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 Título: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 2:38 am 
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Resumo de alguns aspectos da END no que diz respeito a importância atribuída por essa diretriz à questão da guerra centrada em rede :

Citação:
Pauta-se a Estratégia Nacional de Defesa pelas seguintes diretrizes.

1.Dissuadir a concentração de forças hostis nas fronteiras terrestres, nos limites das águas
jurisdicionais brasileiras, e impedir-lhes o uso do espaço aéreo nacional.

2.Organizar as Forças Armadas sob a égide do trinômio monitoramento/controle, mobilidade e
presença.

3.Desenvolver as capacidades de monitorar e controlar o espaço aéreo, o território e as águas
jurisdicionais brasileiras.

4.Desenvolver, lastreado na capacidade de monitorar/controlar, a capacidade de responder
prontamente a qualquer ameaça ou agressão: a mobilidade estratégica.

5.Aprofundar o vínculo entre os aspectos tecnológicos e os operacionais da mobilidade, sob a disciplina de objetivos bem definidos.

6.Fortalecer três setores de importância estratégica: o espacial, o cibernético e o nuclear.

7.Unificar as operações das três Forças, muito além dos limites impostos pelos protocolos de exercícios conjuntos.

8.Reposicionar os efetivos das três Forças.

9.Adensar a presença de unidades do Exército, da Marinha e da Força Aérea nas fronteiras.

10.Priorizar a região amazônica.

11.Desenvolver, para fortalecer a mobilidade, a capacidade logística, sobretudo na região amazônica.

12.Desenvolver, para atender aos requisitos de monitoramento/controle, mobilidade e presença, o
conceito de flexibilidade no combate.

13.Desenvolver, para atender aos requisitos de monitoramento/controle, mobilidade e presença, o
repertório de práticas e de capacitações operacionais dos combatentes.

- Cada homem e mulher a serviço das Forças Armadas há de dispor de três ordens de meios e de habilitações.

- Em primeiro lugar, cada combatente deve contar com meios e habilitações para atuar em rede, não só com outros combatentes e contingentes de sua própria Força, mas também com combatentes e contingentes das outras Forças. As tecnologias de comunicações, inclusive com os veículos que monitorem a superfície da terra e do mar a partir do espaço, devem ser encaradas como instrumentos potencializadores de iniciativas de defesa e de combate. Esse é o sentido do requisito de monitoramento e controle e de sua relação com as exigências de mobilidade e de presença.


14.Promover a reunião, nos militares brasileiros, dos atributos e predicados exigidos pelo conceito de flexibilidade.

15.Rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos das três Forças, de modo a dimensioná-las para atender adequadamente ao disposto na Estratégia Nacional de Defesa.

16. Estruturar o potencial estratégico em torno de capacidades.

17.Preparar efetivos para o cumprimento de missões de garantia da lei e da ordem, nos termos da Constituição Federal.

18.Estimular a integração da América do Sul.

19.Preparar as Forças Armadas para desempenharem responsabilidades crescentes em operações de manutenção da paz.

20.Ampliar a capacidade de atender aos compromissos internacionais de busca e salvamento.

21.Desenvolver o potencial de mobilização militar e nacional para assegurar a capacidade
dissuasória e operacional das Forças Armadas.

22.Capacitar a indústria nacional de material de defesa para que conquiste autonomia em tecnologias indispensáveis à defesa.

- Serão buscadas parcerias com outros países, com o propósito de desenvolver a capacitação tecnológica e a fabricação de produtos de defesa nacionais, de modo a eliminar, progressivamente, a compra de serviços e produtos importados.

23.Manter o Serviço Militar Obrigatório.

A Marinha do Brasil: a hierarquia dos objetivos estratégicos e táticos.

1.Na maneira de conceber a relação entre as tarefas estratégicas de negação do uso do mar, de controle de áreas marítimas e de projeção de poder, a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto. Se aceitasse dar peso igual a todos os três objetivos, seria grande o risco de ser medíocre em todos eles. Embora todos mereçam ser cultivados, o serão em determinadas ordem e seqüência.

