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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Qui Jan 16, 2014 12:29 pm 
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ROBERTO LOPES – EXCLUSIVO: LONDRES EXIGE QUE TEL-AVIV DIGA COMO SERÃO OS KFIRS ARGENTINOS
Ultimato reflete a indignação dos britânicos com a notícia de que Israel transferirá 18 caças para a Força Aérea Argentina; Itamaraty e Ministério da Defesa acompanham a crise por meio de seus representantes em Buenos Aires, Londres e Tel-Aviv.


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No ano de 2012 a Fuerza Aerea Colombiana, FAC, participou com os seus Kfir C12 da Operação Red Flag, nos Estados Unidos. Os Kfir colombianos é o que mais aproximado poderá ser o Kfir Block 60. Foto - FAC


Londres exige que Tel-Aviv diga
como serão os Kfirs argentinos


O governo do Premiê David Cameron exige receber de Israel uma descrição pormenorizada dos sistemas – eletrônicos e de motorização – a serem embarcados nos 18 caças Kfir Block 60, que a IAI (Israel Aerospace Industries) tenciona transferir, no início de 2015, para a Força Aérea Argentina.

O ultimato foi apresentado no início de dezembro, por representantes diplomáticos e do Ministério da Defesa britânico, diretamente nos gabinetes dos ministros do Exterior e da Defesa de Israel. Os ingleses temem que as aeronaves sejam empregadas para localizar e intimidar as embarcações de duas companhias petrolíferas – uma dos Estados Unidos e outra da Inglaterra – que se preparam para viajar às Ilhas Malvinas, a fim de providenciar, ano que vem, o início das sondagens submarinas em duas áreas marítimas ao norte do arquipélago.

O assunto vem sendo monitorado desde o fim de 2013 pelo Itamaraty e pelo Ministério da Defesa em Brasília.

A postura agressiva de Londres repete o comportamento adotado em abril de 1982 junto ao governo da França, depois que os argentinos invadiram as Malvinas. Os britânicos exigiram um relato detalhado dos equipamentos que haviam seguido a bordo dos caças franceses Étendard, exportados a partir do fim de 1981 para a Marinha argentina. Mas apesar de Paris ter aceitado colaborar com os ingleses, o episódio teve um desfecho surpreendente.

Os franceses informaram que os poucos mísseis Exocet exportados juntamente com os aviões – dois para cada aeronave – não haviam sido integrados à aviônica de bordo e, portanto, não estavam operacionais. O problema é que os militares argentinos conseguiram fazer a integração entre a arma e o caça, e os Exocets foram usados com sucesso contra a frota de Sua Majestade destacada para recuperar as ilhas...

Em novembro do ano passado, o Comitê de Controle de Exportação de Armas da Câmara dos Comuns aprontou um Report of the Committees on Arms Export Controls – 900 páginas distribuídas por três volumes – no qual a Argentina aparece como país proibido de receber quaisquer sistemas bélicos. Os ingleses têm motivos para estarem temerosos.

Nesta última terça-feira, 14 de janeiro, ao ser empossado como novo Secretário de Assuntos Relativos às Ilhas Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul do ministério das Relações Exteriores argentino, o ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Daniel Filmus, voltou a ameaçar as companhias e os técnicos que se dispuserem a explorar o petróleo das águas malvinenses com prisão e penas de reclusão em regime fechado.

A preocupação do governo Cameron com a exportação de caças Kfir para os argentinos começou ainda em agosto de 2013, quando a IAI admitiu que havia dois países interessados em adquirir uma versão modernizada dos velhos caças Kfir. Surgiram especulações de que esses clientes fossem as forças aéreas da Bulgária e das Filipinas, mas logo apareceu um rumor insistente sobre o interesse da Argentina.

A notícia ganhou espaço com a decisão do governo Cristina Kirchner de dispensar a oferta feita por Madri de 20 caças de segunda mão Mirage F-1M, dos estoques da Força Aérea Espanhola.

O oferecimento implicaria em um desembolso menor que aquele que caberá a Buenos Aires fazer para obter os jatos Kfir – 160 milhões de euros (217,6 milhões de dólares) contra 500 milhões de dólares – mas a diferença qualitativa entre os dois equipamentos justifica o gasto maior.

