Forum Base Militar Web Magazine

Bem-vindo: Sex Jul 21, 2017 9:58 pm

Todos os horários são




Criar novo tópico Este tópico está trancado. Você não pode responder ou editar mensagens.  [ Array ]  Ir para página Anterior  1 ... 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46 ... 152  Próximo
Autor Mensagem
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qua Mar 07, 2012 1:26 pm 
Offline
Intermediário
Intermediário
 Perfil

Registrado em: Sex Out 23, 2009 2:08 pm
Mensagens: 167
Citação:
A-Darter January flight tests successful

07 March 2012 12:14

The Denel Dynamics A-Darter 5th generation infra-red guided short range air-to-air missile is a step closer to production following a successful series of undisclosed guided launches in January.

The joint R1 billion missile programme between South Africa and Brazil is in its fifth year of development, and only a hand-full of countries in the world are capable of developing missiles in this class.

“We successfully executed the air launched guided missile firings from the South African Air Force's SAAB Gripen fighter platform at the local Overberg Test Range,” said Deon Olivier, Business Development Manager for Air-to-Air missiles. “These launches were completed against (amongst others) the Denel Dynamics high speed Skua aerial target drone which is designed for high subsonic missile testing and evaluation.”

The programme has now entered its qualification phase, and is well on its way to completion by next year (2013), with the ultimate goal of being production-ready by the end of that year. The initial fighter aircraft for integration are the Hawk and Gripen for the South African Air Force (SAAF), and the Northrop F-5M for the Brazilian Air Force. It is likely that A-Darter will enter into operational service in both air forces in 2014, Denel Dynamics said in a statement released at the Defence and Security Asia 2012 show in Thailand.

The company says the relationship with the Brazilian Air Force and Brazilian industry on the development programme has strengthened the ties between the two countries and may lead to more cooperation opportunities. “There are also significant export opportunities for this product into further markets, particularly with A-Darter’s aircraft integration flexibility across platforms,” said Olivier.

The A-Darter was successfully launched in-flight from a Gripen fighter jet for the first time on 17 June 2010. This led to all subsequent firings taking place with clearance for the full carriage and firing envelopes of the Gripen. It ultimately resulted in a successful clearance programme - commended by SAAB as well as South African certification authorities.

http://www.defenceweb.co.za/index.php?o ... Itemid=107


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Mar 12, 2012 5:32 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
GKN planeja adquirir a unidade de motores de aviação Volvo Aero
Publicado em 11/03/2012 por Fernando Valduga em Militar
Imagem
A Volvo Aero fabrica motores de aeronaves, incluindo o motor a jato do caça Saab Gripen. (Foto: Saab Group)

A empresa de engenharia britânica GKN está declaradamente em negociações avançadas para comprar a unidade de motores de aviões da Volvo. A GKN estaria disposta a pagar 800 milhões de libras (cerca de US$ 1,3 bilhão) para o negócio, de acordo com o Sunday Times.

A Volvo Aero fabrica motores de aeronaves e seus componentes, incluindo o motor a jato usado no jato de combate Saab Gripen.

O negócio aeroespacial da GKN é a segunda maior divisão da empresa. Ela faz peças para aeronaves civis e de combate, bem como helicópteros.

No ano passado, teve um faturamento de 1,5 bilhão de libras, um aumento de 4%.

A Volvo anunciou em novembro que iria vender sua unidade aeroespacial para se concentrar em caminhões e equipamentos de construção. Ela deixou a produção de automóveis há mais de uma década atrás, quando vendeu a Volvo Cars para Ford.

A empresa de motores MTU Aero da Alemanha estava em negociações para comprar o negócio, mas relatos dizem que desistiu no mês passado.

Em reação à história, a GKN disse que “não comenta especulações de mercado”.

Fonte: BBC – Tradução: Cavok
:arrow: http://www.cavok.com.br/blog/?p=47448

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Mar 12, 2012 5:11 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Ter Abr 29, 2008 10:20 pm
Mensagens: 1496
Qual o impacto dessa compra caso o Ng venha a ser selecionado pelo Brasil? lembrar que o motor -404 da GE que o NG utiliza, assim como o RM-12(?) das versões anteriores do Gripen são extensamente modificados pela Volvo.