A prioridade é assegurar os meios para negar o uso do mar a qualquer concentração de forças inimigas que se aproxime do Brasil por via marítima. A negação do uso do mar ao inimigo é a que organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos estratégicos, a estratégia de defesa marítima do Brasil. Essa prioridade tem implicações para a reconfiguração das forças navais.
[...]
Para assegurar o objetivo de negação do uso do mar, o Brasil contará com força naval submarina de envergadura, composta de submarinos convencionais e de submarinos de propulsão nuclear. O Brasil manterá e desenvolverá sua capacidade de projetar e de fabricar tanto submarinos de propulsão convencional como de propulsão nuclear. Acelerará os investimentos e as parcerias necessários para executar o projeto do submarino de propulsão nuclear. Armará os submarinos, convencionais e nucleares, com mísseis e desenvolverá capacitações para projetá-los e fabricá-los. Cuidará de ganhar autonomia nas tecnologias cibernéticas que guiem os submarinos e seus sistemas de armas e que lhes possibilitem atuar em rede com as outras forças navais, terrestres e aéreas.

O monitoramento da superfície do mar a partir do espaço deverá integrar o repertório de práticas e capacitações operacionais da Marinha.

A partir dele as forças navais, submarinas e de superfície terão fortalecidas suas capacidades de atuar em rede com as forças terrestre e aérea.

7.A constituição de uma força e de uma estratégia navais que integrem os componentes submarino, de superfície e aéreo, permitirá realçar a flexibilidade com que se resguarda o objetivo prioritário da estratégia de segurança marítima: a dissuasão com a negação do uso do mar ao inimigo que se aproxime, por meio do mar, do Brasil.
Em amplo espectro de circunstâncias de combate, sobretudo quando a força inimiga for muito mais poderosa, a força de superfície será concebida e operada como reserva tática ou estratégica. Preferencialmente e sempre que a situação tática permitir, a força de superfície será engajada no conflito depois do emprego inicial da força submarina, que atuará de maneira coordenada com os veículos espaciais (para efeito de monitoramento) e com meios aéreos (para efeito de fogo focado).

Um dos elos entre a etapa preliminar do embate, sob a responsabilidade da força submarina e de suas contrapartes espacial e aérea, e a etapa subseqüente, conduzida com o pleno engajamento da força naval de superfície, será a Aviação Naval, embarcada em navios.
A Marinha trabalhará com a indústria nacional de material de defesa para desenvolver um avião versátil, de defesa e ataque, que maximize o potencial aéreo defensivo e ofensivo da Força Naval.

Citação:
OBS:Em minha opinião enquadra-se perfeitamente no proposta do Sea Gripen

O Exército Brasileiro: os imperativos de flexibilidade e de elasticidade

O Exército Brasileiro cumprirá sua destinação constitucional e desempenhará suas atribuições, na paz e na guerra, sob a orientação dos conceitos estratégicos de flexibilidade e de elasticidade. A flexibilidade, por sua vez, inclui os requisitos estratégicos de monitoramento/controle e de mobilidade.

Flexibilidade é a capacidade de empregar forças militares com o mínimo de rigidez pré-estabelecida e com o máximo de adaptabilidade à circunstância de emprego da força. Na paz, significa a versatilidade com que se substitui a presença - ou a onipresença - pela capacidade de se fazer presente (mobilidade) à luz da informação (monitoramento/controle).

Na guerra, exige a capacidade de deixar o inimigo em desequilíbrio permanente, surpreendendo-o por meio da dialética da desconcentração e da concentração de forças e da audácia com que se desfecha o golpe inesperado.

