-130

3.4 m (11 ft)...................BLU-118/B Thermobaric............(2.000lbs)GBU-15, GBU-24, AGM-130

more than 6 m (20 ft).......BLU-113 Super Penetrator.................(5.000lbs)GBU-28, GBU-37


Exemplo do tamanho de Bomba Guiada de penetração 5000lbs, um sistema BLU-113 com bomba GBU-28
Imagem

Hoje existe a Massive Ordnance Penetrator (MOP) GBU-57A/B de 30.000 lbs(14 tons) com seis metros de comprimento e 80 cm de largura fabricada pela Boeing para os B-52 e B-2.
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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Out 02, 2013 5:15 pm 
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Tecnologia garante segurança militar
Fonte: http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=29366

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Engenheiros desenvolvem kit com tecnologia de planeio e guiamento para extensão de bombas ar-terra com plataforma MK-82

Enquanto a humanidade não estabelece acordos de paz, a guerra continua sendo uma das rotinas do homem.

A busca por inovações para proteção de territórios tem promovido muitos avanços tecnológicos no campo da segurança, e em proporções maiores do que no da saúde.
Nessa corrida pelo desenvolvimento militar, engenheiros brasileiros inventaram tecnologia de planeio e de guiamento de bombas que pode garantir economia e independência força aérea nacional.

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“A capacidade militar de um pais é medida pela autonomia tecnológica, de seus equipamentos e pelo treino de sua equipe. A inovação que criamos dará ao Brasil a estrutura para produzir, adaptar e aprimorar equipamentos e, com isso, passará a contar com mais qualidade, fidelidade e segurança a um custo menor”, explica Gianni Cucchiaro, presidente da Friuli Aeroespacial Ltda, empresa responsável pelo desenvolvimento do kit de “bombas inteligentes”.

Todo equipamento e arsenal militar desenvolvido é rastreado pelo pais detentor da inovação. Quando o pais adquire uma tecnologia de segurança militar de outro, a sua força de segurança passa a ser monitorada e sua estrategia pode ser controlada. Por isso, quanta mais capacidade de inovar e de desenvolver novas tecnologias, mais independência e segurança se tem.

O kit de bombas MK- bomba de origem americana e adotada pelas forças de segurança do França e Israel entre outros paises – desenvolvido pela Friuli com financiamento de R$ 4,1milhoes da FINEP, garantirá ao País independência tecnológica e financeira no que diz respeito a aquisição de equipamentos e arsenal militares.

O sistema, apresentado na ultima edição da LAAD – Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro, em abril, é acoplado à bomba como uma roupa, e possibilita guiar o artefato com eficácia e segurança

até seu alvo, uma vez que orienta a bomba a uma distância média de 70km, numa altura de 35 mil pes. Uma revolução, pois atualmente a aeronave precisa estar a 3 mil pés e a 1Km do alvo para fazer uso do explosivo. Por isso o termo bomba inteligente ou ecológica.

” A distância propiciada pelo kit minimiza a possibilidade de uma bomba acertar o alvo errado, alem de reduzir a exposição da equipe de defesa ao perigo. Ou seja, se a bomba sabe “onde esta indo (o kit insere as coordenadas no artefato), a ação se torna mais precisa e segura para militares e civis durante um conflito”, afirma o engenheiro.

Os resultados promissores dos testes realizados em laboratório e em terra,, já chegaram em terras vizinhas e algumas forças aéreas estão de olho no que a Friuli no ar em 2014.

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“Com essa tecnologia, certamente mudaremos a posição do Brasil no ranking de segurança nacional atual”, assegura Gianni, que não se opõe a ideia de exportar o equipamento para outros países depois de garantir que o Brasil será o principal beneficiado.

FONTE: Revista Inovação em Pauta

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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Ter Out 22, 2013 6:51 am 
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De mísseis a radares
Omnisys investe 20% da receita em P&D para desenvolver componentes de armamentos, satélites e radares

