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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 9:18 am 
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Terá que rolar um jabá muito forte (inclusive com "modelos ficha rosa") do Brasil para Angola comprar o Gripen fabricado por aqui. A Força Aérea deles, tirando os Tucanos, é voltada para modelos russos, e com a aproximação chinesa com o Continente Africano, logo veremos alguns J-10 (que deve ser mais barato que o Grifo) voando por aqueles lados.


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 10:24 am 
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Danzig escreveu:
Para mim a cereja do bolo do Gripen NG é essa belezinha aqui abaixo:

http://www.mbda-systems.com/products/air-dominance/taurus-kepd-350/31/

Imagem


Muito caro, não cabe no orçamento..............Acho que o asm será da mectron.............


Em torno de US$ 1 milhão a unidade. Mas nos daria uma capacidade de dissuasão enorme para o cenário sul-americano.

Citação:
Taurus KEPD 350


IOC: 2005
Total Production: 643
Unitary Cost: USD$1,000,000
Origin: Germany and Sweden

Contractor/s: EADS and Saab

Description: The Taurus KEPD 350 is a high precision standoff weapon designed to penetrate dense air defense systems to destroy high value, hardened, stationary and semi-stationary targets. It was developed by Taurus Systems GmbH, a EADS/LFK GmbH (67 percent) and Saab Bofors Dynamics (33 percent) joint venture, based in Schrobenhausen (Germany) to meet the requirements of the German Air Force for a long range standoff weapon. Since, the weapon has evolved into a family of missiles that can be launched from a wide range of land, sea and/or airborne platforms.

The guidance system of the Taurus KEPD 350 missile consists of a GPS/INS and terrain recognition navigation system and infrared (IR) imaging seeker for the terminal phase of the flight for enhanced positive identification and discrimination of the assigned target. The Taurus KEPD 350 baseline model payload is one one Mephisto penetrator-warhead specially designed to penetrate hardened targets such as bunkers, fortifications or buried targets.

As a potential upgrade, Taurus standoff weapon could be fitted with a data-link allowing moving targets to be engaged precisely while providing feedback information to the weapon's operator. The data-link provides with an additional capability of assessment on whether the target was engaged successfully or not. Thanks to its modular architecture Taurus can be retrofitted at low cost and risks on further developments are avoided by the way.

Once released, the Taurus KEPD 350 flies at low altitude avoiding the air defenses relying upon its sophisticated navigation system. When the Taurus missile arrives to the target area its imaging IR seeker provides the critical information to carry out the final attack to effectively kill the pre-programmed target. Its long range, at least 350 km, increases launching aircraft survivability against extremely heavily defended targets where a direct attack is too dangerous.

As of 2005, the Taurus missile was validated for release from the Tornado, Typhoon, F/A-18, Gripen, F-16, P-3C and F-111 aircraft. There are plans to develop special Taurus variants with different warheads and released from different platforms such as ships and ground vehicles. In addition to the Taurus KEPD 350, Taurus Systems GmbH has developed the Taurus CL for launch from ground- and sea-based platforms; Taurus HPM; Taurus M; Taurus KEPD 350 L; and Taurus T so far. The new variants of Taurus system were unveiled at the Paris Air Show 2005.

On August 8, 2002, Germany ordered a first lot of 600 Taurus KEPD 350 missiles plus 14 training missiles for its Air Force with deliveries scheduled to begin in November 2004 through 2009.

In November 2004, Spain became the first export customer ordering the Taurus missile for the Spanish Air Force's F/A-18 and Eurofighter aircraft. Sener will be the prime contractor for the Spanish Taurus missiles. On 24 June 2005, the Spanish government approved the acquisition of 43 Taurus KEPD 350 missiles for the Spanish Air Force EF-18 Hornet and Eurofighter/Typhoon aircraft. Thus, Spain became a partner for Germany on the integration of the Taurus missile onto the Eurofighter's weapon system.


http://www.deagel.com/Land-Attack-Cruise-Missiles/Taurus-KEPD-350_a001100001.aspx


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 10:40 am 
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Hammer escreveu:
Quando a Boeing apresentou, anos atrás, o EF-18G Growler, uma inusitada versão "especializada" do Super Hornet para a guerra eletrônica, numa época de aeronaves "multifunção" eu achei isso muito interessante.

