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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Sáb Mai 30, 2015 12:03 pm 
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Strobel, meu amigo, o problema não é o projeto, mas a gestão dele. O projeto não é nada inútil. Aliás, inútil pra mim é a quantidade de gente que tem na FAB, como nas outras forças, pra cuidar de coisas administrativas, habitacionais, saúde, etc... quando se concentrassem em apenas em um único centro administrativo, seria mais proveitoso. Isto sim é inútil bancarmos essa quantidade toda de gente.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Sáb Mai 30, 2015 5:02 pm 
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Wellington Góes escreveu:
Strobel, meu amigo, o problema não é o projeto, mas a gestão dele. O projeto não é nada inútil. Aliás, inútil pra mim é a quantidade de gente que tem na FAB, como nas outras forças, pra cuidar de coisas administrativas, habitacionais, saúde, etc... quando se concentrassem em apenas em um único centro administrativo, seria mais proveitoso. Isto sim é inútil bancarmos essa quantidade toda de gente.

Até mais!!! ;)

O projeto tem erros graves, o maior deles é a falta de tecnologia em combustíveis líquidos que obriga o Brasil a tentar um lançador de satélite de combustível sólido, uma verdadeira bomba que acabou explodindo.

O foguete de combustível solido é instavel e tem que ser armazenado em condições especiais, se houver ressecamento do combustível com fissuras, em vez de uma queima gradual se tem uma bomba. Existem misseis balísticos em uso de combustíveis sólidos, mas não lancadores de satélites. São necessários cuidados especiais e o oxigênio do ambiente da carga é substituído por nitrogênio, que é um gás não oxidante.

Os alemães levaram 20 anos desde a ativacao da sociedade para vôo espacial(Verein für Raumschiffahrt) em 1920 até 1940, de onde saiu em 1941 as primeiras V-2 funionais com combustível liquido (alcool e oxigenio)que eram abastecidas no momento do lançamento. As V-1 usavam sistema mais primitivo com gasolina e ar ambiente pressurizado.

O nosso acidente ocorreu durante testes devido a ignição do combustível solido, sem acionamento provavelmente por faisca. No resto do mundo só depois de todos os testes feitos a ultima coisa feita é o abastecimento do foguete.

Nosso projeto saiu na cara e coragem teimando no combustível sólido. Para não ter que desenvolver a tecnologia de combustível liquido do zero entraram os Ucranianos. O resto a gente já sabe...

A Alemanha levou 20 anos (1920/1940) para desenvolver foguetes de tecnologia combustível liquido, na era sem computador, tudo feito e desenhado a mão. Será que a gente não consegue hoje em 50 anos lançando foguetes.

Imagem

1-Ojiva
2-Control automático del giróscopo
3- Haz de guía y receptores de radio de mando
4-Depósito de la mezcla del alcohol-agua
5-Cuerpo del cohete
6-Depósito de oxígeno líquido
7-Tanque del peróxido de hidrógeno
8-Botellas con nitrógeno a presión
9-Compartimiento de descomposicón del peróxido de hidrógeno
10-Turbobomba de los propergoles
11-Casquillos del quemador de oxígeno-alcohol
12-Marco de empuje
13-Cámara de combustión del cohete (cubierta externa)
14-Aleta
15-Entradas de alcohol
16-Deflector del chorro
17-Alerón

El motor cohete del A4 era alimentado con oxígeno líquido y alcohol a alta presión mediante una turbobomba Walter de 730 HP que funcionaba con vapor recalentado. Este se generaba en una cámara de reacción por la descomposición catalítica de la T-Stoff (concentrado de peróxido de hidrógeno) mediante la C-Stoff (solución de permanganato de calcio). Una vez la turbobomba arrancaba, comenzaba a trasegar los propergoles. El oxígeno líquido se dirigía a través de un distribuido a los inyectores en la cámara de combustión, y el alcohol alcanzando esos mismos inyectores a través de la pared doble de la tobera, a fin de proporcionar la refrigeración esencial a la misma.

La ignición de los propergoles era eléctrica, mediante arco eléctrico. Una vez encendico el motor, el A4 funcionaba durante unos instantes antes de comenzar el vuelo. Cuando salía de la plataforma de despegue, la aceleración era cada vez mayor conforme el consumo de combustible hacía que se redujese el peso y la disminución de la presión exterior por la altura aumentase el empuje. El A4 fue el primer misil en superar la velocidad del sonido. Wikipedia
Obs: Projeto A4 era a V-2.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Ter Jun 16, 2015 4:24 pm 
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Temos é que tirar proveito dos dois países e não ficar nessa de selecionar um e deixar o outro de lado, isto é coisa de paísinho sucursal.

Imagem

EUA e Rússia competem por parceria espacial com Brasil

Publicado em 16/06/2015 por LaMarca

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Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) / Foto: FAB

Os Estados Unidos e a Rússia estão disputando um papel estratégico no plano brasileiro de lançar satélites comerciais a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, abrindo uma nova frente de rivalidade entre os dois países na busca de aliados e influência...........

http://www.cavok.com.br/blog/eua-e-russ ... om-brasil/


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Ter Jun 16, 2015 6:31 pm 
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Wellington Góes escreveu:
Temos é que tirar proveito dos dois países e não ficar nessa de selecionar um e deixar o outro de lado, isto é coisa de paísinho sucursal.

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EUA e Rússia competem por parceria espacial com Brasil

Publicado em 16/06/2015 por LaMarca

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Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) / Foto: FAB

Os Estados Unidos e a Rússia estão disputando um papel estratégico no plano brasileiro de lançar satélites comerciais a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, abrindo uma nova frente de rivalidade entre os dois países na busca de aliados e influência...........

http://www.cavok.com.br/blog/eua-e-russ ... om-brasil/


Aposto mais na Rússia para levar este....

É que, dependendo de uma estória cabeluda e as explicações que Tia Dilma deverá dar a Obama em sua visita em breve ... pode ser que caiamos no limbo por muito tempo.

Ou coisa pior....

Sds.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qua Jun 17, 2015 7:35 pm 
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wstrobel escreveu:
Wellington Góes escreveu:
Strobel, meu amigo, o problema não é o projeto, mas a gestão dele. O projeto não é nada inútil. Aliás, inútil pra mim é a quantidade de gente que tem na FAB, como nas outras forças, pra cuidar de coisas administrativas, habitacionais, saúde, etc... quando se concentrassem em apenas em um único centro administrativo, seria mais proveitoso. Isto sim é inútil bancarmos essa quantidade toda de gente.