_________________
Brasil, o País da Desfaçatez e dos Hipócritas!


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Ter Mar 13, 2012 12:14 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Dom Jun 14, 2009 11:59 pm
Mensagens: 5835
Citação:
CONEXÃO DIPLOMÁTICA - Projeto FX-2
Silvio Queiroz – Correio Braziliense
12 Março 2012

Será decididamente no marco de uma opção estratégica que a presidente Dilma fará sua escolha na já arrastada novela da compra de 36 caças para a FAB. A movimentação dos concorrentes, nas últimas semanas, acompanha o andamento imprimido à trama pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, quando indicou que o anúncio do vencedor sai até a metade do ano. Os americanos, que têm no páreo o Super Hornet, da Boeing, fizeram seu lance com a suspensão da compra de um lote de Super Tucanos da Embraer. Na semana que está terminando, foi a vez de os suecos desembarcarem em Brasília, em comitiva chefiada pelo presidente do Parlamento, mas reforçada pelos mais altos executivos da Saab, que disputa a licitação com o Gripen NG, da Saab.

Começando pelo terceiro finalista, o francês Rafale, da Dassault, são três modelos de modernização da defesa que se oferecem com cada uma das opções. E o da França é algo como uma aliança preferencial no campo militar, embora não ao ponto de configurar uma relação exclusiva. O Brasil vem de fechar, no governo Lula, negócios de vulto com o copain (algo como "chapa") Nicolas Sarkozy.

Entre eles, o acordo para construção do ansiado submarino nuclear. Pelos montantes envolvidos, pelo alcance dos projetos e pelo conjunto das relações, a escolha do Rafale implica naturalmente fazer da França nosso par constante, e por um prazo longo.

A cartada dos suecos, enfatizada nos últimos dias pela missão parlamentar-empresarial, é a posição despretensiosa do país na geopolítica global e mesmo europeia. "Se o Brasil está se equipando para se capacitar como uma potência de atuação mundial, não pode ficar dependente de ninguém", definiu, em conversa reservada, um integrante da comitiva. "Nós somos um país neutro, não temos nenhum problema com a ascensão do Brasil", arrematou, numa remissão discreta à condição dos EUA e da França, sócios do quinteto que domina o Conselho de Segurança.

Em resumo, como já enfatizaram em distintas ocasiões alguns dos sócios de primeira grandeza, essa é mais uma ocasião em que a diplomacia brasileira está sendo chamada a fazer uma escolha. No caso, dar sentido prático ao adjetivo "estratégico", presente no nome de um bom número de parcerias.

A bordo

Ocasiões não faltaram para a cúpula da Saab expor sem concorrência o que considera como as vantagens da oferta do Gripen NG. Afora a agenda oficial da visita, os executivos tiveram uma noite agradável, na residência da embaixada, durante jantar que teve entre os convidados o comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito. Não que os suecos acreditem ter ainda alguma carta na manga: na visão transmitida pela comitiva, a proposta já é conhecida e já foi devidamente contemplada no aspecto técnico. "Sabemos que a decisão é política", resignam-se.

Uns e outros

A recente venda de um lote de Rafale para a Índia — foi o primeiro negócio fechado para o modelo fora da França — ajudou a embolar um pouco mais uma disputa paralela na licitação. Isso porque a Saab já emplacou o Gripen na África do Sul. Os dois países formam com o Brasil o fórum Ibas, uma articulação diplomática que o Itamaraty considera até mais "íntima" que a dos Brics, na qual Rússia e China se somam aos três "mosqueteiros do sul". Antes de esse quinteto emergente tomar forma, o Ibas já se firmava como ponta de lança para uma intervenção global concatenada de três países que se veem como democracias populosas e líderes regionais.

Um termômetro da evolução dos laços nesse complexo "três em cinco" será a cúpula do Brics, no fim do mês. Dilma aproveitará para fazer uma visita de Estado à Índia, onde o ministro Amorim esteve um mês atrás.

Pessoal e intransferível?