Será que, caso a FAB acabe com um total final de 136 Gripens como sugeriu a conversa entre MPOG e seu equivalente sueco acima, haveria uma janela aqui para que algumas destas células viessem com uma configuração "carga pesada" como o Growler americana? Seria este variante difícil ou passível de ser desenvolvido aqui no país?

Comentários?

[]s Hammer


Eu não entendo das especificidades técnicas do sistema. Até onde li, trata-se de um sistema capaz de interferir na comunicação e detecção do inimigo, assim, acredito que seja um elemento estratégico no teatro contemporâneo. É uma opção a ser levada em conta. Por outro lado, é interessante incorporar esse tipo de aeronave no arsenal brasileiro? Eu, particularmente, respondo que sim, porém não nesse momento. O Brasil ainda não tem a sua defesa aérea primária, a qual entendo pela aviação de caça (defesa aérea), imagine uma aeronave desenvolvida especificadamente para guerra eletrônica? Também devemos pensar, além dos aspectos gerais (custos, manutenção, etc.), trata-se de outra aeronave, outra concepção estratégica, enfim, distorce o foco que a Força Aérea está tentando discernir. Como não entendo muito dessa parte técnica, acredito que o ERJ145 da Embraer modificada para Guerra Eletrônica seria mais interessante, a qual poderá atuar juntamente com o R-99. Antes de definir qual aeronave, temos que definir qual é a amplitude estratégica que o “Governo brasileiro” pretende assumir, pois não é cabível ter uma aeronave de Guerra Eletrônica sendo que a posição estratégica que o Brasil quer é apenas uma singela linha de defesa aérea.


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 12:50 pm 
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Spock escreveu:
Hammer escreveu:
Em termos de perspectivas concretas de exportação eu identifico aqui na América do Sul Peru, Chile e Equador além disso a Argentina terá que comprar caças novos em algum ponto do futuro. Com ou sem os Kircheners... Na África, além da África do Sul temos chance na Namíbia e especialmente em Angola que pode preferir comprar caças nossos a comprar mais caças chineses... Lembrem-se que recentemente Burkina Faso, Senegal viraram clientes dos Super Tucanos da Embraer e que a Líbia poderia colocar um pedido para 24 aviões destes.

[]s Hammer


O amigo não incluiu a Colômbia por algum motivo específico ???

Não sou o Hammer, mas eu entendo dessa forma: forte pressão e financiamento dos EUA por lá. Se e quando forem substituir os Kfir, deverão fazê-lo por F-16.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 1:10 pm 
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Spock escreveu:
Hammer escreveu:
Em termos de perspectivas concretas de exportação eu identifico aqui na América do Sul Peru, Chile e Equador além disso a Argentina terá que comprar caças novos em algum ponto do futuro. Com ou sem os Kircheners... Na África, além da África do Sul temos chance na Namíbia e especialmente em Angola que pode preferir comprar caças nossos a comprar mais caças chineses... Lembrem-se que recentemente Burkina Faso, Senegal viraram clientes dos Super Tucanos da Embraer e que a Líbia poderia colocar um pedido para 24 aviões destes.

[]s Hammer


O amigo não incluiu a Colômbia por algum motivo específico ???


Mero deslize! Sim, acho que a Colômbia também é candidata a dispeito de estar sendo cotada como possível cliente de F-16 neste momento. Imagino que se o governo Brasileiro for malandro já estrá sondando os Colombianos com uma proposta de participação industrial no programa Gripen, exatamente da mesma forma que fizemos com eles no KC-390, acho que é uma estratégia interessante e potencialmente sedutora para os vizinhos!