... todas as brigadas do Exército devem conter, em princípio, os seguintes elementos, para que se generalize o atendimento do conceito da flexibilidade:

Instrumentos de comunicações e de monitoramento que lhes permitam operar em rede com outras unidades do Exército, da Marinha e da Força Aérea e receber informação fornecida pelo monitoramento do terreno a partir do ar e do espaço;

Instrumentos de mobilidade que lhes permitam deslocar-se rapidamente por terra, água e ar - para o teatro de operações e dentro dele. Por ar e por água, a mobilidade se efetuará comumente por meio de operações conjuntas com a Marinha e com a Força Aérea;


O monitoramento/controle, como componente do imperativo de flexibilidade, exigirá que entre os recursos espaciais haja um vetor sob integral domínio nacional, ainda que parceiros estrangeiros participem do seu projeto e da sua implementação, incluindo:

(e) as capacitações e os instrumentos cibernéticos necessários para assegurar comunicações entre os monitores espaciais e aéreos e a força terrestre.

6.A mobilidade como componente do imperativo de flexibilidade requer o desenvolvimento de veículos terrestres e de meios aéreos de combate e de transporte. Demandará, também, a reorganização das relações com a Marinha e com a Força Aérea, de maneira a assegurar, tanto na cúpula dos Estados Maiores como na base dos contingentes operacionais, a capacidade de atuar como uma única força.

As adaptações necessárias serão as requeridas pela natureza daquele teatro de operações: a intensificação das tecnologias e dos dispositivos de monitoramento a partir do espaço, do ar e da terra; a primazia da transformação da brigada em uma força com atributos tecnológicos e operacionais; os meios logísticos e aéreos para apoiar unidades de fronteira isoladas em áreas remotas, exigentes e vulneráveis; e a formação de um combatente detentor de qualificação e de rusticidade necessárias à proficiência de um combatente de selva.

A Força Aérea Brasileira: vigilância orientadora, superioridade aérea, combate focado, combate aeroestratégico

1.Quatro objetivos estratégicos orientam a missão da Força Aérea Brasileira e fixam o lugar de seu trabalho dentro da Estratégia Nacional de Defesa. Esses objetivos estão encadeados em determinada ordem: cada um condiciona a definição e a execução dos objetivos subseqüentes.

a. A prioridade da vigilância aérea.

Exercer do ar a vigilância do espaço aéreo, sobre o território nacional e as águas jurisdicionais brasileiras, com a assistência dos meios espaciais, terrestres e marítimos, é a primeira das responsabilidades da Força Aérea e a condição essencial para poder inibir o sobrevôo desimpedido do espaço aéreo nacional pelo inimigo. A estratégia da Força Aérea será a de cercar o Brasil com sucessivas e complementares camadas de visualização, condicionantes da prontidão para responder. Implicação prática dessa tarefa é que a Força Aérea precisará contar com plataformas e sistemas próprios para monitorar, e não apenas para combater e transportar, particularmente na região amazônica.

b. O poder para assegurar superioridade aérea local.

Em qualquer hipótese de emprego a Força Aérea terá a responsabilidade de assegurar superioridade aérea local. Do cumprimento dessa responsabilidade, dependerá em grande parte a viabilidade das operações navais e das operações das forças terrestres no interior do País. O requisito do potencial de garantir superioridade aérea local será o primeiro passo para afirmar a superioridade aérea sobre o território e as águas jurisdicionais brasileiras.

Impõe, como conseqüência, evitar qualquer hiato de desproteção aérea no período de 2015 a 2025, durante o qual terão de ser substituídos a atual frota de aviões de combate, os sistemas de armas e armamentos inteligentes embarcados, inclusive os sistemas inerciais que permitam dirigir o fogo ao alvo com exatidão e “além do alcance visual”.

c. A capacidade para levar o combate a pontos específicos do território nacional, em conjunto com o Exército e a Marinha, constituindo uma única força combatente, sob a disciplina do teatro de operações.

d. A índole pacífica do Brasil não elimina a necessidade de assegurar à Força Aérea o domínio de um potencial estratégico que se organize em torno de uma capacidade, não em torno de um inimigo.