Até o semestre passado, quando Lula decidiu que a decisão sobre os caças ficaria para quem o sucedesse, o Rafale era considerado barbada — desde que Nicolas Sarkozy foi convidado para o Sete de Setembro, em 2009, e chegou a ser anunciada a abertura de negociações finais com a Dassault. Mas a indisfarçável química pessoal entre os dois presidentes, um fator que sempre ajuda a desatar nós e decorar embrulhos, pode acabar jogando contra os franceses. O Planalto agora é endereço de Dilma, e o Palácio do Eliseu corre risco considerável de assistir a uma mudança justamente no período em que a concorrência para a FAB poderá ter seu desfecho.

A se manter a tendência constante até agora nas pesquisas de opinião, Sarkozy fará as malas em maio, depois do segundo turno da eleição presidencial, para entregar as chaves ao desafiante socialista François Hollande.

http://noticiasmilitares.blogspot.com/2 ... -fx-2.html

_________________
[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Ter Mar 13, 2012 12:53 am 
Offline
Sênior
Sênior
 Perfil

Registrado em: Qua Jan 10, 2007 6:07 pm
Mensagens: 2201
Lembrar que o outro país que forma o "Bloco IBAS" é justamente a Índia que escolheu o Rafale e a mesma Índia faz parte do BRICS.

Honestamente não acho que esse tipo de 'aliança' seja motivo para dizer que caça A deveria ser escolhido ao invés do caça B ou C, porque se esse fosse o caso íriamos de Sukhoy (Índia, China, Russia o utilizam).

Acho que assim como como aconteceu com outros países em outras concorrências o Brasil tem que escolher aquilo que achar melhor para ele, independente de "bloco" ou de torcida.

[]s
CB_Lima

_________________
Ordem e Progresso :)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Mar 15, 2012 10:56 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Dom Jun 14, 2009 11:59 pm
Mensagens: 5835
Citação:
Forças Armadas Suecas destacam modernização do Gripen, agora em inglês
15 de março de 2012, em Aviação de Caça, Estratégia, Nota Oficial, Orçamentos, Tecnologia, por Fernando "Nunão" De Martini

Imagem
-
Tradução da versão em inglês permite entender melhor alguns detalhes sobre a modernização, especialmente sua inserção num plano maior que envolve decisões orçamentárias e de reestruturação das Forças Armadas do país
-
Como diversos sites de Forças Armadas e Forças Aéreas no mundo, o da Suécia mantém uma versão em inglês para ampliar o seu alcance. Porém, assim como no caso de exemplos da Coreia do Sul, Finlândia e outros, a versão em inglês não traz notícias atualizadas com a mesma frequência que a escrita na língua local (normalmente atualizada diariamente), optando por selecionar algumas matérias mais importantes para o público externo e apresentá-las em inglês.

Foi o caso, dias atrás, da matéria original sobre os planos de modernização dos caças Gripen da Suécia, que a versão em sueco do site divulgou no dia 29 de fevereiro. No dia seguinte, já trazíamos para os leitores do Poder Aéreo a tradução a partir do texto sueco, incorporando também informações em inglês da Rádio Sueca e da Saab (clique aqui para acessar), buscando cruzar dados e fatos para uma maior precisão da notícia. Agora, trazemos abaixo uma nova tradução a partir da versão em inglês publicada no último dia 12 de março, que permite entender melhor alguns detalhes divulgados da versão original do final do mês passado:

-
As Forças Armadas Suecas querem modernizar o Gripen
-
O JAS Gripen vai satisfazer as necessidades operacionais das Forças Armadas Suecas até pelo menos 2040, e o sistema deverá constituir o núcleo das defesas aéreas suecas. A Suécia precisa de pelo menos 60 a 80 aeronaves.

Essa é a conclusão da análise das Forças Armadas que foi submetida ao Governo hoje (29 de fevereiro). No trabalho de desenvolver alternativas, diferentes configurações – modelos – do Gripen têm sido destados em simulações extensivas e jogos operativos – ambos contra cenários conhecidos e projetados de ameaças.

O aprimoramento das capacidades do sistema sueco de aeronave de combate deverá ser iniciado em 2020 e é estimado que leve dez anos. Um pré-requisito para que se possa gerenciar seu financiamento é que ele seja feito com pelo menos um país parceiro estratégico.

“As discussões relativas a custos serão iniciadas logo. Assim, seria errado discutir abertamente o quanto nós já planejamos que isso deverá custar”, disse Sverker Göranson, o Comandante Supremo.

