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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qua Mai 23, 2012 9:50 am 
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Bombas Guiada SMKB - Acauã
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A Mectron e a Britanite IBQ Defence Systems estão desenvolvendo kits de bombas guiadas por satélite com a designação Acauã (falcão) ou SMKB (Smart Kit Bomb). O CTA-IAE também está apoiando o projeto. Os kits foram mostrados em 2009 e inicialmente foram designadas BFL (BLF-1000, 500 e 250, com cabeça de guerra de 1000 Kg, 500 Kg e 250 Kg respectivamente).
A Britanite é responsável pela cabeça de guerra, kit de cauda e sistema de planejamento de missão. O kit virá em versões para ser instalado nas bombas Mk82 e na Mk83. As empresas não estudam um kit para a bomba Mk84 por ser considerada potente para "ataques cirúrgicos" (apesar de vários alvos importantes precisarem de armas até mais potentes). Também não citam se será usada em bombas penetradoras BPEN. As bombas com os kits são denominadas SMKB-82 e SMKB-83 equipadas, respectivamente, com as bombas Mk82 de 230kg e Mk83 de 450kg. Na FAB são denominadas BFA-230 e BFA-460 respectivamente. As Bombas de Fins Gerais são fabricadas pela Britanite.
O receptor de satélite é compatível com o GPS americano, Glonass russo e o Galileo europeu. A energia da bomba é gerada por uma pequena hélice no nariz da bomba não precisando de energia da aeronave. A precisão é tida como 6 metros. A SMKB/Acauan pode ser disparada a uma altitude de até 10 mil metros com alcance de 16 km a 24km. Um kit de asas está em desenvolvimento pela empresa Friuli para aumentar o alcance para 35-40 km.
Uma vantagem do novo kit é a facilidade de integração, particularmente em aeronaves pouco sofisticadas, pois não precisa conexão de databus para controle ou designação de alvos. As empresas desenvolveram um sistema sem fio portátil com criptografia que pode programar as coordenadas do alvo em terra ou no ar ou modos de operação. Assim o kit pode ser integrado em qualquer aeronave sem apoio do fabricante da aeronave. Armas como a SMKB e JDAM são tão simples que podem ser usadas em aeronaves de caça de Primeira e Segunda Geração com um sistema de navegação primitivo. As coordenadas do alvo podem ser passadas diretamente para a arma antes de decolar.
A primeira entrega era esperada para 2010, e as empresas citam que já foi vendida para outro país da América do Sul e pelo menos quatro oriente médio. A integração em aeronaves iniciou em 2011 nos A-4 Skyhawk, AMX, F-5EM, Sukoi Su-27, F-16 e Kfir. As primeiras entregas para a FAB devem iniciar em 2012.A entrada em operação das SMKB irá trazer novas capacidades para a FAB, mas também muitos problemas. Um dos problemas será a disponibilidade de código de GPS de precisão em caso de conflito. Caso os EUA não apóie o Brasil em um conflito será bem provavel a FAB não tenha acesso aos códigos para uso do GPS no modo de precisão ficando limitado ao modo INS. Outra opção é ter acesso também ao sistema GLONASS russo e futuramente ao Galileu Europeu.

Sem a disponibilidade da atualização do GPS, a capacidade das SMKB está relacionado com a precisão do INS. Se a capacidade for similar ao CEP conseguido pelas JDAM com o INS, ou cerca de 14 metros, o GPS nem fará muita falta. Se for igual ao requerimento original das JDAM, ou um CEP de 30 metros, as SMKB ainda poderão ser úteis contra boa parte dos alvos fixos.

Se a capacidade for pior, ou um CEP de cerca de 50-60 metros, a precisão será similar ao uso de bombas burras disparadas a média altitude com modos CCIP e que já está disponível para a FAB nos AMX e agora nos F-5EM. A vantagem será poder disparar as armas em qualquer tempo com apoio de radar com modo SAR, atacar alvos múltiplos, atacar alvos de área com pontos de impacto não linear, poder escolher o ângulo de impacto, fazer disparo fora do eixo e aumentar o alcance do disparo aumentando a capacidade de sobrevivência da aeronave.

