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 Título: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Abr 09, 2009 10:22 am 
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VALOR ECONÔMICO, quinta-feira, 9 de abril de 2009
ESPECIAL
Desafios estratégicos
Indústria de defesa e governo debatem um novo modelo que privilegie as empresas nacionais.
Por Virgínia Silveira, para o Valor, de Brasília
A defesa nacional está deixando de ser uma questão restrita às Forças Armadas para tornar-se
um tema vinculado à agenda nacional de desenvolvimento. "O assunto defesa não é mais uma
preocupação de fazer ou não fazer a guerra. Nós não temos em nosso horizonte uma ameaça efetiva,
por isso o nosso objetivo é a capacitação nacional com benefícios para a indústria de defesa brasileira",
afirmou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que participou do Seminário Estratégia de Defesa Nacional
e a Indústria Brasileira, organizado pelo Valor e pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional da Câmara dos Deputados.
O Ministério da Defesa vai dispor de R$ 2,26 bilhões para o atendimento das necessidades
básicas das Forças Armadas em 2009. "Cada vez que se consegue um avanço em uma tecnologia de
defesa, estamos também ajudando a modernizar a nossa indústria civil", disse, em entrevista ao Valor.
Para o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a Estratégia de Defesa Nacional é um marco
que vai elevar o Brasil à condição de uma nação forte, competente e capaz de fazer o desenvolvimento
nacional. Por outro lado, vai exigir uma série de iniciativas, tanto no campo legislativo, quanto de
governo. O deputado cita como medidas fundamentais as desonerações para material de defesa, maior
agilidade dos processos de licitação para bens de alta tecnologia e também os necessários avanços no
processo de absorção de tecnologia.
A disponibilidade de recursos orçamentários para investimentos na indústria de defesa e os
embargos internacionais também são colocados como grandes desafios a serem enfrentados pelo setor
para tornar realidade o desenvolvimento e a absorção de novas tecnologias. "Sem recurso o assunto da
absorção de tecnologia está encerrado. A pergunta que se faz é se somos capazes de financiar a
defesa? Temos disposição e vontade de assim fazê-lo?", ponderou o ministro Nelson Jobim.
O contingenciamento orçamentário reduziu em cerca de 25% o valor destinado às Forças
Armadas em 2009. Dos R$ 11,2 bilhões previstos inicialmente, os militares só irão receber R$ 8,5
bilhões. Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed), Eurico Lima
Figueiredo, se não houver um debate nacional e ações efetivas para a área de defesa "não iremos além
da retórica e das péssimas intenções da prática".
O abandono a que foi submetida a questão da defesa nacional, segundo o ministro Jobim,
obrigou os militares a fazerem compras de ocasião de equipamentos para o setor. "Não temos hoje um
modelo institucional que privilegie a indústria nacional, que também é prejudicada pelas restrições
orçamentárias", disse Jobim no seminário.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança
(Abimde), Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, é fundamental que se crie um segmento específico e
diferenciado de defesa, que permita que os incentivos para esse setor cheguem direto às indústrias que
se pretende incentivar.
"Já existe um projeto de lei em análise na Casa Civil, patrocinado pelo Ministério da Defesa, que
contempla uma definição mais clara sobre produto estratégico e indústria estratégica de defesa
nacional", observa Aguiar. O objetivo é beneficiar a indústria nacional e não as empresas estrangeiras
com operações no Brasil.
Segundo o presidente da Abimde, enquanto programas como o do submarino nuclear, a compra
de helicópteros franceses e a aquisição de caças FX-2, avaliados em R$ 10 bilhões, estão amparados
com operações de crédito internacionais, num prazo de dez anos, a indústria nacional de defesa trabalha
com um orçamento de R$ 1,4 bilhão, num prazo de um ano. "Os materiais de defesa não são itens de
prateleira. O ciclo de desenvolvimento de um produto de defesa é mais longo e não pode estar vinculado
apenas ao repasse de recursos do orçamento, que é anual", diz.
O ex-presidente da Embraer e reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), Ozires
Silva, lembra que as empresas brasileiras têm sido muito prejudicadas pela falta de mecanismos de
financiamento de longo prazo para produtos de defesa fabricados no Brasil. Nos Estados Unidos,
segundo ele, o governo destina US$ 36 bilhões por ano para projetos de inovação. "No lugar de praticar
despesas quando se adquire um produto de defesa de fora, vamos fazer com que elas possam contribuir
com tecnologia e conhecimento para construir um país melhor, mais justo e mais presente no mercado
internacional", disse ele durante o evento em Brasília.
Para Ozires Silva, muitas empresas brasileiras do setor de defesa desapareceram porque as
Forças Armadas deixaram de comprar por razões orçamentárias e falta de capacidade de compra. "Se
não há encomendas das Forças Armadas, não há empresa. Também não dá para fazer uma indústria de
defesa só com produtos de exportação e é impossível para a indústria local competir com produtos
usados adquiridos de países estrangeiros", observou.
O mercado internacional, segundo Silva, só se abre depois que o produto foi aprovado e testado
pelo seu país de origem. "Comprar diretamente dos fornecedores externos é uma característica que não
é comum nos países desenvolvidos." Nos Estados Unidos, segundo o executivo, existe a lei "Buy
American Act", aprovada em 1933, mas até hoje em vigor, que determina que as Forças Armadas
americanas comprem de fabricantes locais.
Silva menciona as encomendas iniciais da Força Aérea Brasileira (FAB) para adquirir o
Bandeirante, da Embraer, como sendo o sustentáculo inicial para a sua consolidação como indústria.
"Sem essa ajuda a Embraer não seria a grande empresa que é hoje. Se a vontade política expressada
pelo ministro da Defesa e o parlamento forem adiante, alcançaremos rápido o patamar de país
desenvolvido e com um grande diferencial", afirmou Silva.
No caso do projeto de aeronaves AMX, segundo o presidente da Associação das Indústrias
Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Walter Bartels, o Brasil levou vantagem porque pagou 30% do seu
desenvolvimento e dominou 100% do avião. Na época, entre 1980 e 1990, o programa foi considerado o
maior projeto de cooperação Norte-Sul em termos de tecnologia e dimensão.
Entre as tecnologias resultantes desse projeto de cooperação, Bartels ressalta a aerodinâmica
transsônica, sistema de aviônica de navegação e ataque integrado, inclusive digitalmente, usinagem
mecânica de peças complexas e comandos de voo "fly by wire", que depois foram aplicados no
desenvolvimento dos jatos comerciais da Embraer.
As tecnologias absorvidas com o programa AMX, segundo Bartels, alavancaram ainda US$ 55
bilhões em exportações para a Embraer, com seus jatos comerciais, cujo desenvolvimento foi possível
em grande parte pelo conhecimento adquirido pelo AMX.
Segundo o general Adriano Pereira Júnior, da Secretaria de Logística, Mobilização, Ciência e
Tecnologia do Ministério da Defesa (Selom), a implementação das medidas da Estratégia Nacional de
Defesa e a aprovação do programa de aquisições de produtos de defesa podem assegurar o fluxo de
recursos necessários à recuperação e a expansão da base industrial existente, desde que observadas as
prioridades governamentais. O plano de reaparelhamento das Forças, de acordo com o general, tinha
previsão de ser concluído no dia 30 de junho, mas será antecipado para o dia 30 de maio.