Imagem

O JAS 39 Gripen modernizado terá uma célula maior e um motor mais potente. Isso tem como objetivo permitir mais armas e mais combustível, que por sua vez proporcionam mais poder e persistência. As análises também sugerem um sistema de radar mais qualificado e sistemas de alerta e contramedidas aprimorados.

A modernização do JAS Gripen é necessária para que ele esteja operacionalmente relevante e para garantir que nossas defesas aéreas, no longo prazo, mantenham sua posição relativa com o mundo exterior.

Em 2011 e nesse início de 2012, um vasto trabalho de planejamento vem sendo realizado, por exemplo, o trabalho relacionado ao aprimoramento de capacidades e à pesquisa da estrutura de defesa. Com os resultados dessas análises em mãos, o trabalho agora está em andamento para juntar tudo isso numa proposta para os requerimentos de longo prazo para as Forças Armadas; documentação de apoio que as Forças Armadas pretendem entregar em 2 de maio.

Um relatório separado para o Governo trata das áreas logísticas – de acordo com as propostas da investigação da estrutura de defesa – será apresentado à Försvarets materielverk (Administração de Material de Defesa – FMV). As operações afetadas são, essencialmente, compras, apoio administrativo, suprimento e serviços de engenharia. No total, aproximadamente 1.500 empregados das Forças Armadas serão afetados. O objetivo da transferência é economizar dinheiro que poderá ser usado em atividades operacionais.

A proposta submetida é uma proposta conjunta das Forças Armadas e da FMV. A documentação de apoio das Forças Armadas mostram que nessa modificação de monta, assim como outras, há óbvias incertezas sobre quando essas medidas de economia vão se materializar de fato e qual será o seu tamanho final.

A transformação das Forças Armadas, chamada de reestruturação, já começou. Em essência, isso significa que todos os empregados vão deixar suas posições e que suas habilidades serão testadas no que se refere a requerimentos de uma força de defesa operacional. A maioria dos empregados vai manter seus empregos e permanecerá trabalhando no que fazem hoje, mas se houver redundância em termos de capacidades ou em alguma posição em especial, isso poderá levar a uma mudança para uma outra posição na Suécia.

Do ponto de vista financeiro, as Forças Armadas estão em equilíbrio até 2015, desde que as alocações de recursos sejam utilizadas e que as economias associadas à pesquisa da estrutura de defesa sejam realizadas. Em épocas que o número de soldados ordenados e marinheiros vem sendo reduzido, é necessário transferir dinheiro do fundo de operações internacionais para permitir as manobras e exercícios necessários. Os planos são baseados, dessa forma, em 300 milhões de coras suecas (aproximadamente 43,7 milhões de dólares ou 79,4 milhões de reais) sendo trasferidos da alocação de recursos de operações internacionais para a alocação de recursos para atividades das unidades nos anos de 2014 e 2015.

FONTE: versão em inglês do site das Forças Armadas da Suécia

FOTOS: Saab

NOTA DO EDITOR: alguns dias após a publicação da matéria baseada no texto original em sueco, o leitor “Nick” escreveu comentário trazendo links de um site de discussão sobre aviação (The Aviation Forum) que, supostamente, referem-se a uma apresentação das opções de configuração do Gripen estudadas pelas Forças Armadas da Suécia. Os links para as imagens podem ser acessados clicando aqui e aqui.



Leia mais (Read More): Poder Aéreo - Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil

_________________
[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Mar 19, 2012 9:08 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Dom Jun 14, 2009 11:59 pm
Mensagens: 5835
Citação:
F-X2: Leilão de conhecimento – Entrevista com Hakan Buskhe, presidente da Saab
Publicado em 19/03/2012 por Fernando Valduga em Brasil, Força Aérea Brasileira, Militar

Imagem
O caça Saab Gripen NG Demonstrator, a aeronave que a Suécia oferece ao Brasil no programa F-X2. (Foto: Katsuhiko Tokunaga / Saab)