Até mais!!! ;)

O projeto tem erros graves, o maior deles é a falta de tecnologia em combustíveis líquidos que obriga o Brasil a tentar um lançador de satélite de combustível sólido, uma verdadeira bomba que acabou explodindo.

O foguete de combustível solido é instavel e tem que ser armazenado em condições especiais, se houver ressecamento do combustível com fissuras, em vez de uma queima gradual se tem uma bomba. Existem misseis balísticos em uso de combustíveis sólidos, mas não lancadores de satélites. São necessários cuidados especiais e o oxigênio do ambiente da carga é substituído por nitrogênio, que é um gás não oxidante.

Os alemães levaram 20 anos desde a ativacao da sociedade para vôo espacial(Verein für Raumschiffahrt) em 1920 até 1940, de onde saiu em 1941 as primeiras V-2 funionais com combustível liquido (alcool e oxigenio)que eram abastecidas no momento do lançamento. As V-1 usavam sistema mais primitivo com gasolina e ar ambiente pressurizado.

O nosso acidente ocorreu durante testes devido a ignição do combustível solido, sem acionamento provavelmente por faisca. No resto do mundo só depois de todos os testes feitos a ultima coisa feita é o abastecimento do foguete.

Nosso projeto saiu na cara e coragem teimando no combustível sólido. Para não ter que desenvolver a tecnologia de combustível liquido do zero entraram os Ucranianos. O resto a gente já sabe...

A Alemanha levou 20 anos (1920/1940) para desenvolver foguetes de tecnologia combustível liquido, na era sem computador, tudo feito e desenhado a mão. Será que a gente não consegue hoje em 50 anos lançando foguetes.

Imagem

1-Ojiva
2-Control automático del giróscopo
3- Haz de guía y receptores de radio de mando
4-Depósito de la mezcla del alcohol-agua
5-Cuerpo del cohete
6-Depósito de oxígeno líquido
7-Tanque del peróxido de hidrógeno
8-Botellas con nitrógeno a presión
9-Compartimiento de descomposicón del peróxido de hidrógeno
10-Turbobomba de los propergoles
11-Casquillos del quemador de oxígeno-alcohol
12-Marco de empuje
13-Cámara de combustión del cohete (cubierta externa)
14-Aleta
15-Entradas de alcohol
16-Deflector del chorro
17-Alerón

El motor cohete del A4 era alimentado con oxígeno líquido y alcohol a alta presión mediante una turbobomba Walter de 730 HP que funcionaba con vapor recalentado. Este se generaba en una cámara de reacción por la descomposición catalítica de la T-Stoff (concentrado de peróxido de hidrógeno) mediante la C-Stoff (solución de permanganato de calcio). Una vez la turbobomba arrancaba, comenzaba a trasegar los propergoles. El oxígeno líquido se dirigía a través de un distribuido a los inyectores en la cámara de combustión, y el alcohol alcanzando esos mismos inyectores a través de la pared doble de la tobera, a fin de proporcionar la refrigeración esencial a la misma.

La ignición de los propergoles era eléctrica, mediante arco eléctrico. Una vez encendico el motor, el A4 funcionaba durante unos instantes antes de comenzar el vuelo. Cuando salía de la plataforma de despegue, la aceleración era cada vez mayor conforme el consumo de combustible hacía que se redujese el peso y la disminución de la presión exterior por la altura aumentase el empuje. El A4 fue el primer misil en superar la velocidad del sonido. Wikipedia
Obs: Projeto A4 era a V-2.



:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

A verdade verdadeira é que o projeto não deseja desenvolver a tecnologia de propelentes liquidos. Ela desejava evoluir nos propelentes solidos os quais possuem uma aplicação militar. Não é a toa que o projeto sempre foi visto com desconfiança internacionalmente.

A tecnologia de propelentes solidos é a mesma empregada militarmente em misseis de curto e longo alcance, inclusive intercontinentais, pois é requisito que estejam prontos para disparo em qualquer ocasião e momento. são disparados em questão de segundos da decisão tomada.

O VLS estava muito proximo de um missil intercontinental:

Carga util de até 350 kg
Alcance Orbital entre 700 km a 1.00o km ( imaginem então o alcance teorico perpendicular/balistico??)
Combustivel Solido
Plataforma Inercial

Simples assim.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qua Jun 17, 2015 8:14 pm 
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O Ciclone 4 usa combustível líquido Dinitrogênio Tetróxido, coloquei estes dados excessivamente técnicos, que podem interessar a alguém.

The Tsyklon-4[1] or Cyclone-4, also known as Tsiklon-4, is a Ukrainian carrier rocket which is being developed for commercial satellite launches. Derived from the Tsyklon-3, it has a new third stage, a larger payload fairing, and a modernised flight control system compared to its predecessor.Control system has been developed by JSC Khartron.

Function Carrier rocket
Manufacturer Yuzhmash, JSC "Khartron" (control system)
Country of origin Ukraine
Size
Stages 3
Associated rockets
Family R-36, Tsyklon
Comparable Zenit
Launch history
Status Development
Launch sites Alcântara
Baikonur Site 90
Plesetsk Site 32
First Stage - 11K69
Engines 1 RD-261 + RD-855 Vernier engine
Thrust 3,032 kilonewtons (682,000 lbf)
Specific impulse 298.21 sec
Burn time 119 seconds
Fuel N2O4/UDMH
Second Stage - 11S692
Engines 1 RD-262 + RD-856 Vernier engine
Thrust 941 kilonewtons (212,000 lbf)
Specific impulse 313.5 sec
Burn time 162 seconds
Fuel N2O4/UDMH
Third Stage
Engines RD-861К
Thrust 7,91 ts
Specific impulse 330 sec
Burn time 450 sec
Fuel N2O4/UDMH

Combustível N2O4/UDMH

Dinitrogen tetroxide, commonly referred to as nitrogen tetroxide, is the chemical compound N2O4. It is a useful reagent in chemical synthesis. It forms an equilibrium mixture with nitrogen dioxide.

Dinitrogen tetroxide is a powerful oxidizer that is hypergolic (spontaneously reacts) upon contact with various forms of hydrazine, which makes the pair a popular bipropellant for rockets.