Sem que a Força Aérea tenha o pleno domínio desse potencial aeroestratégico, não estará ela em condições de defender o Brasil, nem mesmo dentro dos mais estritos limites de uma guerra defensiva. Para tanto, precisa contar com todos os meios relevantes: plataformas, sistemas de armas, subsídios cartográficos e recursos de inteligência.

Dentre todas as preocupações a enfrentar no desenvolvimento da Força Aérea, a que inspira cuidados mais vivos e prementes é a maneira de substituir os atuais aviões de combate no intervalo entre 2015 e 2025, uma vez esgotada a possibilidade de prolongar-lhes a vida por modernização de seus sistemas de armas, de sua aviônica e de partes de sua estrutura e fuselagem.

O Brasil confronta, nesse particular, dilema corriqueiro em toda a parte: manter a prioridade das capacitações futuras sobre os gastos atuais, sem tolerar desproteção aérea. Precisa investir nas capacidades que lhe assegurem potencial de fabricação independente de seus meios aéreos de defesa.

Não pode, porém, aceitar ficar desfalcado de um escudo aéreo enquanto reúne as condições para ganhar tal independência. A solução a dar a esse problema é tão importante, e exerce efeitos tão variados sobre a situação estratégica do País na América do Sul e no mundo, que transcende uma mera discussão de equipamento e merece ser entendida como parte integrante da Estratégia Nacional de Defesa.

O princípio genérico da solução é a rejeição das soluções extremas - simplesmente comprar no mercado internacional um caça “de quinta geração” ou sacrificar a compra para investir na modernização dos aviões existentes, nos projetos de aviões não-tripulados, no desenvolvimento, junto com outro país, do protótipo de um caça tripulado do futuro e na formação maciça de quadros científicos e técnicos. Convém solução híbrida, que providencie o avião de combate dentro do intervalo temporal necessário mas que o faça de maneira a criar condições para a fabricação nacional de caças tripulados avançados.

Tal solução híbrida poderá obedecer a um de dois figurinos. Embora esses dois figurinos possam coexistir em tese, na prática um terá de prevalecer sobre o outro. Ambos ultrapassam de muito os limites convencionais de compra com transferência de tecnologia ou “off-set” e envolvem iniciativa substancial de concepção e de fabricação no Brasil. Atingem o mesmo resultado por caminhos diferentes.

De acordo com o primeiro figurino, estabelecer-se-ia parceria com outro país ou países para projetar e fabricar no Brasil, dentro do intervalo temporal relevante, um sucedâneo a um caça de quinta geração à venda no mercado internacional. Projeta-se e constrói-se o sucedâneo de maneira a superar limitações técnicas e operacionais significativas da versão atual daquele avião (por exemplo, seu raio de ação, suas limitações em matéria de empuxo vetorado, sua falta de baixa assinatura radar). A solução em foco daria resposta simultânea aos problemas das limitações técnicas e da independência tecnológica.

De acordo com o segundo figurino, seria comprado um caça de quinta geração, em negociação que contemplasse a transferência integral de tecnologia, inclusive as tecnologias de projeto e de fabricação do avião e os “códigos-fonte”. A compra seria feita na escala mínima necessária para facultar a transferência integral dessas tecnologias. Uma empresa brasileira começa a produzir, sob orientação do Estado brasileiro, um sucedâneo àquele avião comprado, autorizado por negociação antecedente com o país e a empresa vendedores. A solução em foco dar-se-ia por seqüenciamento e não por simultaneidade.

A escolha entre os dois figurinos é questão de circunstância e de negociação. Consideração que poderá ser decisiva é a necessidade de preferir a opção que minimize a dependência tecnológica ou política em relação a qualquer fornecedor que, por deter componentes do avião a comprar ou a modernizar, possa pretender, por conta dessa participação, inibir ou influir sobre iniciativas de defesa desencadeadas pelo Brasil.