[]s Hammer

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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 2:56 pm 
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Acidentes quase puseram em xeque projeto dos caças Gripen

Claudia Varejão Wallin

Há vinte anos, quando um dos primeiros protótipos do caça Gripen se despedaçou no centro da capital sueca diante de uma multidão atônita e desesperada, muitos questionaram a sabedoria da decisão política de empregar anos de pesquisas e milhões de coroas suecas no desenvolvimento de um caça nacional de última geração.

Mas a fórmula sueca acabaria por provar a eficácia do engenho doméstico: hoje a terceira geração de caças Gripen-NG, da fabricante sueca Saab é reconhecida como uma aeronave avançada, com boas vendas em todo o mundo. Na semana passada, o governo brasileiro anunciou que renovará a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB) com a aquisição de 36 aeronaves Gripen-NG, da fabricante Saab.

avanço da indústria de defesa sueca, que hoje desponta entre os grandes fabricantes do setor, tem sua origem na antiga política de neutralidade do país.
"Como era um país neutro, a Suécia tinha que erguer a sua própria indústria militar – aviões, navios, submarinos, equipamentos, armamentos. Pode-se dizer que o caça Gripen, assim como os modelos que o antecederam, são resultado da tradição de neutralidade da Suécia", disse Christer Åström, considerado um dos principais especialistas em defesa da Suécia, em entrevista à BBC Brasil.
Mas o projeto dos caças Gripen, inaugurado na década de 80, era especialmente ambicioso: não se tratava apenas do desenvolvimento de um caça-bombardeiro, mas de um amplo e abrangente sistema de defesa. O sistema incorporava desde componentes de voo, controles de mecanismo em terra e manutenção, a sistemas de comunicação com armamentos.
Uma característica central diferenciava o Gripen de outros projetos anteriores: ele usa sofisticadas tecnologias de ponta, mas pode ser produzido a um custo mais baixo.
Turbulências
Não foi, porém, uma trajetória sem turbulências. A história dos caças Gripen começou no fim dos anos 70, quando uma série de estudos foi conduzida para o desenvolvimento de um sucessor para o caça sueco Viggen, que entrava no fim de seu ciclo operacional. No momento em que o projeto JAS Gripen foi apresentado, no início da década de 80, os partidos políticos de esquerda se mostraram céticos.
"A principal controvérsia era se a Suécia deveria comprar um caça já desenvolvido e testado (um caça americano, por exemplo), que seria mais barato, ou desenvolver uma nova geração de caças suecos, que custariam mais caro, mas colocariam o país na liderança tecnológica do setor", observa Annika Brändström, em relatório da Escola Nacional de Defesa Sueca.
A decisão de produzir um caça nacional, em vez de importar, foi fortemente influenciada por considerações políticas, como o forte potencial de geração de empregos no país. Em junho de 1982, o Parlamento sueco aprovou a decisão de autorizar o desenvolvimento de 30 caças JAS Gripen, com a opção de estender o contrato para outras 110 unidades.
Na época, outros países europeus planejavam, simultaneamente, caças semelhantes.
"O Rafale, o Mirage 2000 (França), o LAVI (Israel) e o europeu Eurofighter foram alguns dos projetos de caças concorrentes lançados nos anos 70 e 80. Estes aviões eram considerados 'instáveis' e tinham características diferentes daquelas dos caças suecos anteriores. Problemas com os sistemas de controle de vôo e uma série de acidentes e quedas ocorreram com quase todos os projetos", destaca Annika Brandström.
Com a Suécia, não foi diferente. Já na etapa inicial do projeto, a construção dos protótipos sofreu uma série de atrasos, provocados em parte por problemas graves no sistema de navegação. E os primeiros tempos do Gripen seriam sombrios.
