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 Título: MECTRON
MensagemEnviado: Qui Jan 27, 2011 6:55 pm 
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Mectron Inicia negociações com Odebrecht

Sempre considerada uma das principais empresas de tecnologia do setor de defesa do Brasil a Mectron anuncia finalmente a abertura de negociações com uma empresa do setor.

Muitas empresas internacionais procuraram uma associação com a empresa de são José dos Campos (SP), mas sem sucesso. Entre estas estavam as seguintes empresas: Rafael e Elbit (ambas de Israel)e MBDA, (consórcio Europeu). Também é uma presença constante nos programas de contrapartidas comerciais (off sets) dentro dos programas F-X1 e F-X2 e também participa do programa PROSUB.

Esta participação no programa de submarinos permitiu a aproximação com a empresa Odebrecht. Estão sendo realizados no momento ações de “Due Dilligence” para avaliação de seu patrimônio para uma futura composição entre as duas empresas.

A Odebrecht avança assim na área de defesa a passos largos. Após a participação no programa PROSUB com a francesa DCNS e a formação de uma sociedade com a européia CASSIDIAN (ex- EADS DS) a futura aquisição da MECTRON consolida a sua posição na área d defesa brasileira e internacional.

Os principais programas da MECTRON são:

- MAA1 Piranha Míssil ar-ar de curto alcance;
- MAA A-Darter em associação com a sul-africana Denel desenvolve o míssil ar-ar de guia infravermelha de quinta geração, para a Força Aérea Brasileira e a Força Aérea da África do Sul;
- MAR – Míssil anti-radiação, em desenvolvimento e já adquirido pelo Paquistão e possivelmente a FAB;
-Diversos outros projetos como radares e sistemas embarcados para Forças Aéreas e aplicações civis.



NOTA OFICIAL

São José dos Campos 27 de janeiro de 2011

A Mectron Engenharia, Indústria e Comércio S.A. comunica que mantém negociações visando estabelecer uma parceria estratégica com algumas empresas do setor.

As negociações estão sendo realizadas em caráter privado, ainda sem definição e estarão sujeitas as aprovações necessárias.

Novas informações serão anunciadas oportunamente, de acordo com a evolução deste processo.


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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Qui Jan 27, 2011 7:58 pm 
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Pelomenos dessa vez a aquisição foi feito por uma empresa Brasileira e não Israelense.
Seria interessante agora a aquisição pela ODEBRECHT ou GRUPO DE DEFESA MONTAR ( EMBRAR rsrs) , da Avibrás , Imbel etc..
E investimentos pesados desses mega-grupos nos projetos dessas magnificas empresas ( AVIBRÁS , MECTRON etc..).


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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Qui Jan 27, 2011 10:09 pm 
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O avanço na área da defesa de uma empresa conhecida pelas práticas não ortodóxas nas obras de construção civil contratadas pelo governo vai exigir uma postura mais cautelosa e madura de todos os que se interessam pela área.

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sex Jan 28, 2011 10:22 am 
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Arlsan escreveu:
O avanço na área da defesa de uma empresa conhecida pelas práticas não ortodóxas nas obras de construção civil contratadas pelo governo vai exigir uma postura mais cautelosa e madura de todos os que se interessam pela área.



Não vejo com bons olhos isso pois a contrutora já se associou a EADS.
O empresário brasileiro quer ganhar dinheiro e não tá pensando em manter uma empresa nacional de tecnologia como é a Mectron. Mas vamos ver o que vai dar :roll:

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sex Jan 28, 2011 12:33 pm 
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O que meus amigos passarinhos me contam é que este é apenas o primeiro tiro de uma "saraivada" que vem por aí com a Odebrecht, a Camargo Correia e a Queiroz Galvão se degladiando para tentar ocupar o papel de "grande empresa de defesa do Brasil". Fora essas três, o outro player grande deve ser mesmo a Embraer, que com as recentes alterações no seu estatuto social, e com grandes compras que ainda serão anunciadas poderá atuar em outras áreas para além do mundo aeronáutico. Esta consolidação é o passo anterior necessário para permitir a implementação do tal "Buy Brazilian Act" que vem sendo prometido nas coxias do governo federal há quase um ano. A Joint Venture da Odebrecht com a EADS citada acima, assim como a Engesaer tenderiam a ser cada vez mais Odebrecht e menos EADS para atender os termos desta lei... Os israelenses da Elbit, por sua vez creem que basta ter uma empresa sediada aqui com diretoria de brasileiros natos para as suas subisidarias (AEL, Ares e Periscópio) serem vistas pelo governo como "empresas brasileiras", eles podem ou não estarem certos...