As empresas não informam se estudam a adição de outros kits de guiamento como laser, TV ou infravermelho. Um seeker de guiamento terminal poderá ser necessário para garantir a precisão final. Os sensores possíveis são o laser, imagem infravermelha e TV. O laser é bem provável como os já em uso nas JDAM. O sensores de TV CCD são baratos e os de imagem infravermelha podem operar em qualquer tempo. Os sensores de imagem precisam de algoritmo de aquisição automática de alvo ou de um datalink. O datalink irá encarecer o custo da arma assim como o casulo designador a laser. Os sensores infravermelhos dos mísseis MAA-1B poderá ser uma opção para instalar na SMKB e ser usada contra alvos quentes como navios e blindados.

Como acontece com as JDAM, a aquisição dos alvos é o gargalo do processo de operação das bombas guiadas por GPS. Os meios de aquisição de alvos disponíveis para a FAB são satélites de sensoreamento remoto, aeronaves de reconhecimento como o R-99B com radar SAR e casulos Litening III e Star Safire com telemetros a laser. O radar Grifo-F do F-5EM talvez possua modos SAR para apoiar o disparo em qualquer tempo enquanto o radar Scipio do A-1M não tem esta capacidade. Modos de radar SAR deve ser um requerimento obrigatório para os concorrentes do FX-2. A atualização das coordenadas do alvo em vôo com modos de radar SAR ou casulo de designação de alvos como o Litening III provavelmente será obrigatório.

Em 1943, a Oitava Força Aérea atacou menos de 50 alvos em um ano. Na Operação Desert Storm em 1991, foram atacados 150 alvos nas primeiras 24 horas. A USAF planeja formar uma pequena força de 12 aeronaves B-2A e 48 caças F-22A para atacar 426 alvos em um dia com o uso das JDAM ou equivalentes. Com as SMKB a FAB passa a ter uma capacidade próxima da operação Desert Storm, mas com uma frota bem menor e com um prazo maior, talvez uma semana, para atacar o mesmo número de alvos. Com aeronaves mais capazes como os concorrentes do FX-2, como o Rafale, Super Hornet e Gripen NG, capazes de levar até quatro bombas de grande potência como a SMKB, a capacidade será melhorada.

As SMKB deverá ser uma arma cara para os padrões da FAB. Os A-1M ainda terão uma boa capacidade de ataque de precisão a baixa altitude, com CEP de 15 metros com armas de alto arrasto. Com o NVG e NAVFLIR poderão realizar ataques a noite a baixa altitude a noite e em tempo bom contra alvos relativamente protegidos.

Além das novas capacidades de atacar alvos fixos as SMKB também podem ser usadas em outras missões:

- Supressão de defesas. Com o apoio de um casulo Litening III, um caça pode olhar para a área onde recebe emissões de radar. Detectando o emissor o Litening III pode determinar as coordenadas do alvo que será atacado pelas SMKB.

- Interdição aérea. Se a precisão da SMKB for adequada é possível usá-la para atacar pontes e locais de suprimento. Modos de radar GMTI como o do Griffo-F do F-5EM será útil para detectar alvos móveis.

- Ataque a bases aéreas. As bases aéreas são alvos bem defendidos e que devem ser colocados fora de ação rapidamente. As SMKB são a arma ideal contra este tipo de alvo tendo que ser disparada em grande quantidade contra vários pontos de impacto no alvo. Uma pista de pouso e pistas de taxiamento precisam de vários cortes para serem inutilizados. Outros alvos importantes são abrigos reforçados de aeronaves que precisam ser atacados com armas de precisão. Por ser um alvo bem defendido as SMKB serão úteis ao serem lançadas fora do alcance das defesas locais.

- Apoio aéreo aproximado. As JDAM mostraram ser úteis para as missões de apoio aéreo aproximado, mas para a FAB será necessário o acesso ao código do GPS para ter a precisão necessária.

As SMKB têm um bom potencial de exportação, mas primeiro a FAB precisa ser o primeiro usuário para conseguir a confiança de compradores em potencial. Os candidatos são paises que não tem acesso as JDAM ou armas equivalentes de outros países.