Os Mirages espanhóis chegariam à Argentina praticamente “depenados”:

a) o GPS de alta precisão embarcado nas aeronaves espanholas opera por meio de um código conhecido como P(Y) só autorizado para forças aéreas integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte);
b) o sistema de identificação de aeronaves amigas/inimigas dos Mirage espanhóis conta com um interrogador que funciona por meio de uma chave criptografada também só disponível para nações filiadas à Otan;
c) o radar Cyrano IVM do Mirage ofertado não possui capacidade de detecção diretamente para baixo, o que limita o emprego de mísseis de médio alcance por parte da aeronave;
d) os Mirages espanhóis também seriam entregues ao argentinos sem a interface eletrônica entre os sensores e os mísseis ar-mar Exocet;
e) os jatos teriam a base de dados (“biblioteca de ameaças”) do sistema alerta-radar INDRA ALR-300 vazia (!), já que esse sistema é igualmente controlado pela Otan (a Espanha prometeu fornecer um software semelhante, que não inspirou confiança aos argentinos);
f) os F-1M espanhóis destinados aos argentinos não poderiam ser equipados com os lançadores de chaff e bengalas despistadoras (de mísseis) AN/ALE-40, porque esse sistema, inicialmente produzido pela empresa americana Tracor, é, desde 1999, produzido pelo grupo britânico BAE System, e,
g) o antiquado sistema Barax Mod. 31, de interferência em emissões de radar do inimigo, não teria muita utilidade para os argentinos, já que havia sido modificado para atender os objetivos da Força Aérea Espanhola.

Em contraposição a todas essas limitações, o Kfir Block 60 deverá chegar aos seus clientes – Argentina inclusive – dotado de um moderno radar AESA EL/M-2052, que permite detecção ar-ar e ar-superfície a grande distância e com baixos níveis de emissão (indiscreção que favorece a plotagem pelo inimigo). O sistema de alerta-radar da marca Elisra permite a identificação de um alvo a distâncias maiores que 150 km.

O sistema de conexão e gerenciamento de dados do caça Kfir Block 60 não opera como um simples terminal de recepção ou emissão de informação criptografada. Ele funciona como um sistema de intranet, convertendo o Kfir no centro de uma verdadeira rede, da qual fazem parte centros de comando, radares de vigilancia, unidades navais, aeronaves de vigilância e de alerta aéreo antecipado.

Esse conjunto de sensores faz do Kfir modernizado uma aeronave de vigilância por excelência. Tudo o que os ingleses não gostariam de ter que enfrentar no Atlântico Sul.
http://www.defesanet.com.br/al/noticia/ ... rgentinos/

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Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Qui Jan 16, 2014 2:09 pm 
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Situação complicada para Israel, cuja indústria de defesa sempre dependeu de clientes não alinhados com EUA e Inglaterra para subsistir, mas agora corre o risco de perder um aliado nas questões do Oriente Médio na ONU.

Por outro lado a exigência inglesa de uma descrição pormenorizada dos sistemas é uma afronta à soberania israelense, ao mesmo tempo em que mostra à Argentina que quando ela quiser se armar de forma consistente e eficaz, terá de buscar fontes russas e chinesas.

Gripen NG, nem pensar.

Segue abaixo uma descrição do Kfir (e também de outra forma de pressão dos ingleses) de uma notícia do Poder Aéreo:

Citação:
Segundo a IAI, o início das entregas das aeronaves poderia ocorrer um ano depois da assinatura do acordo. Embora as células tenham perto de 40 anos, a IAI oferece o Kfir na versão denominada Block 60 com aviônicos de última geração (incluindo radar EL/M-2032 com antena de varredura eletrônica AESA), sonda de reabastecimento em voo, possibilidade de integrar casulos de reconhecimento e designação de alvos, capacidade de lançamento de armas inteligentes, incluindo bombas guiadas por sinal de satélite. A IAI também entregaria o motor (GE J79) totalmente revisado.