Setor aeroespacial cresce até na crise
Virgínia Silveira, para o Valor, de Brasília
O setor aeroespacial brasileiro é o único no campo da alta tecnologia que possui marcas
reconhecidas mundialmente - como Embraer, Avibrás e Atech. Em 2008, de acordo com levantamento
da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), mesmo com a crise mundial, as empresas
do setor faturaram 15% a mais em relação ao ano anterior, com receita de US$ 7,2 bilhões.
Segundo o presidente da AIAB, Walter Bartels, os setores aeroespacial e de defesa têm grande
potencial para contribuir com o aumento do PIB. Em seminário sobre defesa nacional realizado em
Brasília na terça-feira, ele comparou o valor de exportação das commodities, que contribuem com US$
35 por kg, com o de um avião, que agrega US$ 1 mil por kg vendido no mercado internacional. Em um
produto eletrônico, o valor agregado chega US$ 2 mil e no caso de um satélite, a US$ 50 mil.
Para o presidente da AIAB, uma indústria de defesa forte só é possível quando há o domínio de
tecnologias incorporadas no desenvolvimento completo de produtos de ponta.
Para sobreviver no mercado, segundo Bartels, a indústria aeroespacial brasileira precisa de
programas de desenvolvimento e recursos de longo prazo. No curto prazo, o governo optou por comprar
no exterior alguns equipamentos de defesa considerados prioritários: submarino nuclear, caças do
programa FX-2, helicópteros franceses de transporte e helicópteros russos de ataque.
No total, esses projetos somam ? 10 bilhões, mas o governo espera que a contrapartida
comercial e tecnológica dos contratos reverta em benefícios de absorção de tecnologia para o parque
aeroespacial brasileiro. É preciso estar atento, no entanto, segundo Bartels, às tentativas de
cerceamento tecnológico por parte dos países que dominam essas tecnologias.
Bartels cita o exemplo da tecnologia de propulsão líquida prevista em acordo de transferência de
tecnologia, feito com o governo da França em 1994, como contrapartida ao lançamento dos satélites
brasileiros de telecomunicações no foguete Ariane. "Esse acordo não foi cumprido e os israelenses
também tiveram uma experiência semelhante com os Estados Unidos, que não abriram o software
operacional dos caças F-16."
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e
Segurança (ABIMDE), Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, além dos offsets, o governo precisa incentivar
os acordos bilaterais de defesa. "Temos um acordo desse tipo em negociação com a Argélia, que
contempla a aquisição de aviões de vigilância e jatos executivos da Embraer."
O programa espacial brasileiro, diz Bartels, não tem levado a um resultado econômico importante
porque a engenharia de sistemas tem ficado dentro dos institutos de pesquisa. "A indústria nacional
precisa dominar o ciclo completo de um satélite e hoje só é chamada para fazer partes". O satélite que o
Brasil faz em parceria com a China, o CBERS, explica, é dominado pelos chineses." Quando o Brasil
propôs aos chineses uma participação no sistema de controle de atitude do satélite, o pedido foi negado."