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sex Jan 28, 2011 12:51 pm 
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Mas já combinaram isso com a Dilma ?
Pois esta movimentação é resultado do aumento que houve no governo anterior, na demanda por investimentos na aérea de Defesa.

Outra coisa que me preocupa é saber se estas empresas vão desenvolver tecnologia nacional ou vão ser meras intermediarias das grandes industrias militares de defesa estrangeiras, como poderia ser o caso da Odebrecht e EADS.

Abs


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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sex Jan 28, 2011 12:53 pm 
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ART escreveu:
Arlsan escreveu:
O avanço na área da defesa de uma empresa conhecida pelas práticas não ortodóxas nas obras de construção civil contratadas pelo governo vai exigir uma postura mais cautelosa e madura de todos os que se interessam pela área.



Não vejo com bons olhos isso pois a contrutora já se associou a EADS.
O empresário brasileiro quer ganhar dinheiro e não tá pensando em manter uma empresa nacional de tecnologia como é a Mectron. Mas vamos ver o que vai dar :roll:

O problema é, qual deles não pensa assim?


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 Título: MECTRON
MensagemEnviado: Sex Jan 28, 2011 1:43 pm 
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O problema é, qual deles não pensa assim?

:arrow: no Brazil, nenhuma.

A Odebrecht a Camargo Correia e Queiroz Galvão, já alguma vez, entraram em "barco furado"?


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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sáb Jan 29, 2011 8:33 pm 
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Odebrecht costura parceria ou a aquisição da Mectron
28 de janeiro de 2011, em Indústria Aeroespacial, Noticiário Nacional, Sistemas de Armas, Tecnologia, por Alexandre Galante .

Fabricante de mísseis é uma das mais importantes do setor do país


O grupo Odebrecht está prestes a concluir um acordo de parceria estratégica com a Mectron Engenharia, uma das mais importantes empresas do setor de defesa brasileiro, fabricante de mísseis e produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial. A Embraer, segundo fontes que acompanham o processo, também chegou a conversar com a Mectron, com vistas a uma possível parceria, mas a negociação não evoluiu. Procurada, a Embraer não comentou o assunto.

A Odebrecht confirmou que está avaliando a formação de uma parceria estratégica com a Mectron, mas não forneceu detalhes. Em nota, a empresa informou que acredita no bom andamento da negociação e, caso chegue a um acordo, informará os detalhes da operação oportunamente.

No começo da noite, a Mectron também enviou um comunicado, mas se limitou a dizer que mantém negociações visando estabelecer uma parceria com algumas empresas estratégicas do setor. “As negociações estão sendo realizadas em caráter privado, ainda sem definição e estarão sujeitas às aprovações necessárias”, informou.

O acordo representa mais uma iniciativa do grupo Odebrecht dentro do objetivo anunciado anteriormente de ampliar sua atuação no mercado nacional e internacional de equipamentos e serviços militares. Em meados do ano passado, a Odebrecht formou uma joint venture com a europeia Cassidian (antiga EADS Defense & Security), controlada pelo grupo EADS, dono da Airbus. A Odebrecht também estabeleceu uma sociedade de propósito específico (SPE) com a francesa DCNS, no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) para o governo brasileiro. A participação da empresa brasileira na SPE é de 59%.



Segundo fonte do setor, mesmo havendo interesse de outras empresas estrangeiras na Mectron, a empresa decidiu se associar a um grupo nacional, tendo em vista orientação do próprio governo brasileiro. “O Ministério da Defesa está trabalhando em uma nova legislação, que cria a figura da empresa de defesa de interesse nacional, controlada por um grupo brasileiro forte e bem estruturado financeiramente”.