IUPAC name
Dinitrogen tetroxide
Other names
Dinitrogen(II) oxide(-I)
Identifiers
CAS Registry Number
10544-72-6 Yes
ChEBI CHEBI:29803 Yes
ChemSpider 23681 Yes
EC number 234-126-4
InChI
InChI=1S/N2O4/c3-1(4)2(5)6 Yes
Key: WFPZPJSADLPSON-UHFFFAOYSA-N Yes
InChI=1/N2O4/c3-1(4)2(5)6
Key: WFPZPJSADLPSON-UHFFFAOYAS
Jmol-3D images Image
PubChem 25352
RTECS number QW9800000
SMILES
[O-][N+](=O)[N+]([O-])=O
UN number 1067
Properties
Chemical formula
N2O4
Molar mass 92.011 g/mol
Appearance colourless liquid / orange gas
Density 1.44246 g/cm3 (liquid, 21 °C)
Melting point −11.2 °C (11.8 °F; 261.9 K)
Boiling point 21.69 °C (71.04 °F; 294.84 K)
Solubility in water
reacts
Vapor pressure 96 kPa (20 °C)[1]
Refractive index (nD)
1.00112
Structure
Molecular shape planar, D2h
Dipole moment zero
Thermochemistry
Std molar
entropy (So298)
304.29 J K−1 mol−1[2]
Std enthalpy of
formation (ΔfHo298)
+9.16 kJ/mol[2]

Use as a rocket propellantEdit
Nitrogen tetroxide is one of the most important rocket propellants ever developed, much like the German-developed hydrogen peroxide–based T-Stoff oxidizer used in their World War II rocket-propelled combat aircraft designs such as the Messerschmitt Me 163 Komet, and by the late 1950s it became the storable oxidizer of choice for rockets in both the USA and USSR. It is a hypergolic propellant often used in combination with a hydrazine-based rocket fuel. One of the earliest uses of this combination was on the Titan rockets used originally as ICBMs and then as launch vehicles for many spacecraft. Used on the U.S. Gemini and Apollo spacecraft and also on the Space Shuttle, it continues to be used on most geo-stationary satellites, and many deep-space probes. It now seems likely that NASA will continue to use this oxidizer in the next-generation 'crew-vehicles' which will replace the shuttle.[citation needed] It is also the primary oxidizer for Russia's Proton rocket.

When used as a propellant, dinitrogen tetroxide is usually referred to simply as 'Nitrogen Tetroxide' and the abbreviation 'NTO' is extensively used. Additionally, NTO is often used with the addition of a small percentage of nitric oxide, which inhibits stress-corrosion cracking of titanium alloys, and in this form, propellant-grade NTO is referred to as "Mixed Oxides of Nitrogen" or "MON". Most spacecraft now use MON instead of NTO; for example, the Space Shuttle reaction control system uses MON3 (NTO containing 3wt%NO).[6]

The Apollo-Soyuz mishapEdit
On 24 July 1975, NTO poisoning affected the three U.S. astronauts on board the Apollo-Soyuz Test Project during its final descent. This was due to a switch negligently, or accidentally, left in the wrong position, which allowed NTO fumes to vent out of the Apollo spacecraft then back in through the cabin air intake from the outside air after the external vents were opened. One crew member lost consciousness during descent. Upon landing, the crew was hospitalized for 14 days for chemical-induced pneumonia and edema.[7]

Power generation using N2O4Edit
The tendency of N2O4 to reversibly break into NO2 has led to research into its use in advanced power generation systems as a so-called dissociating gas. "Cool" nitrogen tetroxide is compressed and heated, causing it to dissociate into nitrogen dioxide at half the molecular weight. This hot nitrogen dioxide is expanded through a turbine, cooling it and lowering the pressure, and then cooled further in a heat sink, causing it to recombine into nitrogen tetroxide at the original molecular weight. It is then much easier to compress to start the entire cycle again. Such dissociative gas Brayton cycles have the potential to considerably increase efficiencies of power conversion equipment.

wikipedia references

International Chemical Safety Card
P.W. Atkins and J. de Paula, Physical Chemistry (8th ed., W.H. Freeman, 2006) p.999
Henry A. Bent Dimers of Nitrogen Dioxide. II. Structure and Bonding Inorg. Chem., 1963, 2 (4), pp 747–752
R.H. Petrucci, W.S. Harwood and F.G. Herring General Chemistry (8th ed., Prentice-Hall 2002), p.420
Holleman, A. F.; Wiberg, E. "Inorganic Chemistry" Academic Press: San Diego, 2001. ISBN 0-12-352651-5.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Sex Jun 19, 2015 4:18 pm 
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wstrobel escreveu:
Wellington Góes escreveu:
Strobel, meu amigo, o problema não é o projeto, mas a gestão dele. O projeto não é nada inútil. Aliás, inútil pra mim é a quantidade de gente que tem na FAB, como nas outras forças, pra cuidar de coisas administrativas, habitacionais, saúde, etc... quando se concentrassem em apenas em um único centro administrativo, seria mais proveitoso. Isto sim é inútil bancarmos essa quantidade toda de gente.

Até mais!!! ;)

O projeto tem erros graves, o maior deles é a falta de tecnologia em combustíveis líquidos que obriga o Brasil a tentar um lançador de satélite de combustível sólido, uma verdadeira bomba que acabou explodindo.

O foguete de combustível solido é instavel e tem que ser armazenado em condições especiais, se houver ressecamento do combustível com fissuras, em vez de uma queima gradual se tem uma bomba. Existem misseis balísticos em uso de combustíveis sólidos, mas não lancadores de satélites. São necessários cuidados especiais e o oxigênio do ambiente da carga é substituído por nitrogênio, que é um gás não oxidante.

Os alemães levaram 20 anos desde a ativacao da sociedade para vôo espacial(Verein für Raumschiffahrt) em 1920 até 1940, de onde saiu em 1941 as primeiras V-2 funionais com combustível liquido (alcool e oxigenio)que eram abastecidas no momento do lançamento. As V-1 usavam sistema mais primitivo com gasolina e ar ambiente pressurizado.

O nosso acidente ocorreu durante testes devido a ignição do combustível solido, sem acionamento provavelmente por faisca. No resto do mundo só depois de todos os testes feitos a ultima coisa feita é o abastecimento do foguete.

Nosso projeto saiu na cara e coragem teimando no combustível sólido. Para não ter que desenvolver a tecnologia de combustível liquido do zero entraram os Ucranianos. O resto a gente já sabe...

A Alemanha levou 20 anos (1920/1940) para desenvolver foguetes de tecnologia combustível liquido, na era sem computador, tudo feito e desenhado a mão. Será que a gente não consegue hoje em 50 anos lançando foguetes.

