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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Qui Abr 23, 2015 12:12 pm 
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Indústria naval » MP pede ao TCU suspensão de empréstimos de bancos públicos à Sete Brasil

AE
Publicação: 22/04/2015 17:06 Atualização:
O Ministério Público de Contas (MPC), que atua junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), pediu à corte que suspenda empréstimos da Caixa e do Banco do Brasil à Sete Brasil, empresa criada para construir navios sonda para a Petrobras explorar o pré-sal. Em representação apresentada nesta quarta-feira, 22, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira sustenta que, por causa das dificuldades econômicas da companhia, há risco de as duas instituições financeiras sofrerem prejuízos vultosos em caso de calote.

O Palácio do Planalto estimula uma operação para salvar a Sete Brasil, mediante financiamento dos bancos públicos. A fornecedora da Petrobras negocia créditos de US$ 3,7 bilhões com a Caixa e o Banco do Brasil. Para o procurador, no cenário atual financiamentos e aportes de quaisquer natureza só devem ser feitos após análise técnica rigorosa dos riscos de crédito. Ele alega que quaisquer tentativas de ingerência política para socorrer a companhia são "inaceitáveis" e "ilegais".

"O cenário econômico apontado, que evidencia grave risco à Caixa e ao Banco do Brasil se forem realizadas as operações de crédito indicadas, conjugado com as notícias de que estaria havendo ingerência política indevida por parte do governo federal no processo de tomada de decisão dos bancos, demonstra a necessidade de o tribunal atuar preventivamente para evitar que prejuízos extremamente vultosos ocorram em decorrência de novas operações de crédito", justifica Oliveira.

No pedido, que será analisado pelo ministro Raimundo Carreiro, o procurador argumenta que os negócios da Sete Brasil estão fortemente atrelados à Petrobras e aos planos dela para o pré-sal. Contudo, desde o ano passado, a capacidade de investimento da estatal foi substancialmente reduzida, o que deve impactar a exploração.

Um das razões da crise é que a Petrobras teve o rating (avaliação e classificação de risco) rebaixado para o grau "especulativo", o que aumenta seus custos para emitir títulos e captar empréstimos no mercado. A situação surge num momento em que a estatal já carrega alto endividamento e não tem caixa para executar seus projetos na integralidade.

A redução nos preços do petróleo, avalia o procurador, também é uma ameaça "inequívoca". A Petrobras esperava que o barril fosse negociado, entre 2015 e 2017, a US$ 100. Contudo, na semana passada a cotação estava a US$ 42,85, a menor desde 2009. Isso reduz substancialmente as receitas e, em consequência, a capacidade de bancar os investimentos no pré-sal.

Além da Operação Lava Jato, que fez a estatal suspender obras e contratações, outro problema é a alta do dólar, que impõe mais perdas. A Petrobras importa petróleo e tem dívida alta, da ordem de US$ 100 bilhões, na moeda norte-americana.

O ministro Raimundo Carreiro pode conceder medida cautelar para suspender os empréstimos de forma monocrática ou mesmo submeter a decisão ao plenário da corte. No pedido, o procurador requer a suspensão até que o tribunal verifique se há "adequada análise de risco pelos bancos". Além disso, pede que a corte faça auditoria nos aportes já feitos pelas duas instituições na companhia.

Oliveira justifica que os riscos de inadimplência por operações malsucedidas poderão levar o contribuinte a injetar, via Tesouro Nacional, mais recursos nos bancos públicos. Ele alega que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já recusou crédito à fornecedora da Petrobras, o que seria "indicador claro da necessidade de criteriosa reanálise de toda a viabilidade econômico-financeira da Sete Brasil".

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2015/04/22/internas_economia,572750/mp-pede-ao-tcu-suspensao-de-emprestimos-de-bancos-publicos-a-sete-brasil.shtml

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Qui Abr 23, 2015 3:09 pm 
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Sem novas encomendas, Polo Naval vira só base de duas indústrias
Publicado em 21/04/2015, Às 20:46

Por Fernando Castilho

No primeiro governo Eduardo Campos, quando estava completando 30 anos, Suape desenhou um cluster naval que previa um conjunto de industrias capaz de fazer frente aos complexos do Japão e da Coreia de Sul.

Além dos projetos do Atlântico Sul e do Vard Promar deveriam ser trazidos para ali pelo menos mais três ou quatro projetos. A área reservada (ainda que precise ser dragada) é pelo menos cinco vezes o que ocupam hoje os dois empreendimentos.

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Mas a julgar pelo futuro dos dois projetos dificilmente essa área será ocupada com outras plantas navais. Especialmente depois do pacote de demissões de 450 empregados na última segunda-feira.

O Atlântico Sul só tem contratos firmados com a Petrobras Transportes S.A. (Transpetro) para a construção de 19 navios petroleiros uma vez que abriu mão dos que tinha com a Sete International GmbH para a construção de sete sondas de perfuração.

