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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Ter Out 11, 2011 7:35 pm 
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E para quem tiver curiosidade sobre o desempenho financeiro da Imbel, tirei dos Balanços publicados.

Prejuízos acumulados:

2006 : (R$ 404.181)
2007 : (R$ 433.731)
2008 : (R$ 408.650)
2009 : (R$ 366.683)
2010 : (R$ 321.391)

Podemos ver que o prejuízo acumulado está sendo reduzido, o que demonstra "saúde" financeira.

Só para lembrar aos colegas com menos experiência em análise de balanço, esses valores que postei são acumulados, ou seja, a empresa vem dando lucro e cobrindo parte do prejuízo previamente existente, fazendo com que o montante esteja diminuindo.

Na minha opinião, é impossível privatizá-la. Primeiro que só se privatiza aquilo que pode ser administrado, ou seja, quem se candidatar a comprá-la, precisaria da certeza de poder administrá-la, mas lembrem-se que muito do corpo técnico da Imbel é composto por militares, que na privatização voltariam para a caserna, esvaziando a empresa.

Além disso, em segundo lugar, ela praticamente não tem ativos intangíveis, ou seja, não tem marca reconhecida e nem patentes relevantes (lembrem-se que a 1911 não tem mais patente válida, por isso a Imbel fabrica e o FAL não tem mais mercado).

E por último, o mercado doméstico civil está em retração, devido a nossa ridícula legislação, vide que nem mesmo a Glock conseguiu instalar uma fábrica aqui, sendo mais viável importar todo material comercializado. A Taurus, que tem toda sua história no Brasil, conhece bem nossa burocracia e defeitos, só sobreviveu através da presença no mercado americano.

Ou seja, deve-se manter a Imbel vinculada ao Exército ou fechá-la e passar a comprar as armas da Taurus, simples assim....


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Ter Out 11, 2011 8:04 pm 
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Imbel desenvolve Projeto de Barracas Modulares de Campanha

Piquete (SP) – A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), empresa vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Exército Brasileiro, está desenvolvendo um Sistema de Abrigos Temporários (SATi) no Núcleo da IMBEL Gerencial, localizado em Piquete, interior do Estado de São Paulo. Para o sistema foram desenvolvidos protótipos de barracas modulares de campanha nos modelos leve, padrão e extra. O primeiro possui 20m² e os outros dois, 30m² cada um.

Os produtos do Sistema são tropicalizados, atendendo aos requisitos de confiabilidade, conforto, rusticidade, rapidez e flexibilidade de montagem e desmontagem. Outros requisitos básicos apresentados por essas barracas são conforto térmico; resistência a ventos fortes; estrutura tubular em alumínio, tornando o material a ser transportado mais leve; conexões rígidas com engates rápidos e sistemas de trancamento; tecidos técnicos com tratamento antimofo, antibactéria, que fornecem permeabilidade seletiva e proteção contra raios UV; e piso em PVC de fácil higienização. Além disso, por serem modulares, podem ser facilmente conectados em até quatro opções, oferecendo, assim, diversos ambientes diferenciados que atendam à demanda exigida de cada operação ou exercício militar.

A barraca de campanha modular extra acomoda bem até 14 militares em sacos de dormir e 10 em camas de campanha. Acondicionada em um jogo de bolsas, a barraca leva cerca de 8 minutos para ser montada e possui divisórias internas, kit elétrico e forração térmica completa. Ela está em fase final de aprovação, passando por testes de resistência à chuva, à temperatura e à umidade, e ao embarque e desembarque em viaturas e helicópteros militares.

Durante um dos testes dos protótipos, o Núcleo Gerencial da IMBEL recebeu a visita de uma comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), chefiado pelo General-de-Exército Sinclair James Mayer. Ele pôde conhecer de perto os novos modelos desenvolvidos e avaliar o sistema de montagem.

http://www.exercito.gov.br/web/midia-im ... .mode=view

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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Ter Out 11, 2011 9:46 pm 
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1911 escreveu:
E para quem tiver curiosidade sobre o desempenho financeiro da Imbel, tirei dos Balanços publicados.

Prejuízos acumulados:

2006 : (R$ 404.181)
2007 : (R$ 433.731)
2008 : (R$ 408.650)
2009 : (R$ 366.683)
2010 : (R$ 321.391)

Podemos ver que o prejuízo acumulado está sendo reduzido, o que demonstra "saúde" financeira.