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Há indicações de que o Governo Britânico acompanha esta negociação de perto e estaria disposto a fazer o possível para que o acordo não ocorra. Uma das possibilidades seria convencer o governo dos EUA, um aliado de longa data, a não permitir a exportação dos motores J79 (produzidos pela General Electric), que equipam a aeronave. Deve-se destacar que nem mesmo os caças Typhoon baseados no aeródromo de Mount Pleasant (Ilhas Malvinas) contam com um radar de varredura eletrônica.
link para íntegra da notícia em: http://www.aereo.jor.br/2014/01/16/arge ... com-a-iai/


atenciosamente,

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 17, 2014 12:13 pm 
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Robsonmkt escreveu:
Situação complicada para Israel, cuja indústria de defesa sempre dependeu de clientes não alinhados com EUA e Inglaterra para subsistir, mas agora corre o risco de perder um aliado nas questões do Oriente Médio na ONU.

Por outro lado a exigência inglesa de uma descrição pormenorizada dos sistemas é uma afronta à soberania israelense, ao mesmo tempo em que mostra à Argentina que quando ela quiser se armar de forma consistente e eficaz, terá de buscar fontes russas e chinesas.

Gripen NG, nem pensar.

Segue abaixo uma descrição do Kfir (e também de outra forma de pressão dos ingleses) de uma notícia do Poder Aéreo:

Citação:
Segundo a IAI, o início das entregas das aeronaves poderia ocorrer um ano depois da assinatura do acordo. Embora as células tenham perto de 40 anos, a IAI oferece o Kfir na versão denominada Block 60 com aviônicos de última geração (incluindo radar EL/M-2032 com antena de varredura eletrônica AESA), sonda de reabastecimento em voo, possibilidade de integrar casulos de reconhecimento e designação de alvos, capacidade de lançamento de armas inteligentes, incluindo bombas guiadas por sinal de satélite. A IAI também entregaria o motor (GE J79) totalmente revisado.

Imagem

Há indicações de que o Governo Britânico acompanha esta negociação de perto e estaria disposto a fazer o possível para que o acordo não ocorra. Uma das possibilidades seria convencer o governo dos EUA, um aliado de longa data, a não permitir a exportação dos motores J79 (produzidos pela General Electric), que equipam a aeronave. Deve-se destacar que nem mesmo os caças Typhoon baseados no aeródromo de Mount Pleasant (Ilhas Malvinas) contam com um radar de varredura eletrônica.
link para íntegra da notícia em: http://www.aereo.jor.br/2014/01/16/arge ... com-a-iai/


atenciosamente,

atenciosamente,



Não a matéria, mas as fontes desta estão erradas quanto a duas coisas:

- O radar do Kfir C-10 Block 60 não é o Elta EL/M -2032 e sim o Elta EL/M - 2052

- O valor estimado do negócio é da ordem de aproximadamente Us$ 500 milhões.

PS: O Governo da Grã Bretanha exigiu um dossiê pormenorizado de cada item destas aeronaves ao Governo de Israel....

Sds.


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 17, 2014 2:40 pm 
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Ok, ok, isto é assunto para outro tópico, aqui é de notícias sobre a FAB e/ou tenha alguma ligação.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 12:16 pm 
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Muito legam a matéria!

https://medium.com/war-is-boring/9eea17dedf55


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 12:47 pm 
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Tikuna escreveu:


Muito legal ... obrigado por postar ! :wink:

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 12:50 pm 
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BRIG SAITO: MUDAR OU LAPIDAR?

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Artigo do Brigadeiro Juniti Saito - Mudar ou Lapidar - Arte - FAB

Comando da Aeronáutica

MUDAR OU LAPIDAR?


Brilhante não é uma pedra. É um estilo de lapidação criado há mais de trezentos anos e usado em várias gemas.

Como o estilo é utilizado, principalmente, na lapidação do diamante, o termo é usado impropriamente, mas com frequência, como sinônimo de diamante.

Assim, como toda pedra que requer um bom artífice para deixá-la cada vez mais reluzente, a Força Aérea Brasileira vai percorrendo a sua vida, agregando as experiências do passado, adequando-se aos cenários vivenciados, de maneira a estar cada vez mais radiante no futuro.

Hoje, 20 de janeiro de 2014, a Força Aérea Brasileira completa 73 anos de criação.