Também deve ser considerado o uso de armas equivalente por possíveis adversário em caso de conflito e estarmos preparados para interferir no código de satélite do GPS, GLONASS e futuramente o Galileu. Os interferidores são simples e baratos e as SMKB podem ser usadas para testar as táticas e técnicas de emprego.SEGURANÇA NACIONAL BLOG

:arrow: http://jardimgrandearora.blogspot.jp/2012/05/bombas-guiada-smkb-acaua.html

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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Sex Nov 09, 2012 7:47 am 
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A-Darter could be followed by further South African-Brazilian air force missile projects

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By: Keith Campbell
9th November 2012

As a result of the success of the current A-Darter programme, it is possible that the Brazilian Air Force will undertake further joint development projects with South Africa. However, although some preliminary discussions have taken place, no formal negotia- tions have started and no decisions have been made. Importantly, however, the agreement signed between the South African Department of Defence and the Brazilian Ministry of Defence in 2003 provided for the development of mutually beneficial defence projects, and not just for the A-Darter programme.

“The partnership is outstanding. The relation- ship we have with South Africa is a benchmark for Brazil, for the air force, and for Brazilian companies,” affirms Brazilian Air Force A-Darter project manager in South Africa Colonel Valter Malta. “We’ve worked with many countries and companies and we particularly like working with South Africa. The opportunity to work on the development of a latest generation missile is a highlight as well.”

The A-Darter is a fifth-generation infrared (IR) homing air to air missile (AAM), being jointly developed by South Africa and Brazil under the leadership of Denel Dynamics, which is the missiles and unmanned air vehicles business of the State-owned Denel defence industrial group. Although classified as short-range, it has a longer range than most missiles in its category.

In addition to the air force, the Brazilian partners in the programme are missile company Mectron (developer of the MAA-1 and MAA-1B Piranha IR-homing AAMs, the MAR-1 anti- radar missile and the MSS-1.2 anti-armour missile), Avibrás (best known for its surface to surface bombardment rockets) and optronics and electronics company Opto Eletrônica.

There are 25 Brazilians working on the A-Darter in South Africa, of which 14 are air force personnel (from the Aerospace Science and Technology Department) and 11 from the three companies, but hundreds more are directly and indirectly working on the programme in Brazil.

“We’ve made a lot of progress in developing the A-Darter,” reports Malta. “It’s a successful project for both countries.” The start of production of the new missile is foreseen for 2014 or 2015, and, since the beginning of the project, it has been the intent to have two production lines, one in each country.

In South Africa, the A-Darter has already been integrated on to the South African Air Force’s Saab Gripen fighters and is also being integrated on to its BAE Systems Hawk fighter-trainers. Integration of the missile on Brazilian Air Force fighters will take place in Brazil, with the support of Denel Dynamics, which is the design authority.

The programme is reviewed by regular bilateral contractual meetings which take place twice a year, alternating between South Africa and Brazil. The most recent meeting, in September, was in South Africa. These meetings are attended by both technical personnel and logistics personnel from both countries.

The Brazilian delegation comes from the air force agency that manages the programme on behalf of the South American country, the Combat Aircraft Programme Coordinating Commission (abbreviated to Copac in Portuguese), and is normally headed by the head of the commission. However, the dele- gation to the latest meeting was headed by the number two man in the Brazilian Air Force, the chief of the Air General Staff, Air Lieutenant Brigadier (equivalent to General in South Africa) Aprígio Eduardo de Moura Azevedo.

He was head of Copac when the A-Darter joint development project had been established and he had signed the programme agreement on behalf of the Brazilian Air Force. His presence was an expression of his continuing interest in the programme.
Edited by: Martin Zhuwakinyu

http://www.engineeringnews.co.za/article/a-darter-could-be-followed-by-further-south-african-brazilian-air-force-missile-projects-2012-11-09

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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Seg Nov 10, 2014 1:59 pm 
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MAN SUP – Mais que um míssil, um aprendizado

Por Leonardo Jones Müller

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Conheça com o Portal Defesa os detalhes do projeto do primeiro míssil antinavio brasileiro.
Do Rio de Janeiro


Ao menos até onde nossa capacidade de imaginação alcança, enquanto houver guerra entre embarcações um míssil antinavio sempre será útil. Um míssil capaz de engajar um alvo no limite dos sensores do navio então, mais bem vindo ainda! E tão necessária quanto a arma, é a capacidade de possuí-la na quantidade que se precisa, a hora que for.

