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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Jun 05, 2014 5:20 pm 
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Câmeras de segurança vão ganhar ouvidos inteligentes
Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/04/2014
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O cerne da tecnologia é o tratamento das ondas sonoras captadas pelos microfones por meio de um software de inteligência artificial

Brevemente as câmeras de segurança, além de olhos, terão ouvidos. E um cérebro para processar o que ouvirem.
Apoiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), pesquisadores de Recife (PE) estão desenvolvendo um equipamento capaz de identificar um grande número de sons como de arrombamentos, vidros quebrando, disparos de armas etc.
O sistema também poderá ter outros usos além da vigilância patrimonial, incluindo detectar quedas de pacientes ou idosos, acidentes domésticos, batidas de veículos e outros.
Apesar de receber o nome de Projeto Microfone Inteligente Conectável (MIC), o cerne da tecnologia é o tratamento das ondas sonoras captadas pelos microfones por meio de um software de inteligência artificial.
"Hoje estamos 'ensinando' o sistema a detectar novos tipos de eventos sonoros e em breve teremos testes em diferentes ambientes acústicos internos, por exemplo, dentro de casas, apartamentos, empresas etc," explica o pesquisador Américo Amorim.
O protótipo já está sendo apresentado a potenciais clientes para gerar receitas em uma escala que permita que a empresa dos pesquisadores, a Daccord, possa dar suporte e aperfeiçoar o sistema.
A tecnologia tem como ponto-chave a fácil conectividade, permitindo que os sensores sejam plugados diretamente a uma rede, sem a necessidade de um computador. Isto tornará possível transmitir os alarmes e o áudio captado por meio dos sistemas de monitoramento já existentes.
"É um desafio desenvolver um software 'leve' o suficiente para rodar em pequenos dispositivos como celulares e minicomputadores, permitindo que o MIC tenha tamanho reduzido, baixo consumo elétrico e custo acessível, segurança e, no futuro, proporcionando qualidade de vida às pessoas", disse Amorim.
Link (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cameras-seguranca-vao-ganhar-ouvidos-inteligentes&id=010150140428#.U5DBlHJdXz4 ).

COMENTÁRIOS:
Estão começando a engatinha ; mas olha ai uma ótima oportunidade de investimento pelo MD+ ABIM .
No futuro , esse equipamento com melhorias pode se torna um excelente meio de inteligência sonora .
O IME está desenvolvendo um SOFTWARE capar de identificar a voz de futuros suspeitos , assim como sua imagem ; unindo os esforços dessa empresa com os do IME ; em futuro próximo ; podem utiliza-ló para reconhecimento de suspeitos através de som e imagem.
Imaginem um equipamento melhorado desses ( MICROFONES LASER ; SOFTWARE DE RECONHECIMENTO etc.. ) acoplado ao vant Falcão da Avibrás .
O mesmo poderá localizar qualquer individuo que esteja sendo procurado por nossas autoridades .
Com investimentos adequados , o futuro desse equipamento é promissor .


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Jun 05, 2014 5:25 pm 
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foxtrot escreveu:
Câmeras de segurança vão ganhar ouvidos inteligentes
Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/04/2014
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O cerne da tecnologia é o tratamento das ondas sonoras captadas pelos microfones por meio de um software de inteligência artificial

Brevemente as câmeras de segurança, além de olhos, terão ouvidos. E um cérebro para processar o que ouvirem.
Apoiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), pesquisadores de Recife (PE) estão desenvolvendo um equipamento capaz de identificar um grande número de sons como de arrombamentos, vidros quebrando, disparos de armas etc.
O sistema também poderá ter outros usos além da vigilância patrimonial, incluindo detectar quedas de pacientes ou idosos, acidentes domésticos, batidas de veículos e outros.
Apesar de receber o nome de Projeto Microfone Inteligente Conectável (MIC), o cerne da tecnologia é o tratamento das ondas sonoras captadas pelos microfones por meio de um software de inteligência artificial.
"Hoje estamos 'ensinando' o sistema a detectar novos tipos de eventos sonoros e em breve teremos testes em diferentes ambientes acústicos internos, por exemplo, dentro de casas, apartamentos, empresas etc," explica o pesquisador Américo Amorim.
O protótipo já está sendo apresentado a potenciais clientes para gerar receitas em uma escala que permita que a empresa dos pesquisadores, a Daccord, possa dar suporte e aperfeiçoar o sistema.
A tecnologia tem como ponto-chave a fácil conectividade, permitindo que os sensores sejam plugados diretamente a uma rede, sem a necessidade de um computador. Isto tornará possível transmitir os alarmes e o áudio captado por meio dos sistemas de monitoramento já existentes.
"É um desafio desenvolver um software 'leve' o suficiente para rodar em pequenos dispositivos como celulares e minicomputadores, permitindo que o MIC tenha tamanho reduzido, baixo consumo elétrico e custo acessível, segurança e, no futuro, proporcionando qualidade de vida às pessoas", disse Amorim.
Link (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cameras-seguranca-vao-ganhar-ouvidos-inteligentes&id=010150140428#.U5DBlHJdXz4 ).

COMENTÁRIOS:
Estão começando a engatinha ; mas olha ai uma ótima oportunidade de investimento pelo MD+ ABIM .
No futuro , esse equipamento com melhorias pode se torna um excelente meio de inteligência sonora
.
O IME está desenvolvendo um SOFTWARE capar de identificar a voz de futuros suspeitos , assim como sua imagem ; unindo os esforços dessa empresa com os do IME ; em futuro próximo ; podem utiliza-ló para reconhecimento de suspeitos através de som e imagem.
Imaginem um equipamento melhorado desses ( MICROFONES LASER ; SOFTWARE DE RECONHECIMENTO etc.. ) acoplado ao vant Falcão da Avibrás .
O mesmo poderá localizar qualquer individuo que esteja sendo procurado por nossas autoridades .
Com investimentos adequados , o futuro desse equipamento é promissor .



Pelo amor de Deus (que tenho dúvidas se existe) NÃO. Isso é um gatilho para transformar o Brasil em um Estado "Obamesco".


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Jun 05, 2014 5:34 pm 
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Dazing
Pelo amor de Deus (que tenho dúvidas se existe) NÃO. Isso é um gatilho para transformar o Brasil em um Estado "Obamesco".

Estamos caminhando para desenvolver nosso futuro ECHELON kkk.
Os Franceses possuem seu FRANCHELON ; agora somos nos ( BRASCHELON ).
Infelizmente as profecias do Autor do livro O GRANDE IRMÃO ( ROMANCE DE 1984 ), estão se concretizando ; e em nível maior do que temos conhecimento.
O estado observa-nos de todas as formas possíveis ( AFINAL DE CONTAS ; ELES VIVEM UM ROMANCE COM AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES HÁ ANOS ).
Aqui no Brasil , é que estamos atrasados ; mas em países como E.U.A ; etc..
Isso já é realidade há anos ; ou você acha que as tecnologias de identificação Biométricas ; são utilizadas apenas para abrir portas e guarda segredos ? kkk
Que a pesquisa do DNA Humano foi apenas para identificação da paternidade ?
" SABE DE NADA INOCENTE " !!!


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Jun 05, 2014 6:10 pm 
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foxtrot escreveu:
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Dazing
Pelo amor de Deus (que tenho dúvidas se existe) NÃO. Isso é um gatilho para transformar o Brasil em um Estado "Obamesco".

Estamos caminhando para desenvolver nosso futuro ECHELON kkk.
Os Franceses possuem seu FRANCHELON ; agora somos nos ( BRASCHELON ).
Infelizmente as profecias do Autor do livro O GRANDE IRMÃO ( ROMANCE DE 1984 ), estão se concretizando ; e em nível maior do que temos conhecimento.
O estado observa-nos de todas as formas possíveis ( AFINAL DE CONTAS ; ELES VIVEM UM ROMANCE COM AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES HÁ ANOS ).
Aqui no Brasil , é que estamos atrasados ; mas em países como E.U.A ; etc..
Isso já é realidade há anos ; ou você acha que as tecnologias de identificação Biométricas ; são utilizadas apenas para abrir portas e guarda segredos ? kkk
Que a pesquisa do DNA Humano foi apenas para identificação da paternidade ?
" SABE DE NADA INOCENTE " !!!