Em apenas dois anos vamos comemorar a marca de 75 anos de existência: “Bodas de Brilhante”.

Talvez, para seres humanos, 73 ou 75 anos sejam muito tempo. Todavia, para uma Instituição do Estado, ainda é pouco.

É um período de tempo suficiente para podermos falar de heroísmo, tradições, legado e história. Mas, antes de lembrarmos tudo o que foi feito até hoje, devemos sempre nos recordar de como foi o nascimento da Força Aérea Brasileira: durante a Guerra.

Esta Instituição tem no seu nascedouro a marca de “cumprir a missão”. Personalidades como Eduardo Gomes e Nero Moura precisaram quebrar paradigmas, romper tradições e superar desconfianças para atingirem o único propósito que perseguiam: “cumprir a missão”. Em nome desse simples ideal - transformar um conflito em vitória - esses homens ajudaram não apenas a estruturar a Força Aérea Brasileira, mas a criá-la.

Naquele tempo, nosso desafio era triplo. Precisávamos defender nosso litoral da ameaça dos submarinos hostis, estruturar o então Ministério da Aeronáutica e, numa prova de que a Força existia para valer, organizar um contingente para treinar, se aperfeiçoar e lutar como um esquadrão de combate na Itália.

É incrível, passados quase 75 anos, pensar em como uma instituição ainda no seu nascedouro conseguiu ser tão bem sucedida com tantos desafios em tão pouco tempo!

No pós-guerra, a Força Aérea Brasileira já era outra.

Nossas diversas aviações haviam atingido sua plena operacionalidade e era o momento de avaliar quais seriam as missões a cumprir em tempo de paz.

Uma mudança de caráter tão somente nominativo, contudo, merece ser lembrada: foi em 1947 que o então Ministro Armando Figueira Trompowsky de Almeida aprovou uma política de reorganização das nomenclaturas das unidades da FAB.

Podemos imaginar, hoje, quão forte era o espírito de mudança daquela época!

Praça de 1906, O Ministro Trompowsky, cujo nome batiza o campo de aviação onde está a Base Aérea do Galeão, foi formado na gloriosa Marinha do Brasil, tornando-se um homem do azul da Aeronáutica. A mudança foi desde a sua farda até a maneira como deveria encarar o papel da Força que comandava. Sorte da FAB, ao nascer, receber não só aeronaves e bases, mas também homens como o Marechal Trompowsky.

Como Ministro da Aeronáutica, ele percebeu que era o momento de repensar como a FAB ocuparia o território brasileiro. Uma das principais mudanças seria a designação das unidades. O Brasil foi dividido em grupos de aviação de acordo com o critério geográfico.

Foi assim que, em março de 1947, o 1° Grupo de Aviação de Caça foi designado 1°/9° Grupo de Aviação, uma decisão que parecia lógica, mas que gerou tantas inquietações que foi revertida em 1949 após tamanha insatisfação.

Se tal desistência de reorganização trouxe um legado, certamente foi a "salada de frutas" do que é a designação das unidades da FAB. Curioso o caso da aviação de asas rotativas, que tem o seu 7°/8° GAv sem a existência do 4° ou do 6° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação. Já o 10º Grupo, com seu 1º e 3º Esquadrões componentes da nossa aviação de caça, tem o seu 2º Esquadrão especializado em busca e salvamento.

É, em nome da tradição, que nossas unidades são designadas com uma lógica que só se faz ser vista com uma boa consulta na história. Como se a afetividade fosse maior que a vida real, vamos, assim, nos emaranhando em uma série de pensamentos voltados para o passado.

Como seria se homens como Trompowsky, Eduardo Gomes e Nero Moura tivessem se prendido às tradições e costumes ao invés de terem foco nos desafios que enfrentavam?

Dando um salto na história para a década de 70, temos outro caso notório de inovação que devemos seguir. A chegada dos então Mirage III, à época os caças mais modernos da FAB, não atendeu aos anseios de reequipamento de unidades de caça tradicionais. Alinhou-se, sim, ao pensamento bem desenvolvido de quem imaginou que essas aeronaves deveriam defender o Brasil a partir de outra Base e com uma nova doutrina de emprego.