No dia 8 de agosto de 1993, um domingo, a cidade de Estocolmo esteve perto de sofrer uma tragédia humana. Milhares de pessoas estavam reunidas no centro da capital sueca para um festival anual, e uma das principais atrações do dia era um show aéreo em que o caça JAS 39A Gripen voaria sobre o público. Poucos minutos após o vôo, o piloto foi subitamente ejetado do caça, que iniciou uma queda fulminante diante de uma multidão em pânico. O avião se chocaria contra a ilha de Långholmen, no centro da capital, a cerca de 30 metros da ponte de onde milhares de pessoas assistiam ao espetáculo.
Ninguém – nem o piloto - saiu ferido seriamente. Mas as imagens do avião em chamas geraram um debate sobre a credibilidade do Gripen, e em última instância sobre a própria existência futura do projeto. Afinal, não era a primeira vez: quatro anos antes, no dia 2 de fevereiro de 1989, o primeiro protótipo do JAS 39-1 havia caído durante seu sexto vôo quando tentava aterrissar na cidade de Linköping, sede da fábrica da Saab. O mesmo piloto, Lars Rådeström, protagonizara as duas quedas.
"Apesar dos dois acidentes, os políticos que apoiavam o projeto do Gripen nunca desistiram, e lutaram até atingir os resultados de excelência planejados para o avião", contou o especialista Christer Åström.
Vendendo para o mundo
Exportar era preciso: vender os novos caças no mercado internacional era essencial para tornar o projeto lucrativo, e situar a Suécia no mapa da concorrência como um dos líderes do setor.
"A primeira exportação foi um contrato de leasing de 14 caças Gripen para a Hungria e a República Tcheca. Na década de 90, a África do Sul tornou-se o primeiro país a comprar os caças, num total de 28 aviões. Desde então, a Tailândia adquiriu 12 modelos Gripen, e a Suíça assinou uma carta de intenção para comprar 22 caças, sendo que o anúncio oficial da compra é esperado para o próximo verão europeu", destacou Åström, acrescentando que o governo sueco acaba de encomendar 60 novos caças para a Força Aérea do país.
Na Saab, o porta-voz Rob Hewson oberva que, desde aqueles incidentes, o caça sueco continuou a ser continuamente aperfeiçoado. E o atual modelo, a ser produzido em parceria com o Brasil, corresponde à terceira geração de caças Gripen da Saab.
"Apenas as pessoas na Suécia ainda se lembram da queda do avião em 1993. Fora da Suécia, o acidente foi visto e compreendido como parte do processo de risco durante a fase de testes de vôo. Uma vez superados aqueles incidentes, que foram na verdade ocorrências relativamente normais da etapa de testes, o Gripen tem demonstrado um nível exemplar de segurança operacional", disse o porta-voz à BBC Brasil.
Para o especialista Christer Åström, o segredo da fórmula do Gripen está na eficiência do modelo.
"O Gripen possui apenas um motor, é extremamente sofisticado e é bem mais barato em comparação ao Boeing F/A-18 Super Hornet, ao Rafale da francesa Dassault e também ao europeu Eurofighter Typhoon. Os custos operacionais do Gripen são significativamente menores do que os dos demais caças, que possuem motores duplos. É interessante notar que o Gripen pesa a metade do que pesam os outros modelos da concorrência. E é um avião eficaz, com tecnologia de ponta e equipado com armamentos de última geração", disse Åström, lembrando ainda que o Gripen participou com êxito das operações da Otan na Líbia há dois anos.
Superado um sombrio começo marcado por acidentes, acrescenta Åström, o Gripen está atualmente entre os caças mais vendidos do mundo, ao lado dos americanos F/A-18 Super Hornet e F-16 Fighting Falcon.
Segundo o porta-voz da Saab, a terceira geração de caças Gripen é uma sofisticada aeronave produzida por um país "pequeno e inventivo, que cumpriu a meta de desenvolver aviões com excelente nível operacional que não custassem uma fortuna".