Essa orientação, segundo a fonte, estaria alinhada ainda às diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008, que prevê a reestruturação da indústria brasileira de material de defesa. “A maioria das pequenas e médias empresas brasileiras do setor, como a Mectron, não tem fôlego para atender as demandas do Plano Nacional de Defesa. O governo está incentivando a criação de blocos de empresas de defesa, com capacidade para fazer investimentos de risco no desenvolvimento de produtos estratégicos de interesse nacional”, explicou.

Empresas como a Embraer e a Odebrecht estariam dentro desse perfil buscado pelo governo. “Elas têm tecnologia, capital e capacidade de gestão de grandes projetos. As pequenas e médias empresas não conseguem nem garantias para tomar empréstimos junto ao próprio governo”, disse a fonte.

No fim de 2006, a Mectron recebeu aporte de R$ 15 milhões do BNDES, que passou a deter fatia de 27% na empresa. Ela foi criada em 1991, por um grupo de cinco engenheiros oriundos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que adquiriram conhecimento na área de mísseis através de uma experiência no Iraque.

Tornou-se estratégica para as Forças Armadas brasileiras, especialmente a Aeronáutica e o Exército, com o desenvolvimento de mísseis. Hoje, a Mectron trabalha no desenvolvimento conjunto do míssil A-Darter, feito em cooperação com as Forças Aéreas da África do Sul e participação de empresas brasileiras e sul-africanas.

Com cerca de 300 funcionários, a Mectron trabalha ainda no desenvolvimento de um míssil antiradiação MAR-1, de defesa contra baterias antiaéreas, para a FAB e com fornecimento para o Paquistão. Esse país irá arcar com 50% dos investimentos previstos para a fase de industrialização e logística do míssil. A Mectron também fornece sistemas para satélites do programa espacial brasileiro e o radar de bordo da aeronave militar AMX. (Virgínia Silveira)

FONTE: Valor

http://www.aereo.jor.br/2011/01/28/odeb ... a-mectron/

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Sáb Jan 29, 2011 8:34 pm 
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Juliano Silva Wagner escreveu:
Citação:
O problema é, qual deles não pensa assim?

:arrow: no Brazil, nenhuma.

A Odebrecht a Camargo Correia e Queiroz Galvão, já alguma vez, entraram em "barco furado"?



O problema é que eles não estào nem ai se a empresa fica sendo brasileira ou não....

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Seg Jan 31, 2011 9:03 am 
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Mas gente, qual empresa pensa realmente no "benefício do país e da sociedade" em detrimento de seus lucros? Garanto que não tem nenhuma aqui, nem nos EUA, nem na França e nem na China. Quem tem que pensar nisso e garantir mecanismos para tal é o governo. É que nos acostumamos tanto com a incompetência governamental que ficamos tentando encontrar outros responsáveis para dividir a conta. Tem essa não. A César o que é de César.

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Seg Jan 31, 2011 3:05 pm 
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Steen escreveu:
Mas gente, qual empresa pensa realmente no "benefício do país e da sociedade" em detrimento de seus lucros? Garanto que não tem nenhuma aqui, nem nos EUA, nem na França e nem na China. Quem tem que pensar nisso e garantir mecanismos para tal é o governo. É que nos acostumamos tanto com a incompetência governamental que ficamos tentando encontrar outros responsáveis para dividir a conta. Tem essa não. A César o que é de César.


É verdade.
Meu único ponto é que a 'popularização' do setor militar implica em uma necessidade maior de sistemas de monitoramento melhores para os gastos do governo na área.
Sob o manto do interesse nacional pode se esconder a mesma situação que se esconde nos contratos públicos de maior publicidade.
É provavelmente mais fácil esconder a corrupção dentro de contratos militares e esses contratos não podem ser a válvula de escape para um sistema de licitações cada vez mais vigiado.
Abs.

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Seg Jan 31, 2011 10:06 pm 
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Concordo! E veja que pelo mundo afora não são raros os escândalos de corrupção e lobby pesado quando o assunto é defesa. No Brasil, com esse negócio crescendo, a cosia tende a ser beeem complicada. Olho neles!