O EAS disse num comunicado que a contínua inadimplência da Sete Brasil e a total incerteza em relação à sua capacidade de retomar os pagamentos e dar cumprimento aos contratos,a fez desistir dos projetos estimados em US$ 4,6 bilhões (em torno de US$ 662 milhões por sonda) e que deveriam ter nos nomes de praias cariocas como Copacabana, Grumari, Ipanema, Leblon, Leme, Marambaia e Joatinga.

O EAS começou a vida produtiva com uma carteira de 22 navios petroleiros (14 do tipo Suezmax e 8 Aframax) mais os sete navios sondas que desistiu dia 15 de fevereiro.

O Atlântico Sul, como se sabe, começou a vida com uma associação com a coreana Samsung mas devido a desentendimentos em agosto de 2013 desfez o contrato e fechou um contrato com a JEI – Japan EAS Investimentos e Participações Ltda.

Como sócia que ficou com a participação atual de 33,33%, além de inclusão dos executivos da IHI na sua gestão. Hoje, ele constrói simultaneamente, os navios 4, 5, 6 e 7 dos contratos de 14 Suezmax.

Além do EAS, Suape tem o Estaleiro Vard Promar, que ano passado operação de lançamento ao mar do primeiro navio construído pela empresa em Pernambuco, o Barbosa Lima Sobrinho.

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Essa embarcação é o terceiro gaseiro encomendado pela estatal de logística da Petrobrás, dentro de um pacote de oito. Os dois primeiros foram edificados na planta do estaleiro em Niterói para evitar atrasos no cronograma. No Rio foram construídos os gaseiros Oscar Niemeyer e Paulo Freire.

A série de gaseiros da Transpetro homenageia brasileiros notáveis. As embarcações vão integrar a frota da empresa no transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha.

Os navios têm 117,63 metros de comprimento, 34 metros de altura, 19,2 metros de largura e capacidade para transportar 7 mil metros cúbicos de GLP. O pacote, que deverá ser entregue até 2017, está orçado em US$ 536 milhões.

O problema é que, fora esses contratos, nem o EAS nem o Vard Promar tem futuro. Se até 2017 eles não conseguirem novos contratos tudo que Pernambuco investiu ali vai ficar sem utilidade.

E não foi pouco que o contribuinte pôs ali. Além do “enxoval” dos dois estaleiros com a preparação das áreas e o treinamento de trabalhadores tudo isso corre o risco de não ter utilidade.

O Porto de Suape e o governo de Pernambuco investiu pelo menos R$ 300 milhões entre dinheiro próprio e antecipação de receitas da Petrobras apenas para o cluster naval.

Mesmo para a refinaria aonde se gastou mais R$ 350 milhões para preparar o porto para os navios petroleiros, o investimento com o polo naval foi muito grande. Na verdade, mais do que a refinaria e a Petroquímica Suape o polo Naval era maior aposta de Pernambuco. Se o EAS e o Vard Promar não tiverem futuro toda uma ancora de Suape também não terá futuro.

Então não é apenas a demissão de 450 trabalhadores é o fim de projeto em que o Governo de Pernambuco gastou muito dinheiro e que mirava na transformação de uma região de milhares de pessoas.

http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/jcnegocios/2015/04/21/sem-novas-encomendas-polo-naval-vira-so-base-de-duas-industrias/

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Qui Abr 23, 2015 3:29 pm 
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韓国造船業界、3年ぶり受注「世界1位」奪還
2015年04月06日10時56分

韓国造船業界が四半期の受注実績で世界トップを奪還した。

国際造船・海運市況分析機関クラークソンは5日、今年1-3月期の世界の船舶受注量562万CGT(標準貨物船換算トン数)のうち韓国造船会社の受注量は231万CGTで41%を占めたと明らかにした。同じ期間、日本は162万CGT(シェア28.9%)、中国は135万CGT(24%)受注した。韓国が四半期別の受注実績で1位になったのは2012年1-3月期以来3年ぶり。今年1-3月期の全体船舶受注量は前年同期(1619万CGT)の3分の1ほどに減少した。
※本記事の原文著作権は「韓国経済新聞社」にあり、中央日報日本語版で翻訳しサービスします。

http://japanese.joins.com/article/577/198577.html


No outro lado do mundo, a Coreia do Sul retorna ao posto de primeior lugar na construção naval depois de 3 anos, ela tinha perdido o posto em 2012 para a China e depois perdeu para o Japão.
As encomendas globais no primeiro trimestre totalizam 5.620.000t, agora a Coreia do Sul esta em primeiro com 2.310.000t 41% do mercado, Japão com 1.620.000t 28.9% do mercado, China com 1.350.000t 24% do mercado, as encomendas globais encolheram em 1/3 em base anual.