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http://portaldefesa.com/site/index.php/ ... izado.html


Parabéns ao pessoal do Portal Defesa. Eu recomendo a leitura. ;)


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qui Dez 04, 2014 12:52 pm 
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3 de dezembro de 2014

ODT assina contrato para atualização e continuidade de testes de avaliação do Sistema MSS 1.2 AC

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LOTE-PILOTO FORNECIDO AO EXÉRCITO E À MARINHA SERÁ AVALIADO EM 2015

A Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), através da sua subsidiária Mectron, de São José dos Campos, assinou com o CTEx – Centro Tecnológico do Exército Brasileiro um novo contrato que dá continuidade aos ensaios de avaliação do lote-piloto do Sistema de Armas Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC produzido pela empresa e entregue, no decorrer de 2013 e 2014, ao Exército Brasileiro e também ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

Esse contrato prevê o desenvolvimento de um giroscópio (dispositivo usado para indicar as mudanças de rolamento do míssil) com novos requisitos técnicos, bem como sua fabricação e atualização nos mísseis já entregues a serem usados no processo de avaliação. Prevista para ser finalizada em 2015, esta avaliação consiste de uma série de ensaios e testes de caráter técnico e operacional, incluindo em sua parte final lançamentos de vários mísseis contra alvos. A grande maioria dos testes é realizada no Campo de Provas da Restinga da Marambaia/RJ.

(................................)

http://www.forte.jor.br/2014/12/03/odt- ... ss-1-2-ac/


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qui Dez 04, 2014 8:47 pm 
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Wellington Góes escreveu:
3 de dezembro de 2014

ODT assina contrato para atualização e continuidade de testes de avaliação do Sistema MSS 1.2 AC

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LOTE-PILOTO FORNECIDO AO EXÉRCITO E À MARINHA SERÁ AVALIADO EM 2015

A Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), através da sua subsidiária Mectron, de São José dos Campos, assinou com o CTEx – Centro Tecnológico do Exército Brasileiro um novo contrato que dá continuidade aos ensaios de avaliação do lote-piloto do Sistema de Armas Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC produzido pela empresa e entregue, no decorrer de 2013 e 2014, ao Exército Brasileiro e também ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

Esse contrato prevê o desenvolvimento de um giroscópio (dispositivo usado para indicar as mudanças de rolamento do míssil) com novos requisitos técnicos, bem como sua fabricação e atualização nos mísseis já entregues a serem usados no processo de avaliação. Prevista para ser finalizada em 2015, esta avaliação consiste de uma série de ensaios e testes de caráter técnico e operacional, incluindo em sua parte final lançamentos de vários mísseis contra alvos. A grande maioria dos testes é realizada no Campo de Provas da Restinga da Marambaia/RJ.

(................................)

http://www.forte.jor.br/2014/12/03/odt- ... ss-1-2-ac/



Tá louco.... este troço está em desenvolvimento ou "em testes" a bem mais do que 10 anos.....

Então o dito lote que o CFN recebeu pouco tempo atrás...não havia sido testado ??


Sds.


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Sex Dez 05, 2014 2:10 am 
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Vão sempre continuar testando. O bom é que estes testes servem para trabalhar atualizações, afinal é com o feedback do usuário que as coisas tendem a melhorar. Pelo menos é o que eu acho.


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Ter Dez 09, 2014 2:01 am 
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http://www.aereo.jor.br/2014/12/06/cone ... stema-ils/


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Sex Fev 13, 2015 7:14 pm 
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BRASIL: Novo míssil da FAB atinge alvo em teste

Publicado em 12/02/2015 por Giordani

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A-Darter fez manobra de 90° e destruiu o alvo sobre o estante de tiro na África do Sul.

Um avião de caça Gripen da Força Aérea da África do Sul realizou com sucesso no dia 9 de fevereiro o lançamento real de um míssil A-Darter, um projeto binacional entre o Brasil e África do Sul. O alvo, uma aeronave não tripulada, estava em uma rota a 90° da aeronave lançadora e se distanciava. Apesar disso, o sistema de mira do míssil conseguiu “travar” no alvo, que também estava em uma altitude 600 metros mais elevada.