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 Título: Re: MECTRON
MensagemEnviado: Ter Fev 01, 2011 12:53 am 
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Eu clamei tanto por administradores visionários como o Marcelo Odebrecht ou o Eike Batista passarem a investir em empresas nacionais de defesa que eu acho que eles ouviram...Ou leram os posts daqui... :lol:

Mas a verdade é que essa possível aquisição representa um momento novo para o setopr de defesa no Brasil...Empresas que possuem bala na agulha para bancar operações e contratos no constantemente incerto mercado de defesa brasileiro... Empresas que possuem capital financeiro e político para fazer o rio correr para o mar...Que afinal é o que queremos...

O sistema de P&D deve receber um upgrade, pois esses gestores sabem que o tempo de maturação de um projeto nesta área é demorado e o próprio retorno de capital pode ser substancial, mas com um prazo extremamente dilatado...

Acho que a Odebrecht deu somente o 1º passo de futuras aquisições...Ela deve integrar e desenvolver experties em sua cadeia de fornecedores... Talvez a próxima bola da vez seja o consórcio HTA ou mesmo a Atech...

Tô com sono demais pra desenvolver o raciocínio, mas em algum moneto o farei pra me tornar compreendido...

Um abraço!

PS: Creio tb que a má impressão generalizada acerca das ações dessas empreteiras possam vir a ruir...Os militares , mesmo com tanto dinheiro correndo, ainda pensam antes no Brasil...

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 Título: Força Aérea terá sistema nacional de datalink para comunicaç
MensagemEnviado: Qui Dez 13, 2012 7:42 pm 
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Força Aérea terá sistema nacional de datalink para comunicação entre aeronaves

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A Força Aérea Brasileira assinou nesta quinta-feira (6/12) o contrato para o desenvolvimento do "Link BR2", tecnologia que vai permitir os aviões trocarem dados entre si em pleno voo. O acordo com a empresa Mectron, de São José dos Campos (SP), prevê que até 2016 o sistema deverá estar instalado em quatro caças F-5M, quatro A-29 e dois E-99, além de estações em solo, inclusive para uso do Exército e da Marinha. O planejamento prevê instalar o Link BR2 futuramente em um maior número de aeronaves, além de outros modelos, como helicópteros, aviões de patrulha e de reabastecimento em voo.

"O sistema de datalink é um multiplicador de força para qualquer Força Aérea", afirmou o Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), organização da FAB responsável por projetos de aquisição. O Link BR2 vai integrar mais aeronaves da Força Aérea em uma só rede, diferente dos modelos atualmente em uso, que são restritos a aeronaves específicas. Com o novo datalink será possível, por exemplo, um piloto conseguir visualizar todos os dados captados pelo radar de outro avião.

O Brigadeiro Baptista Júnior lembrou ainda que o contrato assinado envolve não apenas a aquisição do sistema, mas o seu desenvolvimento no Brasil. "É uma oportunidade para a indústria nacional, para que a gente traga não somente a fabricação do hardware, do rádio, daquilo que é fabricado, mas principalmente que a gente traga a inteligência que está dentro deste processo do datalink", explicou.

Já o presidente da Mectron, Gustavo Ramos, ressaltou que este contrato é importante para assegurar o desenvolvimento do Brasil na área de tecnologia. "É uma condição sine qua non fazer o desenvolvimento no Brasil para que a indústria nacional de defesa possa ter essa competência, atender a essas necessidades, absorver tecnologia com garantia de segurança nacional e depois exportar para outros países e crescer ainda mais", disse.

SAIBA MAIS - Leia a seguir entrevista com o Coronel-Aviador Francisco Guirado Bernabeu, um dos gerentes do projeto Link BR2, e o Coronel-Aviador Flávio Luis de Oliveira Pinto:

Agência Força Aérea - Qual a vantagem de uma aeronave utilizar datalink?
O datalink hoje representa um grande diferencial para uma Força Aérea, especificamente para aeronaves de combate, porque permite que elas troquem informações, por dados, sem a necessidade de comunicação por voz. Isso agiliza a comunicação entre os pilotos e aumenta muito a consciência situacional.