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Abr 09, 2009 10:23 am 
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VALOR ECONÔMICO, quinta-feira, 9 de abril de 2009
MERCADO
Debate precisa ser ampliado para subsidiar novas leis
Indústria vê necessidade de criar mecanismos de financiamento.
Pedro Paulo Rezende, para o Valor, de Brasília
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos
Deputados, Severiano Alves (PDT-BA) afirmou durante o Seminário Estratégia Nacional de Defesa e a
Indústria Brasileira, realizado terça-feira, em Brasília, que o debate sobre a defesa nacional está sendo
retirado dos gabinetes dos ministros da Defesa e de Assuntos Estratégicos e colocado para
esclarecimento da opinião pública. "Vamos agora consolidar o material apresentado nos painéis,
catalogar os trabalhos e apresentar as conclusões para que sirvam de subsídio para o trabalho de
preparação das leis complementares que serão encaminhadas ao Congresso Nacional."
Segundo Severiano Alves, o trabalho de divulgar e ampliar as discussões sobre a Estratégia
Nacional de Defesa não se encerram com o seminário. "Iremos ampliá-lo com audiências públicas
quando os projetos vierem para o Congresso Nacional", afirmou. Para o presidente da Comissão de
Relações Exteriores e Defesa Nacional, o ponto que mais marcou a radiografia das relações de governo
com a indústria de defesa foi a necessidade urgente de se estabelecer mecanismos financeiros capazes
de garantir a sobrevivência do setor.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) concorda com esse diagnóstico. Para ele, seria necessário
rever o atual modelo orçamentário em que as questões de defesa, além de colocadas anualmente, são
vulneráveis ao contingenciamento. Outro problema destacado pelo parlamentar é a maneira como a folha
de inativos onera os gastos militares do país. "São pontos que precisamos equacionar se quisermos
implementar a Estratégia Nacional de Defesa (END) proposta pelo Executivo."
O documento, para Zarattini, é uma iniciativa importante do governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. "Ele estabelece um novo patamar para as Forças Armadas brasileiras e uma concepção de
defesa mais ampla, que avança pela absorção de tecnologia e pelo desenvolvimento industrial",
destacou. "Outro ponto importante é o deslocamento das Forças para nossas faixas de fronteira,
protegendo o litoral, base da Amazônia Azul formada por nossa Zona de Exploração Exclusive, e a
Amazônia propriamente dita."
O parlamentar destacou o caráter dual da tecnologia militar como uma das formas de garantir a
sobrevivência do setor. "Esse é um ponto importante. Como boa parte das tecnologias tem aplicação
civil, devemos incentivar e financiar o desenvolvimento de produtos para o mercado, para que não
fiquem dependentes apenas das encomendas governamentais", afirmou.
Zarattini acompanha as questões militares há dois anos. "Antes mesmo da END eu já me
preocupava com o tema, inclusive com a necessidade de um organismo que centralize os programas de
desenvolvimento e de compras do governo no setor de defesa, a exemplo da Delegation Generale pour
l´Armement (DGA) francesa. Também solicitei audiência pública sobre o programa do submarino
nuclear", disse. Outro ponto que preocupa o parlamentar petista é a criação de um orçamento de defesa
mais perene, que não fique à mercê das injunções de curto prazo, e um organismo que coordene a
pesquisa e a absorção de tecnologia em programas com parceiros internacionais.
"São questões que necessitam de uma discussão mais ampla da sociedade", ressaltou. "Temos
de ampliar o debate no Congresso, pois se não houver um maior envolvimento da opinião pública no
projeto ele não irá se efetivar", afirmou o parlamentar.

