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AGRALE MARRUÁ
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Página 5 de 5

Autor:  Mage [ Qua Nov 26, 2014 11:54 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Baschera escreveu:
Robson,

Sem querer descambar para um off-topic....

Mas a culpa é dos dois... o Governo que ao mesmo tempo quer jogar para a platéia (os eleitores, etc...) e os empresários que querem melhorar suas (as vezes... mas nem sempre) margens de lucro !

Se fosse eu, macaco velho, antes de anunciar "tal ou qual" isenção ou redução tributária de determinado produto ou serviço, via mercado...ocultamente, faria um belo de um levantamento de preços praticados em todas as etapas... procuraria saber como são calculados tais preços, qual a margem de todos os itens e depois faria internamente uma SIMULAÇÃO tentando reproduzir as condições de mercado e ver analizando o provável comportamento dos valores finais.... após a redução dos itens viáveis.

Assim, depois, seria mais fácil identificar o que ou quem ganhou a mais o que....

Ou seja, preconizar e calcular antes.... para depois cobrar e negociar e se for o caso, punir....

Mas a palavra administração no Brasil é relegada a porta do fundo das instituições....

Sds.


Quer fazer algo assim dar certo e ser repassado? Depois do estudo, dá renuncia fiscal para o produto desde que o preço máximo ao consumidor seja "X". Sendo esse X também o preço que inviabilizar "recomposição da margem", ou seja: empresário "esperto" metendo a mão no bolso do erário de um lado e do consumidor do outro.
E já avisa que se não resultar em queda vai liberar as importações.
O Brasil ainda é um país muito fechado. Por um lado isso é bom pois atrai empresas de olho no mercado brasileiro gerando emprego e renda. Mas por outro lado é o que permite preços abusivos. Por isso a indústria brasileira se acostumou a aumentar, aumentar e aumentar preços conforme a demanda interna tendo ou não aumento de custos. Daí quando o produto perde a competitividade externa por conta desta prática pressionam o governo para mexer no câmbio como uma solução mágica e cômoda. Mexer no câmbio nesse caso significa permitir inflação em dólar acima da inflação mundial. A questão cambial é um dilema. Mas se o nível de emprego está bom e a competitividade das empresas no que tange ao ganho em escala versus ganho em margem é o problema a atacar, mexer no câmbio é equivoco e só vai gerar inflação.

Quando isso se transporta para a indústria militar, passa a ter contornos próprios. É desejo do país recompor a sua indústria. E o setor privado é notoriamente mais produtivo que o setor público. Contudo opera em uma lógica que nem sempre é a mesma da estratégia do país. Então o que se faz com essas compras é transferir dinheiro do setor público (menos produtivo) para o privado (mais produtivo). Se isso é um bom uso do dinheiro público é outra discussão e cairia no off-topic.

Autor:  Baschera [ Qui Nov 27, 2014 9:55 am ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Mage escreveu:
Baschera escreveu:
Robson,

Sem querer descambar para um off-topic....

Mas a culpa é dos dois... o Governo que ao mesmo tempo quer jogar para a platéia (os eleitores, etc...) e os empresários que querem melhorar suas (as vezes... mas nem sempre) margens de lucro !

Se fosse eu, macaco velho, antes de anunciar "tal ou qual" isenção ou redução tributária de determinado produto ou serviço, via mercado...ocultamente, faria um belo de um levantamento de preços praticados em todas as etapas... procuraria saber como são calculados tais preços, qual a margem de todos os itens e depois faria internamente uma SIMULAÇÃO tentando reproduzir as condições de mercado e ver analizando o provável comportamento dos valores finais.... após a redução dos itens viáveis.

Assim, depois, seria mais fácil identificar o que ou quem ganhou a mais o que....

Ou seja, preconizar e calcular antes.... para depois cobrar e negociar e se for o caso, punir....

Mas a palavra administração no Brasil é relegada a porta do fundo das instituições....

Sds.