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1-Ojiva
2-Control automático del giróscopo
3- Haz de guía y receptores de radio de mando
4-Depósito de la mezcla del alcohol-agua
5-Cuerpo del cohete
6-Depósito de oxígeno líquido
7-Tanque del peróxido de hidrógeno
8-Botellas con nitrógeno a presión
9-Compartimiento de descomposicón del peróxido de hidrógeno
10-Turbobomba de los propergoles
11-Casquillos del quemador de oxígeno-alcohol
12-Marco de empuje
13-Cámara de combustión del cohete (cubierta externa)
14-Aleta
15-Entradas de alcohol
16-Deflector del chorro
17-Alerón

El motor cohete del A4 era alimentado con oxígeno líquido y alcohol a alta presión mediante una turbobomba Walter de 730 HP que funcionaba con vapor recalentado. Este se generaba en una cámara de reacción por la descomposición catalítica de la T-Stoff (concentrado de peróxido de hidrógeno) mediante la C-Stoff (solución de permanganato de calcio). Una vez la turbobomba arrancaba, comenzaba a trasegar los propergoles. El oxígeno líquido se dirigía a través de un distribuido a los inyectores en la cámara de combustión, y el alcohol alcanzando esos mismos inyectores a través de la pared doble de la tobera, a fin de proporcionar la refrigeración esencial a la misma.

La ignición de los propergoles era eléctrica, mediante arco eléctrico. Una vez encendico el motor, el A4 funcionaba durante unos instantes antes de comenzar el vuelo. Cuando salía de la plataforma de despegue, la aceleración era cada vez mayor conforme el consumo de combustible hacía que se redujese el peso y la disminución de la presión exterior por la altura aumentase el empuje. El A4 fue el primer misil en superar la velocidad del sonido. Wikipedia
Obs: Projeto A4 era a V-2.


Os foguetes de combustível sólido não são o problema. Tanto as Space Shuttles como os novos foguetes Norte Americanos utilizam foguetes de combustível sólido como boosters. O que deu de errado, aí já não sei.

Mas concordo que devemos utilizar também a tecnologia de combustível líquido.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Seg Jun 29, 2015 2:37 pm 
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http://www.defesanet.com.br/space/notic ... rasileiro/




COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

29 de Junho, 2015 - 10:30 ( Brasília )
As tecnologias transferidas para a indústria pelo programa espacial brasileiro
Em 25 anos, projeto VLS permitiu nacionalização e desenvolvimento de produtos



Imagem
A A A

Concebido com o objetivo de colocar em órbita satélites brasileiros, o Projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS), desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), tem trazido diversos benefícios para a indústria brasileira, representando autonomia e geração de recursos para o Brasil.

“Os resultados indiretos desse desenvolvimento já possibilitaram conquistas tecnológicas aplicadas na exploração de petróleo, equipamentos automotivos e gerenciamento de sistemas de produção, entre outros”, afirma o Tenente-Coronel José Duarte, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE.

Desenvolvido graças a mais de 25 anos de experiência acumulada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a indústria nacional, o VLS-1 tem o objetivo de lançar um satélite de 200 kg a 750 km na órbita equatorial.

“O VLS-1 colocará o Brasil no seleto rol dos países capazes de projetar, fabricar, lançar, controlar, estabilizar e entregar uma carga útil em órbita terrestre. Além disso, o projeto permite elaborar tecnologias críticas, capacitando e garantindo autonomia à indústria brasileira”, explica o Coronel Duarte.

Conheça as principais tecnologias transferidas para a indústria nacional pelo programa espacial brasileiro:

Exploração de petróleo
Os conceitos de estruturas otimizadas em materiais compostos, desenvolvido no IAE, vêm sendo aplicados de maneira crescente pela Petrobras para exploração de petróleo em águas profundas, no qual a redução de peso é um fator de importância vital para equipamentos embarcados nas plataformas offshore.

Ventiladores industriais
As técnicas desenvolvidas para a produção de cascas finas estruturais permitiram a total nacionalização de diversos tipos de ventiladores industriais, equipamentos que até 1985 eram importados. Atualmente, com mais de 300 unidades operando em indústrias nacionais, o país começa a exportar o produto, ingressando num mercado de milhões de dólares.

Rotores de turbinas eólicas
Os conhecimentos de estruturas aeroelásticas, aliados aos processos de laminação a vácuo de compostos aeroespaciais, permitiram o ingresso do Brasil no mercado mundial de rotores para turbinas eólicas. Uma das mais limpas e modernas formas de geração elétrica, a energia eólica vem apresentando crescimento vertiginoso em todo o mundo. Após certificação internacional da qualidade de seus produtos, a indústria brasileira ingressou nesse mercado com turbinas operando em diversas usinas no Brasil e no exterior.

Sistemas de ventilação
As técnicas de cálculo de aerodinâmica permitiram a fabricação de sistemas especiais de ventilação de alto desempenho e baixo ruído, que hoje equipam as mais novas estações de metrô de São Paulo, com expressivas melhorias em relação aos sistemas importados da Europa.

Sistemas de flutuação
A metodologia de cálculo empregada para estruturas espaciais vem sendo aplicada nos sistemas de flutuação do robô-protótipo empregado pela Petrobras em operações especiais a grande profundidade, e também nos sistemas de geração de empuxo na extração de óleo. Protótipos desses equipamentos já foram aprovados para uso nos campos de produção da Petrobras nas costas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Usinas de álcool
Avançadas técnicas de cálculo estrutural e os conhecimentos de mecânica de fadiga permitiram a análise detalhada, revisão de projeto e alterações em componentes críticos de usinas paulistas de produção de álcool, visando eliminar perdas de produtividade durante as fases de moagem de cana-de-açúcar.

Indústria automotiva
A metodologia de projeto e análise de componentes do programa espacial está sendo usada na modernização dos veículos nacionais. São exemplos: novos tanques de combustível de ônibus da Mercedes-Benz; vasos de pressão para estocagem de gás natural dos ônibus urbanos que começam a rodar nas grandes cidades brasileiras; laminados anti-chama para o metrô do Distrito Federal; entre outros.

Desenvolvimento de produtos
Os conceitos de engenharia de sistemas utilizados nos sofisticados equipamentos de apoio aos lançamentos de foguetes, como é o caso do Banco de Controle de Lançamento do VLS, feito pelo IAE e empresas brasileiras, está sendo empregado em verificações informatizadas de produtos, contribuindo para o aumento da qualidade e produtividade das empresas. Um exemplo é o conjunto de sistemas de testes eletrônicos desenvolvido para a General Motors do Brasil.