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Sex Abr 24, 2015 2:05 pm 
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Atlântico Sul demite 480 trabalhadores em Pernambuco

24-04-2015 00:04
Escrito por Redação
Publicado em Indústria naval e offshore

O Estaleiro Atlântico Sul, que pertence às empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão - envolvidas na Operação Lava Jato - e a um grupo de investidores japoneses, demitiu na semana passada 480 pessoas, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco. Nos meses anteriores, o estaleiro já havia demitido 350 funcionários por causa da rescisão do contrato com a Sete Brasil, empresa criada para gerir a construção de sondas para a exploração do pré-sal pela Petrobras.

O presidente do sindicato, Henrique Gomes, diz que as demissões da semana passada podem chegar a 600 se contabilizados funcionários que não tinham um ano de casa e, portanto, não precisam ter a demissão homologada no âmbito do sindicato.

Segundo Gomes, a crise no estaleiro também se estende a prestadores de serviços, que também demitiram. Foram 300 neste ano, sendo que cerca de 140 pessoas estão sem receber seus direitos trabalhistas.

(Fonte:Estadão Conteúdo)
https://www.portosenavios.com.br/noticias/ind-naval-e-offshore/29524-atlantico-sul-demite-480-trabalhadores-em-pernambuco

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Sex Abr 24, 2015 2:08 pm 
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Petrobras gripada, Brasil tuberculoso
por Carlos Lessa* — publicado 24/04/2015 03h29
Cortar em 10% o programa de investimento da estatal provocaria uma forte retração na economia do País

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Desmantelar a frota de navios petroleiros e paralisar obras vão corroer empregos e renda na cadeia produtiva

Gregos e troianos concordam que prejudicar os investimentos da Petrobras atinge negativamente o PIB brasileiro. Contrair em 10% o programa da estatal provocaria uma retração significativa no crescimento da economia. Procrastinar a entrada em operação de plantas em construção é incorrer em perdas dinâmicas. Por exemplo, adiar a construção e a integração dos módulos das plataformas P75 e P77, no estaleiro em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, atrasa a produção, no campo de Búzios, de novos 300 mil barris/dia. Atrasar Abreu e Lima, em Pernambuco, mantém o Brasil importador de óleo diesel. Cortar, reduzir e adiar a Comperj, no Rio de Janeiro, tem elevados custos financeiros e implica ampliar o consumo de derivados de petróleo importados.

É angustiante que, em vez de discutir a necessidade de preservar o dinamismo dos investimentos da Petrobras, seja praticado o discurso de “encolher para se recuperar”. O Conselho de Administração da estatal autorizou a alienação de ativos em torno de 13,7 bilhões de dólares. Convém analisar os itens do pacote, a saber:

Refinarias no exterior. Se a sua aquisição foi considerada estratégica, o brasileiro deve saber qual foi a justificativa e por que agora não o é.

Redução de atividades das subsidiárias no restante do mundo. Recentemente, foram vendidas explorações na Argentina por 101 milhões de dólares. Com a Shell se fundindo ao British Group, qual é a lógica da redução da Petrobras na África e na América Latina? As duas gigantescas petroleiras anglo-holandesas explicam que desejam, com o aumento de escala, preferir a produção e exploração de petróleo, em vez do duvidoso horizonte do gás de xisto. Na atual confusão, a Petrobras passou a extrair petróleo na Colômbia. Vai vender os poços?

Venda de ativos de gás e energia – participação em distribuidoras termoelétricas e gasodutos. Desmembrar é reduzir a soberania operacional da Petrobras, aumentando sua vulnerabilidade ao diminuir seu poder no sistema energético brasileiro.

Desmantelar a frota de petroleiros. O Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante afirmou que “os 270 milhões de dólares, ou 845 milhões de reais, que a venda de 23 dos 53 navios poderia gerar só representariam 2% do total que o Sistema Petrobras pretende arrecadar com a alienação de ativos, valor irrisório que, do ponto de vista técnico, desaconselharia a operação”. A frota velha pode gerar 170 milhões de dólares, o que contrasta dramaticamente com os 11,2 bilhões de reais da encomenda de 46 navios. De todos os recentes efeitos positivos sobre a indústria, é um êxito a política de conteúdo nacional praticada pela Petrobras. Será que o Brasil está abandonando a política de reduzir contratos de fretamento com o exterior? Qual o destino das empresas que venceram a licitação para a prestação de serviços de apoio marítimo, que incluem reboque e posicionamento de plataformas e apoio a operações submarinas? O Programa de Renovação e Apoio à Frota Marítima propunha atingir 50% de autonomia em 2020... Vai ser desativado?

Fatia da Petrobras Distribuidora, a maior rede de postos de combustíveis do Brasil. O domínio do varejo de combustíveis derivados de petróleo é a dimensão mais próxima do povo e define parcela expressiva dos lucros, portanto, do caixa da Petrobras. É importante sublinhar que, a partir de 2011, a pretexto de combater a inflação e estimular a indústria automecânica, a BR Distribuidora vendeu, internamente, diesel e gasolina importados, com prejuízo. Com isso, estima-se que, até 2014, a Petrobras tenha tido um prejuízo de 60 bilhões de reais. Agora, a pretexto de caixa, e tendo reajustado os preços internos de diesel e gasolina, quer vender a preço de banana a “galinha dos ovos de ouro”.