Cuidado para ninguém do Governo querer um "sumiço" em você diante de tantas informações... :lol:


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Jun 26, 2014 10:15 pm 
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Estratégia | 26/06/2014 05:55

É o fim dos centros de pesquisa e desenvolvimento?
O Vale do Silício inaugurou uma nova moda: em vez de gastar bilhões em inovação, é mais fácil comprar novatas inovadoras
Lucas Amorim, de

Germano Lüders/EXAME
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Fábrica da Weg em Santa Catarina: em abril, a companhia comprou duas pequenas fabricantes chinesas

São Paulo - No fim de abril, a fabricante catarinense de motores Weg anunciou a inusitada aquisição de duas fabricantes chinesas de equipamentos para motores elétricos, a Sinya e a CMM. Somadas, as duas companhias faturavam pouco mais de 100 milhões de dólares, um trocado perto da receita de 6,8 bilhões de reais da Weg.

Não foi uma compra para ganhar participação de mercado nem para estrear em um novo país — a Weg já tem fábrica na China desde 2005. O objetivo era puramente tecnológico. As duas empresas são especialistas em um nicho de mercado novo para a Weg: fazem motores superpotentes para máquinas de lavar.

O nicho havia sido apontado por um comitê científico da Weg como extremamente promissor. Diante disso, a empresa tinha dois caminhos — investir três anos em pesquisas internas ou comprar uma novata que já dominasse a tecnologia.

Poderia sair mais caro, mas encurtaria o processo e reduziria os riscos. “Nosso investimento em pesquisa vai continuar em 2,5% da receita, mas vamos comprar cada vez mais pequenas empresas inovadoras”, diz Harry Schmelzer, presidente da Weg.

Historicamente, as companhias inovadoras do mundo eram as que investiam mais em pesquisa e desenvolvimento. Grandes laboratórios e um time estrelado de cientistas costumavam ser o caminho mais curto para lançar novos medicamentos, carros elétricos, TVs de plasma, panelas de teflon, meias de lycra. Mas as coisas estão mudando.

As empresas que dominam qualquer ranking global de inovação — como Apple, Google e Facebook — continuam a contratar cientistas e a criar projetos secretos. Mas seu maior trunfo para renovar os negócios está na agressividade com que se lançam às compras.

Juntas, elas compraram mais de 100 empresas nos últimos três anos — de nanicas como a BufferBox, especializada em entregas e que custou 17 milhões de dólares ao Google, a gigantes como a empresa de mensagens WhatsApp, comprada pelo Facebook por 19 bilhões de dólares.

Em seus centros de pesquisa, os gastos foram bem mais comedidos. A Apple, tida como a companhia mais inovadora do mundo em um ranking global da consultoria Strategy& (ex-Booz&Co), investiu 3,4 bilhões de dólares em pesquisa em 2013. É um terço do que gastou a Microsoft — que não aparece entre as cinco primeiras colocadas do ranking.

Como mostra a investida da Weg na China, a estratégia de comprar mais e limitar os investimentos em pesquisa não fica restrita ao Vale do Silício nem às empresas de tecnologia. O laboratório britânico AstraZeneca, por exemplo, que faturou 25 bilhões de dólares em 2013, cortou em 16% os gastos com inovação desde 2007.

A fabricante de refrigerantes Coca-Cola comprou, em fevereiro, uma fatia da fabricante de cápsulas de bebidas Green­ Mountain. A vantagem mais lógica dessas aquisições é encurtar caminhos.

“Como os ciclos tecnológicos estão cada vez mais curtos, quem esperar pode ficar para trás”, diz Alfredo Pinto, sócio da consultoria de estratégia Bain&Company. Outro benefício é reduzir os riscos na entrada em novos mercados.

A fabricante de aviões Embraer, por exemplo, investiu 737 milhões de reais em pesquisa e desenvolvimento em 2013. Mas, para ganhar terreno no mercado de Defesa, que não era seu foco, preferiu comprar a Atech, empresa especializada em sistemas para Defesa e mercado civil. A meta da Embraer é crescer também fora da aviação — e para isso as aquisições serão fundamentais.

Comprar companhias novatas também é um caminho para atrair empreendedores que, tradicionalmente, não se interessam em trabalhar em grandes empresas. O maior — e mais caro — exemplo foi a recente aquisição da fabricante de fones de ouvido Beats pela Apple, por 3 bilhões de dólares em maio.

Para analistas do mercado de tecnologia, uma das explicações para o preço pago é o acordo para que o produtor musical Jimmy Iovine, cofundador da Beats, passe a liderar a área de conteúdo musical da Apple. A brasileira Totvs, fabricante de softwares de gestão, fez oito aquisições nos últimos dois anos e contratou alguns dos fundadores dessas companhias para trabalhar como executivos.

“Continuamos a contratar engenheiros e cientistas, mas um empreendedor não vem pelos meios tradicionais de seleção”, diz Laércio Cosentino, presidente da Totvs.

Os centros de pesquisa e desenvolvimento não estão com os dias contados. A Totvs investiu 830 milhões de reais em inovação apenas nos últimos cinco anos.

E tem o compromisso com seus clientes de lançar atualizações de softwares para cada um dos dez mercados em que atua a cada dois ou três anos. Para essas inovações, chamadas de incrementais, os centros de pesquisa continuarão imbatíveis.

Para mercados em que as pesquisas não podem ser feitas por meia dúzia de nerds em uma garagem, como o farmacêutico, as grandes empresas ainda precisam fazer parte importante das pesquisas por conta própria — os caríssimos testes clínicos com pacientes, por exemplo. É o tipo de coisa que ainda não se compra.

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/106702/noticias/inovacao-que-se-compra

_________________
Abraços.

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Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Dom Jul 20, 2014 9:30 am 
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“Queremos criar Steve Jobs coreanos”

Bárbara Reis (em Seul)

20/07/2014 - 08:18
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A caminho de Díli, o Presidente Cavaco Silva visita este domingo a Coreia do Sul. Vai recebê-lo a nova Presidente Park, uma mulher que acredita que é a economia criativa que vai dar a felicidade ao seu povo.
A Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye REUTERS/Kim Hong-J

Não é fácil chegar ao Ministério do Futuro. Viajando de carro a partir do centro de Seul, passam duas horas até se chegar ao portão principal. Para fugir ao trânsito, o motorista atravessa várias vezes o Han, o rio que deu o nome ao célebre "milagre económico" da Coreia do Sul. Umas vezes para norte, outras para sul, o carro arrasta-se pelas pontes num pára-arranca enervante que obriga os coreanos a planear os dias ao minuto.

Por fora, nada no edifício faz antecipar as mudanças que se operam no interior. Recém-criado, o ministério teve um parto difícil. Formalmente chama-se Ministério da Ciência, Informação, Comunicação e Tecnologia, e Planeamento Futuro, assim mesmo, sem medo de ser comprido. Criticaram-lhe o nome (longo e retórico), a ambição (“super-ministério”) e o facto de a tradução de coreano para inglês resultar numa imagem anti-darwinista: Ministério da Ciência e Criação Futura.

Aqui, "criação" significa criatividade e esse é o plano da nova Presidente Park Geun-hye: inventar uma nova Coreia do Sul e, pelo caminho, fazer o "Segundo Milagre do Rio Han".

A receita foi anunciada na tomada de posse, em Fevereiro de 2013. Num típico discurso político, a nova Presidente prometeu uma “nova era de felicidade”, um “novo futuro”, uma “nova era de esperança”, um “novo capítulo do Milagre do Rio Han” e até um “novo modelo de capitalismo”. Tudo clássicos coreanos, em particular a atenção à felicidade, palavra que Park repetiu exactamente 20 vezes e que ocupou um quarto da sua intervenção.

Sabemos da teoria que a felicidade e a economia andam de mãos dadas. Na Coreia do Sul os números confirmam os manuais. Em 1961, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita era de 80 dólares anuais, em 1980 era ainda de 2300 dólares e hoje é de 32 mil. Do mesmo modo, o país subiu 40 posições nos últimos seis anos no índice de felicidade criado por um think-tank britânico como alternativa ao Índice de Desenvolvimento Humano e ao PIB, moedas-francas para medir a qualidade de vida dos povos.

É deste milagre que os coreanos falam. A diferença do discurso de Park esteve na proposta que lançou. A sua "nova Coreia" vai nascer a partir de uma coisa que só existe dentro das nossas cabeças: a criatividade.

Um "pensamento diferente"

“A economia coreana deu um enorme salto a seguir à Guerra da Coreia [1950-53], quando o país ficou em cinzas. Mas hoje está estagnada. Por isso temos de mudar o paradigma”, explica num inglês pausado Park Jinyoung, directora-adjunta da Economia Criativa, o pilar central do novo Ministério do Futuro.