O processo de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB), o conhecido Projeto FX 2, consiste em mais do que simplesmente comprar aeronaves que reforcem o sistema de defesa aérea do país. Após três anos no limbo, ao retomar — em 2006 — o processo de compra, o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou: as únicas empresas aceitas na disputa seriam as que transferissem, integralmente, a tecnologia de fabricação de seus aviões para o Brasil. Isso significa ter acesso aos métodos e materiais de produção, aos códigos-fonte que programam os aparelhos, ao conhecimento integral para executar todos os passos que permitam elaborar um caça do tipo no país. Diversas empresas aceitaram essa condição — embora algumas com ressalvas — e entraram no páreo. E as três finalistas, a sueca Saab, a norte-americana Boeing e o consórcio francês Rafale International, não veem a hora de o mistério de “quem será a vencedora” acabar. Estima-se que a presidente Dilma Rousseff encerre essa longa novela até maio, novo prazo previsto para o anúncio da empresa que vai vender 36 caças para o Brasil.


O prazo parece ser respaldado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao sinalizar que a escolha deve ser divulgada até o início do próximo semestre. Com a proximidade cada vez maior da decisão de quem vai vender as aeronaves de combate para o país, as três companhias que estão no páreo decidiram intensificar suas manifestações de interesse no Projeto FX 2, com visitas a Amorim e a reafirmação do compromisso de repassar tecnologia ao Brasil.

Entre essas três corporações, a que vem agindo de maneira mais incisiva atualmente é a Saab, que concorre no FX 2 com o caça Gripen NG. Na semana passada, o presidente da empresa, Håkan Buskhe, acompanhou o presidente do Parlamento sueco, Per Westerberg, em visita ao Brasil. Buskhe aproveitou a oportunidade para conversar com o Correio sobre como a parceria com a FAB poderia beneficiar o país sul-americano. “Nós oferecemos transferência de tecnologia completa, pois não acreditamos em apenas enviar caixas fechadas para nossos parceiros comerciais. Nosso projeto consiste em fazer com que o Brasil seja responsável por 40% do desenvolvimento das aeronaves, por 80% da fabricação das estruturas e que a integração, inclusive de dados, seja completa”, descreveu (leia Três perguntas para).

Por isso, sustenta, a parceria com a FAB e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) será um sucesso. “Vamos enviar os códigos-fonte dos sistemas dos aviões e trabalhar juntos. Desse modo, Brasil e Suécia vão, inclusive, dividir a propriedade intelectual sobre os caças”, assinalou Buskhe. Para ele, o grande diferencial da Saab para a Boeing e o consórcio Rafale International é o fato de que o grupo sueco “não está vendendo apenas um produto, mas um projeto a longo prazo”. Para iniciar esse processo, a companhia inclusive desenvolveu uma parceria com o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB), com o objetivo de apoiar a inscrição de trabalhos de cientistas brasileiros nas áreas de segurança e defesa a fim de obterem bolsa de estudos do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal.

Franceses

Imagem
Caça Dassault Rafale F3, a proposta francesa.

O Rafale International, que pretende vender para o Brasil os caças Rafale F3 — fabricados pela Dassault — tem adotado estratégia semelhante à da equipe sueca para conquistar o apoio de pesquisadores do Brasil. “A parceria inclui transferência tecnológica irrestrita, que tem o aval do presidente francês Nicolas Sarkozy. Isso será possível devido ao fato da França ser, ao lado dos Estados Unidos, um dos dois países no mundo ocidental que domina de forma autônoma todas as tecnologias avançadas necessárias para desenvolver sozinho uma aeronave de combate”, informou o grupo, em comunicado. O consórcio, que pretende treinar e aperfeiçoar os profissionais da indústria para que recebam a tecnologia oferecida, fez como a Saab e iniciou trabalhos conjuntos com universidades, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para a elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento nos setores de educação e ciências espaciais.

Imagem
A proposta norte americana é com o Boeing F/A-18 Super Hornet. (Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Chad R. Erdmann / U.S. Navy)

Por sua vez, a Boeing, concorrente com a aeronave F/A-18E/F Super Hornet, ressaltou que a parceria EUA-Brasil no setor militar também beneficiará as áreas de energias alternativas e biocombustíveis. “O FX 2 não é apenas uma competição sobre a venda de um avião. Trata-se de uma parceria de longo prazo que durará décadas e com a qual a indústria brasileira vai ampliar sua posição no mercado global”, determinou o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Internacionais para a Europa, Israel e as Américas da empresa, Joe McAndrew, ao Correio. Quanto à suspensão norte-americana da compra de um lote de 20 Super Tucanos da Embraer, o embaixador dos EUA, Thomas Shannon, negou que a medida esteja ligada ao FX 2. “A decisão foi tomada em função de problemas internos da Força Aérea dos Estados Unidos”, explicou ao jornal O Estado de S. Paulo. É o único caso em que há relutância para maior transferência de tecnologia.