Só para lembrar aos colegas com menos experiência em análise de balanço, esses valores que postei são acumulados, ou seja, a empresa vem dando lucro e cobrindo parte do prejuízo previamente existente, fazendo com que o montante esteja diminuindo.

Na minha opinião, é impossível privatizá-la. Primeiro que só se privatiza aquilo que pode ser administrado, ou seja, quem se candidatar a comprá-la, precisaria da certeza de poder administrá-la, mas lembrem-se que muito do corpo técnico da Imbel é composto por militares, que na privatização voltariam para a caserna, esvaziando a empresa.

Além disso, em segundo lugar, ela praticamente não tem ativos intangíveis, ou seja, não tem marca reconhecida e nem patentes relevantes (lembrem-se que a 1911 não tem mais patente válida, por isso a Imbel fabrica e o FAL não tem mais mercado).

E por último, o mercado doméstico civil está em retração, devido a nossa ridícula legislação, vide que nem mesmo a Glock conseguiu instalar uma fábrica aqui, sendo mais viável importar todo material comercializado. A Taurus, que tem toda sua história no Brasil, conhece bem nossa burocracia e defeitos, só sobreviveu através da presença no mercado americano.

Ou seja, deve-se manter a Imbel vinculada ao Exército ou fechá-la e passar a comprar as armas da Taurus, simples assim....



Na verdade privatizá-la não fari sentido mesmo já que seu principal cliente já é o governo. Seria necessário para recuperá-la mais rápido aumentar o investimento nela para que tivesse mais produtos para vender. A exemplo da NUCLEP que tb dava prejuízo e hj está bem melhor. E ela conseguiu isso expandindo a carteira de produtos. Hoje a NUCLEP faz até motores navais em união com a wartsila.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Ter Out 11, 2011 9:56 pm 
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Há muitos produtos de primeira necessidade para as FFAAs que a IMBEL ainda não fabrica. Ex: Metralhadoras 0.50, lançadores de granada, uma cópia da MAG, coletes a prova de bala de material composto, capacetes de material composto e armas não letais para as forças policiais estaduais. Só fabricando isso já aumentaria segnificativamente seu lucro.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Ter Out 11, 2011 10:22 pm 
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Discao escreveu:
Há muitos produtos de primeira necessidade para as FFAAs que a IMBEL ainda não fabrica. Ex: Metralhadoras 0.50, lançadores de granada, uma cópia da MAG, coletes a prova de bala de material composto, capacetes de material composto e armas não letais para as forças policiais estaduais. Só fabricando isso já aumentaria segnificativamente seu lucro.


Pra quem comprar? Infelizmente a Imbel é o maior retrato do descaso que permeia o setor...É uma empresa especializada em armamentos, com um nicho específico e com clientes conhecidos... Só que os mesmos não têm grana pra comprar... Pra que acervo tecnológico se não se têm retorno sobre esse investimento?

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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qua Out 12, 2011 2:32 am 
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Discao escreveu:
Há muitos produtos de primeira necessidade para as FFAAs que a IMBEL ainda não fabrica. Ex: Metralhadoras 0.50, lançadores de granada, uma cópia da MAG, coletes a prova de bala de material composto, capacetes de material composto e armas não letais para as forças policiais estaduais. Só fabricando isso já aumentaria segnificativamente seu lucro.


Mas acho que estamos tratando a Imbel como se ela fosse um "fabricante", sabemos que não é... ela não concorre em mercado nenhum, pois todo mundo sabe que o FAL (e agora o MD97 e o IA2) sempre foi caríssimo, com zero de tecnologia.... o próprio MD97 é uma gambiarra que converte o FAL em .556 (que o infante paga com peso extra a ser carregado), se isso fosse colocado no mercado externo, jamais venderia nada.

Para piorar a situação, ela não atende nem o único cliente que tem, pois para fabricar MD97, parou toda a produção de pistolas, ela não dá conta de tocar duas produções simultâneas. Para finalizar, o AGCL nada mais é do que o aproveitamento das ações Mauser que ela já tinha... em um cano semi-bull, a "alma" do fuzil, não é ela que faz... e ainda por cima, tem uma coronha horrível (sem nenhum acabamento) e os trilhos são soldados... qqer fuzil .308 (7,62) do mercado é melhor que ele.