Aparentemente, estão querendo a assessoria do Bank of America para auxiliar a venda de ativos do pré-sal. É como convidar o gato para presidir a assembleia dos ratos.

José Serra afirmou que, “se a exploração (do pré-sal) ficar dependente da Petrobras, não avançará”, e sugere cancelar a exigência da participação mínima de 30% da estatal nos grupos de exploração e produção do pré-sal. Acompanha, entusiasticamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Petróleo, cujo presidente, Jorge Camargo, é inteiramente favorável à mudança no modo regulatório do pré-sal e luta também contra o critério de que o conteúdo nacional seja um item-chave nos futuros leilões de lotes do pré-sal; as multinacionais poderiam destinar equipamentos usados e ociosos em outros países. O ritmo de concessões é matéria estratégica nacional. A pré-qualificação de concessionárias não deve sufocar a Petrobras sob pressões emanadas das múltis.

Dou razão à declaração da presidenta Dilma: “O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio, e quem fica com a maior parte?”

O “tiro no coração” de Getulio Vargas, em 1954, consolidou o monopólio da Petrobras. Resistiu até 1997, quando se operou a distinção entre a propriedade dos recursos do petróleo – permanecendo com a União – e a possibilidade da concessão a terceiros dos direitos de exploração e produção. A Petrobras foi definida como uma empresa concessionária da União. Isso abriu caminho para um processo de erosão que atravessou a venda de uma porcentagem elevada do capital da empresa na Bolsa de Nova York, a desmontagem da petroquímica, a privatização e desnacionalização do setor de fertilizantes etc. Apesar da erosão, a Petrobras produz mais de 90% do petróleo brasileiro e, a partir da descoberta do pré-sal, hoje responsável por 27% do pretróleo nacional, elevou a produção nos novos campos, no último ano, para 600 mil barris/dia, o dobro do ano anterior.

Cabe uma pergunta: o que possibilitou à Petrobras se converter na maior empresa brasileira? Na Era Vargas, os inimigos do monopólio estatal do petróleo afirmavam que o Brasil não teria competência financeira, técnica e gerencial para operar uma empresa de petróleo. Fundada e em interação com a dinâmica socioeconômica brasileira, a Petrobras converteu-se numa gigantesca empresa petroleira mundial. Nesse milênio, a geologia brasileira identificou os campos marítimos do pós-sal e culminou com a comprovação do pré-sal, que colocou o Atlântico Sul como a maior reserva de petróleo descoberta nos últimos 25 anos, o que redesenha a geopolítica mundial futura da economia energética do planeta.

A resposta é simples: o sonho de qualquer empresa capitalista é dispor do monopólio de um mercado. Ao ser criado o monopólio estatal, foi conferido a uma empresa o mercado de uma economia que chegou a ser a sétima do mundo. A empresa dispõe, para a frente, o poder de regular preços de combustíveis e derivados, fixar as margens de lucro e crescer do ponto de vista microeconômico. A Petrobras, ao controlar o mercado, regula para trás a cadeia produtiva, é um monopsônio vital para o desenvolvimento de milhares de empresas. Nenhum monopsônio esmaga seus fornecedores, é o sol que organiza seu sistema de satélites. Uma empresa monopólica regula todos os seus fornecedores e clientes. É, necessariamente, adicta a aperfeiçoamentos tecnológicos e científicos. Obviamente, concentra enorme poder e, por isso, os Estados Nacionais buscam controlar ou impedir os monopólios.

A forma de empresa estatal é a alternativa racional de manipular o poder de um monopólio controlador do vetor energético central da evolução das forças produtivas. Necessariamente, o futuro nacional é construído a partir da atuação macro de um monopólio operado por uma empresa com dupla identidade, instrumento de ação do Estado e organização empresarial semiprivada. No caso da Petrobras, seu capital foi constituído, em grande parte, pela subscrição compulsória de ações pelos consumidores brasileiros de petróleo e derivados.

Corretamente, foi preservada a regra de participação mínima de 30% da Petrobras em qualquer consórcio que venha a surgir em cada novo lote do pré-sal no Atlântico Sul. Obviamente, a empresa é a gestora de todo esse potencial.

Nenhum ativo da Petrobras é tão desejável quanto o mercado interno brasileiro. É absolutamente assustador, em relação à soberania nacional, reduzir o peso da empresa na economia do petróleo. Seja na exploração, seja na produção e na distribuição, a empresa não deve ser atrofiada. A reserva para a produção nacional é vital para a continuidade da industrialização e do progresso social.

Ao destinar parte dos lucros para Educação e Saúde, o impulso do petróleo conduzirá os passos futuros da civilização brasileira.