O plano de reequipamento da FAB foi desenvolvido sob o nome de Programa FX durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As empresas que concorreriam no processo inclusive já haviam sido selecionadas quando o sucessor na presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, adiou a seleção com a justificativa de que precisava fazer ajustes no orçamento e focar em outras questões consideradas mais importantes, como os projetos sociais. O processo foi retomado em 2006, com o nome de FX 2, e sofreu uma série de alterações, incluindo a exigência do direito de produzir os caças, sob licença, no Brasil e exportá-los na América do Sul. Os gastos estimados subiram de US$ 700 milhões para cerca de US$3 bilhões. Em 2009, Lula chegou a anunciar sua preferência pelas aeronaves francesas Rafale, mas, no fim das contas, deixou a decisão final nas mãos de Dilma Rousseff. Cabe a ela, agora, dar fim a essa história.

Imagem
O caça Gripen NG é uma versão modernizada e com maior capacidade que a atual versão Gripen C/D.

Três perguntas para Håkan Buskhe, presidente da Saab


Para a Saab, qual é a importância de ter o Brasil como parceiro comercial?

O Brasil tem sido um mercado importante para a Suécia há cerca de 100 anos. Cerca de um dos maiores centros industriais suecos é em São Paulo. Temos uma tradição de trabalhar em parceria com brasileiros. A Suécia tem uma população de 9,6 milhões de pessoas e, para que nossas indústrias se desenvolvam ainda mais com mão de obra qualificada, precisamos recorrer à colaboração com outros países. Não conseguimos manter nossas companhias internacionais apenas na Suécia, precisamos crescer. E as relações com o Brasil, que é um país já inserido no mercado global, beneficiam esse desenvolvimento para nós e para a indústria brasileira.

Como é possível usar a tecnologia militar no desenvolvimento de tecnologia civil, inclusive na área de aviação comercial?

Nós não fazemos apenas aeronaves militares, mas também sistemas relacionados, como aeroportos e administração de tráfego aéreo. Isso é uma base tecnológica que pode ser usada na aviação comercial, por exemplo. Nossos aviões são feitos de materiais leves, que consequentemente reduzem o consumo de combustível. Isso é outro fator que, futuramente, a Embraer pode utilizar em suas aeronaves civis. Há outras características, no entanto, que realmente levantam esse questionamento da possibilidade de usar a tecnologia militar no setor civil. Um exemplo de que isso pode ser aplicado no dia a dia das pessoas é o airbag (dispositivo de proteção) presente nos carros. Ele começou a ser usado nos aviões após notarmos que quando o piloto precisava ejetar seu assento, caso a aeronave apresentasse problemas, ele acabava se ferindo com os cacos do vidro da parte da frente da cabine.

Qual é o interesse da Saab em desenvolver parcerias com as universidades brasileiras, ajudando no programa Ciência sem Fronteiras?

No Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB), queremos juntar empresas e universidades para trabalharem juntas no desenvolvimento de tecnologia. Garantimos o financiamento de bolsas de estudo. Queremos encorajar o trabalho coletivo, para que as nações se integrem. Na Suécia, temos cerca de 10 mil mestres e pós-doutorados na área científica. Por isso, acreditamos que promover a troca de conhecimento, ao oferecer 100 bolsas de estudos para universitários brasileiros com bons projetos no setor de indústria, de tecnologia e de energia, será positivo para os dois países. A ideia é que esses estudos sejam viabilizados pelas companhias, agregando o conhecimento dos estudantes com a estrutura das empresas.

Fonte: Correio Braziliense
http://www.cavok.com.br/blog/?p=47744#more-47744

_________________
[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Mar 31, 2012 3:51 am 
Offline
Intermediário
Intermediário
 Perfil

Registrado em: Sex Out 23, 2009 2:08 pm
Mensagens: 167
Citação:
Imagem

About Lion Effort 2012

Lion Effort 2012 will be the biggest Gripen exercise to date with all five Gripen-operating nations taking part, of which four will fly their own aircraft.