O que tem salvado a empresa (se é que podemos chamá-la assim) é a fabricação de pistolas para atiradores, pois importar uma Colt 1911 é quase impossível (seja pela buRRocracia ou pelo preço final), o que faz os atiradores comprarem a nacional (e esperem a entrega por meses), que tem uma boa qualidade (afinal, depois de 100 anos de projeto, 2 guerras mundiais, o produto já está "maduro").

Já fora da minha época, fiquei sabendo que o exército está trocando (ou já trocou) as Berettas pela Imbel 9mm, pessoalmente acho que é um retrocesso, mas tenho a convicção que se o exército comprasse Taurus (seja a 99 ou outra mais atual), estaria melhor servido em matéria de tecnologia (peso, capacidade, manutenção, velocidade de fabricação, etc) do que a velha 1911.

Sou fã da 1911 (nem preciso dizer, né?), mas é arma histórica, de colecionador ou de atirador, não é arma de uso para militares, seja por ser ação simples, seja por ser de um fabricante que só produz a conta gotas.

Se incluir algum novo armamento na produção da Imbel (o que é besteira, pois não produz tecnologia, teria que ser fabricado sob licença) sairá mais caro do que comprar do fabricante original.

E já existe a Taurus no país, não há sentido manter um fabricante ligado ao Exército, fornecendo produtos com qualidade abaixo do que o mercado oferece, por um preço maior e com pouca disponibilidade.

Esse custo que o Exército tem com a Imbel (o déficit gerado pelo faturamento menos os custos de produção), deveria ser alocado em um centro de desenvolvimento de tecnologia... aí sim, o Exército poderia desenvolver um fuzil de assalto novo (de verdade, não só com carenagem), um fuzil de precisão bom (ainda que o consumo seria tão pequeno, que duvido que o investimento fosse necessário), submetralhadoras, etc... ou seja, o Exército cria a tecnologia, passa para a fabricante nacional que a aplica e entrega o armamento com preço competitivo (pois tem escala no mercado civil e internacional) e mantém a proficiência do país na fabricação de armamento.

Estamos jogando o mercado sul-americano no ralo... qdo a Taurus irá vender o fuzil dela, se nem o EB compra?? e as Pistolas?? assim vemos vizinhos pequenos, comprando marcas européias e americanas, que no mercado civil norte americano, já estão levando paulada da Taurus... mas que por não acreditarmos em nossa empresa, estamos expulsando-a do Brasil.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qua Out 12, 2011 9:26 pm 
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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 11:49 am 
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E mesmo aquilo que a Imbel supostamente fabrica (pistolas tipo 1911, por exemplo), são difíceis de serem adquiridas por Atiradores e colecionadores registrados...

É um verdadeiro show de incompetência, e nosso EB ainda acha que a empresa terá a capacidade de criar um novo fuzil padrão para as 3 forças, o IA2!

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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 6:49 pm 
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Mas acho que estamos tratando a Imbel como se ela fosse um "fabricante", sabemos que não é... ela não concorre em mercado nenhum, pois todo mundo sabe que o FAL (e agora o MD97 e o IA2) sempre foi caríssimo, com zero de tecnologia.... o próprio MD97 é uma gambiarra que converte o FAL em .556 (que o infante paga com peso extra a ser carregado), se isso fosse colocado no mercado externo, jamais venderia nada.

Para piorar a situação, ela não atende nem o único cliente que tem, pois para fabricar MD97, parou toda a produção de pistolas, ela não dá conta de tocar duas produções simultâneas. Para finalizar, o AGCL nada mais é do que o aproveitamento das ações Mauser que ela já tinha... em um cano semi-bull, a "alma" do fuzil, não é ela que faz... e ainda por cima, tem uma coronha horrível (sem nenhum acabamento) e os trilhos são soldados... qqer fuzil .308 (7,62) do mercado é melhor que ele.

O que tem salvado a empresa (se é que podemos chamá-la assim) é a fabricação de pistolas para atiradores, pois importar uma Colt 1911 é quase impossível (seja pela buRRocracia ou pelo preço final), o que faz os atiradores comprarem a nacional (e esperem a entrega por meses), que tem uma boa qualidade (afinal, depois de 100 anos de projeto, 2 guerras mundiais, o produto já está "maduro").