Park – toda a Coreia parece ter apenas dois apelidos, Kim e Park – vai folheando a brochura que a Presidente distribuiu nas viagens oficiais aos Estados Unidos, à Suíça e à Índia. “Antes, tínhamos a economia industrial: trabalho, dinheiro, produtos. A seguir, mudámos para a economia do conhecimento: tecnologia, hi-tech e pessoas inteligentes. Agora, temos de mudar para a economia criativa. O que é isso? É ter ideias.”

A tradutora não pára de tirar notas e entra na conversa sempre que Park, a directora, não encontra uma palavra para explicar o pensamento de Park, a Presidente. “Às vezes, as ideias novas vêm das pessoas particularmente inteligentes, de um investigador, de um professor, de um académico. Mas uma ideia nova pode vir de qualquer pessoa. De uma criança ou de um velho... Qualquer pessoa pode ter uma ideia criativa. Esse é o pensamento diferente que estamos a ter.”

“Economia criativa” já é um lugar-comum nos discursos e programas oficiais, da ONU às mais pequenas cidades de província, dos museus, empresas e universidades até à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Se nasceu com John Howkins, teórico da economia criativa, com Richard Florida, autor do best-seller tornado clássico The Rise of the Creative Class [A Ascenção da Classe Criativa], ou se tudo vai parar a Joseph Nye, que em 1990 cunhou a expressão “soft power” no seu livro Bound to Lead [Obrigados a liderar, sobre os Estados Unidos], é difícil dizer. Os coreanos agarraram nela e decidiram pô-la no centro da acção governativa. "É provavelmente o primeiro país do mundo a ter uma estratégia para a economia criativa tão deliberada, tão centralizada e com uma formulação tão explícita", diz o professor de Teoria das Organizações na Universidade Nova de Lisboa Miguel Pina e Cunha, estudioso da Ásia e acabado de regressar do Japão.

Ser "great" não chega

E como se aplica este "pensamento diferente" na prática? Park Jinyoung passa a palavra à colega Han Sohee, também directora-adjunta da Economia Criativa, mas que não fala inglês: “A Coreia tem sido um grande seguidor da criatividade. Nós não criamos novas tecnologias: nós seguimos os outros países desenvolvidos. Empresas como a Samsung ou a LG limitam-se a seguir outras empresas, em vez de criarem a sua própria tecnologia. Agora, o Governo da Coreia acredita que é importante termos as nossas próprias ideias, ideias originais.”

Com um sorriso cúmplice, as duas sabem que um estrangeiro não está à espera que a mensagem oficial do Governo inclua uma crítica aberta ao império Samsung, o maior fabricante de smartphones do mundo, a oitava maior empresa do planeta e a grande impulsionadora do “Milagre do Rio Han”.

“A Samsung é the greatest, the best”, diz Park, como se estivesse a citar um anúncio publicitário. “Mas isso não chega. A Samsung tem os telemóveis, o Galaxy, os portáteis, a tecnologia de semi-condutores. Isso é óptimo! Mas nós queremos mais, queremos produtos mais inovadores.” Park faz uma pausa e remata: “Pelo menos isso é o que nós gostávamos que acontecesse – no futuro. É essa a nossa esperança.”

E segue-se a lista que, no Ministério do Futuro, inspira os 30 funcionários do Departamento de Economia Criativa: o iPhone, o Facebook, o Twitter, as mensagens telefónicas. “Antes de estes produtos aparecerem perante os nossos olhos, a maioria das pessoas não conseguia sequer imaginar que essas coisas fossem possíveis. É esse tipo de coisas que queremos. A Samsung é uma boa empresa, boa mesmo. A LG também. Mas nós pedimos-lhes: sejam mais desafiadores. Por favor: sejam mais desafiadores.”

Como reagiu a Samsung? “Concordaram. E estão muito activos.” Se aos olhos ocidentais, tudo isto parece abstracto, para os coreanos é quase igual. Uma sondagem de Abril revelou que 53% dos 190 membros da Academia Nacional de Engenheiros Coreanos ainda não viu resultados tangíveis desta nova política, embora quase 70% acredite que eles vão acontecer. O governo não tem pressa. “Queremos preparar o futuro da Coreia. Esta estratégia tem menos de um ano. Criámos a infra-estrutura fundamental para a economia criativa e talvez daqui a 10 anos haja algum resultado. Mas não vamos forçar nada. Vamos apenas encorajar. Essa é talvez a maior diferença em relação às políticas do passado, ao velho korean way. Queremos criar um novo korean way. Antes era rápido, rápido. Em coreano, dizemos: pal-li, pal-li. Na Coreia, tudo é muito eficaz. Mas agora precisamos de outra forma de fazer as coisas. Não apenas rápido, rápido. Fizemos o melhor que conseguimos para nos aproximarmos dos países desenvolvidos. Agora precisamos de uma coisa nova para sermos o líder. Essa chave é a criatividade.”

Investimento de 2880 milhões

Nos próximos três anos, o governo vai investir 2880 milhões de euros na economia criativa. Este ano já disponibilizou um fundo de 72 milhões para apoiar star-ups. No fim quer coisas concretas, como 90 mil novos empregos, e outras que, vistas de fora, parecem difíceis de acontecer nesta espécie de gigantesco laboratório: “E o futuro, quem sabe o que vai o futuro trazer-nos? Temos de preparar o nosso futuro. E assim o governo teve esta ideia: queremos Steve Jobs [o visionário fundador da Apple, 1955-2011] coreanos.”

Para já, o que há de concreto é uma plataforma online para receber ideias. Chama-se Cidade da Economia Criativa e nos seus seis meses de vida acolheu 20 mil ideias. São todas lidas por um painel de "mentores", especialistas em diferentes áreas, da informática às patentes, da gestão à saúde ou à Segurança Social, que as avaliam, recomendam, reencaminham. "Algumas donas de casa criaram pequenas empresas a partir da nossa Cidade", diz Han Sohee. "Se conseguirmos lançar novas ideias no mercado global e que outras empresas de outros países nos sigam, teremos vantagens no mercado."

"A Coreia não quer copiar, quer ser original, mas, paradoxalmente, o que está a fazer é copiar o modelo americano", diz o professor Pina e Cunha. "Quando a grande vantagem dos americanos é que a noção de arriscar, falhar e recomeçar faz parte da cultura." Mesmo assim, e sabendo que a criatividade é um processo que escapa ao controlo, o professor acredita que "é possível criar um contexto que faça a criatividade florescer".

No seu discurso inaugural, a Presidente coreana recuperou um velho ditado que diz que "alguém que nós conhecemos não é tão bom quanto alguém de quem nós gostamos, e que alguém de quem nós gostamos não é tão bom quanto alguém com quem gostamos de estar". E a seguir traduziu: "Não há futuro quando os talentos das pessoas estão asfixiados e quando a única regra do jogo é a competição que sufoca a criatividade."

A Ásia está muito sensível à criatividade e ao soft power, sublinha Pina e Cunha. "As sociedades asiáticas estão a tentar inverter a sua imagem de países muito pesados e industriais para países mais atraentes, mais cool. Já não basta serem muito bons executantes. Sendo uma sociedade com um quadro mental muito rígido e hierarquizado, provavelmente, como o chefe manda ter ideias, as pessoas vão ter ideias. Mas pode ser-se criativo por decreto? Tenho dúvidas de que a criatividade possa ser gerida de cima para baixo."

A jornalista viajou a convite da Fundação da Coreia

http://www.publico.pt/economia/noticia/queremos-criar-steve-jobs-coreanos-1663468?page=-1





Citação:
Como a Samsung consegue dominar mercados copiando todo mundo

Por Wikerson Landim
21 mai 2014 - 15h 07

O título deste artigo pode parecer forte e polêmico, mas é a síntese de um texto longo publicado pela revista Vanity Fair há alguns dias. Antes que você imagine que vamos abordar aqui essencialmente a guerra declarada entre Apple e Samsung, saiba que há fatos anteriores até mesmo ao mercado de smartphones que ilustram melhor essa afirmação.

Isso não significa, de forma alguma, que por “cópia” estejamos falando de produtos de baixa qualidade ou algo assim. Aliás, muito pelo contrário. Na maioria dos casos, a “cópia” se revela melhor do que a versão original e a longo prazo, quando aperfeiçoada, pode fazer com que o autor da ideia se pergunte “como não pensei nisso antes”?

Uma estratégia arriscada

Em 2006, a marca Sharp era vista como uma referência no mercado de TVs planas. Com tecnologias que ficaram em desenvolvimento por alguns anos, a empresa japonesa conquistou a liderança de mercado em pouco mais de 18 meses. Outras companhias, que se interessaram pela novidade, pagaram royalties para licenciar o uso desta tecnologia em seus produtos.