Controle e gerenciamento de processos
Os elevados padrões de controle de processos requeridos pelo programa espacial vêm propiciando a implantação em outros segmentos de controle e gerenciamento de processos especiais, facilitando, ou mesmo automatizando, a tomada de decisões. O sistema também assegura economia de recursos por meio da racionalização de estações de supervisão e gerenciamento de distribuição de energia, de telecomunicações e de fluxos de veículos. Um exemplo significativo é a implantação de postos de pedágio informatizados em São Paulo.

O programa espacial também obteve conquistas no desenvolvimento de produtos como o aço de alta resistência, o propelente sólido para motores de foguetes e materiais compostos estruturais e termoestruturais. Outro projeto importante é o Sistema Inercial Aeroespacial (SIA), considerado tecnologia crítica, já que possui alto custo de aquisição.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Seg Jun 29, 2015 2:47 pm 
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Muita conversa mole de quem não quer o fim desta aventura que tem custado muito caro a FAB.

O GF só entra diretamente com uma parte, o resto vem da FAB que mantém Alcântara, Barreira do Inferno e vários setores de SJC.

Voar que é bom, cada vez menos.

Essa brincadeira de lançar foguete é para quem faz o básico e ainda sobra dinheiro, não é nosso caso.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Seg Jun 29, 2015 6:08 pm 
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De um trecho de texto de 2007 sobre o programa espacial Chines...


"As atividades espaciais combinam uma avançada tecnologia, um grande investimento, grandes benefícios e altos riscos", disse Sun, que acrescentou que apenas 48% dos projetos lunares terminam com sucesso. "De qualquer maneira, os benefícios das atividades espaciais são enormes, em termos políticos, econômicos, militares e pelos avanços que trazem à vida cotidiana", acrescentou. Segundo Sun, para cada dólar investido em ciência espacial é possível esperar um retorno de pelo menos US$ 7.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0, ... ESTRE.html

Então, é uma questão de investimento...não é porque somos proprositadamente ruins em contabilidade, que o retorno não existe...


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Seg Jun 29, 2015 8:07 pm 
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carvalho2008 escreveu:
De um trecho de texto de 2007 sobre o programa espacial Chines...


"As atividades espaciais combinam uma avançada tecnologia, um grande investimento, grandes benefícios e altos riscos", disse Sun, que acrescentou que apenas 48% dos projetos lunares terminam com sucesso. "De qualquer maneira, os benefícios das atividades espaciais são enormes, em termos políticos, econômicos, militares e pelos avanços que trazem à vida cotidiana", acrescentou. Segundo Sun, para cada dólar investido em ciência espacial é possível esperar um retorno de pelo menos US$ 7.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0, ... ESTRE.html

Então, é uma questão de investimento...não é porque somos proprositadamente ruins em contabilidade, que o retorno não existe...

Um programa espacial te obriga a pesquisar muito, é o lado bom.

O problema do Brasil é não ter um programa claro com recursos garantidos, no meio do projeto VC fica sem recursos tendo que fazer desvios.

Não sei se isso não vai acabar acontecendo com o Sub. Nuclear, a MB em algum ponto ter que ir mantendo com sacrifício da frota.

Depois com a MB sacrificada alguém vem dizer que foi bom porque com as pesquisas melhoraram as usinas de álcool. Isto foi só um exemplo!.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qui Jul 09, 2015 11:59 am 
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BR-US - Condicionantes para a ajuda ao Brasil
A agenda que não tem sido publicada na aproximação com os Estados Unidos.


Júlio Ottoboni
Exclusivo DeesaNet

O acordo militar entre Brasil e Estados Unidos deve frear o entusiasmo de alguns países que vinham em franca aproximação com o mercado brasileiro. O desenvolvimento de produtos militares e no setor aeroespacial selou o destino de potenciais parceiros, como a Rússia e até mesmo as ambições da própria China em alguns segmentos tidos como vitais para o progresso dos entendimentos com os norte-americanos.

Uma das premissas básicas dos Estados Unidos, segundo especialistas ouvidos pelo DefesaNet, é o afastamento da Rússia do programa espacial brasileiro. Os EUA não querem os russos produzindo veículos de lançamento de satélites (VLS) e muito menos empregando tecnologia dos mísseis balísticos intercontinentais no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, também é alvo prioritário dos norte americanos.

O acerto do Brasil com a Ucrânia, na formação da empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS), para construção de foguetes em parceria, já soterrada pela crise, ganhou a pá de cal definitiva. Os mais de R$ 1 bilhão gastos durante os governos Lula e Dilma na inócua parceria estão, oficialmente, perdidos.

As possibilidade de se criar um consórcio no BRICS para uma estação espacial e desenvolvimento de satélites e lançadores espaciais contam com antipatia dos Estados Unidos. Apenas a Índia e a África do Sul poderiam desenvolver novas atividades com o Brasil na área espacial e bélica, porém acompanhada de perto pelos EUA, que seria uma espécie de tutor dos programas.

Quanto a Rússia, as possíveis intenções em se associar à empresas como a MECTRON e a AVIBRAS na produção de mísseis e de blindados, está totalmente vetada. Segundo os especialistas, alguns deles consultores da área de defesa, acreditam que a Rússia tentará ainda alguma investida no Brasil devido aos entendimentos tratados ao longo dos últimos anos com o governo de Dilma Rousseff. Um dos trunfos está na abertura de mercado para a carne brasileira entre outras commodities.

Uma parceria com a EMBRAER - cada vez mais improvável - também está completamente vetada. Esses indícios já foram expostos no ano passado, durante a visita do Vice-Premiê russo Rogozin, em dezembro último quando não foi recebido pela direção da ex-estatal brasileira. Os russos chegaram a sondar o mercado de helicópteros na expectativa de ter uma fábrica em solo brasileiro e recuaram ao avaliar o mercado sul americano e terem a notícia da chegada dos chineses.

Com isso a possibilidade do Brasil ter um cosmonauta, como foi o caso de oficial da FAB Marcos Pontes, treinado na NASA, mas não indo ao espaço por ter participado de uma missão russa chegou ao fim. Se o Brasil voltar a ter alguém em uma missão espacial deverá ser um cientista e formado nos quadros da agência espacial norte americana.