Já fora da minha época, fiquei sabendo que o exército está trocando (ou já trocou) as Berettas pela Imbel 9mm, pessoalmente acho que é um retrocesso, mas tenho a convicção que se o exército comprasse Taurus (seja a 99 ou outra mais atual), estaria melhor servido em matéria de tecnologia (peso, capacidade, manutenção, velocidade de fabricação, etc) do que a velha 1911.

Sou fã da 1911 (nem preciso dizer, né?), mas é arma histórica, de colecionador ou de atirador, não é arma de uso para militares, seja por ser ação simples, seja por ser de um fabricante que só produz a conta gotas.

Se incluir algum novo armamento na produção da Imbel (o que é besteira, pois não produz tecnologia, teria que ser fabricado sob licença) sairá mais caro do que comprar do fabricante original.

E já existe a Taurus no país, não há sentido manter um fabricante ligado ao Exército, fornecendo produtos com qualidade abaixo do que o mercado oferece, por um preço maior e com pouca disponibilidade.

Esse custo que o Exército tem com a Imbel (o déficit gerado pelo faturamento menos os custos de produção), deveria ser alocado em um centro de desenvolvimento de tecnologia... aí sim, o Exército poderia desenvolver um fuzil de assalto novo (de verdade, não só com carenagem), um fuzil de precisão bom (ainda que o consumo seria tão pequeno, que duvido que o investimento fosse necessário), submetralhadoras, etc... ou seja, o Exército cria a tecnologia, passa para a fabricante nacional que a aplica e entrega o armamento com preço competitivo (pois tem escala no mercado civil e internacional) e mantém a proficiência do país na fabricação de armamento.

Estamos jogando o mercado sul-americano no ralo... qdo a Taurus irá vender o fuzil dela, se nem o EB compra?? e as Pistolas?? assim vemos vizinhos pequenos, comprando marcas européias e americanas, que no mercado civil norte americano, já estão levando paulada da Taurus... mas que por não acreditarmos em nossa empresa, estamos expulsando-a do Brasil.[/quote]



Respeito sua opinião mas não concordo. A Imbel só não é melhor pq falta investimento. Olha a Petrobras, que é estatal e dá lucro. Ela precisa sofrer um choque gerencial e de investimentos.
Além disso, é a existência dela que garante que outros fabricantes nacionais terão preços competitivos para vender para as FFAAs, pois as mesmas podem optar por adquirir da Imbel. Mesmo que outros fabricantes, além da Taurus venham para o país, quem garante que não se juntarão para formar cartel nos preços, já que o cliente é único.
E passar a importar os produtos como os fuzis seria arriscadíssimo para a soberania nacional.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 7:01 pm 
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Acho que o mais certo a se fazer com a Imbel seria uma semi-privatização.
Abrir parte do capital da empresa para privatização.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 8:17 pm 
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Eu vou além ainda. Eu acho que ela deveria ser o braço fabril do MD. Eu transferiria para ela a produção da munição de todo o armamento de tubo da FFAAs, acabaria com esse negócio da marinha ter sua própria fábrica de munição e etc. Pq vc pode ter situações esdrúxulas onde ela produz munição de um calibre para o EB e a marinha a mesma munição em outro lugar para si.
Mas para ser coerente tiraria ela do controle do EB passando-a diretamente para o MD passando ela a ter servidores civis e concursados.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 9:34 pm 
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O que se vê mundo afora é que fabricas deficientes e sem muito futuro passem a fabricar componentes para as industrias maiores.
Não conheço a IMBEL e não sei da sua capacidade, mas poderia ser um caminho para não fechar.
Se for interesse do GF não fecha-la.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 9:43 pm 
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Discao escreveu:
Eu vou além ainda. Eu acho que ela deveria ser o braço fabril do MD. Eu transferiria para ela a produção da munição de todo o armamento de tubo da FFAAs, acabaria com esse negócio da marinha ter sua própria fábrica de munição e etc. Pq vc pode ter situações esdrúxulas onde ela produz munição de um calibre para o EB e a marinha a mesma munição em outro lugar para si.
Mas para ser coerente tiraria ela do controle do EB passando-a diretamente para o MD passando ela a ter servidores civis e concursados.