Quer fazer algo assim dar certo e ser repassado? Depois do estudo, dá renuncia fiscal para o produto desde que o preço máximo ao consumidor seja "X". Sendo esse X também o preço que inviabilizar "recomposição da margem", ou seja: empresário "esperto" metendo a mão no bolso do erário de um lado e do consumidor do outro.
E já avisa que se não resultar em queda vai liberar as importações.
O Brasil ainda é um país muito fechado. Por um lado isso é bom pois atrai empresas de olho no mercado brasileiro gerando emprego e renda. Mas por outro lado é o que permite preços abusivos. Por isso a indústria brasileira se acostumou a aumentar, aumentar e aumentar preços conforme a demanda interna tendo ou não aumento de custos. Daí quando o produto perde a competitividade externa por conta desta prática pressionam o governo para mexer no câmbio como uma solução mágica e cômoda. Mexer no câmbio nesse caso significa permitir inflação em dólar acima da inflação mundial. A questão cambial é um dilema. Mas se o nível de emprego está bom e a competitividade das empresas no que tange ao ganho em escala versus ganho em margem é o problema a atacar, mexer no câmbio é equivoco e só vai gerar inflação.

Quando isso se transporta para a indústria militar, passa a ter contornos próprios. É desejo do país recompor a sua indústria. E o setor privado é notoriamente mais produtivo que o setor público. Contudo opera em uma lógica que nem sempre é a mesma da estratégia do país. Então o que se faz com essas compras é transferir dinheiro do setor público (menos produtivo) para o privado (mais produtivo). Se isso é um bom uso do dinheiro público é outra discussão e cairia no off-topic.


Não deixa de ser uma outra visão e questão de método.

Mas realmente alongar este assunto seria off-topic.... aqui.

Sds.

Autor:  foxtrot [ Qui Nov 27, 2014 3:35 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Essa venda reafirma , mais uma vez que um produto ultrapassado após sofre uma " EVOLUÇÃO" em seu projeto ; pode se caracterizar em um excelente e inovador produto de exportação e uso.
Digo isso porque, como alguns devem saber, o Marruá e derivado de um 4x4 da antiga Engesa; e é fruto de evolução entre Ctex e Agrale.
Acredito que se aplicassem esse mesmo conceito em outros produtos de defesa nacional ( Ex: TANQUE TAMOIO, OSÓRIO, AMX, FRAGATAS NITEROIS; SUBMARINOS SERIE TUPI; OGUM; CHARRUÁ etc..), teríamos produtos no " estado da arte", e com grande conteúdo nacional.
Mas o que vemos hoje é uma grande desnacionalização de nossas empresas de defesa , somado á grande "nacionalização" ( SE É QUE PODEMOS CHAMAR ASSIM) de produtos importados.
Não que eu seja contra á participação de empresas estrangeiras nos projetos nacionais, mas acho que deveríamos limitar essa participação a " assessoria técnica " e alguns sub sistemas.
Mas parabéns a Agrale, que vem se tornando uma grande fabricante de veículos nacional.
Espero que a mesma possa participar do projeto VBLT-MR 4x4 do EB, em associação com alguma outra grande montadora de veículos nacional ( TECTRAN, INBRA BLINDADOS, VOLARE, MARCO POLO etc..).
Ou mesmo, desenvolva seu próprio produto ( VALE RESSALTAR QUE A AGRALE , DESENVOLVE E FABRICA SEUS PRÓPRIOS CHASSIS ).

Autor:  Baschera [ Qui Nov 27, 2014 8:39 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

foxtrot escreveu:
Essa venda reafirma , mais uma vez que um produto ultrapassado após sofre uma " EVOLUÇÃO" em seu projeto ; pode se caracterizar em um excelente e inovador produto de exportação e uso.
Digo isso porque, como alguns devem saber, o Marruá e derivado de um 4x4 da antiga Engesa; e é fruto de evolução entre Ctex e Agrale.
Acredito que se aplicassem esse mesmo conceito em outros produtos de defesa nacional ( Ex: TANQUE TAMOIO, OSÓRIO, AMX, FRAGATAS NITEROIS; SUBMARINOS SERIE TUPI; OGUM; CHARRUÁ etc..), teríamos produtos no " estado da arte", e com grande conteúdo nacional.
Mas o que vemos hoje é uma grande desnacionalização de nossas empresas de defesa , somado á grande "nacionalização" ( SE É QUE PODEMOS CHAMAR ASSIM) de produtos importados.
Não que eu seja contra á participação de empresas estrangeiras nos projetos nacionais, mas acho que deveríamos limitar essa participação a " assessoria técnica " e alguns sub sistemas.
Mas parabéns a Agrale, que vem se tornando uma grande fabricante de veículos nacional.
Espero que a mesma possa participar do projeto VBLT-MR 4x4 do EB, em associação com alguma outra grande montadora de veículos nacional ( TECTRAN, INBRA BLINDADOS, VOLARE, MARCO POLO etc..).
Ou mesmo, desenvolva seu próprio produto ( VALE RESSALTAR QUE A AGRALE , DESENVOLVE E FABRICA SEUS PRÓPRIOS CHASSIS ).