A retomada da ‘guerra fria’ forçou o governo de Barack Obama a pedir uma posição clara do governo brasileiro quanto ao lado que se posicionaria. Apesar das simpatias ao antigo regime da URSS, Dilma Rousseff viu que poderia perder muito mais que a instabilidade política diante de seu maior parceiro comercial.

Uma das condicionantes dos Estados Unidos para traçar um plano de auxílio na recuperação econômica brasileira, está na suspensão imediata de apoio brasileiro na manutenção de governos de esquerda como da Bolívia e da Venezuela, inclusive tanto no suporte político como econômico, com remessas de divisas para esses países a títulos de empréstimos, colaboração e mesmo investimentos em parcerias econômicas que levantem suspeitas sobre as verdadeiras finalidades.

A situação para a China é mais confortável, como a instalação da fábrica de helicópteros, a continuidade do programa de satélites com o INPE e a vinda da indústria automobilística, de tratores, polo vidreiro e de mecânica pesada para o país. A China tem os EUA como um grande parceiro comercial, mas deve manter-se distante de interesses maiores dos norte americanos na região, o que inclui a floresta amazônica e as reservas hídricas potáveis brasileiras.

:arrow: Legal, to vendo aqui uma serie de condições, porém nao observei que tipo de vantagens tangiveis a gente pode ter com isso.

Tampouco entendo porque devemos de permitir esse tipo de restrição a que possamos desenvolver com outros parceiros aquilo que não logramos desenvolver com eles, a India faz negocios com Russia e USA e não vejo eles aceitando esse tipo de coleira.

De todas formas cada dia sai uma noticia onde o reporter mija para um lado distinto, portanto até que nao vejamos nada de concreto, eu recolho essa noticia com pinças.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qui Jul 09, 2015 12:43 pm 
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Uma coisa são os EUA quererem isso, outra coisa é o Brasil aceitar, mesmo assim acho esse artigo mais como uma torcida para que aconteça assim, do que algo que deva acontecer de fato, ou seja, não passava apenas de vontade do autor. Vale lembrar que a Dilma está, neste momento, na Rússia.

A reticências em relação aos EUA, no que diz respeito ao programa espacial, não é só do governo do PT, dentro da própria FAB e AEB existem restrições.

A única grande empresa aeroespacial brasileira que é veladamente favorável a maior aproximação com os EUA de forma irrestrita é a Embraer, claro, por motivos óbvios.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qui Jul 16, 2015 6:19 pm 
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14 de Julho, 2015 - 18:50 ( Brasília )
Alcantara Cyclone Space - A visão da Ucrânia
Entrevista com primeiro vice-presidente da sociedade aeroespacial Eduard Kuznietsov concedida à Agência de informação "Space-Inform"



A A A

Futuro Nebuloso do Centro de Lançamento
na Selva Amazônica
(título original da entrevista)

Imagem

Entrevista com primeiro vice-presidente da sociedade aeroespacial Eduard Kuznietsov concedida à Agência de informação "Space-Inform"

Publicado 23 de junho de 2015, www.space.com.ua

Eduard Ivanovitch Kuznietsov – primeiro vice-presidente da Sociedade Aeroespacial da Ucrânia (desde 2002). Entre os anos de 1995-2010, foi Vice Diretor Geral da Agência Nacional Espacial da Ucrânia, veterano do setor espacial, trabalhador de destaque no setor industrial, laureado com o prêmio estatal no segmento de ciência e tecnologia.

Space-Inform - Sr. Kuznietsov, como é do nosso conhecimento, o Senhor foi um dos iniciadores do projeto Alcantara Cyclone Space. Como o Senhor avalia a situação atual do projeto?

Eduard Kuznietsov - Realmente, eu integrei o grupo de trabalho que preparou a visita do Presidente da Ucrânia Leonid Kuchma ao Brasil em 1995. Nesse período eu atuava como Vice Diretor Geral da Agência Nacional Espacial da Ucrânia.

Ao prever possíveis cenários de desenvolvimento do setor espacial e de lançadores na Ucrânia e possíveis alterações nas relações entre os países em um mundo global, nós chegamos à conclusão de que seria necessária a construção de um centro para o lançamento independente de foguetes ucranianos em um país que tenha ambições no setor espacial e capacidade econômica de realizar um projeto de tamanho prestígio em um período tão curto de tempo.

O Brasil possui condições geográficas extremamente vantajosas para isso. O Centro de Lançamento de Alcântara está localizado nas proximidades da linha do equador, e as possibilidades do Brasil naquele momento, relacionadas à tecnologia espacial e de lançadores, eram modestas, já o desejo de fazer parte do clube dos países espaciais era grande.

Isso é compreensível. No mundo moderno, uma nação que não desenvolve sua ciência e indústria com tecnologias de ponta não tem futuro. No caso, a Ucrânia tem um potencial de recursos humanos, científico e industrial muito forte no setor espacial e de lançadores. Dezenas de lançadores projetados e fabricados por escritórios de projeto e fábricas ucranianas foram lançados de Baikonur, Plesetsk e Kapustin Yar.

A ideia de criação de um projeto global de construção de um centro de lançamento para um novo veículo lançador moderno, o Cyclone-4, foi discutida no mais alto nível, foi conciliada pelos presidentes da Ucrânia e do Brasil, e como resultado disso tivemos a assinatura do Tratado de Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo lançador Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara.

Iniciou-se um período de um conhecimento profissional aprofundado dos especialistas. Nesse período todas as realizações da União Soviética na área espacial estavam associadas à Rússia e poucos sabiam que cerca de um terço de todo o potencial do setor espacial da União Soviética estava concentrado na Ucrânia. A maioria dos construtores chefes de tecnologias espaciais e de lançadores era oriunda do nosso país. Sergey Koroliov, Mikhail Yangel, Vladimir Chelomei, Valentin Glushko e outros. A Ucrânia teve um papel relevante na criação do escudo antimísseis da União Soviética.

Ainda hoje na Federação Russa estão na ativa mísseis estratégicos desenvolvidos na Ucrânia.

Os diplomatas dos dois países tiveram um papel importante no estabelecimento do ambicioso projeto brasileiro-ucraniano.

Space-Inform - E quando foram iniciados concretamente os trabalhos relacionados ao projeto?

Eduard Kuznietsov - A estrutura do projeto é composta por três partes: desenvolvimento e organização da fabricação do veículo lançador (financiado completamente pela Ucrânia), criação da infraestrutura geral do centro de lançamento de Alcântara (financiado completamente pelo Brasil) e a criação e operação do Sítio de lançamento (para isso foi criada a empresa binacional Alcantara Cyclone Space – ACS, financiada paritariamente). Cabe ressaltar que a ACS só foi criada em 2007.