Se fosse fácil...... aquilo alí é um vespeiro....cheio de cabides ..... e coisas e tal !!

Me disseram que se fosse feita uma auditoria competente.... ia falta vaga na geladeira..... capice ??

Sds.


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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 9:59 pm 
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 Título: Re: Imbel, o que fazer com ela ?
MensagemEnviado: Qui Out 13, 2011 10:10 pm 
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vamos por partes:

1) não dá para abrir o capital da empresa, pois ela é 100% pública (não é o caso da Petrobrás, que além disso explora uma commoditie e tem um monopólio legal sobre hidrocarbonetos, ou seja, vende um produto padrão, petróleo é petróleo, aqui ou em qqer outro lugar - com certas diferenças, mas poucas, não é o caso do armamento produzido pela Imbel)

2) para abrir capital, ela precisaria ter um nível de governança impossível para uma empresa que tem em seu quadro técnico pessoas que não trabalham para ela (engenheiros e técnicos vinculados ao EB) - o fato é simples, ninguém investiria nela. Imagine se a Embraer tivesse, praticamente, 100% dos seus engenheiros como oficiais da FAB cedidos à empresa.... basta uma ordem do comandante da FAB ou do Ministro da Defesa e a empresa desaparece do dia para a noite - investidor gosta de risco, mas de risco que possa ser mensurado e previsto... risco político não rola, o investidor não suporta isso. Sem investidor não tem IPO e sem IPO não tem abertura de capital... simples assim.

3) a Imbel, como indústria não existe... não produz conhecimento (patentes), não tem marca reconhecida (participação de mercado - market share), não tem um parque industrial com capacidade ociosa, e mais, não tem um parque industrial moderno que esteja apto a produzir o que vier pela frente....

4) o que vocês propõe é a criação de uma empresa, pois Imbel é apenas alto etéreo, no ar....precisaria criar uma indústria, uma administração profissional, quadro técnico próprio, governança, produzir capital intangível, etc....

Sinceramente, qualquer um de nós, com $$ suficiente poderia montar o que ela deveria ser (conforme as sugestões acima), mas vamos falar sério, é negócio do EB criar, manter e gerir uma indústria??? depois sai dinheiro pelo ralo (todo mundo sabe que empresas fora do mercado - estatais - não são dadas a boas gestões) o povo vai reclamar quando os escassos recursos do EB forem utilizados para tampar o rombo de sua "indústria".

Até aceito (como acadêmico da área de gestão e cidadão), que o EB tenha um Centro de Desenvolvimento de Tecnologias. Porém, uma empresa que produza os equipamentos que utilizados por ele, em escala ridícula e qualidade duvidosa a um custo internacionalmente abusivo me parece um roubo de dinheiro público.

Pode até existir, mas de cabeça não me lembro de nenhum exército sério que tenha uma indústria própria... Se o EB criasse a tecnologia (registro de patentes), poderia entregar a Taurus para que produza para ele (nesses casos de O&M, os detalhes de custos e margem do fabricantes são abertos na mesa, não há espaço para "espertezas"), caso a Taurus por algum motivo não queira ou não cumpra o combinado, há indústrias no mundo todo que podem fazer... e mais, se a Taurus não agarrasse essa oportunidade com unhas e dentes, surgiria outro candidato nacional a começar essa empresa, já que com vendas garantidas e tecnologia cedida... só há ganho para ambas as partes.

Sou a favor de que as FAs mantenham seu foco (defesa nacional e a doutrina, estratégia e tecnologia para conseguir isso), em outro tópico já foi exposto que até o serviço militar obrigatório suga recursos e não agregam profissionalismo às FAs, manter uma Imbel moribunda, sugando recursos que poderiam ser aplicados na operação e destinando à nossos militares equipamento que não é de ponta, me parece uma gestão estúpida de recursos escassos.

E para finalizar, uma pistola ou um fuzil, são produtos ridiculamente baratos (não estamos falando aqui de algo do porte de escoltas de 6.000 t, de NAe, de toda uma frota de Caças de 4,5 geração, etc). Vemos países menores e muito mais pobres, dotando seus infantes de G-36, M-4, Glock, Beretta, etc... e nós de FAL e 1911... juro que faço força, mas não entendo...


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