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... v_dg.shtml


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 3:12 pm 
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Se já é difícil vender avião de caça para vizinhos, imaginem vender para Peru E Chile; Equador E Peru; Colômbia E Equador.
Aliás, a Colômbia dificilmente investiria em caças novos, pela natureza do conflito interno. Daria prioridade para modelos usados com MLUs.
Pra mim, a melhor possibilidade é com o Chile, na ocasião da substituição dos F-16.
Mas previsão de exportação não foi fator na escolha. É apenas para apaziguar as críticas com gastos em defesa.
Abç.

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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 6:06 pm 
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Gripen NG – O ganho para o Brasil é incalculável

Luiz Padilha
26/12/2013

Após um processo que durou duas décadas, o governo brasileiro anunciou ter escolhido comprar os caças suecos Gripen NG para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Foram desclassificados o francês Rafale, da Dassault, e o norte-americano F-18, da Boeing. O contrato estabelece que o país vai desembolsar pela compra das 36 aeronaves cerca de US$ 4,5 bilhões, com entrega até 2023. A presidente Dilma Rousseff havia se inclinado em favor do F-18, mas mudou de ideia e fez uma retaliação monetária aos EUA por causa da espionagem do governo Obama.

A escolha pelos caças suecos F-X2 ratifica a importância da propriedade intelectual para o Brasil e a relevância dos direitos intangíveis na tomada de decisões altamente estratégicas no segmento de tecnologia nas áreas de defesa. A aquisição de 36 aeronaves de combate, ao custo estimado de US$ 4,5 bilhões, objetiva substituir as atuais aeronaves francesas Mirage 2000C. Com a aquisição anunciada pelo ministro Celso Amorim e amplamente comemorada pela FAB, o Brasil antecipa adquirir tecnologia e conhecimentos únicos, os quais, uma vez bem incorporados, permitirão com que o país potencialize sua capacidade intelectual e de reprodução de tecnologia. Mais do que modernizar a frota nacional de aeronaves de defesa, a decisão destaca a maturidade governamental relacionada à transferência de tecnologia.

A partir da negociação, a qual poderá se estender por mais um ano, estará garantida a transferência absoluta de todos os sistemas de operação da aeronave, incluindo sistemas computacionais de comando de armamentos, os quais poderão ser incorporados a outros itens de defesa atualmente já em processamento e produção nacional, como mísseis de defesa e componentes de artilharia. Mais do que uma aquisição de aeronaves, o Brasil, com o anúncio, adquire a capacidade de galgar incontáveis níveis na escala de detentores de conhecimentos tão estratégicos.

O ganho para o Brasil e, especialmente, para o parque industrial e tecnológico nacional é incalculável. A medida, então, celebra a importância da propriedade intelectual, que está intimamente relacionada aos itens que serão objeto da interação Brasil-Suécia. Com o aprendizado, itens de elevado valor tecnológico serão desenvolvidos pelo país. Tais elementos, à medida que agreguem inovação real, serão protegidos pelo sistema da propriedade intelectual (SIP), seja por meio do emprego de patente, designs ou, ainda, por meio do mecanismo de proteção aos segredos industriais.

Essa proteção resultará na habilidade de o Brasil licenciar ou comercializar esse conhecimento, o que permitirá a recuperação dos investimentos na aquisição inicial dessa tecnologia. O SPI e o entendimento do país sobre o tema saem fortalecidos desse processo, à medida que valorizam o investimento sueco em pesquisa e desenvolvimento e a estratégica importância dos ativos intangíveis. Essa aquisição, amadurecida ao longo de quase uma década, demonstra que operações internacionais desse tipo considerarão o SPI como fator decisivo.