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Da esquerda para a direita: Gustavo Sukadolnik, Thiago Kaneshiro, Sergio Forcellini, Lionel Collot e Carlos Mitikami
Se tudo correr como planejado, a Marinha do Brasil deverá lançar o primeiro protótipo de seu Míssil Antinavio Nacional de Superfície, conhecido no meio pela sigla MAN-SUP, em 2017. Esse armamento é considerado crucial para uma força naval moderna e bem equipada, ao lado de porta-aviões e submarinos para ações de defesa. Poucos países no mundo dominam a tecnologia para fabricá-lo. Os contratos de desenvolvimento do míssil brasileiro foram assinados no final de 2011 entre a Marinha e empresas brasileiras de alta tecnologia. A Omnisys, com sede em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, foi selecionada para fornecer o autodiretor ou seeker, um radar embarcado no míssil responsável por fazer com que ele atinja o alvo com precisão. “Estamos orgulhosos de fazer parte de um programa tão importante para o país. Desenvolver esse equipamento para o primeiro míssil do gênero feito no Brasil é um trabalho de grande complexidade e um dos mais relevantes na carteira atual de projetos da Omnisys”, afirma Lionel Collot, 46 anos, diretor da área de engenharia da empresa.
Formado em engenharia aeronáutica pela École Nationale Supérieure de L’Aéronautique et de L’Espace, em Toulouse, na França, e com passagens pela fabricante de aviões Airbus e Direction Générale de l’Armement (DGA) do Ministério da Defesa francês, Collot comanda há dois anos a equipe de 70 técnicos e engenheiros responsáveis pelas inovações que saem dos laboratórios da Omnisys. A empresa foi fundada em 1997 por três engenheiros eletrônicos, Luiz Henriques, Jorge Ohashi e Edgard Menezes, que trabalharam por alguns anos na Elebra, uma das maiores companhias brasileiras de eletrônica na década de 1980. No início, a Omnisys atuava como prestadora de serviços com foco em sistemas para aplicações aeronáuticas, navais e meteorológicas. Em 2001 mudou sua natureza social e passou a agregar as atividades industriais de fabricação mecânica e eletrônica. A partir daí, seu crescimento foi ascendente. O faturamento saltou de R$ 700 mil em 2001 para R$ 23 milhões quatro anos depois, atingiu quase R$ 80 milhões em 2012 e deve crescer 30% no próximo ano.

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Protótipo de console de operação de radar
de rastreamento do Centro de Alcântara

Em 2006, o controle da empresa passou para as mãos da multinacional francesa Thales, uma das líderes mundiais em tecnologia nos mercados de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes. Presente em 56 países, a Thales (antiga Thomson-CSF) conta com 67 mil colaboradores, um terço deles engenheiros e pesquisadores, e destina cerca de 20% de seu faturamento a pesquisa e desenvolvimento (P&D) – percentual replicado por todas as empresas do grupo, inclusive a Omnisys. Em 2012, a receita do grupo atingiu € 14,2 bilhões (R$ 42,6 bilhões) e os recursos destinados a P&D somaram € 2,5 bilhões (R$ 7 bilhões). O Brasil é o epicentro da estrutura latino-americana da multinacional e, em breve, deverá concentrar mais de 50% dos negócios no continente. “O primeiro contato entre a Thales e a Omnisys ocorreu em 2001, quando o grupo buscou um parceiro brasileiro para instalar radares de tráfego aéreo no país. Depois, também em 2006, as duas empresas lançaram um programa comum para desenvolver uma nova família de radares de controle de tráfego aéreo de longo alcance e estabelecer no Brasil toda a infraestrutura industrial necessária para fabricação desses radares tanto para o mercado brasileiro quanto para o mercado mundial.
“Essa decisão foi tomada em reconhecimento à capacitação técnica e liderança da Omnisys nos setores de micro-ondas, eletrônica, defesa e radar. A partir daí, a parceria se fortaleceu até que a empresa acabou virando um braço da Thales no Brasil”, conta Collot. Desde então, os franceses investiram por volta de € 120 milhões (R$ 360 milhões) na transferência de tecnologia para que os engenheiros brasileiros da Omnisys pudessem absorvê-la fabricar, integrar e testar seus radares em São Bernardo do Campo
Funcionário da Thales desde 1999, Lionel Collot trabalhou 10 anos no desenvolvimento de equipamentos para aviação na sede francesa do grupo, localizada na cidade de Vendôme, antes de ser enviado ao Brasil para comandar o setor de engenharia da empresa. Nesse período participou de vários projetos, entre eles o que envolvia o fornecimento de sistemas para os jatos da brasileira Embraer. Em um português com leve sotaque, ele explica que a área de pesquisa e desenvolvimento da Omnisys é dividida em três setores: eletrônica e software, micro-ondas e analógicos, responsável por projetos de radares, e escritório de design, que cuida do layout, e da documentação das inovações. “Nestes três setores, temos seis linhas principais de produtos em desenvolvimento. Além do autodiretor do MAN-SUP, projetamos e construímos radares de rastreio, de tráfego aéreo, sonares para submarinos, equipamentos para a Marinha e componentes para satélites. Cada um deles tem um engenheiro de sistema responsável pela coordenação do projeto.”