De acordo com o gerente do projeto pelo Brasil, Coronel Aviador Júlio César Cardoso Tavares, da Força Aérea Brasileira, a principal característica dos mísseis de última geração é exatamente a capacidade de realizar manobras de alto desempenho. “O sensor de guiagem detecta o alvo e o míssil também calcula a melhor rota”, explica o Coronel.

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter se destaca pela ausência das pequenas asas usadas para as manobras. No lugar delas, o modelo tem capacidade de direcionar o empuxo do seu motor-foguete. Desse modo, consegue realizar manobras que o leva a sofrer até 100 vezes a força da gravidade (100 G). Os caças de combate mais modernos não passam de 9 G.

Guiado por calor, o A-Darter também consegue “enxergar” em mais de uma frequência de infravermelho e desse modo evitar ser enganado por “flares”, iscas incandescentes lançadas para confundir os mísseis. O alcance máximo é de 12 quilômetros.

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Concepção artística do lançamento do A-Darter

Investimento de R$ 300 milhões na indústria

O sucesso da missão é uma das etapas finais do desenvolvimento do míssil. De acordo com o gerente do projeto pelo Brasil, com esse lançamento, A-Darter está mais de 90% concluído. A previsão é de o projeto estar pronto no primeiro semestre de 2016 e possa futuramente equipar os caças Gripen NG da FAB. Trezentos milhões de reais foram investidos até agora, sendo a metade diretamente em empresas localizadas no País.

As empresas brasileiras Mectron, Avibras e Optoeletrônica já recebem tecnologia transferida pela Denel, da África do Sul. A parceria para o desenvolvimento começou em 2006 e o objetivo é que os dois países produzam componentes para futuras exportações. “No futuro, as vendas serão compartilhadas. Já há entendimento entre as empresas”, explica o Coronel Tavares.

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De acordo com ele, é possível perceber que algumas soluções tecnológicas desenvolvidas para o A-Darter já fazem parte de outros produtos criados pela indústria nacional. Ele lembra ainda que o papel do Brasil não foi apenas aprender com os sul africanos. “Os nossos técnicos participam das decisões”, afirma. Os algoritmos de programação dos sistemas do míssil, por exemplo, foram desenvolvidos por um engenheiro militar da FAB. “O período dele na África do Sul iria acabar e eles solicitaram a prorrogação”, conta o gerente do projeto.

Porém, o foco foi passar conhecimento para o parque industrial brasileiro. “Não fazia sentido a gente absorver conhecimento só para a FAB, e sim para as empresas também”, explica.

A África do Sul, com experiência de desenvolvimento de mísseis desde a década de 60, buscou a parceria com o Brasil por conta da complexidade do projeto. “É um míssil de alta tecnologia”, explica o Coronel Tavares. Segundo ele, o A-Darter tem inovações dominadas por poucos países do mundo e que não são transferidas quando há a compra de armamento. “Ninguém ensina a fazer isso”, resume.

FONTE/IMAGENS: Agência Força Aérea

http://www.cavok.com.br/blog/?p=84120


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Ter Mar 03, 2015 11:25 pm 
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Azerbaijão planeja produzir os armas anti-tanque brasileiras de nova geração

Luiz Padilha
28/02/2015


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Míssil leve anti-carro – ALAC

Baku – O Azerbaijão planeja produzir armas anti-tanque brasileiras da nova geração, afirmou o ministro da Indústria e Defesa Yaver Jamalov

Em entrevista à estação de televisão local ANS, o ministro disse que o Azerbaijão está negociando com os militares brasileiros e a companhia “Gespi” a produção conjunta de armas anti-tanque.

“Num futuro próximo, os representantes da empresa virão para a próxima fase das negociações, que acontecerá aqui no Azerbaijão. Mas os resultados serão conhecidos em abril deste ano, com o convite do ministro da Defesa brasileiro ao seu análogo do lado do Azerbaijão para participar de uma exposição internacional de armas, a ser realizada em abril, quando serão assinados os documentos pertinentes”, disse o ministro.