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Abr 09, 2009 10:30 am 
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VALOR ECONÔMICO, quinta-feira, 9 de abril de 2009
Visão de curto prazo incomoda a indústria
De Brasília
A necessidade de modificar os procedimentos orçamentários e de se obter fontes seguras de
financiamento para a indústria de defesa foi debatida no painel "O poder de compra do governo e o
financiamento da indústria da defesa". O relator, deputado Raul Jungman (PPS-PE), afirmou que a
planificação e os dispêndios para o setor deveriam ser de longo prazo, com um programa de 30 anos
revisado regularmente. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e
Segurança (Abimde), Carlos Frederico Aguiar, destacou o fato de o Brasil ser um dos países com menor
dispêndio real e relativo no setor militar.
"No cômputo geral, aparecemos em 14º lugar, só que nesse total estão incluídas as despesas
com inativos, que não constam das despesas dos outros países e que oneram muito o orçamento de
defesa. Descontados esses valores, caímos para o 26º posto", afirmou. "Em termos relativos, isso
representaria uma participação de 2,4% do PIB, uma das mais baixas entre os grandes países, mas, se
retirarmos os gastos com pensões, essa proporção é ainda menor e chega a apenas 0,62% do PIB."
Aguiar lembrou que o orçamento de defesa é estabelecido anualmente e ainda sofre
contingenciamentos, de acordo com as necessidades do Tesouro. "Na França, os programas,
gerenciados pela Delegation Generale pour l´Armement (DGA), são estipulados dentro de um prazo de
30 anos, revisados a cada dois anos dentro das necessidades tecnológicas e operacionais", ressaltou.
"Precisamos raciocinar fora do curto-prazo pois, desta maneira, não há como se garantir a sobrevivência
do setor, que já foi o quinto maior exportador do mundo e hoje não se encontra nem entre os 20
primeiros."
Lembrando a experiência da Engesa e da Bernardini, empresas que tiveram papel de destaque
no final da década de 70 e no início da década de 80, o presidente da Abimde ressaltou que a
experiência brasileira mostra que não há como se viabilizar uma indústria de material militar voltada
apenas para o mercado externo. "Precisamos de encomendas firmes do governo para que tenhamos
nossa sobrevivência garantida", afirmou.
O general de divisão Aléssio Ribeiro Souto, secretário de Logística, Mobilização, Ciência e
Tecnologia do Ministério da Defesa, revelou que já há um cronograma estabelecido de dispêndio voltado
à capacitação industrial dos programas em curso nos próximos cinco anos. Seriam aplicados R$ 188
milhões neste ano, R$ 492,4 milhões em 2010, R$ 867 milhões em 2011, R$ 452 milhões em 2012, R$
29 milhões e R$ 225 milhões em 2014.
Falando pelo BNDES, Carlos Gastaldoni, assessor da presidência do banco, revelou que a
instituição estuda mecanismos de financiamento específicos para o setor, com juros menores. Ele
lembrou que boa parte das empresas hoje são de pequeno porte, com cerca de dez empregados, mas
com grande capacidade de gerar e produzir tecnologia de ponta. No painel "A experiência brasileira de
um desenvolvimento tecnológico autônomo", o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),
Luís Manuel Rebelo Fernandes, lembrou que sua entidade participa ativamente dos programas de
pesquisa militares, inclusive o do submarino nuclear e outros desenvolvidos pelos institutos e centros de
pesquisa das três Forças Armadas.

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Abr 09, 2009 10:33 am 
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VALOR ECONÔMICO, quinta-feira, 9 de abril de 2009
PLANEJAMENTO
Regime especial de licitação pode favorecer as empresas nacionais
Viabilidade da END passa pela reconstrução de complexo industrial-militar