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Os engenheiros Thiago Kaneshiro e Sergio Forcellini fazem parte da equipe de 25 pesquisadores que projeta o autodiretor para o míssil da Marinha brasileira. Kaneshiro, 30 anos, entrou na empresa em 2005 como estagiário, quando ainda cursava engenharia elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Meu primeiro projeto na Omnisys foi o desenvolvimento de uma estação de telemedidas para o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Fiquei nele até 2007, quando já havia sido contratado. Depois participei da equipe responsável por um componente do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o Cbers – no caso, a antena do transmissor em banda X que envia para as estações em terra as imagens captadas pelo satélite. Além da antena do transmissor, a participação da Omnisys no projeto do Cbers envolveu também o projeto e a construção de um subsistema de coleta de dados, um subsistema de transmissão de imagens e um computador de bordo para manuseio de dados. Os contratos para fornecimento desses componentes, que serão encerrados neste ano, totalizam R$ 53 milhões.
O engenheiro de telecomunicações Sergio Forcellini, 52 anos, um dos pesquisadores do setor de micro-ondas e analógicos da Omnisys, trabalha no desenvolvimento do receptor do seeker. Essa peça é responsável por receber e amplificar os sinais emitidos pelo transmissor do radar e refletidos no alvo – no caso, o navio a ser abatido. “Antes desse projeto, trabalhei em um discriminador de frequência digital, aparelho capaz de identificar a frequência dos sinais dos radares existentes em torno de um navio. A partir da leitura desses sinais o equipamento identifica se um navio é amigo ou inimigo”, diz Forcellini. Com mestrado e doutorado em sistemas eletrônicos pela Escola Politécnica da USP, o pesquisador começou sua carreira na companhia de telecomunicações NEC do Brasil.

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Placa eletrônica de sincronismo de radar
de rastreio

Outra importante área de atuação da Omnisys é o desenvolvimento de radares meteorológicos, de controle de tráfego aéreo e de rastreio – esses últimos são usados para identificar a trajetória de foguetes, mísseis e aeronaves. “No momento, estamos fazendo a renovação do sistema de comando e de telemetria de 24 radares de rastreio para clientes no Brasil, na França e na Guiana Francesa”, diz Collot. Aqui no país fazem parte do pacote dois radares do Centro de Lançamento de Alcântara e outros dois do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Na Guiana Francesa estão sendo modernizadas duas unidades do Centro Espacial de Kourou, usado para lançamento dos foguetes franceses Ariane, e na França a Omnisys está renovando 18 equipamentos instalados pelo Ministério da Defesa na costa Sul e Oeste do país para acompanhar lançamentos de mísseis e foguetes.
O líder do trabalho de modernização desses radares é o engenheiro eletricista Gustavo Sukadolnik, 33 anos, gerente de engenharia de sistemas. “Comecei a trabalhar na Omnisys em 2008 refazendo o software embarcado e a placa de controle dos radares de rastreio que ela desenvolvia. Fomos indicados para renovar os equipamentos da Guiana e da França pela competência que adquirimos ao longo dos anos. Nunca chegamos a fabricar um radar de rastreio do zero, mas temos esta capacidade, porque sabemos desenvolver todos os seus subsistemas”, diz Sukadolnik. O pesquisador, que viajou 25 vezes à França nos últimos cinco anos para acompanhar o trabalho de renovação dos radares, também coordena a equipe dedicada ao projeto do seeker. Esse radar, ele explica, começa a funcionar somente depois do lançamento do míssil, na fase final de aproximação do alvo. “Se o navio se deslocar, a função do seeker é ajustar a rota do míssil para que ele acerte o alvo.”