A visibilidade do “Petrolão” na triste trajetória da corrupção deve ser considerada como uma vitória da democracia brasileira. A broma “O petróleo é nosso e a propina, deles” contém uma diretiva clara: acabar com as propinas, punir os corruptos e corruptores, dar transparência à gestão microeconômica da Petrobras e colocar em discussão suas estratégias e formas de financiamento. Não se deve jogar a água suja da bacia do banho com a criança junto. O petróleo tem de continuar sendo nosso.

A corrupção tem de ser enfrentada por um duplo movimento: se a escadaria está suja, deve ser limpa de cima para baixo. Quem sobe a escadaria precisa ter os pés limpos. O combate à corrupção exige a República mobilizar seus Três Poderes e ser implacável de cima para baixo. Subir exige do praticante o pequeno e gigantesco gesto de não jogar lixo na rua, não subornar o guarda de trânsito para cancelar a multa, não sonegar impostos. O subir limpo deve ser inspirado pela limpeza do andar superior da República e implica ser catequizado pelos mandamentos da boa conduta republicana. É tarefa para toda a nova geração, que deve impor uma nova ética republicana. A nova geração, que respira com naturalidade os direitos civis, descobrirá como anular ou reduzir as propinas, descobrirá a importância de praticar pequenos gestos e o avanço democrático de punir os culpados.

A utopia sempre se contrapõe ao cinismo complacente. É um “conto do vigário” sugerir que o Estado Nacional é impotente, que a República propicia relações carnais entre o Estado e as empresas privadas, e que o voto é sempre manipulável. A reconstrução ética da cidadania não pode ser iludida. Com a força de uma nova cidadania, a sociedade brasileira explicitará suas potencialidades civilizatórias.

*Ex-presidente do BNDES e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi economista do Instituto Latino-Americano de Planejamento Econômico e Social da Organização das Nações Unidas. Autor, entre outras obras, de Quinze Anos de Política Econômica, de 1980, um clássico da literatura econômica brasileira, sobre a batalha para consolidar a industrialização no País.

http://www.cartacapital.com.br/revista/846/petrobras-gripada-brasil-tuberculoso-6594.html

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Sex Abr 24, 2015 7:36 pm 
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Este artigo acima é choradeira de quem gosta do velho sistema de estatais gigantes controlando o funcionamento de um setor.

Eu me lembro das estatais de telefonia onde VC pagava 36 meses um telefone e depois esperava mais 24 meses para instalar, aconteceu comigo.

Por isso assisto e aplauso em pé a queda de mais uma inútil estatal.

Que venda tudo o que puder ser vendido, quem perdeu o emprego no meio da crise vai recuperar quando outra empresa assumir a atividade.

O negócio milionário do petróleo não vai desaparecer com a crise da Petrobras, só vai mudar de mãos.


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Ter Abr 28, 2015 10:12 pm 
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As estatais, desde que bem administradas são essenciais para o desenvolvimento nacional!


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Qua Abr 29, 2015 2:33 pm 
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Vale negocia com empresas da China construção de 50 navios grandes, dizem fontes
Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo – 3 horas atrás

A Vale está em conversas com construtoras de navios e companhias de leasing chinesas para construir cerca de 50 cargueiros gigantes que transportarão minério de ferro do Brasil para a China, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

A China Cosco Holdings pode construir 20 dos navios, enquanto Shandong Shipping, ICBC International Leasing e China Merchants Energy Shipping podem construir mais 10 cada uma. "Os navios terão arrendamento de 20 anos e agora é um bom momento para comprá-los por causa dos baixos preços de construção", disse uma das fontes.

Se confirmada, a encomenda será a maior da história para esse tipo de cargueiro. A Vale não foi imediatamente encontrada para comentar o assunto.

Os navios de 400 mil toneladas de peso morto (deadweight-ton) conhecidos como Valemax são os maiores já construídos. Corretoras de Cingapura afirmaram que a potencial encomenda é agressiva, tendo em vista os mercados contidos tanto para minério de ferro quanto para esse tipo de transporte grande em geral.

O índice Baltic Dry, que mede as taxas de frete para navios gigantes, tem girado em torno das mínimas em 30 anos desde o começo deste ano por causa das importações fracas de carvão e minério de ferro pela China.

"O momento e o tamanho da encomenda é surpreendente, mas tendo em vista que isso será um acordo Vale-China, os termos serão bons para a Vale", comentou a segunda fonte. "A Vale está tentando fixar taxas em cerca de US$ 13 por tonelada de minério de ferro embarcado, com os preços atuais em cerca de US$ 10", acrescentou.

Cada navio deverá transportar em torno de 2 milhões de toneladas de minério de ferro para a China anualmente. Fonte: Dow Jones Newswires.

https://br.noticias.yahoo.com/vale-negocia-empresas-china-constru%C3%A7%C3%A3o-50-navios-grandes-133400586--finance.html

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Seg Mai 04, 2015 8:48 am 
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Brasil 2015: os novos passos da indústria naval

Política Industrial Brasil 2015: desafios do desenvolvimento

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ter, 03/02/2015 - 08:09
Atualizado em 10/02/2015 - 14:58
Luis Nassif

O conjunto de seminários do projeto Brasilianas tem permitido diagnósticos preciosos sobre o atual estágio do desenvolvimento brasileiro. É caso da indústria naval brasileira, um caso de sucesso de política industrial.