Pedro Paulo Rezende, para o Valor, de São Paulo
O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, disse durante o
seminário em Brasília que o documento Estratégia Nacional de Defesa (END) visa a criação de unidades
extremamente flexíveis, capazes de se adequar a diversos tipos de conflitos, inclusive atuando como
guerrilha se houver necessidade. "Esse é um dos grandes desafios, criar forças regulares que,
dependendo do conflito, possam atuar como irregulares sem que percam a hierarquia e a disciplina",
afirmou.
"O Brasil possui a experiência mais pacífica de todas as grandes nações, mas precisa cuidar de
sua defesa se quiser preservar sua independência e seguir um caminho rebelde", assinalou, depois de
ressaltar que a Estratégia Nacional de Defesa foi preparada em conjunto com o ministro Nelson Jobim e
as Forças Armadas.
O ministro de Assuntos Estratégicos afirmou também que a viabilidade da END passa pela
reconstrução de um complexo industrial-militar e que, para viabilizá-lo, a nação deveria assumir os
custos do programa. "A moeda da defesa do Brasil é o sacrifício, inclusive da própria vida, se for
necessário, mas não há nada no mundo mais caro que a independência nacional", lembrou.
Mangabeira Unger revelou algumas medidas que estão em estudo para "preservar a indústria de
defesa do curto-prazismo mercantil". A primeira, seria um regime especial de licitação que liberasse as
empresas brasileiras das exigências da Lei 8666 e de isenções fiscais. "Em troca dessas garantias,
haveria uma presença do Estado e do poder nacional por meio de uma golden share (ações com
preferência de voto) ou por meio de direitos regulatórios."
Entre as preocupações do governo estariam a de que as empresas estatais do setor operem no
teto e não no piso tecnológico; que haja uma concentração e uma racionalização nas pesquisas do setor
e que ocorra uma integração maior entre os centros de desenvolvimento e as empresas, "para que não
haja pesquisa sem produção, nem produção sem pesquisa", disse o ministro.
Ao mesmo tempo, segundo o ministro, se perseguiria uma política de parcerias internacionais, de
maneira que parte do trabalho de capacitação tecnológica ocorra no Brasil, "criando um vínculo direto
com o vanguardismo da pesquisa mundial". Segundo Mangabeira Unger, para viabilizar essas medidas o
governo vai concentrar e centralizar as aquisições, um modelo similar ao existente na França, onde a
DGA coordena os programas de pesquisa, desenvolvimento e compras no setor de defesa.
Por último, o ministro de Assuntos Estratégicos destacou a necessidade de o país se manter na
vanguarda nos setores cibernético, espacial e nuclear. Destacou a dupla renúncia brasileira ao uso
militar do átomo, ao firmar o Tratado de Não-Proliferação (TNP) e estabelecer limites constitucionais para
a questão. Em seguida, ressalvou: "Somos o único dos Bric (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia e
China) a tomar essa posição radical a favor da paz, mas isso não significa que tenhamos de abrir mão
das pesquisas nesse setor, como o bom trabalho da Marinha demonstrou. Também devemos insistir no
desarmamento progressivo das potências nucleares para que sigam nossa conduta exemplar."
A pesquisa nuclear brasileira foi o ponto alto do painel "A experiência brasileira de um
desenvolvimento tecnológico autônomo". O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente da
Eletronuclear e personagem principal no programa brasileiro, começou sua explanação com um alerta:
"Povo pobre e pouco desenvolvido tecnologicamente sobre solo rico ficará ainda mais pobre, porque
atrairá a cobiça dos ricos."
Ele lembrou que a maioria das pesquisas na área militar resulta em produtos tem uso dual e
podem ser empregadas pela indústrias civis: "O trem francês de grande velocidade (TGV) é um bom
exemplo disso", afirmou, "e o programa brasileiro para a produção de um submarino de propulsão
nuclear também".
Othon recordou que tudo começou com o acordo nuclear assinado com a Alemanha durante o
governo Geisel, ao custo de US$ 1 bilhão. "O texto firmado era ainda mais restritivo que o TNP porque
não permitia nenhum uso militar da tecnologia transferida. Se empregássemos um isótopo obtido num
reator comprado dentro do programa para preservar rações militares estaríamos violando o acordo.
Como pretendíamos construir um reator para uso em um submarino, tivemos de partir para um modelo
próprio de enriquecimento de urânio e fomos extremamente bem-sucedidos", lembrou.
O chefe do Centro de Tecnologia do Exército (CTEx, general de divisão Aléssio Ribeiro Souto,
por sua vez, destacou alguns programas que desenvolveu ou que estão em desenvolvimento, como
viaturas blindadas, jipes, mísseis antitanques e antiaéreos e a família de radares SABER 60 e SABER
200. Muitos desses produtos serão apresentados na feira Latin America Aerospace and Defence, que
começa na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro.