Some 30 Gripen fighters and about 300 people will participate in the exercise, which will take place in Sweden from 27 March to 5 April.

http://www.saabgroup.com/en/Campaigns/Lion-effort/
--
Citação:
And less known is that both the Switzerland and Brazil air forces attend Lion Effort as observers. So the Brazilians can in one place chat to 6 air forces that have selected Gripen..

Fonte "knightone" http://saairforce.co.za/forum/viewtopic ... 646#p43646

Suécia 80, Suíça 22, Brasil 36 = 138 NG ? :mrgreen:


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Mar 31, 2012 6:30 pm 
Offline
Avançado
Avançado
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Ter Jul 20, 2010 11:26 am
Mensagens: 755
Noticia interessante!

Abs


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Mar 31, 2012 10:17 pm 
Offline
Intermediário
Intermediário
 Perfil

Registrado em: Sex Out 23, 2009 2:08 pm
Mensagens: 167
Imagem

Imagem

Imagem

http://www.openinnovationseminar.com.br ... arde_A.pdf


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Mar 31, 2012 11:20 pm 
Offline
Intermediário
Intermediário
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Ter Mar 01, 2011 11:59 am
Mensagens: 225
luafilho2 escreveu:



Muito bom, coisa e tal... agora.... o Me-262 já era swept-wing... bem antes de 1948.

Só para citar o dado mais óbvio. Abs!


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Dom Abr 01, 2012 12:01 am 
Offline
Intermediário
Intermediário
 Perfil

Registrado em: Sex Out 23, 2009 2:08 pm
Mensagens: 167
MadMax666 escreveu:
Muito bom, coisa e tal... agora.... o Me-262 já era swept-wing... bem antes de 1948.

Só para citar o dado mais óbvio. Abs!


No.

Citação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Swept_wing

Compared with straight wings common to propeller-powered aircraft, they have a "swept" wing root to wingtip direction angled beyond (usually aftward) the spanwise axis.
..
The angle of sweep which characterizes a swept wing is conventionally measured along the 25% chord line. If the 25% chord line varies in sweep angle, the leading edge is used; if that varies, the sweep is expressed in sections (e.g., 25 degrees from 0 to 50% span, 15 degrees from 50% to wingtip).


..
The German jet-powered Messerschmitt Me 262 and rocket-powered Messerschmitt Me 163 suffered from compressibility effects that made them very difficult to control at high speeds. In addition, the speeds put them into the wave drag regime, and anything that could reduce this drag would increase the performance of their aircraft, notably the notoriously short flight times measured in minutes. This resulted in a crash program to introduce new swept wing designs, both for fighters as well as bombers.

...
The German research was also "leaked" to SAAB from a source in Switzerland in late 1945.[15] They were in the process of developing the jet fighter Saab 29 Tunnan, and quickly adapted the existing straight-wing layout to incorporate a 25 degree sweep. Although not well known outside Sweden, the Tunnan was a very competitive design, remaining in service until 1972 in some roles.



Imagem
SAAB J29
Imagem
ME-262
Imagem
SAAB safir desenvolvimento do SAAB 29


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Abr 02, 2012 7:44 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Dom Jun 14, 2009 11:59 pm
Mensagens: 5835
Citação:
Chile prestes a lançar competição para substituir seus caças F-5
Publicado em 02/04/2012 por Fernando Valduga em FIDAE, Militar

A Força Aérea do Chile opera ainda 16 caças F-5, os quais pretende substituir até 2020. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
Os fabricantes de equipamentos de defesa que estavam exibindo os seus produtos na FIDAE no Chile, tem uma nova esperança de garantir um espaço no que parece ser o início de um novo concurso de caças na região, com a Força Aérea do Chile (FACh) possivelmente aposentando sua frota de 16 antigos caças F-5E/Fs que foram modernizados pela Northrop, e designados Tiger III Plus no Chile. A competição visa colocar em operação os novos caças até 2020.


Grande parte da frota de caças F-5 do Chile já foi substituída por caças F-16 MLU que vieram da Holanda, mas os remanescentes F-5 Tiger III, apesar de serem da década de 1970, estão equipados com radares Elta EL/M-2032 de Israel. A ideia original do Chile era de aposentar todos até 2009.