A Samsung, entretanto, optou por uma estratégia diferente. Com acesso à tecnologia, a empresa decidiu simplesmente reproduzir o que os concorrentes faziam e colocar no mercado TVs com a mesma tecnologia, mas por um preço mais acessível. Obviamente, houve um desentendimento entre as duas empresas, que culminou com um processo judicial da Sharp contra a Samsung em 2007.

O desenrolar do julgamento demorou dois anos para ser concluído, e o resultado deu vitória à Sharp. Entretanto, até que isso acontecesse, a situação de mercado já havia se invertido: em 2009, a Samsung já tinha 23,6% dos consumidores, contra apenas 5,4% da Sharp. Mesmo pagando as multas e as custas do processo, o “investimento” acabou valendo a pena. A Sharp nunca mais conseguiu recuperar a liderança.

Empresas menores também não escapam

No segmento de TVs, a Sharp não foi a única vítima. A empresa Pioneer também desenvolveu algumas tecnologias que, posteriormente, foram utilizadas pela Samsung sem autorização prévia. Na justiça, a companhia japonesa também requereu seus direitos e, dois anos depois, venceu a disputa. Contudo, já era tarde demais. Sem conseguir se desenvolver, em 2010 a empresa abandonou a sua divisão de televisores.

Outra companhia pouco conhecida, a norte-americana Interdigital, também foi vítima da mesma estratégia. Tendo desenvolvido uma tecnologia para celulares, a empresa recebia royalties da LG e da Apple por conta das suas patentes. Entretanto, companhias como Samsung, Nokia e ZTE usaram o trabalho sem mais perguntas. Na justiça, todas fizeram acordos e pagaram uma parcela consideravelmente menor do que pagariam caso estivessem licenciando o uso da tecnologia.

Quem se beneficia e quem é prejudicado?

Existem dois lados que devem ser observados nessa questão. Primeiramente, vamos analisar o lado das empresas que investem no desenvolvimento de uma tecnologia. Para se chegar a um recurso “inovador”, item constantemente solicitado pelos consumidores quando um novo produto é lançado, é preciso investir muito dinheiro e tempo de pesquisa.

Laboratório de pesquisas da NASA: pesquisas financiadas por governos também são uma alternativa a que as empresas privadas recorrem

Ao registrar uma patente, a empresa garante que, caso outras venham a utilizar a mesma invenção, ela receba um valor por conta disso a título de “licenciamento”. Essa é, de certa forma, uma garantia de que vale a pena continuar investindo em pesquisa. Sem esse retorno financeiro, uma empresa não teria por que investir em novidades, pois acabaria se tornando inviável financeiramente.

Por outro lado, existe o consumidor. Ele deseja ter um produto com a melhor configuração possível e com o menor preço. Obviamente, em um primeiro momento, a estratégia da Samsung é focar no volume de consumidores, oferecendo produtos mais baratos (lembre-se que ela economiza com os royalties) e com qualidade similar.

Com preços mais baixos e qualidade similar, a tendência é que o volume de vendas aumente. Com o volume de vendas aumentando, a empresa assume a liderança no mercado. E com a liderança ela se torna a referência no segmento, melhorando as tecnologias e ditando o ritmo de novas atualizações. A Samsung não é a única a adotar essa estratégia, mas é a companhia que a utiliza com maior frequência - e talvez é que tenha sido mais bem-sucedida até agora.

A palavra final é do consumidor

Não existe uma estatística oficial para respaldar esses números, mas é sabido que a grande maioria dos consumidores que desejam comprar um aparelho não sabe e não leva em consideração os bastidores da indústria antes de escolher um produto. Em termos práticos, além das características técnicas, é o preço do aparelho que determina a compra.

A situação é complexa, mas os maiores prejudicados são mesmo as empresas que desenvolvem novas tecnologias. Como uma faca de dois gumes, ora elas são vítimas, ora elas são as vilãs. Historicamente, entretanto, na maioria dos casos as atitudes ousadas – e eticamente questionáveis de algumas empresas – têm surtido resultados que justificam esses meios.

Para o consumidor, que fica alheio a essas disputas, na maioria das vezes é o preço final a única coisa que importa. Por outro lado, se em algum momento as companhias sentirem que não há retorno financeiro no investimento em novas tecnologias, não tenha dúvida de que boa parte dessas inovações serão deixadas de lado.

Lembre-se: sem exceção, todas as companhias visam o lucro e nenhum delas toma decisões apenas “pensando no consumidor”. Mesmo quando uma empresa decide vender um produto mais barato, muitas vezes subsidiando os custos de produção, tenha em mente que isso é parte de uma estratégia maior que visa lucros a longo prazo. E isso não é errado: é apenas uma característica do mercado.

Queremos ouvir a sua opinião: você acha correto que as empresas assumam estratégias de risco como essas, deixando de pagar royalties sobre patentes visando a fabricação de produtos mais baratos? Existiria alguma maneira mais justa do que a atual de remunerar aqueles que investem na pesquisa em novas tecnologias?

http://www.tecmundo.com.br/empresas-e-instituicoes/54926-samsung-consegue-dominar-mercados-copiando-mundo.htm


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Eles investem pesado em educação, lideram as primeiras colocações no Pisa, mas conseguem criar muito pouco, no inicio dos anos 90 para até 2005 os lucros da empresas coreanas quase 80% era para pagar royalties para donos de patentes de outros países na grande maioria Eua e Japão, como isto não dava um retorno satisfatório a eles partiram para estratégia de copiar primeiro, ganhar o mercado, ter lucro para somente depois pagar os royalties.

Ou exemplo como a Hyundai que contrata engenheiros de outros países para desenvolver seus carros.

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Eu observo o desenvolvimento deles de outra forma, como eles acostumaram a crescer rápido copiando e se enriqueceram assim queimando etapas de desenvolvimento e se tornando uma sociedade ultra-competitiva, não conseguem maximizar o tempo entre o desenvolvimento de uma tecnologia e lucro imediato.

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Quando se esta disposto a desenvolver alguma coisa que não tem o conhecimento isto pode levar décadas para alcançar o lider do mercado, mas eles não tem paciência, com uma sociedade ultra-competitiva qualquer produto que não obtiver um resultado de imediato é descartado matando o ciclo de desenvolvimento.

http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/cresce-numero-de-suicidios-entre-jovenssulcoreanos,bd913648d9237410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html
A sociedade se tornou tão competitiva que eles não conseguem mais sair do primeiro lugar no ranking de suicídios.

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Abraços.

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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Seg Ago 11, 2014 2:54 pm 
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VLS não será mais lançado este ano, nem tem novo prazo previsto

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ATRASO NA PRODUÇÃO DE SISTEMA ELETRÔNICO ADIA MAIS UMA VEZ A OPERAÇÃO DO FOGUETE LANÇADOR DE SATÉLITES VLS-1. ONZE ANOS APÓS ACIDENTE QUE MATOU 21 EM ALCÂNTARA, PROBLEMAS COMO ESCASSEZ DE RECURSOS, AUSÊNCIA DE UM COMANDO UNIFICADO E POUCA INTEGRAÇÃO COM A INDÚSTRIA MANTÊM O BRASIL NANICO NO SETOR.
Mauricio Tuffani

ClippingNEWS-PA Ainda não É desta vez que o Brasil fará seu primeiro lançamento ao espaço. Onze anos após o acidente que matou 21 técnicos em Alcântara, no Maranhão, o foguete VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) não decolará mais neste ano, conforme programado, nem tem novo prazo previsto.

A empresa Mectron, do grupo Odebrecht, contratada em dezembro de 2010 por R$ 21,5 milhões pela Aeronáutica para produzir o sistema de eletrônica do lançador, não concluiu o trabalho. O prazo de entrega inicial, que era agosto de 2012, já havia sido adiado para dezembro deste ano.

Com isso já são 25 anos desde a primeira data marcada para a estreia, em 1989, desse lançador de pouco menos de 20 metros de altura, um metro de diâmetro, cerca de 50 toneladas, projetado para levar uma carga de 380 kg a uma órbita de 700 km de altitude.

A causa para todo esse retardamento não tem sido apenas a aplicação insuficiente de recursos financeiros, mas também a ausência de um comando unificado, a falta de uma gestão com foco em resultados e o baixo grau de integração com a indústria.