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Sex Abr 10, 2009 12:27 pm 
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Interessante o Seminário, acompanhei pela TV Câmara.
Quanto a reportagem acima, surpresa, não sabia que o Pêpe trabalhava para a elite jornalistica econômica global..... :lol:

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Sex Abr 10, 2009 12:47 pm 
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Baschera escreveu:
Interessante o Seminário, acompanhei pela TV Câmara.
Quanto a reportagem acima, surpresa, não sabia que o Pêpe trabalhava para a elite jornalistica econômica global..... :lol:

Sds.


Baschera,

E qual o problema? Ele pode trabalhar, desde que mantenha a dignidade em seus comentários. O que ele fez na notícia acima.

Um abraço.

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Sáb Abr 11, 2009 6:39 am 
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Marcelo Bahia escreveu:
Baschera escreveu:
Interessante o Seminário, acompanhei pela TV Câmara.
Quanto a reportagem acima, surpresa, não sabia que o Pêpe trabalhava para a elite jornalistica econômica global..... :lol:

Sds.


Baschera,

E qual o problema? Ele pode trabalhar, desde que mantenha a dignidade em seus comentários. O que ele fez na notícia acima.

Um abraço.


Mas se a tabela de dados foi da lavra dele, desculpem mas é bastante furada e contem comentarios inveridicos. Não acredito que essa tabela seja de sua lavra. Deve haver sido introduzida no texto por algum ilustrador do jornal.

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Dom Abr 12, 2009 10:58 pm 
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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Seg Abr 13, 2009 12:02 pm 
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Dos 53 AMX 12 estão inservíveis? 13 passiveis de recuperação? como aviões com menos de 20 anos chegaram a este ponto? Será que não tem como recuperar assim como fizeram com os F-5 que vieram super detonados?
Quanto foi pago por cada AMX, para se chegar a isso em tão pouco tempo? :twisted:

Esdras


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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Seg Abr 13, 2009 4:21 pm 
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Bem, agora o BNDES entrou na jogada!

Citação:
BNDES e Finep deverão investir R$ 188,7 milhões em projetos de defesa em 2009


O governo prevê a aplicação este ano de R$ 188,7 milhões em 25 projetos da área de defesa, desenvolvidos pelos centros de tecnologia das Forças Armadas em parceria com empresas privadas. Esses recursos serão oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Para 2010, a previsão de investimentos públicos nos projetos de defesa será de R$ 492,4 milhões. Entre os projetos estão o radar SABER M-60 e SABER-200, do Exército, e o VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), da Aeronáutica, e o de desenvolvimento de fibra de carbono de alto desempenho da Marinha.

Os números foram apresentados na terça-feira (07/04) pelo diretor do Departamento de Mobilização (DEPMOB), General-de-Divisão Adriano Pereira Jr., em palestra no seminário “Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira”, realizado no auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados. O DEPMOB faz parte da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (SELOM) do Ministério da Defesa.

De acordo com o General, a Estratégia Nacional de Defesa trouxe várias ações que terão que ser apresentadas pelo Ministério da Defesa para o estímulo à indústria de defesa. Entre essas ações estão atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa; a criação de regimes jurídico e econômicos especiais que possibilitem o desenvolvimento da indústria nacional de defesa; alterações na Lei 8.666, Lei de Licitações, de forma a incentivar a compra de tecnologia nacional; e concessão de garantia para a exportação do produto de defesa nacional.Uma primeira proposta de atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa para adequá-la à Estratégia já foi apresentada pela SELOM ao ministro da Defesa.

O General Adriano lembrou que a ausência de recursos tem sido, ao longo dos anos, um problema que vem impedindo o reaparelhamento do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo o General Adriano, tendo em vista os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, as Forças Armadas já vêm revisando seus antigos planos de reaparelhamento. Em troca, estão colocando metas de aparelhamento, a serem submetidas em breve ao Ministério da Defesa, com horizonte de longo prazo (até 2030).

Essa mudança de procedimento, de acordo com o diretor do Depmob, tem algumas implicações. A primeira é que exige, por parte do governo, uma política previsível de compras. De acordo com o general Adriano, material de defesa não constitui artigo “de prateleira”. Ao contrário, requer um planejamento de compras antecipadas de modo a dar à indústria nacional tempo para produzir os equipamentos. A introdução do fator previsibilidade, no entender do general Adriano, só será possível por meio de um “programa de governo de aquisição de produtos de defesa”.

O programa de aquisição, conforme acrescentou, deve ter duas bases de apoio. A primeira delas em um programa orçamentário plurianual, que daria tranquilidade à indústria fornecedora. A segunda base seria o orçamento anual, fator que daria à indústria de defesa a segurança dos recursos para a cobertura dos gastos de curto prazo.