FONTE: Estado de Minas
http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=35101

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[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 6:29 pm 
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Hammer escreveu:
Spock escreveu:
Hammer escreveu:
Em termos de perspectivas concretas de exportação eu identifico aqui na América do Sul Peru, Chile e Equador além disso a Argentina terá que comprar caças novos em algum ponto do futuro. Com ou sem os Kircheners... Na África, além da África do Sul temos chance na Namíbia e especialmente em Angola que pode preferir comprar caças nossos a comprar mais caças chineses... Lembrem-se que recentemente Burkina Faso, Senegal viraram clientes dos Super Tucanos da Embraer e que a Líbia poderia colocar um pedido para 24 aviões destes.

[]s Hammer


O amigo não incluiu a Colômbia por algum motivo específico ???


Mero deslize! Sim, acho que a Colômbia também é candidata a dispeito de estar sendo cotada como possível cliente de F-16 neste momento. Imagino que se o governo Brasileiro for malandro já estrá sondando os Colombianos com uma proposta de participação industrial no programa Gripen, exatamente da mesma forma que fizemos com eles no KC-390, acho que é uma estratégia interessante e potencialmente sedutora para os vizinhos!

[]s Hammer


Concordo plenamente contigo Hammer,

E acrescento, diferentemente do Wellington e do Arslan, eu apostaria justamente na Colômbia com a primeira venda externa do Gripen-NG Brasil.

Alguns fatores :

- É operador de equipamentos Brasileiros com bastante sucesso, sobretudo ST (vitrine)
- Tem acordo com a Embraer para modernização da frota mundial de Tucanos
- Depois do Brasil é o País que colocou mais opções de compra do KC-390 (12 uniddes)
- Está muito interessada em incrementar sua base industrial aeronautica.
- Já peitou os States na Compra de ST (gringos queriam vender BHs) e Kfirs
- E finalmente já está considerando esta possibilidade

Colômbia interessada no Gripen

29/11/2013

Colômbia pode estar interessada na compra de aeronaves Gripen da Saab. Mas o país está analisando uma ampla variedade de soluções para selecionar um novo caça para sua força aérea, mas que ainda pode levar um longo tempo para definir.

O General General Carlos Bueno, Comandante de Operações Aéreas da FAC, falando em uma conferência em Londres no fim da semana passada, disse que a Força Aérea da Colômbia está analisando o Gripen, o Lockheed Martin F-16, o Sukhoi Su-30, e dois aviões da francesa Dassault, o Rafale e o Mirage 2000, acrescentando que o país também está buscando outras opções alternativas.

Os esforços para escolher o novo caça é esperado para continuar nos próximos três a quatro anos, pois este tipo de negócio geralmente leva um tempo muito longo para ser definido, haja vista o que ocorre em um outro país sul-americano, o Brasil, cuja seleção por um novo caça já dura mais de 15 anos.

A Saab fez qualquer comentário direto sobre esta informação e sugere apenas que é muito cedo, porém o CEO da Saab, Håkan Buskhe, já havia falado anteriormente sobre o crescente interesse no Gripen pelos países das Américas.

No total, há cerca de 15 países que se mostram interessados em comprar o Gripen, porém, a decisão para a compra da aeronave, ainda é uma questão completamente aberta.

A Saab havia estimado que, durante os próximos 20 anos, esperava vender algo em torno de 300 Gripen mas o aumento do interesse pelo caça sueco, fez com que a empresa elevasse no início deste ano a previsão, que agora é de vender entre 400 e 450 Gripen nos próximos 20 anos.

TRADUÇÃO E ADAPATAÇÃO: Defesa Aérea & Naval
http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=33513

JANE´S
Colombia looks to procure new fighter type

Gareth Jennings, London - IHS Jane's Defence Weekly
13 November 2013

The Colombian Air Force (Fuerza Aerea Colombiana - FAC) is looking to procure a new fighter aircraft type "over the next three to four years" to enhance its top-end air combat capabilities, a senior service official said on 14 November.

Speaking at the IQPC International Fighter Conference in London, Brigadier General Carlos Bueno, Air Operations Commander, FAC, said that the air force is considering a number of modern fighter types, such as the Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon, Sukhoi Su-30 'Flanker', Dassault Rafale, Dassault Mirage 2000, Saab JAS 39 Gripen, "and some more".