O espírito burocrático dessa empreitada brasileira esteve presente já na sua certidão de nascimento, em agosto de 1961, ao final da visita ao Brasil do soviético Iuri Gagarin, que naquele ano se tornara o primeiro homem a ter chegado ao espaço. Sem definir prazo, um decreto do presidente Jânio Quadros criou um grupo de trabalho, que, por sua vez, tinha a finalidade de criar uma comissão para tratar das atividades espaciais do país. Desde então, o programa espacial nacional só produziu cinco satélites -dois deles em parceria com a China- e um microssatélite, e nenhum foi colocado em órbita pelo Brasil, cujo único lançador é o VLS-1.

Enquanto isso, a Índia, que entrou na exploração do espaço em 1963, já realizou 41 lançamentos de seus três modelos de foguetes a partir de 1975 e produziu 74 satélites de diversos tipos de aplicações. Fora isso, o país asiático mandou ao espaço 45 satélites estrangeiros, colocou duas sondas na órbita da Lua e enviou outra a Marte.

A diferença entre os países começa nos investimentos em programas espaciais. A Índia destina mais de US$ 1 bilhão por ano.

De 1980 a 2011, o Brasil gastou, somadas todas as ações do PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais), um total de R$ 6,15 bilhões (cerca de US$ 2,7 bilhões), segundo resposta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação a requerimento do deputado Claudio Cajado (DEM-BA).

VALE?

Em uma análise de julho de 2012, o consultor legislativo Fernando Carlos Wanderley Rocha, da Câmara dos Deputados, afirmou: “Só em infraestrutura, em apenas quatro anos o Brasil poderá gastar com a Copa do Mundo pelo menos 5,4 vezes mais do que o PNAE gastou em 32 anos”. A questão não seria, portanto, a falta de dinheiro, mas se vale a pena investir os recursos disponíveis em lançadores, satélites, pessoal especializado e a infraestrutura necessária.

A resposta a essa questão exige considerar que as atividades espaciais deixaram de ser empreendimentos motivados apenas pela ciência e tecnologia e por razões geopolíticas e militares.

Tanto para os EUA e para a Rússia, que deixaram para trás o foco no pioneirismo de fincar bandeiras fora da Terra, como para outros países, a corrida espacial passou a buscar resultados num mercado que em 2013 movimentou US$ 314 bilhões, com um crescimento de 4% em relação ao ano anterior, segundo a instituição norte-americana Space Foundation.

Desenvolvidos cada vez mais por empresas privadas, os produtos e serviços espaciais extrapolaram as atividades de defesa e pesquisa científica, gerando novas oportunidades comerciais em observação da terra, sistemas de posicionamento global (GPS), telecomunicações -especialmente para telefonia e TV digital- e meteorologia, entre outras áreas.

Integrada à indústria aeronáutica sob a denominação “aeroespacial”, a exploração espacial integra esse novo setor da economia, no qual o total de 36,8 mil patentes internacionais em 2012 cresceu para 49,6 mil no ano seguinte. Esse aumento de 30% em inovação foi maior que o das áreas de informática, farmacêutica e cosméticos, segundo relatório do grupo de pesquisas Thomson Reuters divulgado em 30 de junho.

De 2004 a 2013 foram colocados em órbita ao todo 1.236 satélites e sondas por meio de 670 lançadores, segundo o relatório “Space Competitiveness Index 2014″. Nesse mesmo período, o PNAE produziu apenas dois satélites, ambos em parceria com a China, e não realizou mais nenhuma tentativa de lançamento com o VLS-1.

Enquanto outros países fizeram investimentos significativos e constantes em busca de maior competitividade na área espacial, o Brasil enfrentou a defasagem entre os valores planejados e os desembolsados. Sem falar no atraso e na descontinuidade dos repasses financeiros. Essas restrições também limitaram o número de testes do VLS-1.

Nas primeiras décadas da corrida espacial, as falhas em testes de protótipos de foguetes nem sempre se tornavam notícia, principalmente na antiga União Soviética e na China. Enquanto nos programas estrangeiros as falhas foram superadas por resultados positivos alcançados com investimentos em testes de lançadores, o Brasil tem apenas a lembrança das tentativas de 1997 e de 1999 e do terrível acidente de 2003 no Maranhão.

Os dois únicos protótipos do VLS-1 lançados até hoje foram detonados pela equipe de controle após a constatação de panes em 1997 e em 1999. As tentativas permitiram obter importantes resultados de qualificação de componentes e de validação de procedimentos. Cada protótipo desses custava na época entre US$ 6 milhões e US$ 7 milhões.

O efeito cumulativo dessas restrições foi enfatizado em 2007 no relatório da comissão externa criada pela Câmara dos Deputados para apurar o incêndio na torre em Alcântara em 2003, com 21 vítimas fatais. Segundo a investigação, a causa da ignição inesperada de um dos propulsores do VLS-1 três dias antes da data prevista para seu lançamento pode ter sido uma descarga eletrostática ou uma falha no sistema elétrico.

DEGRADAÇÃO

O acidente escancarou também graves deficiências organizacionais do programa, a começar pela falta de gerenciamento de riscos. “A longa convivência do projeto com a escassez de recursos humanos e materiais pode ter conduzido a uma dificuldade crescente em perceber a degradação das condições de trabalho e da segurança”, destacou o relatório da comissão da Câmara.

“Por que havia 23 pessoas lá e o que cada um estava fazendo? Nada acontece do dia para a noite, há uma sequência de eventos que levaram a isso”, afirmou, em entrevista em 2003 ao “Jornal do Engenheiro”, o engenheiro húngaro naturalizado brasileiro Jayme Boscov, que gerenciou o programa do VLS-1 do seu início, em 1980, a 1992.

Essas precariedades gerenciais não resultavam apenas da falta de recursos, mas também de uma deficiência organizacional maior e nada nova. O estabelecimento da CNAE (Comissão Nacional de Atividades Espaciais) só ocorreu dois anos depois do decreto de Jânio Quadros. Foram precisos mais dois anos para que começassem a ser testados pequenos foguetes para sondagem científica da atmosfera e desenvolvimento de lançadores de satélites e de mísseis, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte.

Em 1969, quando a Apollo-11 chegou à superfície da Lua com dois astronautas dos EUA, o governo da primeira-ministra Indira Gandhi criou a Isro (Organização Indiana de Pesquisa Espacial), com objetivos e metas já definidos para a década seguinte. No Brasil, em outubro daquele ano, ainda sem programa espacial estruturado, os três ministros da Junta Militar que governava o país criaram por decreto o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), em São José dos Campos (SP), para executar projetos aeroespaciais da FAB (Força Aérea Brasileira).

CONTRAMÃO

Em 1971 a CNAE foi extinta para dar lugar, fora da Aeronáutica, ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Para tentar coordenar as duas vertentes, o governo criou no mesmo ano a Cobae (Comissão Brasileira de Atividades Espaciais), ligada ao Estado-Maior das Forças Armadas. Com isso, o comando passou a ser militar, na contramão do que já acontecia em outros países, como destaca Ludmila Deute Ribeiro, consultora em política espacial. “Naquela época, mantendo a participação militar, os principais programas espaciais estrangeiros já estavam adotando o modelo de direção civil e avançavam na transferência, para a iniciativa privada, da produção de lançadores e satélites, completando o ciclo da pesquisa, produção e inovação”, observa a pesquisadora.

Em abril de 1975, a Índia colocou em órbita um de seus primeiros satélites por meio de foguetes estrangeiros. “Enquanto isso, no Brasil, as ações do Inpe e do IAE eram estruturadas isoladamente e de baixo para cima, sem partir de um núcleo estruturador”, afirma o engenheiro químico Darly Pinto Montenegro, que em 2002 se aposentou do cargo de coordenador de Relações Institucionais do IAE. A Cobae patinava, “atravessada” pelos dois institutos, que não se reportavam a ela, mas aos seus órgãos hierarquicamente superiores. Foi necessário a comissão organizar um seminário em 1977, no Rio, com os dois institutos para tomar conhecimento dos projetos e outras ações de ambos, explica Montenegro, com base em entrevistas que realizou para sua dissertação de mestrado de 1997 na Fundação Getúlio Vargas do Rio.

Como resultado do seminário, surgiu o PNAE, tendo entre suas propostas colocar em órbita um satélite brasileiro com um lançador do próprio país, a Mecb (Missão Espacial Completa Brasileira).

Em 1979, ainda sem o endosso do governo para a Mecb, já haviam se passado dois anos sem avanços. Enquanto isso, em agosto daquele ano, a Índia inaugurava seu lançador SLV-3, com sucesso parcial devido à falha que não permitiu colocar em órbita o satélite que levava. Em novembro, a Cobae realizou outro seminário, em São José dos Campos, do qual extraiu dos gestores do Inpe e do IAE a proposta de, em 1989, colocar em órbita o SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados) com o VLS-1.