FONTE: MinDef


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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Ter Abr 14, 2009 12:35 am 
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Estas tabelas servem apenas para dar uma noção superficial dos nº das FFAA, pois se formos ver bem à fundo, grande parte dos dados está incorreta.

Abraços.


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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Abr 30, 2009 11:50 pm 
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CBC adquire empresa tcheca Sellier & Bellot

Por Defesa Brasil
30 de Abril de 2009


A CBC, tradicional fabricante brasileira de munições, comprou a totalidade das ações da Sellier & Bellot a.s. empresa fabricante de munições para armas portáteis para uso civil, policial e militar, localizada em Vlašim na República Tcheca. A transação foi concluída no dia 31 de Março e a partir de 1 de Abril de 2009 a CBC assumiu integralmente a gestão da empresa.

A Sellier & Bellot é uma tradicional fabricante de munições, fundada em 1825, com marca reconhecida e respeitada mundialmente. A empresa é fornecedora das Forças Armadas e Policias em seu País. Suas exportações direcionam-se para mais de 50 países, destacando-se a Europa, onde detém posição de liderança em vários segmentos.

A aquisição da Sellier & Bellot se insere no programa de internacionalização da CBC, dois anos após a compra da Metallwerk Elisenhutte Nassau (MEN), na Alemanha.

A união das três empresas gera um núcleo de pesquisa e desenvolvimento mais robusto, assegurando acesso permanente às tecnologias de processos e produtos no estado da arte, aplicável às munições destinadas às nossas Forças Armadas, à Segurança Pública e aos nossos clientes e consumidores brasileiros.

fonte: http://defesabrasil.com/site/index.php/ ... ellot.html


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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Mai 07, 2009 1:32 am 
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Orbisat vende seis radares de vigilância para Exército e Sipam

Por Defesa Brasil
04 de Maio de 2009
Virgínia Silveira


A Orbisat da Amazônia fechou a venda de cinco radares de vigilância aérea e terrestre a baixa altura para o Exército Brasileiro e um para o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). O radar SABER M-60 foi desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico do Exército, para atender o projeto Amazônia Protegida, cuja estratégia prevê o reaparelhamento dos pelotões de fronteiras com equipamentos que permitam realizar o monitoramento do território brasileiro de forma mais ampla e precisa

O valor dos dois contratos não foi revelado, mas o preço médio de um equipamento similar no mercado gira em torno de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões. A tecnologia dos radares SABER é 100% nacional e com ela o Brasil está entre os cinco países do mundo que dominam o desenvolvimento desse tipo de equipamento.

A Aeronáutica, segundo um dos sócios diretores da Orbisat, João Roberto Moreira Neto, também tem planos de comprar duas unidades do radar e já testou o equipamento na base militar de Santa Maria (RS). O Brasil, de acordo com Moreira Neto, ainda não possui radares que operem em baixa altura (até cinco mil metros) e, dependendo da região, algumas aeronaves clandestinas, de pequeno porte, conseguem voar sem serem detectadas.

"Se a aeronave está sobrevoando área na fronteira entre o Brasil e a Colômbia, por exemplo, não existe nenhum radar próximo que possa detectá-la a baixa altura". Os radares de controle de tráfego aéreo instalados em aeroportos, segundo Moreira Neto, conseguem detectar aeronaves em baixa altura, mas quando está a 100 km de distância, esse radar não consegue ver, porque a curvatura da Terra faz sombra aos aviões que voam baixo.

O radar da Orbisat permite rastrear e identificar o alvo em um raio de até 60 quilômetros. As informações são transmitidas em tempo real a um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea, integrante do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA). "A utilização desse tipo de radar é interessante no trabalho de proteção a pontos e áreas sensíveis, como indústrias, usinas, instalações governamentais e área de conferências de chefes de Estado."

O SABER, segundo o diretor de Projetos Militares da Orbisat, Ubiratan Marcondes, foi totalmente customizado para emprego em áreas tropicais. Por ser portátil e de baixo peso (250 quilos), pode ser facilmente transportado para qualquer lugar no território nacional ou empregado em missões de paz no exterior. "A instalação é feita em menos de 15 minutos."

O mercado brasileiro, de acordo com Marcondes, tem potencial para adquirir inicialmente de 40 a 60 radares na categoria do SABER.

Especializada em sistemas de radares para sensoriamento remoto e vigilância aérea, a Orbisat prevê faturamento de R$ 60 milhões este ano, o que representa um crescimento de 25% em relação a 2008. A empresa também atua no segmento de receptores de sinais de TV via satélite, com uma produção mensal de 40 mil unidades.