5.Três diretrizes estratégicas marcarão a evolução da Força Aérea. Cada uma dessas diretrizes representa muito mais do que uma tarefa, uma oportunidade de transformação.

A primeira diretriz é o desenvolvimento do repertório de tecnologias e de capacitações que permitam à Força Aérea operar em rede, não só entre seus próprios componentes, mas, também, com o Exército e a Marinha.

A segunda diretriz é o avanço nos programas de veículos aéreos não tripulados, primeiro de vigilância e depois de combate ...

A terceira diretriz é a integração das atividades espaciais nas operações da Força Aérea.

Os setores estratégicos: o espacial, o cibernético e o nuclear

c. Desenvolver tecnologias de comunicações, comando e controle a partir de satélites, com as forças terrestres, aéreas e marítimas, inclusive submarinas, para que elas se capacitem a operar em rede e a se orientar por informações deles recebidas;

d. Desenvolver tecnologia de determinação de coordenadas geográficas a partir de satélites.

4.As capacitações cibernéticas se destinarão ao mais amplo espectro de usos industriais, educativos e militares. Incluirão, como parte prioritária, as tecnologias de comunicação entre todos os contingentes das Forças Armadas de modo a assegurar sua capacidade para atuar em rede.

A reorganização da indústria nacional de material de defesa: desenvolvimento tecnológico independente

Estabelecer-se-á, no Ministério da Defesa, uma Secretaria de Produtos de Defesa. O Secretário será nomeado pelo Presidente da República, por indicação do Ministro da Defesa.

O objetivo será implementar, no mais breve período, uma política centralizada de compras produtos de defesa capaz de:

(a) otimizar o dispêndio de recursos;

(b) assegurar que as compras obedeçam às diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e de sua elaboração, ao longo do tempo; e

(c) garantir, nas decisões de compra, a primazia do compromisso com o desenvolvimento das capacitações tecnológicas nacionais em produtos de defesa.

Estruturação das Forças Armadas

Para o atendimento eficaz das Hipóteses de Emprego, as Forças Armadas deverão estar organizadas e articuladas de maneira a facilitar a realização de operações conjuntas e singulares, adequadas às características peculiares das operações de cada uma das áreas estratégicas.

O instrumento principal, por meio do qual as Forças desenvolverão sua flexibilidade tática e estratégica, será o trabalho coordenado entre as Forças, a fim de tirar proveito da dialética da concentração e desconcentração. Portanto, as Forças, como regra, definirão suas orientações operacionais em conjunto, privilegiando essa visão conjunta como forma de aprofundar suas capacidades e rejeitarão qualquer tentativa de definir orientação operacional isolada.

Em relação ao equipamento, o planejamento deverá priorizar, com compensação comercial, industrial e tecnológica:

- no âmbito das três Forças, sob a condução do Ministério da Defesa, a aquisição de helicópteros de transporte e de reconhecimento e ataque;

- na Marinha, o projeto e fabricação de submarinos convencionais que permitam a evolução para o projeto e fabricação, no País, de submarinos de propulsão nuclear, de meios de superfície e aéreos priorizados nesta Estratégia;

- no Exército, os meios necessários ao completamento dos sistemas operacionais das brigadas; o aumento da mobilidade tática e estratégica da Força Terrestre, sobretudo das Forças de Ação Rápida Estratégicas e das forças estacionadas na região amazônica; os denominados “Núcleos de Modernidade”; a nova família de blindados sobre rodas; os sistemas de mísseis e radares antiaéreos (defesa antiaérea); a produção de munições e o armamento e o equipamento individual do combatente, entre outros, aproximando-os das tecnologias necessárias ao combatente do futuro; e

- na Força Aérea, a aquisição de aeronaves de caça que substituam, paulatinamente, as hoje existentes, buscando a possível padronização; a aquisição e o desenvolvimento de armamentos e sensores, objetivando a auto-suficiência na integração destes às aeronaves; e a aquisição de aeronaves de transporte de tropa.