Em 9 de abril de 1980, o general João Baptista Figueiredo, então presidente da República, deu aval ao empreendimento e à previsão de 20,85 bilhões de cruzeiros (R$ 3,22 bilhões em valores atualizados), “condicionada a disponibilidade a recursos orçamentários a partir de 1981″. Foi o suficiente para a Mecb ter início, mas sem garantia de recursos suficientes.

EMBARGO

Além de sofrer com limitação de recursos, o PNAE passou a enfrentar dificuldades também na importação de componentes e na cooperação internacional. Criado em 1987 por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, o MTCR (Regime de Controle da Tecnologia de Mísseis, na sigla em inglês) estabeleceu embargos visando a não proliferação de foguetes capazes de transportar armas químicas e bacteriológicas, as chamadas armas de destruição em massa.

O alvo, na verdade, eram países não alinhados em sua política externa com esse bloco, como o Brasil, que, além disso, mantinha um programa espacial com um anacrônico comando militar.

Não bastassem as restrições do MTCR ao Brasil, o VLS-1 tem uma característica que fortaleceu as suspeitas de fins militares do PNAE: o uso de combustível sólido. Quase todos os novos projetos de lançadores já haviam aderido à propulsão líquida, que tem a dupla vantagem de liberar mais energia de impulsionamento e de usar câmaras de combustão mais leves -ou seja, de aumentar a força do foguete e também diminuir seu peso-, além de poder ser interrompida, reativada e também controlada.

Por outro lado, uma das poucas vantagens dos propelentes sólidos é não vazar, permitindo longos períodos de armazenamento, o que é importante para mísseis, que precisam ser acionados em poucos segundos após a decisão de dispará-los.

Em outras palavras, além de reforçar as motivações políticas do MTCR, essa opção aumentou também as suspeitas de o VLS-1 ser um lançador de satélite adaptável para servir como míssil balístico.

VÁCUO

A Cobae manteve sua fragilidade organizacional mesmo após a definição de objetivos e metas do PNAE. Longe de ser um núcleo estruturador, a comissão era apenas uma instância da burocracia militar do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), sem profissionais especializados. Segundo o engenheiro eletrônico Aydano Carleial, que foi gerente do programa do satélite no Inpe, ela não tinha capacidade técnica nem visão estratégica para administrar os complexos projetos que estavam sendo desenvolvidos.

“A Cobae era apenas um comando militar com uma dificuldade muito grande para compreender até mesmo aspectos básicos dos programas que gerenciava. Esse vácuo de informação foi muito prejudicial na época”, diz Carleial.

Passados oito anos desde o início do PNAE, seu desgoverno se tornou evidente para a Cobae no final de 1987. Enquanto o Inpe estava prestes a concluir o satélite SCD-1, o próprio IAE, da Aeronáutica, estava longe de concluir o primeiro protótipo do VLS-1.

Isso ficou claro em uma conversa informal em Brasília entre o engenheiro aeronáutico e brigadeiro Hugo de Oliveira Piva, na época diretor-geral do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), e o tenente-brigadeiro Paulo Roberto Camarinha, então ministro-chefe do EMFA e presidente da Cobae. Piva propôs a redução do tamanho e do peso do SCD-1. A resposta de Camarinha foi revelada em uma reportagem da Folha de 29 de janeiro de 1989: “Ah, isso não, Piva. Se for pra fazer um satélite menor, é melhor botar logo uma cabeça de negro [explosivo de festa junina] ou um buscapé na ogiva desse foguete de vocês, e soltar”.

O diretor-geral do Inpe na época era o matemático Marco Antonio Raupp, que viria a se tornar ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação (2012-14). Já informados extraoficialmente de que o primeiro VLS-1 não ficaria pronto em 1989 e talvez nem no ano seguinte, ele e Carleial pesquisavam custos de lançadores estrangeiros para o satélite. Em maio de 1988, ao saber disso, Camarinha declarou à Folha: “O seu Raupp e o seu Carleial não têm nada de querer comprar foguete lançador nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar. Eles estão sabotando o programa espacial brasileiro. Pode escrever isso no seu jornal”.

Em abril de 1989, com Raupp e Carleial já exonerados, o Inpe empurrou para o ano seguinte a conclusão do SCD-1, dando tempo ao programa do VLS-1. Essa espera nunca foi oficialmente assumida e foi inútil, pois o satélite acabou sendo lançado em dezembro de 1993 pelos EUA, na base aérea de Vandenberg, num foguete Pegasus.

AGÊNCIA

A direção do PNAE deixou de ser militar em 1994, no governo Itamar Franco, com a criação da AEB (Agência Espacial Brasileira), vinculada diretamente à Presidência da República. Diferentemente da Cobae, o órgão nasceu com equipe especializada. “Mas nunca conseguiu negociar recursos suficientes para executar programas nem obteve resultados significativos para ampliar a participação da indústria”, diz Carleial.

Em 2003, a agência foi transferida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mesmo antes dessa queda de status governamental, o órgão não conseguiu eliminar a duplicidade gerencial que já existia desde 1971. Em 2010, o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, após debates realizados sobre o PNAE, concluiu em seu relatório que esse duplo comando permanecia, e com atuações isoladas do IAE e do Inpe. “Embora tenham sedes situadas lado a lado em São José dos Campos, entre as duas principais unidades executoras do programa espacial brasileiro, as distâncias programáticas e filosóficas são significativas”, afirmou o documento.

RESPOSTAS

Em resposta à pergunta da reportagem sobre a razão de o PNAE ainda manter combustível sólido para seu primeiro lançador, o IAE respondeu apenas que a propulsão líquida será adotada nos novos modelos da família VLS, a serem desenvolvidos em projetos de parceria com a Rússia.

A reportagem solicitou entrevista a Raupp sobre supostas tentativas suas, desde que se tornou ministro em 2012, de fazer a AEB voltar a ser diretamente ligada à Presidência da República. Ex-presidente da agência (2011-12) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (2007-11), ele não atendeu à reportagem afirmando ainda estar sob a quarentena de sua saída em março do MCTI.

A AEB não respondeu às perguntas sobre a duplicidade de comando civil e militar do PNAE. Sobre as restrições orçamentárias e financeiras, a agência afirmou por escrito que o programa “é apenas um instrumento de planejamento decenal, no qual são destacadas as orientações e diretrizes estratégicas de ação”, e que o governo busca “atender múltiplas necessidades e prioridades, entre elas, pagamento de pessoal, dívidas, investimentos em infraestrutura e projetos de desenvolvimento social e econômico”.

A Mectron não atendeu às solicitações de entrevista alegando estar sob sigilo contratual. A reportagem apurou, no entanto, que uma das principais dificuldades da empresa para importar peças foi a recusa de fornecimento por parte de outros países. Apesar de ter concedido entrevista, o IAE respondeu somente por escrito que não houve alteração do custo contratado para a fabricação do sistema de eletrônica do VLS-1 e que a demora se deve a “dificuldades técnicas, relacionadas à complexidade do objeto, uma vez que se trata de equipamentos não disponíveis no país”.

PRIORIDADES

O Brasil precisa rever suas prioridades espaciais, afirmaram participantes de debates sobre o tema nos últimos anos. Além da Câmara dos Deputados, em 2010, conclusões semelhantes a essa também foram apontadas por especialistas em fóruns promovidos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2011, e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, em 2012. Essa é também a opinião de Carleial, aposentado do Inpe desde 1997 e hoje consultor independente e presidente da Associação Aeroespacial Brasileira.

Um bom sinal do começo da libertação do PNAE do peso de sua tradição burocrática, segundo Ludmila Deute Ribeiro, foi o lançamento, em 19 de junho, na Rússia, do NanoSatC-Br1, o primeiro mini-satélite brasileiro.

A saída efetiva desse passado dependerá também da maior participação da iniciativa privada, que, de acordo com a pesquisadora, pode oxigenar o programa espacial brasileiro, sufocado pelas regras da administração pública, incompatíveis com o dinamismo necessário ao desenvolvimento tecnológico. “O governo federal, com as instituições militares, foi o berço do programa espacial brasileiro, mas nenhum programa deve viver eternamente no berço.”

Mauricio Tuffani, 57, é jornalista especializado em ciência, colaborador da Folha e mantém um blog no site do jornal.

FONTE: Folha de São Paulo, via Fórum Contato Radar/Poder Aéreo


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Seg Ago 11, 2014 8:00 pm 
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Só eu que acho o VLS, (ao menos seu conceito e aparência) ultrapassado?