A Ucrânia designou para a essa empresa engenheiros qualificados, gerentes, especialistas da estrutura central da Agência Nacional Espacial da Ucrânia, da Yuzhnoye e da fábrica Yuzhmash.

No geral, esses projetos são custosos, exigem muito tempo e apoio dos mais elevados níveis do governo. A construção do centro para o lançador russo Soyuz em Kourou (Guiana Francesa) foi financiada pela Agência Espacial Européia e concluída com êxito. O projeto entre Rússia e Cazaquistão para a criação do lançador Bayterek, financiado pelo governo do Cazaquistão, acabou não realizado.

A criação do lançador Angara na Rússia, a propósito, o primeiro sem a cooperação da Ucrânia, se estendeu por 20 anos.

Space-Inform - Qual o motivo do atraso na construção do complexo de lançamento?

Eduard Kuznietsov - Há vários motivos. Primeiramente, a burocracia no Brasil para a obtenção de autorizações, licenças e certificados. No caso, mais de um ano e meio foi gasto para a obtenção da licença de construção. Eu já mencionei acima o longo período para a criação da ACS, criada 4 anos após a assinatura do Tratado entre os países.

Em segundo lugar, tivemos mudanças no local de assentamento do complexo. Isso ocorreu após os especialistas terem definido do local e terem sido realizados os trabalhos geológicos necessários. Uma decisão administrativa foi tomada para a transferência do sítio para um novo local de Alcântara. Tudo isso implica em tempo e dinheiro.

Em terceiro lugar, nós tínhamos um acordo de que o complexo seria projetado pela empresa russa KBTM, que possui uma vasta experiência na realização de trabalhos dessa natureza. De repente, essa firma se recusou a participar em um projeto financeiramente vantajoso.

Eu considero que cada projeto espacial é um patrimônio da nossa civilização. Infelizmente, decisões políticas de líderes de alguns países por vezes prejudicam os planos de pesquisa e exploração do espaço para o benefício da humanidade. Fomos obrigados a incumbir desse trabalho uma empresa ucraniana que, em um curto período de tempo, fez todos os cálculos necessários e os trabalhos de projeto. Pela primeira vez foi aplicada uma abordagem inovadora, o assim chamado "lançamento seco". Todas as operações tecnológicas de criação do complexo no Brasil são testadas na Ucrânia, em Dnepropetrovsk.

Space-Inform - Houve problemas com o financiamento do projeto da Parte ucraniana?

Eduard Kuznietsov - O financiamento de projetos desse tipo nunca é fácil. Entretanto, pela parte ucraniana, até onde eu sei, não houve atrasos. O andamento dos trabalhos foi impactado significativamente pelo financiamento das obras de infraestrutura geral, de responsabilidade da Parte brasileira que, de fato, sequer foram iniciadas. Muitas vezes, recursos financeiros foram destinados a outras finalidades no país.

Vale salientar que os trabalhos financiados pela Ucrânia, mais precisamente, a criação do veículo lançador, já estão praticamente concluídos, e o foguete para o primeiro vôo estará pronto para ser entregue no centro de lançamento até o final do ano corrente. Por sua vez, no final de 2013, o Brasil praticamente interrompeu o financiamento destinado à empresa Alcantara Cyclone Space, o que fez com que a Ucrânia reduzisse suas integralizações por conta da indefinição, pela parte brasileira, referente ao destino do projeto.

Space-Inform - É do conhecimento de todos que muitos especialistas brasileiros visitaram a Ucrânia e as empresas do setor espacial da Ucrânia. Qual foi a impressão deles sobre o setor espacial do nosso país?

Eduard Kuznietsov - Sim, tanto especialistas, quanto diplomatas do Brasil estiveram inúmeras vezes na Yuzhnoye e na fábrica da Yuzhmash. Possivelmente, para saber sobre as impressões deles seria melhor perguntar a eles. Eu só posso afirmar que antigamente e hoje a Ucrânia tem participado com sucesso de projetos internacionais relacionados à criação de lançadores, tais como Sea Launch, Land Launch em cooperação com os Estados Unidos, Noruega e Rússia, Dnepr em parceria com a Rússia, Antares em parceria com os Estados Unidos, Vega com a União Européia.

Lembro que, em 2006, pela quantidade de vôos por parte de lançadores criados com a nossa participação e que saíram dos portões da Yuzhmash, a Ucrânia ocupava o terceiro lugar no mercado mundial de lançamentos comerciais. Alguns itens de tecnologia de nossos cientistas, construtores e engenheiros permanecem sendo únicas.

Space-Inform - No Brasil corre a informação de que devido à situação econômica da Ucrânia, a participação do país no projeto se torna mais difícil. Há dúvidas quanto à capacidade da Ucrânia de realizar um projeto espacial moderno.

Eduard Kuznietsov - Eu acredito que tais ideias estão sendo propagadas por um punhado de burocratas no Brasil. Os especialistas têm outra visão. Os trabalhos de criação do veículo lançador Cyclone-4 estão praticamente concluídos. Uma parte significativa dos equipamentos tecnológicos já foi fabricada, porém sem ter lugar para ser entregue devido a não conclusão das obras no centro de lançamento para recebê-los. Alguns números podem testemunhar sobre o nosso potencial: ao longo dos quase 24 anos de independência, os lançadores de produção nacional foram lançados mais de 140 vezes carregando 300 satélites com pedidos de 25 países do mundo.

29 satélites de produção nacional foram lançados a orbita. Em minha opinião, esses números são bastante convincentes. Isso sem falar dos sistemas de controle para os lançadores Soyuz, Proton, sistema de acoplamento Kurs e outros.

Sobre o novo lançador Cyclone-4, fabricado para ser utilizado em condições tropicais de calor e umidade, possuímos um sistema de controle digital moderno, foi aprovado em testes um novo sistema de navegação embarcado com base em giroscópios a laser; o último estágio desse lançador possui um sistema de múltiplos acionamentos; o volume da coifa foi expandido e muitas outras inovações foram realizadas.

Nós somos profissionais na criação da tecnologia espacial e de lançadores, e acreditamos que para os brasileiros seria interessante ouvir nossa opinião e confiar mais nos nossos especialistas.

Space-Inform - Qual é o futuro desse projeto, visto que o Brasil quer interromper sua participação?