As seguintes capacidades são desejadas para as Forças Armadas:
[...]
- interoperabilidade nas operações conjuntas.

Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I)

No que respeita à utilização do espaço exterior como meio de suporte às atividades de defesa, os satélites geoestacionários para comunicações, controle de tráfego aéreo e meteorologia desempenharão papel fundamental na viabilização de diversas funções em sistemas de comando e controle. As capacidades de alerta, vigilância, monitoramento e reconhecimento poderão, também, ser aperfeiçoadas por meio do uso de sensores ópticos e de radar, a bordo de satélites ou de veículos aéreos não-tripulados (VANT).

Logística

Acelerar o processo de integração entre as três Forças, especialmente nos campos da tecnologia industrial básica, da logística e mobilização, do comando e controle e das operações conjuntas.

Comando e Controle

Consolidar o sistema de comando e controle para a Defesa Nacional.

O Ministério da Defesa aperfeiçoará o Sistema de Comando e Controle de Defesa, para contemplar o uso de satélite de telecomunicações próprio.

O sistema integrado de Comando e Controle de Defesa deverá ser capaz de disponibilizar, em função de seus sensores de monitoramento e controle do espaço terrestre, marítimo e aéreo brasileiro ...

Doutrina

Promover o aperfeiçoamento da Doutrina de Operações Conjuntas.

O Ministério da Defesa promoverá estudos relativos ao aperfeiçoamento da Doutrina de Operações Conjuntas, considerando, principalmente, o ambiente operacional e o aprimoramento dos meios de defesa, a experiência e os ensinamentos adquiridos com a realização de operações conjuntas e as orientações da Estratégia Nacional de Defesa, no que concerne às atribuições do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e dos Estados-Maiores das três Forças.
http://www.fab.mil.br/portal/defesa/est ... tugues.pdf

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 2:54 am 
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Depois de rever a END compreendi três aspectos relevantes dessa diretriz :

- A END atribuí forte relevância a questão dos meios operando em REDE (D-link / NCW);

- Prioriza a integração de armas e sobretudo fabricação do caça em território nacional;

- E determina que o futuro caça naval seja projetado em conjunto com a indústria nacional.

Os amigos concordam ?

Sds
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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 11:21 am 
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Me parece, numa rápida lida, sem ler outros documentos e ainda desconsiderando o quadro real; que sim.
Bem, é o óbvio.

Essas são as linhas mestras, mas a conjuntura econômica, estratégica e política internacional é que condicionam o quanto nos manteremos ou não dentro dessas linhas. São linhas gerais e o ideal.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 2:35 pm 
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Spock escreveu:
Depois de rever a END compreendi três aspectos relevantes dessa diretriz :

- A END atribuí forte relevância a questão dos meios operando em REDE (D-link / NCW);

- Prioriza a integração de armas e sobretudo fabricação do caça em território nacional;

- E determina que o futuro caça naval seja projetado em conjunto com a indústria nacional.

Os amigos concordam ?

Sds
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Concordar eu concordo.

O que não diz aí é como fazer... com que $$$$$$ e em que prazo !!

Fácil é colocar no papel...

Sds.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 4:57 pm 
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Spock,

What does NCW stand for?

1 abraço


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Out 10, 2013 5:33 pm 
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arataca escreveu:
Spock,

What does NCW stand for?

1 abraço


Net Centric Warfare ou guerra centrada em rede.

http://www.defenceaviation.com/2010/09/ ... razil.html

http://www.dsto.defence.gov.au/news/3793/

http://defencesecurityindia.com/armed-forces-and-ncw/

Abs
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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 11:40 am 
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Interessante que se pegarmos a END como "manual" para escolher nossos meios, vamos notar que o PROSUB está em conformidade com essa diretriz, sobretudo nos passos em direção ao SubNuc, a própria helibrás / Eurocopter com a "fabricação" dos ECs e a questão dos caças não tenho dúvida que a proposta que DE FATO atendo todos os requisitos é a do Saab/Gripen-BR ... ate´mesmo na questão do desenvolvimento conjunto de um caça naval.