Trata-se de um setor dos mais relevantes, pelo encadeamento da produção. A fabricação de um navio movimenta a indústria siderúrgica, a metalúrgica, o setor de máquinas e equipamentos, a tecnologia de informação, a região no entorno do estaleiro etc.

***

Um dos líderes da produção mundial de navios nos anos 70, a indústria naval foi praticamente eliminada no governo Collor.

Criado em 1999, partir de 2003, o Prorefam (Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo) ganhou impulso, contratando 30 novas embarcações e 21 modernizações.

Mas só a partir da 7a rodada, em 2005, o conteúdo local passou a ser item obrigatório, com índice mínimos para a exploração, desenvolvimento e produção, com a criação dos instrumentos legais para as CCLs (Cláusulas de Conteúdo Local).

A partir de 2008, com o PDP (Polícia de Desenvolvimento Produtivo) o setor ganhou impulso, com a contratação de 146 novas embarcações de apoio para o período 2008-2016.

***

Desde 2004, o setor cresceu a 19,5% ao ano com R$ 150 bilhões de investimento. Sete navios do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota) já foram entregues à Transpetro; 23 dos 50 maiores projetos offshore estão no Brasil; há 9 estaleiros de grande porte em operação; 7 estaleiros de grande porte em implantação; 29 sondas para a Sete Brasil no portfolio de construção. Há 389 encomendas em carteira. A demanda por equipamentos para exploração e produção do petróleo em águas profundas prosseguirão pelos próximos vinte anos.

O número de empregou saltou de 1.900 em 2.000 para 104 mil atualmente.

O modelo permitiu a grupos nacionais trazerem sócios estrangeiros com participação minoritária, ajudando na absorção de tecnologia.

No campo tecnológico, a parceria com a Finep resultou no financiamento de 58 projetos de alto valor agregado. Para incorporar as PMEs (Pequenas e Micro Empresas) foi firmado um convênio com o Sebrae, que ampliou de 14 mil para 19 mil fornecedores integrando o cadastro da Petrobras.
***

O cenário de longo prazo é dos mais favoráveis.

Há um crescimento do transporte marítimo mundial; forte demanda por petróleo e derivados; petróleo e gás natural dominando a matriz energética; ampliação da frota naval de defesa.

Mas a indústria é cíclica e os preços oscilam juntamente com a demanda mundial. Desde 2012 há um período de baixa no setor, depois de um crescimento vigoroso entre 2001 e 2011. Daí a importância da continuidade do programa.

***

A construção naval competitiva se concretiza de duas formas:

Em complexos industriais envolvendo a indústria pesada e a indústria de bens de capital: Coréia, Japão, China

Dentro de clusters dedicados a atender nichos de mercado: Itália, Finlândia, Noruega

A competitividade da indústria de construção depende de uma complexa coordenação de encadeamentos setoriais. Mas o ponto central é a tecnologia de projetos. Dominar o projeto é condição essencial para a inovação e para que os produtores tenham controle das aquisições de máquinas, equipamentos marítimos e materiais.

http://jornalggn.com.br/noticia/brasil-2015-os-novos-passos-da-industria-naval

_________________
Abraços.

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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Seg Mai 04, 2015 4:02 pm 
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Luis Nassif.... sei !

Sds.


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Seg Mai 04, 2015 4:15 pm 
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Baschera escreveu:
Luis Nassif.... sei !

Sds.

Ele até arrumou um culpado para a decadência atual da Industria Naval.

O Collor!!!

O Nescau também está uma porcaria, nem tem mais cheiro de chocolate e sim de produto químico quando concentrado em forma de pó.

Será culpa do Collor também?


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Seg Mai 04, 2015 8:42 pm 
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akivrx78 escreveu:
Citação:
Vale negocia com empresas da China construção de 50 navios grandes, dizem fontes
Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo – 3 horas atrás

A Vale está em conversas com construtoras de navios e companhias de leasing chinesas para construir cerca de 50 cargueiros gigantes que transportarão minério de ferro do Brasil para a China, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

A China Cosco Holdings pode construir 20 dos navios, enquanto Shandong Shipping, ICBC International Leasing e China Merchants Energy Shipping podem construir mais 10 cada uma. "Os navios terão arrendamento de 20 anos e agora é um bom momento para comprá-los por causa dos baixos preços de construção", disse uma das fontes.

Se confirmada, a encomenda será a maior da história para esse tipo de cargueiro. A Vale não foi imediatamente encontrada para comentar o assunto.

Os navios de 400 mil toneladas de peso morto (deadweight-ton) conhecidos como Valemax são os maiores já construídos. Corretoras de Cingapura afirmaram que a potencial encomenda é agressiva, tendo em vista os mercados contidos tanto para minério de ferro quanto para esse tipo de transporte grande em geral.