O Chile não conseguiu substituir todos caças F-5, e continou comprando caças F-16AM/BMs (MLU) da Real Força Aérea da Holanda. De um plano inicial para compra de 18 aeronaves, acabou adquirindo 36, além de 10 outros caças F-16C/Ds Block 52 adquiridos da Lockheed Martin.

Durante a FIDAE, o Cavok pode ver a presença da Boeing, que levou um demonstrador simulador do F/A-18F Super Hornet, equipado com as novas telas sensíveis ao toque que está sendo oferecido na versão International Roadmap do caça. Mas assim como não comentou sobre o F-X2, também não divulgou informações sobre uma possível competição no Chile.

A outra empresa que esteve presente foi a Saab, que também levou um simulador do caça JAS39 Gripen C, informando que participará da competição caso o Chile realmente confirmar a possível compra de novos caças. A Saab já substitiu os F-5 na Tailândia e também venceu a competição na Suíça para também substituir os F-5 Tiger II.

A Lockheed, que já possui vendas de aeronaves de caça para o Chile, também esteve na FIDAE, mas embora estivesse divulgando mais o KAI T-50, não divulgou informações sobre suas aeronaves, apenas informando que vai manter o apoio prestado a frota de caças F-16 da Força Aérea do Chile.

As empresas Dassault da França, e a BAE Systems, embora com menos destaque na feira, por não divulgarem seus respectivos caças Rafale e Eurofighter, são consideradas potenciais candidatas caso a competição seja realizada.


O Brasil vai concorrer com SEU Gripen-BR 8)

_________________
[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Abr 02, 2012 8:58 pm 
Offline
Sênior
Sênior
 Perfil

Registrado em: Qua Jan 10, 2007 6:07 pm
Mensagens: 2201
:lol:

Falando sério agora, daqui a pouco os chilenos compram o F-35 já que eles já tem caças de 4 Geração.

Como sempre passando a frente de quem não decide... :(

[]s
CB_Lima

_________________
Ordem e Progresso :)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Seg Abr 02, 2012 9:02 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Visitar website do usuário  Perfil

Registrado em: Ter Nov 06, 2007 6:50 pm
Mensagens: 4252
Localização: Brasil, RJ
Spock escreveu:
Citação:
Chile prestes a lançar competição para substituir seus caças F-5
Publicado em 02/04/2012 por Fernando Valduga em FIDAE, Militar

A Força Aérea do Chile opera ainda 16 caças F-5, os quais pretende substituir até 2020. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
Os fabricantes de equipamentos de defesa que estavam exibindo os seus produtos na FIDAE no Chile, tem uma nova esperança de garantir um espaço no que parece ser o início de um novo concurso de caças na região, com a Força Aérea do Chile (FACh) possivelmente aposentando sua frota de 16 antigos caças F-5E/Fs que foram modernizados pela Northrop, e designados Tiger III Plus no Chile. A competição visa colocar em operação os novos caças até 2020.


O Brasil vai concorrer com SEU Gripen-BR 8)


Sei não, Spock.

Tudo vai depender dos requisitos que os chilenos irão determinar.
O Gripen é similar ao F-16 que eles já operam. Neste caso, seria mais lógico adquirir mais F-16.
Se, porém, eles preferirem um caça menos capaz e de menor custo, o KAI AT-50 promovido pela própria Northrop e com muita similaridade ao F-16 pode ser o candidato ideal.
Comercialmente falando, não vejo muitas chances para o Gripen no Chile.

atenciosamente,

_________________
::Robson Rocha
http://www.comunicarteei.blogspot.com


Voltar ao topo
 
Exibir mensagens anteriores:  Ordenar por  
Criar novo tópico Este tópico está trancado. Você não pode responder ou editar mensagens.  [ Array ]  Ir para página Anterior  1 ... 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46 ... 152  Próximo

Todos os horários são


Quem está online

Array


Enviar mensagens: Proibido
Responder mensagens: Proibido
Editar mensagens: Proibido
Excluir mensagens: Proibido
Enviar anexos: Proibido

Ir para:  
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group  
Design By Poker Bandits  
Traduzido por: Suporte phpBB Brasil