Eduard Kuznietsov - Eu não ouvi uma manifestação oficial de recusa por parte do Brasil em continuar a participar do projeto. Além disso, no Tratado está prevista a denúncia por escrito para o encerramento da parceria. De qualquer forma, a saída da Parte brasileira do projeto será um erro estratégico. Esse passo irá frear e retardar o desenvolvimento do Brasil como nação espacial em no mínimo 8-10 anos.

É preciso lembrar que no século ???, no grupo dos países desenvolvidos estarão aqueles países com tecnologia espacial, capazes de criar e operar os respectivos equipamentos. O Brasil está a um passo de realizar isso e seria uma grande pena perder essa chance.

Traço aqui um exemplo histórico interessante e bem ilustrativo. A República Popular da China, em meados dos anos 1950 tomou a decisão de desenvolver a ciência e tecnologia espacial no país. Em1956 formou-se o primeiro programa espacial, em 1957 por decisão do governo da União Soviética foi concedido à China o direito de fabricação do lançador ?-2, que, naquele momento, era fabricado na Ucrânia, em Dnepropetrovsk. Em 1958 foi construído o centro de lançamento, e, em 1960, foi lançado o foguete chamado de Dongfeng (vento oriental). Esse projeto foi realizado em quatro anos.

Esse ritmo de trabalhos mostra o entendimento do governo sobre a importância do desenvolvimento da tecnologia espacial e de foguetes. Eu considero que esse é um exemplo digno.

No mundo há uma forte concorrência no mercado de serviços de lançamento, e sentimos constante pressão por parte dos nossos concorrentes por meio de lobistas com seus interesses, e discriminação quanto aos nossos feitos. Durante a realização do projeto com o Brasil identificamos, além dos aliados e parceiros, nossos opositores. Eu posso apenas pressupor o motivo pelo qual houve essa freada no projeto, por qual motivo o presidente da Agência Espacial Brasileira fugiu do encontro com o Presidente da Agência Estatal Espacial da Ucrânia durante sua última visita ao Brasil.

Faz-se necessário encerrar um acordo de parceria com o nosso país com a intenção de firmar acordo semelhante com outros países? Segundo a agência de notícias Reuters, o Brasil está à procura de novo parceiro, inclusive para o Centro de Lançamento de Alcântara. Entre os possíveis parceiros foi mencionada a Rússia. A Rússia, por sua vez, nos próximos anos estará ocupada com a construção do seu próprio centro de lançamento Vostóchnyi e com os trabalhos até a operação segura do novo veículo lançador Angara. Terá a Rússia condições para realizar ainda outros novos projetos espaciais? Eu tenho minhas dúvidas.

Além disso, diferentemente da Ucrânia, a Rússia, assim como os Estados Unidos, a União Européia, a China e Índia, possuem uma grande demanda de serviços de lançamento no âmbito de seus próprios programas espaciais, bem como próprios centros de lançamento. Estariam eles realmente interessados em compartilhar sua tecnologia com o Brasil ou ajudar no desenvolvimento de seu potencial de lançamento? Pergunta retórica.

A propósito, nós, há um tempo, propusemos a participação dos Estados Unidos ou do Canadá no projeto. Naquele momento nossas propostas não foram ouvidas. A realização desse projeto sem a Ucrânia será um erro fatal. O Brasil perderá dinheiro, tempo e não sabemos qual será o resultado.

No nosso mundo de mudanças globais é necessário tomar decisões com menos emoção, mas ser pragmáticos e não permitir erros em nossas ações.

Space-Inform - O que o senhor pensa sobre o papel e posição da atividade espacial no progresso científico da humanidade?

Eduard Kuznietsov - Essa pergunta teria que ser respondida em outra entrevista, mas, em linhas gerais, posso dizer:
1) Cada vez mais e mais países estão se unindo às pesquisas cientificas e desenvolvimento da tecnologia espacial. Durante os quase 60 anos da era espacial, dezenas de países chegaram a deter tecnologias espaciais, no mundo operam mais de 20 centros de lançamento, anualmente são lançados ao espaço cerca de 100 lançadores com satélites de diferentes finalidades. Tudo isso mostra o frenético desenvolvimento da nossa civilização, o progresso técnico-científico, e caracteriza uma preparação para vôos espaciais mais distantes no futuro. A tecnologia espacial é o ápice entre as realizações tecnológicas de um país.
2) em condições de conflitos militares locais, quando os slogans políticos ofuscam o bom senso, apenas projetos espaciais de grande porte são capazes de unir diferentes países, nações e camadas da população. Hoje há exemplos disso. A estação espacial internacional é um projeto do qual participam 16 países. No futuro podem ser projetos de vôos à Lua, Marte ou a outros planetas do Sistema solar, luta contra o lixo espacial, criação de um sistema global de defesa contra asteróides para proteção da humanidade e outros.

Space-Inform - Obrigado pela conversa que ajudou a vermos a realização do referido projeto com o Brasil do nosso ponto de vista.

Eduard Kuznietsov - Agradeço pela oportunidade de manifestar minhas ideias e assegurar que nem tudo está perdido. Com a vontade dos dois países esse importante projeto será concluído com sucesso e o veículo lançador Cyclone-4 poderá ser lançado desde o Centro de Lançamento de Alcântara em um futuro próximo.


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 Título: Re: Ciência e Tecnologia Aeroespacial
MensagemEnviado: Qua Jul 22, 2015 3:04 pm 
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Um a menos... que nunca saiu do papel.... por isto, só custou R$ 1 bilhão até agora... mas a simples "denúncia" do contrato pode nos custar PASMEM mais R$ 2 bilhões :shock: :?



Citação:
SG/1 /UCRA ETEC

Em 16 de julho de 2015


Senhor Embaixador,

Faço referência ao Tratado sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro dc Lançamento de Alcântara, assinado cm Brasília, em 21 de outubro de 2003.

2. A esse respeito, informo Vossa Excelência de que, após minucioso exame realizado em nível técnico, cujos elementos de informação e resultados foram objeto de análise e decisão no mais alto nível, o Governo brasileiro chegou à conclusão de que ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o inicio da parceria decorrente do Tratado em questão.

3. Nessas condições, invocando o artigo 17, item 3, do referido Tratado, transmito a Vossa Excelência a decisão irrevogável do Governo brasileiro de denunciá-lo.

Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência os protestos de minha mais alta estima e consideração.

Mauro Vieira
Ministro de Estado das Relações Exteriores

A Sua Excelência o Senhor Rostyslay Tronenko
Embaixador da Ucrânia




Sds.


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