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Seg Ago 11, 2014 8:05 pm 
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Tá demorando tanto para sair que daqui a pouco vai se poder comprar a tecnologia em qualquer esquina. :(


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qui Nov 06, 2014 8:30 pm 
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Enquanto andamos de lado no quesito desenvolvimento de novas tecnologias, etc.... e/ou vamos gastando bilhões de dólares em aquisição de tecnologias já maduras, mas ultrapassadas (motores de foguetes da década de 60, desenvolvimento de reator nuclear, etc...)

Os outros investem em coisas sérias e que tenham ou sejam do futuro.

Dois exemplos, aliás, um deles de grande valor militar... o projeto da LM, que vejo como substituto do reator nuclear para uso militar... para uso civil, então....nem se fala. Se funcionarem, claro !!

Sds.

PRIMEIRO EXEMPLO:
Citação:
Lockheed Martin inicia la construcción del primer reactor de fusión nuclear compacto
Lockheed Martin, el gigante de la industria militar y espacial de EE.UU., anunció que en un lapso de cinco años entrará en funcionamiento el primer reactor compacto de fusión nuclear del que, presumen, se podría obtener energía limpia e inagotable.

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La compañía, conocida por su participación en la industria militar y aeroespacial, lo anunció a través de un comunicado publicado en su página web en el que destaca que el desarrollo del prototipo de diseño fue hecho en secreto, lo que, eventualmente, le permitiría fabricar el primer reactor compacto de fusión nuclear de la historia.

La energía proveniente de la fusión nuclear es similar a la que se produce en el Sol y puede convertirse, caso de obtenerse de manera eficiente, en una alternativa para satisfacer el incremento de consumo de energía de manera sustentable, ya que promete ser inagotable y limpia.

El proyecto correrá a cargo de 'Skunk Works', la división encargada de los proyectos especiales de la multinacional y que pasa por ser uno de los principales contratistas del Pentágono. Entre las ventajas asociadas a este tipo de reactor, destaca la reducción significativa del tamaño en el proceso de generar energía proveniente de la fusión nuclear, ya que un reactor compacto podría ser transportado en la parte trasera de un camión, además de contar con la capacidad para producir energía para una ciudad de 100.000 habitantes.

La disminución del tamaño del reactor se debe a que, según la firma estadounidense, han desarrollado un concepto de alto beta, que utiliza una alta fracción de la presión del campo magnético, o de la totalidad de su potencial, lo que permite desarrollar dispositivos 10 veces más pequeños que los conceptos anteriores.

El anuncio de Lockeed Martin ha suscitado polémica entre los especialistas, ya que consideran que la compañía no ha mostrado ninguna prueba que permita demostrar que han superado las dificultades para desarrollar este tipo de energía. Entre los escépticos se encuentra Ian Hutchinson, profesor de ciencia nuclear e ingeniería del MIT en EE.UU. que recientemente dijo que el prototipo presentado por la multinacional ya había sido explorado con anterioridad sin demasiado éxito. "Hasta donde yo puedo decir, no están prestando atención a la física básica de la energía de fusión por confinamiento magnético", concluyó.

Fonte: http://actualidad.rt.com/actualidad/vie ... r-compacto


SEGUNDO EXEMPLO:
Citação:
Desenham um reator de fusão mais econômico que a energia do carvão

La energía de fusión es, en teoría, tan buena que cuesta creer que puede llegar a ser una realidad: Cero emisiones de gases de efecto invernadero, residuos radiactivos no duraderos y un suministro de combustible prácticamente ilimitado.

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Tal vez el mayor obstáculo para la adopción de la energía de fusión es la parte económica, que no ha podido ajustarse para que sea viable. Los diseños de la energía de fusión no son lo suficientemente baratos como para superar los sistemas que utilizan combustibles fósiles como el carbón y el gas natural.

Sin embargo, los ingenieros de la Universidad de Washington (UW) han diseñado un concepto de reactor de fusión que, si se construyera a la escala de una central eléctrica de gran tamaño, rivalizaría en coste con los de una nueva planta a base de carbón con una producción eléctrica similar.

Este diseño tiene un mayor potencial de producción de energía de fusión de bajo costo que cualquier otro concepto actualEl equipo publicó hace unos meses los diseños del reactor y el análisis de coste, y se dispone a presentar los resultados el próximo 17 de octubre en la Conferencia de la Energía de Fusión de la Agencia Internacional de Energía Atómica, en San Petersburgo, Rusia.

"Ahora mismo, este diseño tiene un mayor potencial de producción de energía de fusión de bajo costo que cualquier otro concepto actual", explica Thomas Jarboe, profesor de aeronáutica y astronáutica de la UW y profesor adjunto de física.

El reactor de la UW, llamado 'dynomak', comenzó como un proyecto de la clase ya mostrada por Jarboe hace dos años. Al término del curso, Jarboe y el estudiante de doctorado Derek Sutherland, que previamente trabajó en el diseño de un reactor en el Instituto de Tecnología de Massachusetts, continuaron desarrollando y perfeccionando el concepto.

El diseño se basa en la tecnología existente, creando un campo magnético dentro de un espacio cerrado para mantener el plasma en su lugar el tiempo suficiente para que se produzca la fusión, permitiendo que el plasma caliente reaccione y se combustione. El reactor en sí sería, en gran medida, autosuficiente, lo que significa que podría calentar continuamente el plasma para mantener las condiciones termonucleares. El calor generado por el reactor calentaría un refrigerante que se utiliza para hacer girar una turbina y generar electricidad, de forma similar a cómo funciona un reactor de energía normal.

"Esta es una solución mucho más elegante, porque el medio en el que se genera la fusión es el medio en el cual también se está conduciendo toda la corriente requerida para confinarla", sostiene Sutherland.

Hay varias formas de crear un campo magnético, algo crucial para mantener un reactor de fusión en marcha. El diseño de la UW es conocido como 'esferomak', lo que significa que genera la mayoría de los campos magnéticos por la conducción de corrientes eléctricas en el propio plasma. Esto reduce la cantidad de materiales necesarios y, de hecho permite a los investigadores disminuir el tamaño total del reactor.

Fonte: http://actualidad.rt.com/ciencias/view/ ... ico-carbon



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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Sex Nov 07, 2014 5:33 pm 
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Enquanto isso num pais phutencia sonha-se muito é nada se realiza.


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Ter Dez 30, 2014 1:21 pm 
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Maiores especialistas em levitação magnética estão no Brasil
Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/09/2014
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Com inauguração prevista para 2015, o Maglev Cobra irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.[Imagem: Coppe/UFRJ]
O Rio de Janeiro sedia nesta semana a 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares - Maglev 2014 (The 22nd International Conference on Magnetically Levitated Systens and Linear Drives).
A conferência reúne os maiores especialistas do mundo em levitação magnética para discutir os avanços da tecnologia e suas principais aplicações em mobilidade urbana.
Esta é a segunda vez que a Conferência Internacional Maglev acontece no Hemisfério Sul. A primeira foi em 2000, também na cidade do Rio de Janeiro. Promovido desde 1977, o evento já foi realizado em países da Ásia, da Europa e da América do Norte. A coordenação é do professor da Coppe/UFRJ, Richard Stephan.

Trem de levitação brasileiro

O Brasil está entre os países com resultados mais avançados na área: o Maglev Cobra, desenvolvido na Coppe, é o primeiro veículo de levitação magnética para transporte urbano do Hemisfério Sul.
Com inauguração prevista para 2015, o veículo irá transportar professores, alunos, funcionários e visitantes na UFRJ.
Composto por quatro módulos de 1,5 metro de comprimento cada, o Maglev Cobra pode transportar até 30 passageiros por viagem. Como se trata de uma linha experimental para demonstrar a tecnologia de levitação a partir de supercondutividade, o trem circulará a uma velocidade de 20 km/hora. Entretanto, o veículo poderá atingir até 100 km/hora ou mais, com segurança, em percursos mais longos.
Em lugar das rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio líquido - a -196 graus centígrados, a cerâmica adquire a propriedade de repelir um campo magnético gerado nos trilhos.
O Maglev Cobra tem uma série de vantagens se comparado a outros meios de transporte. A principal delas é o baixo custo. Por dispensar instalações complexas e dispendiosas, seu custo de implantação, por quilômetro, é estimado em R$ 33 milhões - cerca de um terço dos R$ 100 milhões necessários para cada quilômetro construído de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro.