Agência Força Aérea - Como, na prática, ele pode ser utilizado?
Por exemplo, a síntese radar do E-99, uma aeronave que tem um radar bastante poderoso, pode ser repassada para um piloto de A-29, de maneira que este tenha condições de visualizar outras aeronaves, mesmo sem ter um radar à bordo Isso evita que o operador do E-99 e o piloto do A-29 tenham que estabelecer comunicação por voz.

Agência Força Aérea - E o Link BR2 serve para transmitir imagens também?
Serve. É possível a transmissão de imagens óticas ou de outros tipos de sensores, além de também mandar texto, o que também traz um grande ganho operacional. Uma aeronave pode enviar a imagem de um alvo para outra aeronave ou para um centro de comando e controle, a fim de verificar sua correta identificação e engajamento.Um comandante pode acompanhar visualmente o desenrolar de uma operação.

Agência Força Aérea - A adoção dessa tecnologia muda a forma de combater?
Muda. Por exemplo, utilizando o recurso do datalink, você pode enviar uma aeronave na frente, com o radar desligado, mas conhecendo todos os alvos à frente, repassados por uma aeronave que esteja mais atrás, esta sim com o radar ligado. Então, quer dizer, a aeronave da frente ao não utilizar o radar, vai estar mais escondida eletronicamente do que uma aeronave que esteja com o radar ligado. Essa aeronave da frente, portanto, pode se aproximar mais de seu alvo e fazer uso mais eficiente de seu armamento, por meio das informações passadas por outras aeronaves.

Agência Força Aérea - E é possível atirar utilizando os dados do Link BR2?
Sim, será possível. Não faz parte do escopo deste projeto, mas já previmos a possibilidade de fazer a escravização e o guiamento de mísseis a partir de alvos captados por sensores de outras aeronaves e transmitidos via data link.

Agência Força Aérea - Como será a implantação do Link BR2 na FAB?
Inicialmente nós vamos instalar o datalink em quatro aeronaves F-5M, quatro aeronaves A-29 e duas aeronaves E-99M. Com o datalink instalado nessas aeronaves, vamos fazer uma prova de conceito e testar todas as funcionalidades que foram planejadas. Depois que validarmos a solução, vamos implementar nas demais aeronaves da Força Aérea.

Agência Força Aérea - E o A-1 modernizado, terá o Link BR2?
O Link BR2 já está sendo instalado no A-1, só que o A-1 está recebendo a primeira versão do link BR2. Neste contrato que estamos assinando, vamos ter o link BR2 com capacidades adicionais, mas essa nova versão será capaz de trocar dados com a versão instalada no A-1 .

Agência Força Aérea - Qualquer aeronave pode receber uma tecnologia como essa?
Sim, mas seu uso depende de como a aeronave vai ser utilizada em um cenário operacional. O equipamento datalink é mais ou menos do tamanho de uma caixa de sapatos. Nessa caixa haverá um rádio e o terminal datalink, com protocolos de comunicação e aplicativos para interagir com os pilotos e os sistemas das aeronaves

Agência Força Aérea - E que tipos de aeronaves devem receber datalink?
Depende da missão dessa aeronave. Aeronaves de caça, aeronaves de reconhecimento, aeronaves de patrulha, de reabastecimento, de controle e alerta em voo, helicópteros.... qualquer aeronave que tenha uma função relevante no teatro de operações.

Agência Força Aérea - A FAB já utiliza algum tipo de datalink? Qual a diferença para o Link BR2?
Nós já utilizamos alguns datalinks. Nós temos um datalink que permite que apenas aeronaves F-5 conversem entre si; temos outro datalink para as aeronaves A-29, e temos o Link BR1, que permite a comunicação entre as aeronaves E-99 e R-99 com estações em solo. Foi a partir da experiência adquirida com esses datalinks, que conseguimos desenvolver os requisitos para o Link BR2, que vai permitir que todas as aeronaves possam conversar entre si com grande capacidade de transferência de dados. Será possível, com esse novo sistema, incluir mais de 1.000 aeronaves, em diversas redes, trocando dados, simultaneamente, entre si.

http://podermilitarbrasileiro.blogspot.com.br/2012/12/forca-aerea-tera-sistema-nacional-de.html


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