É a proposta de maior nacionalização, a única com co-fabricação brasileira, a única que permite integrações de armas e sensores de forma de fato irrestrita, pois seremos "donos" dos códigos fonte, me parece que a Dilma poderá muito bem escolher o Gripen e colocar a END na mesa para qualquer um que queira contestar a opção ...

Todos sabem que torço pelo Gripen, pois, entendo ser a melhor proposta para o País, assim, minhas afirmações acima estarão sempre "sob suspeita" ...

Isto posto, apreciaria se alguém apresentasse uma visão diferente BASEADA NA END ...

Abs
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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 12:40 pm 
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Spock escreveu:
Interessante que se pegarmos a END como "manual" para escolher nossos meios, vamos notar que o PROSUB está em conformidade com essa diretriz, sobretudo nos passos em direção ao SubNuc, a própria helibrás / Eurocopter com a "fabricação" dos ECs e a questão dos caças não tenho dúvida que a proposta que DE FATO atendo todos os requisitos é a do Saab/Gripen-BR ... ate´mesmo na questão do desenvolvimento conjunto de um caça naval.

É a proposta de maior nacionalização, a única com co-fabricação brasileira, a única que permite integrações de armas e sensores de forma de fato irrestrita, pois seremos "donos" dos códigos fonte, me parece que a Dilma poderá muito bem escolher o Gripen e colocar a END na mesa para qualquer um que queira contestar a opção ...

Todos sabem que torço pelo Gripen, pois, entendo ser a melhor proposta para o País, assim, minhas afirmações acima estarão sempre "sob suspeita" ...

Isto posto, apreciaria se alguém apresentasse uma visão diferente BASEADA NA END ...

Abs
Spock



Até pq o suecos são atualmente os reis da guerra em rede.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 1:27 pm 
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Spock, não é a única opção, há outra(s).


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 2:54 pm 
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Caveirão escreveu:
Spock, não é a única opção, há outra(s).


:shock:

Parece que já ouvi essa frase ! 8)

DESEMBUCHA NEGO VÉIO ! ... que opção é essa ? ... sukhois sem análise, sem ind. russa no Brasil, sem tradição, sem história ... só no oba, oba ? ...

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 4:19 pm 
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Citação:
sukhois sem análise, sem ind. russa no Brasil, sem tradição, sem história ... só no oba, oba ?


Onde você leu sobre essa oferta acima?
Eu nunca vi nada assim.
A última que eu li e que está na mão do GF, além da bost-list, é: SU-35BM com fabricação 100% nacional (incluso motores, se quisermos) e participação no PAK-FA.
Agora, essa que você postou eu realmente não lembro de ter lido em lugar nenhum.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 5:10 pm 
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Caveirão escreveu:
Citação:
sukhois sem análise, sem ind. russa no Brasil, sem tradição, sem história ... só no oba, oba ?


Onde você leu sobre essa oferta acima?
Eu nunca vi nada assim.
A última que eu li e que está na mão do GF, além da bost-list, é: SU-35BM com fabricação 100% nacional (incluso motores, se quisermos) e participação no PAK-FA.
Agora, essa que você postou eu realmente não lembro de ter lido em lugar nenhum.



Caveirão,

Salvo engano meu..... só a imprensa russa é que diz isto, desta tal oferta.

Eu nunca li, nem ouvi nada que a COPAC, a FAB ou até mesmo o MD tenha recebido esta proposta oficial... não pelo menos depois da divulgação da "Bost-List"....

Tem que ser oficial, pois os outros três o são, com propostas divulgadas e entregues a FAB.... e que estão no colo da PresidentA. Vencidas porém....