Outra área de atuação da Orbisat são os radares que fazem mapeamento cartográfico. A empresa investiu R$ 1,5 milhão no desenvolvimento do OrbiSAR RFP, voltado para uso civil e capaz de fazer o mapeamento de uma floresta, sem a interferência de nuvens e mesmo durante a noite.

Fonte: Valor Econômico

link: http://defesabrasil.com/site/index.php/ ... Sipam.html


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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qua Jun 17, 2009 11:35 am 
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Caros amigos,
Estou começando a escrever agora mas já acompanho os posts desde o início do ano.
Ainda estou juntando peças deste quebra-cabeça que é toda a Defesa Nacional contemporânea.
Li no site do Ministério da Defesa:

Política Nacional da Indústria e Defesa (PNID)

Aprovada pela Portaria Normativa nº 899/MD, de 19 de julho de 2005, a Política Nacional da Indústria de Defesa tem como objetivo geral o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, para a qual concorrem sete objetivos específicos:

I - Conscientização da sociedade em geral quanto à necessidade de o País dispor de uma forte BID;
II - Diminuição progressiva da dependência externa em produtos estratégicos de defesa, desenvolvendo-os e produzindo-os internamente;
III - Redução da carga tributária incidente sobre a BID, com especial atenção às distorções com relação aos produtos importados;
IV - Ampliação da capacidade de aquisição de produtos de defesa da indústria nacional pelas Forças Armadas;
V - Melhoria da qualidade tecnológica dos produtos estratégicos de defesa;
VI - Aumento da competitividade da BID brasileira para expandir as exportações;
VII - Melhoria da capacidade de mobilização industrial na BID.

Achei de suma importância para o Brasil que acredita que "Pensar grande é pensar como uma nação", porém acho extremamente tímido o investimento no item "I", uma vez que tal conscientização aparece, basicamente, na mídia escrita especializada e em espaços totalmente democráticos (como este, parabéns). Sinto muita falta de ver este assunto sendo tratado em cadeira cativa do horário nobre do plinplin, por exemplo. Em suma, o povão não tem idéia do que está acontecendo.

Geovanne Pinheiro

PS: Comentário a parte - Entendo que alguns poucos companheiros precisem usar pseudônimo, no entanto não acredito que a maioria das pessoas que aqui escrevem são sérias e sem nada que se oponha ao fato de assumir quem é. Lembro que este fórum trata de um assunto bem geral: a real identidade do Brasil hoje. :!:

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 Título: Re: Indústria de Defesa Nacional
MensagemEnviado: Qui Jun 18, 2009 1:38 pm 
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País produz armamentos inteligentes

Escrito por Ana Figueiredo
Qui, 18 de Junho de 2009 08:42

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Empresas lançam aviões sem piloto, bombas guiadas e mísseis Aviões sem piloto para missões de vigilância - e de ataque - em voos de 15 horas; bombas guiadas que podem ser lançadas a 20 quilômetros do alvo; mísseis capazes de cobrir 300 quilômetros para despejar uma grossa chuva de fogo sobre o objetivo. Com um erro máximo de 6 metros.

O primeiro pacote de armas inteligentes da indústria brasileira de sistemas de Defesa está entrando no catálogo de três diferentes empresas, Avibrás Aeroespacial, Britanite IBQ Ltda. e Mectron Engenharia. Os projetos são independentes.

A proposta mais recente envolve Britanite e Mectron, organizações cheias de segredos. A feira LAAD, realizada no Rio há dois meses, serviu para a apresentação das maquetes do kit de guiagem SMK, criado no Comando Tecnológico da Aeronáutica (CTA), de São José dos Campos, e entregue ao setor privado para desenvolvimento.O equipamento, adaptável a bombas de 250 e 500 quilos, utiliza um sistema inercial denavegação. Recebe ainda o sinal das redes GPS, americana, e Glonass, da Rússia. O benefício é o aumento do alcance e a preservação da performance sob condições climáticas adversas. Não há ligação física entre o avião lançador e a bomba no fornecimento de dados de orientação até o impacto final. As principais aeronaves da frota de combate da aviação militar do Brasil - o F-5EM, o AMX, o Super Tucano, e com certeza o futuro caça F-X2 - tem provisão para levar arma. Não há informação oficial sobre o programa. Os testes e provas de qualificação, a princípio, seriam iniciados em 2010. As empresas não comentam. O CTA não confirma.

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - Roberto Godoy

fonte: http://www.alide.com.br/joomla/index.ph ... teligentes


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