É muito mais fruto de um abnegado mecânico e jipeiro local...que desenvolveu importantes melhorias num Engesa que retirou da sucata e depois caiu nas graças de um antigo engenheiro da Agrale... que posteriormente contratou o dito mecânico para seus quadros e juntamente com seu corpo de três ou quatro engenheiros desenvolveu o primeiro protótipo do que viria a se chamar "Marruá".

Foi mais um a oportunidade do que um planejamento, ao menos no início.

Sds.

Autor:  Geyzonguss [ Qui Mar 19, 2015 7:09 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

novo marrua:


http://www.noticiasautomotivas.com.br/n ... -em-breve/

Autor:  Wellington Góes [ Qui Mar 19, 2015 11:21 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Não ficou tão diferente assim, mas ficou bem bacana, com cara de aventureiro, aparentemente o foco é o mercado civil e não o militar. Espero que assim a marca se popularize.

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Autor:  Nicoliche23 [ Sex Mar 20, 2015 5:09 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

NOVO MARRUA CIVIL!!
COISA LINDA!!
Vai lançar na LAAD 2015

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Autor:  foxtrot [ Dom Mar 29, 2015 11:00 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

A Agrale seria uma interessante opção nacional para fabricação dos futuros Orion,s ( GUARANI 8x8),e os novos 4x4 blindados nacional.
Mas com esses calotes do GF as empresas que fabricam produtos de defesa nacional, dentre elas á própria Avibrás, duvido muito que a Agrale entre nesse " Braco Furado".
Mas parabéns á Agrele por esse lindo produto nacional, pena que a Troller foi vendida á muti internacional Ford, se não seria mais um orgulho nacional.
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Autor:  Baschera [ Qui Set 29, 2016 12:41 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Citação:
Jipe militar produzido em Caxias do Sul será vendido nos Estados Unidos
29 de setembro de 2016
Quadro Serra de Negócios

Por Babiana Mugnol (babiana.mugnol@rdgaucha.com.br)

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Foto: Alesi Ditadi / Divulgação Agrale.

Já está chegando nos Estados Unidos o jipe militar Marruá. É produzido pela Agrale em Caxias do Sul.

Lá, está sendo usado o nome Dominator. O veículo 4X4 está sendo oferecido no site da montadora norte-americana Alkane, com sede na Carolina do Sul.

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Tem nas versões: gasolina, diesel e gás. Inclusive, nas imagens de divulgação, aparecem os veículos da própria Agrale em atuação em Caxias do Sul, como um do Samae, serviço responsável pelas barragens do município.

O Dominator é indicado para as mesmas operações do Marruá brasileiro. Foi desenvolvido para atender ao Exército, mas com aplicação militar e também civil. Diretor de vendas de veículos da Agrale, Edson Martins confirma que o Marruá está sendo adaptado, como o desenvolvimento do modelo a gás. Hoje, o veículo é vendido na versão diesel, mas um modelo elétrico foi produzido em parceria com a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Mas Martins não diz o tamanho da fatia de mercado que a Agrale vai abocanhar em solo norte-americano.

A Agrale participa também nesta quinta-feira de evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança.

Aqui no Brasil, o preço do Marruá parte de valores em torno de R$ 190 mil. Mas não foi informado qual preço será cobrado nos Estados Unidos.


Site da Alkane Truck Company: http://alkanedominator.com/



Sds.

Autor:  Wellington Góes [ Qui Set 29, 2016 11:37 pm ]
Título:  Re: AGRALE MARRUÁ

Ótima notícia esta da Agrale. :D

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