The FAC's frontline fighter fleet is currently composed of 19 single-seat Israeli Aircraft Industries (IAI) Kfir C.10/12s (plus three twin-seat variants for conversion training).
http://www.janes.com/article/30002/colo ... ghter-type

abs
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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 7:18 pm 
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Legal, Spock.
Eu não sabia.

Mas, além de ser mesmo muito cedo, ele citou o M-2000, que já não é produzido.
Enfim, continuo achando mais provável a Colômbia optar por aviões usados.
Mas seria uma ótima surpresa.

Abç.

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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 7:27 pm 
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Será que sou o único membro do Fórum o qual acha que devemos primeiro assinar o contrato com a SAAB, receber os primeiros 36 aviões para aí sim pensarmos em exportar o mesmo para demais mercados?

Os amigos já pararam pra pensar que esse contrato deve ser assinado ainda em 2014? Já pensaram se acontece um revertério eleiteoral e algum candidato da oposição ganhar a eleição presidencial e (devidamente "assessorado" por alguém da terra dos hambúrgueres ou do escargot) resolver cancelar o negócio?

Canja de galinha e precaução nunca fizeram mal à ninguém.


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 8:03 pm 
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Senado fará audiência pública sobre a compra de caças suecos

http://www.aereo.jor.br/2013/12/26/senado-fara-audiencia-publica-sobre-a-compra-de-cacas-suecos/

Fiquei com preguiça de copiar toda a notícia. :lol: :lol:


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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 26, 2013 10:28 pm 
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Danzig escreveu:
Senado fará audiência pública sobre a compra de caças suecos

http://www.aereo.jor.br/2013/12/26/senado-fara-audiencia-publica-sobre-a-compra-de-cacas-suecos/

Fiquei com preguiça de copiar toda a notícia. :lol: :lol:


Mesmo porque o Peregrino que convocou a audiência só faz elogiar a proposta e o avião ... :D

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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 27, 2013 2:54 am 
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Danzig escreveu:
Será que sou o único membro do Fórum o qual acha que devemos primeiro assinar o contrato com a SAAB, receber os primeiros 36 aviões para aí sim pensarmos em exportar o mesmo para demais mercados?

Os amigos já pararam pra pensar que esse contrato deve ser assinado ainda em 2014? Já pensaram se acontece um revertério eleiteoral e algum candidato da oposição ganhar a eleição presidencial e (devidamente "assessorado" por alguém da terra dos hambúrgueres ou do escargot) resolver cancelar o negócio?

Canja de galinha e precaução nunca fizeram mal à ninguém.


Danjzig sua lógica parece fazer muito sentido assim de saída, porém se levarmos em conta o longo ciclo decisório de qualquer compra de caças modernos isso por si só já nos impulsionaria a começar com as tratativas com nossos vizinhos o quanto antes! Adicionalmente, se a Colômbia resolver que o Gripen Brasileiro (acompanhado de um simpático pacote de ToT participação industrial , naturalmente) seria o modelo que melhor lhe atenderia é crítico que devido a isso ela trate de colocar na geladeira qualquer compra de caças temporários, compra esta que poderia inviabilizar ou na pior das hipótyeses adiar uma compra de Gripens novos....

Pessoalmente acredito que o próprio espaço da Unasur poderia com certa facilidade convergir para o uso de um "caça padrão" que naturalmente seria o Gripen. Fator este que obviamente desagradaria muito o State Department americano...

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Hammer

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 Título: Re: Gripen NG - Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 27, 2013 2:57 am 
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Esqueci de comentar! :) Os amigos repararam que não houve NENHUMA mínima crítica à esta compra? Nem da imprensa, nem da classe política; da situação OU da oposição? A compra foi uma unanimidade! Apenas aqui nos nossos fóruns ainda tem alguns poucos reclamando... ;)

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