Intensidades meteorológicas
A experiência da Omnisys na fabricação de radares vem desde 2005, quando ela se torna a primeira empresa do Brasil e da América Latina a desenvolver um radar meteorológico do tipo Doppler que opera na chamada banda S, com raio de alcance de até 400 quilômetros. O projeto recebeu três financiamentos do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP e um do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe-Pipe), um convênio entre a Fundação e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A diferença entre um radar Doppler e um convencional é que o primeiro é capaz de determinar a intensidade dos fenômenos meteorológicos. Ele consegue medir a velocidade e a direção das nuvens e das chuvas – ao passo que um convencional determina apenas o volume de precipitação em determinada localidade e tem alcance médio limitado a 100 quilômetros (ver Pesquisa FAPESP nº 117).
O engenheiro eletricista Carlos Mitikami, 36 anos, coordenador do setor de micro-ondas e analógicos da Omnisys foi um dos quatro pesquisadores responsáveis pelo projeto do radar Doppler. “Minha primeira função na companhia foi fazer pequenos módulos do radar de trajetografia do centro de Alcântara, que é um equipamento para acompanhar o lançamento do foguete e verificar se ele está na trajetória programada. Quando finalizamos o projeto, passei a trabalhar no desenvolvimento do receptor do radar Doppler”, diz Mitikami. “Precisamos nos manter constantemente atualizados porque desenvolvemos produtos que são feitos por poucas empresas no mundo.” Antes de trabalhar na Omnisys, ele atuou na Ericsson, em São José dos Campos (SP).
A Omnisys também obteve aprovação de vários projetos pela Finep. Em 2006 projetou e construiu com efetiva transferência de tecnologia da Thales uma nova geração de radares de controle de tráfego aéreo civil e militar. Desde então fabricou 30 unidades do equipamento, que foram vendidas para o governo brasileiro e exportadas para América Latina, Europa e Ásia – no total, a Omnisys já comercializou seus produtos para clientes em nove países, entre eles México, Argentina, Paquistão e França. O mais recente campo de atuação da Omnisys é o desenvolvimento de sonares. “Estamos criando o primeiro centro de excelência de acústica submarina no Brasil. Para isso, traremos funcionários da França que vão montar a equipe e dar treinamento”, afirma Lionel Collot. Segundo ele, foi criado neste ano um programa internacional chamado Cifre-Brasil envolvendo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e seu correlato francês – a Agence National pour la Recherche Technologique (ANRT) – visando à formação de doutores nesta área. “Dois pesquisadores brasileiros serão enviados para fazer doutorado na França em 2014. Quando estiverem por lá, terão contato com a Thales e ao retornarem ao Brasil irão trabalhar na Omnisys”, afirma o diretor de engenharia da empresa. Para capacitar seus funcionários, a Thales mantém cinco centros de pesquisa e tecnologia espalhados pelo mundo, em Cingapura, França, Canadá, Reino Unido e Holanda, além de um centro de treinamento, a Thales Université, nos arredores de Paris. A empresa possui em seu portfólio mais de 5 mil produtos e 13 mil patentes – 350 delas obtidas em 2012.

Link ( http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/10/17/de-misseis-a-radares/ )

COMENTÁRIOS :
Pela visão míope sobre defesa no Brasil , perdemos essa importantíssima empresa ( E OUTRAS , TÃO OU ATÉ MAIS IMPORTANTE QUE ESSA ).
O pior de tudo é que essa empresa ainda é vista como nacional e recebe dinheiro da FINEP para desenvolver seus projetos ; um tremendo absurdo isso !
Reparem que a maioria dos engenheiros lideres de projetos são Franceses , o que me faz deduzir que repassam informações sigilosas para o governo da França ( O QUE DEVE ACONTECER COM TODAS AS EX EMPRESAS NACIONAIS ); deixando assim uma vulnerabilidade em nossa contra inteligência ( SE É QUE EXISTE ISSO NO BRASIL rsrs ).
Se essa empresa fosse nacional , ou grande parte de seu controle acionário ; esse mesmo SHEEKER ( COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES ) poderia ser usado no MT-300 ( MATADOR ) da Avibrás .
Mas dos males os menores ; o bom é que em breve o MANSUP ( MARLIM ) estará pronto e com uma versão TERRA / SUPERFÍCIE na costa Brasileira , teremos mais um grande obstáculo a uma provável agressão externa .


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qui Nov 14, 2013 12:12 pm 
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Resposta sobre o Napaoc Inace .
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Mais do que apenas mais um navio militar, a futura corveta inaugura para a indústria naval brasileira o que pode ser uma nova família de produtos com real potencial de exportação, focados especialmente para marinhas de países na África e na América do Sul. Em 2010 a Emgepron mencionou abertamente a possibilidade de ofertarmos para exportação um novo navio patrulha desenvolvido a partir do casco de uma fragata Barroso simplificada. Depois de um longo período de absoluto silêncio, fontes na Marinha contaram a ALIDE que eles se espera concluir o estudo de exequibilidade deste navio, conhecido internamente como “NaPaOc Br”, já em novembro deste ano.
A partir da experiência obtida com a operação dos NaPaOcs britânicos da classe Amazonas, a Marinha decidiu projetar um navio patrulha 100% nacional e de grande semelhança com a CV03, que supere aquele modelo em um número de áreas. Naturalmente, as grandes e mais óbvias vantagens dela fabricar este navio em lugar de mais derivados do Amazonas é que a MB não precisaria pagar royalties e ainda estaria desenvolvendo valiosas novas competências, não apenas na construção mais também na área de projeto de embarcações militares complexas.