TRADUÇÃO
E ADAPTAÇÃO: DAN
FONTE: AZERBAIJANI ARMED FORCES ( U.T.A.G )


NOTA DO EDITOR: Assinatura em abril, provavelmente será durante a LAAD 2015. O modelo não é mencionado, mas o que a Gespi produz é o ALAC. O título original é: “Azerbaijão planeja produzir os mísseis anti-tanque brasileiros de nova geração.”

http://www.defesaaereanaval.com.br/azer ... a-geracao/


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qui Jul 02, 2015 1:30 am 
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1 de julho de 201

Crise! Sem dinheiro, FAB renegocia contrato do míssil A-Darter e pagará quase R$ 1 milhão a mais

Posted by Roberto Lopes

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Concepção artística do A-Darter divulgada pela empresa sul-africana Denel, parceira da brasileira Mectron no projeto

Em razão de mudanças no contrato que mantém com a companhia Mectron Engenharia, de São José dos Campos (SP), para o desenvolvimento e integração dos subsistemas do projeto do míssil ar-ar A-Darter, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) do Comando da Aeronáutica aceitaram reajustar seu compromisso com a empresa em R$ 894.342,45.

O contrato que, originalmente, era de R$ 22.364.217,88, passou para R$ 23.258.560,33. Mas, ao contrário do que possa parecer – ou vir a ser alegado –, o aumento do valor não se deu por incrementos de especificações ou de novas tecnologias.

O reajuste é decorrente de uma renegociação dos pagamentos causada pela escassez de recursos na área do Ministério da Defesa, o que irá gerar, além do aumento no valor do contrato, o aumento dos prazos para entrega final do míssil.

O projeto A-Darter é um desenvolvimento conjunto da companhia sul-africana Denel com a brasileira Mectron, que pertence ao grupo Odebrecht. Esse vetor deve ser integrado aos aviões de combate que equipam atualmente a Força Aérea Brasileira (FAB), e também ao Gripen E, que a aviação militar do Brasil espera receber do grupo SAAB e da Embraer a partir de 2019.

Seguem-se o Extrato de Dispensa de Licitação e o Extrato do Termo Aditivo relacionados ao aumento dos custos do projeto A-Darter:

Citação:
COMISSÃO COORDENADORA DO PROGRAMA

AERONAVE DE COMBATE

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO N 1/2015

N Processo: 67701.028741/2013-51. Objeto: Desenvolvimento da Industrialização e Integração dos Subsistemas do Projeto A-Darter. Autoridade Solicitante: Brig Ar José Augusto Crepaldi Affonso. Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Nivaldo Luiz Rossato. Contratada: Mectron Engenharia Indústria e Comércio S.A. Justificativa: Comprometimento da segurança nacional. Valor: R$ 22.364.217,88 (vinte e dois milhões, trezentos e sessenta e quatro mil, duzentos e dezessete reais e oitenta e oito centavos). Amparo Legal: inciso IX, do artigo 24, da Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993.

COMISSÃO COORDENADORA DO PROGRAMA

AERONAVE DE COMBATE

EXTRATO DE TERMO ADITIVO N 7/2015

Processo: 011-03/SDDP. Espécie: Termo Aditivo de Contrato. Contratante: A União, Ministério da Defesa, por intermédio do Comando da Aeronáutica – COMAER, representado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial – DCTA e pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate – COPAC. Contratada: MECTRON ENGENHARIA, INDÚSTRIA E COMÉRCIO S. A. Nº do Termo Aditivo e Contrato Original: 4º Termo Aditivo ao Contrato nº 002/DEPED-SDDP/2002. Finalidade: a) adequar os itens: II – CONVENÇÕES e III – Documentos Integrantes; B) Ajustar As Cláusulas: Primeira – Objeto, Terceira – Preço, Quarta – Custeio, Quinta – Forma de Pagamento, Sétima – Garantias Financeiras, Décima Primeira – Acompanhamento e Fiscalização, Décima Terceira -Prazo, Local e Condições de Apresentação, Vigésima Primeira -Início e Término de Vigência, Vigésima Segunda – Eficácia Contratual e Liquidação de Despesas e Trigésima – Foro; e c) adequar os ANEXOS: I – CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO, II – SOW e III – MODELOS. Amparo Legal: artigo57, parágrafo 1º, inciso VI, da Lei nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, e demais normas que regulam a matéria. Valor do Contrato: aumento de R$ 894.342,45 (oitocentos e noventa e quatro mil, trezentos e quarenta e dois reais e quarenta e cinco centavos). Data de assinatura: 30 de junho 2015.