Link:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=maiores-especialistas-levitacao-magnetica-estao-brasil&id=010175140928#.VKLNRsAPA

COMENTÁRIOS :
E estavam querendo gastar bilhões de dólares naquela concorrência internacional absurda; para dotar o Brasil de um trem bala para a copa das confederações ( NUM PAÍS QUE MAL TEM METRÔS URBANOS DIREITO, ABSURDO ).
Com verbas menores do que as propostas para essa concorrência, nossos pesquisadores conseguiram chegar em resultados satisfatórios e que gerou um demonstrador de tecnologias.
As vezes me pergunto, se essas concorrências internacionais Brasileiras; não são uma forma de financiar empresas e países estrangeiros falidos ou em processo de falência.
Porque em grande parte, na maioria das vezes, tudo que precisamos em processos e ou produtos, podem ser encontrados no país; e oferecidos por instituições e empresas nacionais.
pior que a população, na maioria das vezes, pouco instruída; apoia esse tipo de iniciativa.
Imagine só, um transporte caro e dedicado á elite desse país; mas financiado com dinheiro do povo, um absurdo !
Somente aceito por uma população e em um país como esse !


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Ter Dez 30, 2014 1:32 pm 
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Carro robótico e sem motorista feito no Brasil será testado nas ruas
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O CaRINA 2 está sendo avaliado em um carro elétrico de fabricação nacional.[Imagem: Projeto CaRINA]
Há alguns meses, veículos sem motorista já circulam em campus da USP.
Nesta terça-feira (22/10), em São Carlos, no interior de São Paulo, eles vão finalmente sair para um teste em vias públicas
Os testes do veículo inteligente que dispensa motorista serão feitos por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC).
Munido com dois computadores, sensor a laser, câmeras e GPS, o veículo do projeto Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma (CARINA) deve percorrer cerca de 20 quilômetros, mantendo uma distância segura de outros veículos, identificando os semáforos do caminho, respeitando os sinais vermelhos e avançando nos verdes.
Dentro do campus, o veículo que será testado já rodou mais de 150 quilômetros de forma totalmente autônoma.
A Guarda Municipal acompanhará o carro robótico pelo trajeto, mas o trânsito será aberto para que os demais veículos circulem normalmente.
O veículo não deve ultrapassar 40 km/h e haverá um motorista dentro do carro pronto para assumir o controle em caso de problema nos sistemas computacionais.
"O teste nas ruas é a etapa final de validação de todo um trabalho árduo que vem sendo desenvolvido", afirmou o professor Denis Wolf, coordenador do projeto.
No Brasil, o desenvolvimento da tecnologia teve início em 2007. Os pesquisadores do INCT-SEC( Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, começaram os estudos com um carro elétrico chamado Carina I. Em 2011, os estudos multidisciplinares passaram a ser feitos em um carro convencional, o Carina II - o veículo que será testado na terça-feira.
Veja mais informações também sobre o Carina III na reportagem Veículos sem motorista já circulam em campus da USP.
O projeto do carro autônomo inteligente envolve conhecimentos de visão computacional, inteligência artificial, fusão de sensores, sistemas embarcados, processamento de sinais, entre outros.

Link:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=carro-robotico-sem-motorista-brasil&id=010175131021#.VKLMVsAPA

COMENTÁRIOS:
Citação:
O projeto do carro autônomo inteligente envolve conhecimentos de visão computacional, inteligência artificial, fusão de sensores, sistemas embarcados,processamento de sinais, entre outros.

Fusão de sensores, e dado ; grande uso no mercado civil e principalmente no meio militar, portanto dual.
Em países sérios como estados Unidos e outros, essa pesquisa estaria recebendo inúmeras verbas de agências ligadas a defesa desses países; mas no Brasil, com certeza essa pesquisa só recebe verbas do MCTI e sazonalmente.
Ai vamos lá fora e compramos produtos e serviços com essa tecnologia , que está em pleno desenvolvimento aqui.
Realmente não entendo !


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Qua Jan 21, 2015 1:54 pm 
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Nova superfície é tão hidrofóbica que faz a água saltar como mágica

Por: Jesus Diaz

21 de janeiro de 2015 às 11:03

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Cientistas da Universidade de Rochester (EUA) criaram uma superfície de metal tão hidrofóbica que a água salta sobre ela como se fosse repelida por um campo de força.

Em vez de revestimentos químicos, os pesquisadores usaram lasers para gravar uma nanoestrutura no próprio metal. Com isso, ele não se desgasta como os métodos atuais (e menos eficazes).

O estudo diz que os metais – platina, titânio e bronze – passaram por uma “técnica a laser potente e precisa, que cria um padrão intrincado de micro e nanoestruturas para dar aos metais suas novas propriedades”.

De acordo com Chunlei Guo, professor de ótica na Universidade de Rochester (EUA), o efeito é surpreendente: "O material repele a água tão fortemente que ela salta para fora. Em seguida, ela pousa na superfície de novo, é empurrada novamente, e então só desliza para fora da superfície".

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Além disso, “as estruturas criadas pelo laser nos metais são intrinsecamente parte da superfície do material, então elas não vão desaparecer ao longo do tempo, como é o caso de revestimentos químicos atuais”.

Esse material poderia ser usado na superfície de aviões, para evitar o congelamento da água na fuselagem; em panelas antiaderentes; e até em carros que não precisariam mais ser lavados. É que a água coleta partículas de sujeira enquanto desliza pela superfície. O comunicado à imprensa explica: "Para testar essa propriedade autolimpante, a equipe de Guo pegou poeira comum de um aspirador de pó e jogou-a sobre a superfície. Cerca de metade das partículas de pó foram removidas com apenas três gotas d’água. Com apenas uma dúzia de gotas, a superfície ficou limpa. Melhor ainda, ela permanece completamente seca".

Eles também cogitam aplicar a técnica para criar latrinas em países desenvolvidos, em áreas onde a água não é abundante o suficiente para permitir uma limpeza eficaz.

Agora, os pesquisadores têm dois desafios. Primeiro, facilitar o processo para gravar a nanoestrutura nos metais: por enquanto, leva uma hora para fazer isso em apenas 6,5 cm² de metal. Em segundo lugar, eles querem aplicar o processo em materiais não-metálicos.

O estudo, publicado no Journal of Applied Physics, foi financiado pela Força Aérea dos EUA e pela Bill & Melinda Gates Foundation – a mesma fundação que quer criar vasos sanitários melhores para países pobres, e que financiou uma máquina para transformar fezes humanas em água potável. [University of Rochester]

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=7nD7gr1NIf4

http://gizmodo.uol.com.br/video-superficie-metal-agua/


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 Título: Re: Pesquisa & Desenvolvimento
MensagemEnviado: Sex Mai 01, 2015 6:55 pm 
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Publicado em 21/07/2014 às 5:05 - Atualizado em 21/07/2014 às 5:07
Carro-avião chegará ao mercado em 2016
Por Epoch Times em Ciência e Tecnologia - Inovações
Carro-avião da Terrafuga.

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Carro-avião da Terrafugia (Internet)

A empresa americana Terrafugia anunciou para 2016 o lançamento do Transition, um híbrido de carro-avião. O Transition custará US$ 279.000 e poderá ser usado tanto nas ruas e no céu.
O Transition no modo carro.

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O Transition no modo carro (Internet)

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O Transition no modo carro (Internet)

O Transition cabe numa garagem comum e é de fácil dirigibilidade; qualquer pessoa que sabe dirigir um carro saberá dirigir o Transition. Porém, você não poderá sair voando por ai como se o céu fosse seu. O que você poderá fazer é ir até um aeroporto usando o Transition como carro e, lá, convertê-lo em segundos num avião para, ai sim, poder pilotá-lo, mas por enquanto em apenas em território norte-americano.
O Transition voando.

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O Transition voando (Internet)

A Administração Federal de Aviação dos EUA, FAA, já aprovou o Transition como “Aeronave Leve Esportiva”. Claro, para pilotá-lo será necessária habilitação de piloto e, no mínimo, 20 horas de tempo de voo.
O painel do Transition.

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O painel de comando do Transition (Internet)

O Transition vem com um paraquedas embutido. Caso algo dê errado durante o voo, basta puxar uma alavanca para que um paraqueda se abra para que você e o Transition caiam de forma bem mais leve e segura no solo.

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O Transition voando (Internet)

Tudo indica que carros voadores poderão se tornar algo comum. O Transition é um primeiro passo para algo muito maior.

http://www.epochtimes.com.br/carro-aviao-chegara-ao-mercado-em-2016/#.VUPzvpOm3VE

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Abraços.

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