Link (http://www.alide.com.br/joomla/componen ... da-marinha)


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Ter Dez 17, 2013 9:02 pm 
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Neste vídeo do EB sobre o Forte Santa Bárbara e o Astros 2020 ( http://www.forte.jor.br/2013/12/13/vide ... a-barbara/ , ele fala que o novo alcance de 300 km dá capacidade de defender as bacias de petróleo que estão a 250 km.
Juro que não entendi. O astros 2020 tem capacidade antinavio?

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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Dez 18, 2013 1:19 am 
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Bastos Lima escreveu:
Neste vídeo do EB sobre o Forte Santa Bárbara e o Astros 2020 ( http://www.forte.jor.br/2013/12/13/vide ... a-barbara/ , ele fala que o novo alcance de 300 km dá capacidade de defender as bacias de petróleo que estão a 250 km.
Juro que não entendi. O astros 2020 tem capacidade antinavio?

Eu "acho" que se conhecendo a posição do navio uma munição de fragmentação pode ser um fator dissuasório.

Claro que quando sair o sistema de guiamento e for desenvolvida uma cabeça de procura será melhor, teremos um míssil Anti-Navio.

"Achismo" meu que não conheço profundamente o sistema. :?:


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Dez 18, 2013 7:08 am 
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O MT-300 MATADOR , não possui capacidade de engajamento de alvos em movimento ( NAVIOS ; VEÍCULOS etc.. ).
Segundo o presidente da Avibrás , só terá essa capacidade quando for incluído no mesmo um radar de busca e direção
( COISA QUE , CREIO EU , DEVE SER O PRÓXIMO PASSO DO PROJETO ).
Esse radar será semelhante ao adotado no MANSUP- 01 ( MARLIM ; LEIA MATÉRIA ACIMA SOBRE A ONYMISSIS ).
Infelizmente , esse SHEEKER para o MARLIM, deveria está sendo desenvolvido por empresas nacionais com suporte técnico da ONYMISSIS ( QUE NÃO É MAIS NACIONAL , PERTENCE AO GRUPO THALES ); mas os " GÊNIOS " de Brasilia e das FAA,s decidiram por entregar esse projeto a uma multi internacional , mantendo a dependência estrangeira.
Ao menos espero que com o termino do MARLIM , os conhecimentos adquiridos possam ser utilizados no SHEEKER do Matador, dando assim a capacidade de busca e travamento de alvos em movimento e consequentemente, ataque contra navios .
Creio que esse papo de defesa das plataformas , seja mais uma joga de marketing a favor do projeto ( JÁ QUE HOJE EM DIA SÓ SE FALA NA DEFESA DO PRÉ SAL ).
Para tal façanha , seria mais apropriado a curto prazo ; instalação de baterias de laçadores costeiros, dos futuro míssil nacional MARLIM , protegendo as plataformas e dificultando uma possível invasão costeira .
Podemos dotar o MARLIM em inúmeros veículos ( SUBMARINOS ; AVIÕES ; HELICÓPTEROS; NAVIOS ; VEÍCULOS PARA DEFESA DE COSTA & BATERIAS DE LANÇADORES FIXO ), mas conhecendo o Brasil e seus tomadores de decisão ; infelizmente creio que esse míssil terá apenas duas ou três variantes ( E OLHE LÁ ).
Voltando ao MT-300 matador , quando desenvolverem seus sheeker , espero que dessa vez seja por empresas ou empresa nacional ( MECTRON ; IACIT ; BRADAR etc... ).


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Dez 18, 2013 7:58 am 
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Realmente, está parecendo mais uma jogada de marketing.

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Não sabendo que era impossível ela foi lá e fez


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 Título: Re: Notícias dos novos armamentos brasileiros?
MensagemEnviado: Qua Dez 18, 2013 12:56 pm 
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Bastos, outro dia eu estava debatendo isso com o Steen sobre o formato do AV/MT-300 e eu coloquei no meu comentário que este míssil é um míssil de cruzeiro anti-navio, mas com alguma capacidade de acertar alvos em solo. O meu pensamento é baseado justamente no seu formato de asas, melhor dizendo, pela ausência de asas para planeio. O míssil da Avibras tem um perfil de míssil para combate anti-navio, ou seja, de voo rasante sobre a água, mas com alguma capacidade de manobra. Citei diversos desenvolvimentos, inclusive da MBDA, de mísseis parecidos com o nosso. Depois eu darei uma olhada melhor e coloco o link aqui.

Até mais!!! ;)


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