Acho que isto é lero-lero de russo.... assim como é lero-lero de europeu que o EF-2000 ainda corre por fora ao MMRCA da Índia, cujo ganhador é o Rafale frances.

Sds.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 5:29 pm 
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Infelizmente a imprensa russa parece muito ufanista.
Mas que seria uma baita caça pra nós seria.
Só que nosso governo não decide nada mesmo.

Abraços


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 6:23 pm 
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Baschera escreveu:
Caveirão escreveu:
Citação:
sukhois sem análise, sem ind. russa no Brasil, sem tradição, sem história ... só no oba, oba ?


Onde você leu sobre essa oferta acima?
Eu nunca vi nada assim.
A última que eu li e que está na mão do GF, além da bost-list, é: SU-35BM com fabricação 100% nacional (incluso motores, se quisermos) e participação no PAK-FA.
Agora, essa que você postou eu realmente não lembro de ter lido em lugar nenhum.



Caveirão,

Salvo engano meu..... só a imprensa russa é que diz isto, desta tal oferta.

Eu nunca li, nem ouvi nada que a COPAC, a FAB ou até mesmo o MD tenha recebido esta proposta oficial... não pelo menos depois da divulgação da "Bost-List"....

Tem que ser oficial, pois os outros três o são, com propostas divulgadas e entregues a FAB.... e que estão no colo da PresidentA. Vencidas porém....

Acho que isto é lero-lero de russo.... assim como é lero-lero de europeu que o EF-2000 ainda corre por fora ao MMRCA da Índia, cujo ganhador é o Rafale frances.

Sds.


Amigos,

Mesmo que exista uma oferta, essa deve ser do tipo NÃO-SOLICITADA; pois, por não ter participado da fase final do F-X2, a Sukhoi não pode ter recebido RFP.
Uma característica desse tipo de oferta é que pode ser extremamente barata e vantajosa, pois a empresa só apresenta aquilo que quer.
Mesmo que a Sukhoi tivesse tido acesso a uma cópia "pirata" do pedido de oferta, ainda assim existiriam outros problemas:
1. Como a empresa não foi submetida a avaliações técnicas e nem seu avião foi avaliado em voo, não se conhecem adequadamente os riscos de capacidade industrial, de qualidade, de prazo e financeiros.
2. Como não houve interação com a FAB/COPAC, os preços também são irreais, pois o objeto não foi ajustado aos requisitos do comprador, nem reafirmados em uma fase de Face-to-Face. É impressionante ver como os preços sobem quando o comprador impõe seus requisitos (o que e como), principalmente aqueles referentes à responsabilidade pelo cumprimento do que está contratado.
3. Mesmo que existam "compromissos" de offset e transferência de tecnologia, estes devem estar ainda "no ar", sem acordos prévios com indústrias nacionais. É também impressionante a "fome" das empresas brasileiras para se aproveitar das empresas ofertantes, quando essas estão pressionadas por uma competição.
É fácil para um penetra dizer que "minha oferta é melhor". Se for chamada para comprovar isso, vai ter que suar muito e, no fim, certamente não terá toda a vantagem que acenou na oferta não-solicitada.
Abraços,

Justin


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 12, 2013 8:46 pm 
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Caveirão escreveu:
Citação:
sukhois sem análise, sem ind. russa no Brasil, sem tradição, sem história ... só no oba, oba ?


Onde você leu sobre essa oferta acima?
Eu nunca vi nada assim.
A última que eu li e que está na mão do GF, além da bost-list, é: SU-35BM com fabricação 100% nacional (incluso motores, se quisermos) e participação no PAK-FA.
Agora, essa que você postou eu realmente não lembro de ter lido em lugar nenhum.


Caveira vc é um "CRENTE" ... :lol:

Só pra saber, acreditas em "ToT irrestrita" também ? ... ou só é afeito a conto de fadas russo ?

Sds
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[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

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