O índice Baltic Dry, que mede as taxas de frete para navios gigantes, tem girado em torno das mínimas em 30 anos desde o começo deste ano por causa das importações fracas de carvão e minério de ferro pela China.

"O momento e o tamanho da encomenda é surpreendente, mas tendo em vista que isso será um acordo Vale-China, os termos serão bons para a Vale", comentou a segunda fonte. "A Vale está tentando fixar taxas em cerca de US$ 13 por tonelada de minério de ferro embarcado, com os preços atuais em cerca de US$ 10", acrescentou.

Cada navio deverá transportar em torno de 2 milhões de toneladas de minério de ferro para a China anualmente. Fonte: Dow Jones Newswires.

https://br.noticias.yahoo.com/vale-negocia-empresas-china-constru%C3%A7%C3%A3o-50-navios-grandes-133400586--finance.html



Já passou da hora do Brasil colocar um imposto de exportação sobre o minério de ferro. a vale vende nosso minério a preço de banana, não faz nada para ajudar a industrializá-lo aqui e ainda compra navios no exterior, exportando riqueza e empregos!


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Seg Mai 04, 2015 10:39 pm 
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wstrobel escreveu:
Baschera escreveu:
Luis Nassif.... sei !

Sds.

Ele até arrumou um culpado para a decadência atual da Industria Naval.

O Collor!!!

O Nescau também está uma porcaria, nem tem mais cheiro de chocolate e sim de produto químico quando concentrado em forma de pó.

Será culpa do Collor também?


A verdade aqui está mais explicita.....

Citação:
ESTALEIROS - Duas ameaças à construção naval

Ariovaldo Rocha
Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da
Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL)

Nos últimos tempos, a construção naval vinha transbordando otimismo. Afinal, desde 2003, os estaleiros espantaram as teias de aranha de suas máquinas e voltaram a viver intensamente. Metalúrgicos que tinham se tornado camelôs e engenheiros que se dedicavam a restaurantes foram chamados de volta a suas funções.

As empresas cresceram, evoluíram tecnologicamente, todas tiveram injeção de capital, seja do Brasil ou do exterior. E os metalúrgicos, como se sabe, ganham salários superiores aos de muitas categorias assemelhadas. O respeitado Ipea revelou que, até 2013, o setor cresceu incríveis 19,5% ao ano. Reteve e distribuiu riqueza para milhares de famílias no país.

Da noite para o dia, o ambiente mudou. Até pouco tempo, a expectativa era de obtenção contínua de recordes. Agora, nossa luta é para garantir o mínimo de continuidade, sem que volte o fantasma dos anos 1990. Como sempre repetia o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, àquela época, para afastar o carrapato, acabaram com a boiada. Agora, devido a problemas contratuais, há duas ameaças à saúde da construção naval.

A primeira é financeira.

A Sete Brasil deve R$ 2 bilhões a estaleiros que, obviamente, sofrem com esse atraso e têm capacidade limitada de suportar essa provação. O número de navios-sonda já caiu de 28 para 18 unidades, e esse é o mínimo para garantir a natural continuidade do setor, onde há estaleiros criados especialmente para executar essas obras.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, sabe do problema e procura resolvê-lo da forma certa e sem demora, e espera-se que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também persiga esse objetivo.

A segunda ameaça é mais filosófica e até ideológica.

Desde que o ex-presidente Lula implantou a política de conteúdo local, gigantes internacionais do petróleo, aliadas a certos grupos midiáticos internos, atuam para enfraquecer o projeto. É natural que os estrangeiros não queiram a criação no Brasil de um centro de produção de navios e plataformas, com alta tecnologia, mas, no caso de empresas brasileiras de comunicação, não se entende a fúria contra o conteúdo local.

Devemos seguir o exemplo de Noruega e Inglaterra, criando bases industriais de plataformas, navios-sonda, barcos de apoio e indústria subsidiária. E não imitar Indonésia, Argentina e Venezuela, que não conseguiram reter riqueza do petróleo, exceção feita à pura e simples extração mineral.

Do mesmo modo que Lula adotou o conteúdo local, a presidente Dilma tem mantido e reforçado essa diretriz. Crise não é momento para se cortar tudo o que está certo, mas de se analisar e avaliar cada decisão. Na crise, a solução é manter o conteúdo local, que gera empregos para milhares de metalúrgicos e para a indústria subsidiária, ao mesmo tempo em que cria empresas altivas e desenvolvidas, que, com seus impostos, ajudam a manter a estrutura governamental e todo o arcabouço da sociedade.

Os números falam por si. O setor terminou 2014 com 82 mil empregos diretos e já caiu para 72 mil. Se tudo correr bem, essa mão-de-obra será mantida e talvez até ampliada. Já se a Sete Brasil não tiver sua solução bem encaminhada, em alguns meses o total de demissões poderá chegar a 40 mil pessoas, gerando crises tanto a nível nacional como em diversas regiões, onde mais se concentra a construção naval, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo e Bahia.