Vigência: 31 de julho de 2016.


http://www.planobrazil.com/crise-sem-di ... ao-a-mais/


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qui Ago 20, 2015 3:22 pm 
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20 de agosto de 2015 at 12:31

Indústria paulista lança o Sistema Friuli de Planeio e Guiamento, e Brasil avança no campo das bombas de voo controlado

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Concepção artística do voo após o lançamento

Roberto Lopes

Sem vocação (ou recursos) para as manobras de marketing de empresas, como ela, sediadas no pólo tecnológico de São José dos Campos (SP), ou a tradição de marcas mais antigas no segmento do Material de Defesa, a empresa Friuli Aeroespacial vem abrindo, quase silenciosamente, uma nova etapa para as pesquisas da indústria nacional com bombas aéreas guiadas.

O novo patamar tecnológico é representado pelo chamado Sistema Friuli de Planeio e Guiamento (FPG-82), projeto financiado pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Trata-se de um kit para ser acoplado em bombas de aviação do tipo BA-FG-230/Mk.82 ((Bomba de Fins Gerais Mk.82 de 230 Kg). Seu objetivo: dotar bombas de capacidade de planeio de forma controlada até um alvo pré-definido, potencializando o emprego tático com baixo custo.

O kit é composto basicamente de:

Um conjunto de asas que garante uma razão de planeio que, dependendo da altitude em que a bomba é lançada, poderá conferir ao conjunto um um raio de ação máximo entre 70 km e 80 km (quase o triplo do alcance proporcionado pelo kit Acauã, desenvolvido pela empresa Mectron, também de São José dos Campos);
Um sistema de guiamento GPS/INS com eletrônica embarcada apto a guiar o petardo até um alvo predeterminado.

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O kit Friuli em imagem divulgada pela própria fábrica

Colômbia – A afirmativa sobre o maior alcance do Sistema Friuli baseia-se em testes divulgados pela própria Mectron (grupo Odebrecht).

Embarcado em uma aeronave de ataque A-1, da Força Aérea Brasileira, o conjunto Acauã atingiu um alvo localizado a 28,5 km do ponto de lançamento da bomba. A aeronave se deslocava à velocidade de mach 0.7, mantendo uma altitude de 9.000m do solo (altitude e velocidade do avião lançador da bomba são fatores determinantes para o tipo de alcance que a bomba poderá atingir).

O Sistema de Guiagem Friuli FPG-82 também foi adaptado à linha de bombas Indumil Xué, de fabricação colombiana, que inclui petardos de 125, 250 e 500 libras.

As bombas são um desenvolvimento feito pela companhia Indumil, dos modelos americanos tipo Mk.82.

De acordo com um relatório apresentado pela empresa à Força Aérea Colombiana, o aproveitamento do kit brasileiro da Friuli permite converter em “inteligente” a qualquer uma das bombas aéreas Xué.

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Aspide – A 13 de dezembro de 2012, a Friuli, companhia do ramo de tecnologia mecânica aeroespacial fundada em junho de 1986, anunciou a venda de 51% do negócio ao grupo italiano Magnaghi, de Nápoles (faturamento de 85 milhões de Euros em 2011).

A partir de 2008, a empresa passou a expandir sua operação no segmento de Defesa, com foco nas áreas de eletrônica, aerodinâmica e controle.

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Kit brasileiro Friuli acoplado a uma bomba colombiana “Xué”

As peças fabricadas no parque industrial da Friuli, de aproximadamente 5.000 m², vão desde componentes para aviões (sua principal cliente é a Embraer) a foguetes despistadores de mísseis.

A partir de meados dos anos 2000 a Friuli passou a atender também a Marinha do Brasil, produzindo contêineres destinados ao armazenamento e transporte de mísseis Aspide.

http://www.planobrazil.com/industria-pa ... ontrolado/


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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Dom Nov 01, 2015 2:34 pm 
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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Qua Nov 04, 2015 12:55 am 
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ESTAÇÃO DE ARMAS REMAX É DESTAQUE NA OPERAÇÃO FORMOSA 2015

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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Sáb Mar 19, 2016 10:59 am 
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 Título: Re: Misseis, Bombas e armamento em geral
MensagemEnviado: Seg Abr 25, 2016 3:48 pm 
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Mas dinheiro para o Iris-T tem?!?! Juro que não entendo a FAB. :?

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