Como temos salientado, os navios da Transpetro – através de Promef I e II – e a encomenda de barcos de apoio – via Prorefam – estão assegurados, com contratos em pleno vigor. Apesar da indefinição gerada pela Sete Brasil, o setor conta com 324 obras em andamento, algo excepcional. Em breve, se terá de pensar em adição de novas encomendas, mas essa questão pode esperar um pouco.

A urgência atual se dá em relação aos navios-sonda – além de estarmos atentos para que certos grupos aproveitem o momento nacional de dificuldades para dinamitar uma política de conteúdo local que trouxe dignidade para centenas de milhares de brasileiros, atraiu capital estrangeiro e propicia desenvolvimento tecnológico a centenas de empresas.

Estamos em contato com deputados e senadores, com diversos segmentos do governo e com líderes trabalhistas que apoiam nossas teses. A construção naval está sofrendo com a crise, mas tem tudo para levantar a cabeça e voltar a levar alegria aos lares dos brasileiros. Nem de longe se quer ver de volta a situação de 2003, com os estaleiros fechados. Até 2030, a Petrobras irá precisar de 72 plataformas de petróleo, um volume capaz de enriquecer ou empobrecer um país, dependendo da manutenção ou não das obras em solo nacional.

E, por último e não menos importante, o apoio aos estaleiros não é unilateral. O setor precisa do suporte do governo e da sociedade, mas também contribui com sua parte. Afinal, o aluguel de navios e plataformas estrangeiras suga, todo ano, em torno de US$ 20 bilhões das riquezas nacionais. Se a produção hoje feita aqui for transferida para a distante Ásia, os empregos e os dólares ficarão por lá.

Fonte: Monitor Mercantil, Via DefesaNet.


Sds.


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Ter Mai 05, 2015 7:24 am 
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Complicado....se ficar o bicho come....se correr o bicho pega....

A Petrobras não tem mais recursos para financiar como antes e precisa otimizar o investimento...

A questão é....e média, quanto o conteudo importado atualmente é mais barato?? A sintonia entre a proteção ao local para estimulo deve ser mediada pela pressão do internacional para forçar o ganho de produtividade....

Tem de saber dosar a mão muito bem pois do contrário, os danos podem ser enormes quer de um lado ou outro.


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 Título: Re: Indústria Naval
MensagemEnviado: Ter Mai 05, 2015 8:11 am 
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Registrado em: Sex Jan 01, 2010 9:52 pm
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Discao escreveu:
akivrx78 escreveu:
Citação:
Vale negocia com empresas da China construção de 50 navios grandes, dizem fontes
Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo – 3 horas atrás

A Vale está em conversas com construtoras de navios e companhias de leasing chinesas para construir cerca de 50 cargueiros gigantes que transportarão minério de ferro do Brasil para a China, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

A China Cosco Holdings pode construir 20 dos navios, enquanto Shandong Shipping, ICBC International Leasing e China Merchants Energy Shipping podem construir mais 10 cada uma. "Os navios terão arrendamento de 20 anos e agora é um bom momento para comprá-los por causa dos baixos preços de construção", disse uma das fontes.

Se confirmada, a encomenda será a maior da história para esse tipo de cargueiro. A Vale não foi imediatamente encontrada para comentar o assunto.

Os navios de 400 mil toneladas de peso morto (deadweight-ton) conhecidos como Valemax são os maiores já construídos. Corretoras de Cingapura afirmaram que a potencial encomenda é agressiva, tendo em vista os mercados contidos tanto para minério de ferro quanto para esse tipo de transporte grande em geral.

O índice Baltic Dry, que mede as taxas de frete para navios gigantes, tem girado em torno das mínimas em 30 anos desde o começo deste ano por causa das importações fracas de carvão e minério de ferro pela China.

"O momento e o tamanho da encomenda é surpreendente, mas tendo em vista que isso será um acordo Vale-China, os termos serão bons para a Vale", comentou a segunda fonte. "A Vale está tentando fixar taxas em cerca de US$ 13 por tonelada de minério de ferro embarcado, com os preços atuais em cerca de US$ 10", acrescentou.

Cada navio deverá transportar em torno de 2 milhões de toneladas de minério de ferro para a China anualmente. Fonte: Dow Jones Newswires.

https://br.noticias.yahoo.com/vale-negocia-empresas-china-constru%C3%A7%C3%A3o-50-navios-grandes-133400586--finance.html



Já passou da hora do Brasil colocar um imposto de exportação sobre o minério de ferro. a vale vende nosso minério a preço de banana, não faz nada para ajudar a industrializá-lo aqui e ainda compra navios no exterior, exportando riqueza e empregos!

É só o que faltava, o governo privatizar a vale e depois querer sangrar a empresa.

Ela compra navios onde è bom, tem preço justo e entrega no prazo: Na Ásia.


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