Assim como a velocidade proporcionada pelas hélices e pelas turbinas a jato, a FAB também encara uma realidade em rápida mutação. Aquilo que era imprescindível há poucos anos pode, muito em breve, ser dispensável. Aquilo inimaginável pode ser prioritário em pouquíssimo tempo.

Mas esse dinamismo, essa aceitação de mudança que marcou o início da gloriosa história da Força Aérea Brasileira, parece ter arrefecido com o decorrer dos anos. Não temos dúvidas que somos, com muito orgulho, filhos da Marinha e do Exército brasileiros. Mas, com serenidade e respeito aos nossos pais, temos que buscar as nossas próprias características, evitando nos tornarmos aquele jovem que às vezes insiste em evitar encarar os desafios da vida, continuando "na casa dos pais".

Ao analisar a localização de nossas unidades, constatamos que nos vemos presos a uma estratégia elaborada na época da Segunda Guerra Mundial. Das dezoito Bases Aéreas hoje ativas, apenas cinco não remontam ao período da criação da Força Aérea Brasileira ou mesmo anteriormente. Brasília, Anápolis, Manaus, Boa Vista e Porto Velho foram frutos de uma política que vê o Brasil como algo bem maior do que o seu litoral, que enxerga a Amazônia como uma riqueza a ser explorada, um torrão estratégico a ser
defendido.

Abrir novas frentes, obviamente, significa redimensionar a Força de acordo com as suas necessidades. Há o exemplar caso do 1°/5° Grupo de Aviação, que acaba de sair da Base Aérea de Fortaleza, “regressando” para a Base Aérea de Natal.

É fato que deixar a bela capital alencarina é uma pena para todos os envolvidos, mas quando analisamos claramente o sentido da mudança percebemos como ela foi importante!

Fortaleza já não é mais a pequena vila onde a Base foi instalada nem a cidade tranquila onde gerações de pilotos de caça foram forjadas. Com um aeroporto internacional movimentado, Fortaleza passou a não ser uma localidade indicada para determinadas fases do curso de formação de pilotos da aviação de transporte: em determinado período era necessário deslocar para outras cidades, como Parnaíba (PI), para garantir a segurança necessária às operações.

O custo envolvido em uma simples operação dessa não é pequeno - sobretudo quando pensamos que estamos falando de uma unidade aérea com dezenas de estagiários por ano!

Além disso, eles também precisam realizar o curso de Tática Aérea em Natal, durante longos três meses, o que agrega ainda mais custos na formação desses aspirantes e jovens tenentes.

Foi nesse cenário que Natal, distante menos de 600 km e com as mesmas vantagens climáticas, apresentou-se como a localidade ideal para voltar a sediar aquela unidade. Com uma infraestrutura ampla, a Base Aérea de Natal brevemente ficará com o total uso das três pistas de pouso daquele campo de aviação, quando o novo aeroporto internacional da capital potiguar for inaugurado.

Retirar o Esquadrão Rumba da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) para Natal foi interpretado por vezes como uma grande lástima, pelos mais diversos motivos, muitos desprovidos de informações precisas. Contudo, quando analisamos claramente os fatores envolvidos, vemos que esta foi uma decisão não apenas lógica, mas tão necessária que até lamentamos não ter sido tomada anteriormente.

O Rumba já ocupa o prédio onde até 2010 estava sediado o Esquadrão Pacau, anteriormente baseado em Fortaleza e agora responsável pela defesa do espaço aéreo na região Norte a partir da Base Aérea de Manaus. Ao lado da ida do Esquadrão Poti para Porto Velho, saído do Recife, esse é um caso que merece nossa atenção.

É fato que o Pacau possuía suas tradições, sua história e sua simpatia pelas cidades de Fortaleza e de Natal. Por mais que haja inevitáveis comentários sobre as condições de operação no Norte - uma natural adaptação à mudança - é difícil encontrar alguém que não concorde que se tratou de uma alteração benéfica para a FAB. Foram necessários quase 70 anos de história para termos um único esquadrão de jatos na Amazônia! Já era hora!

Surpreende, contudo, a reação. A mudança do Rumba para Natal movimentou pouco mais de cem militares de um efetivo de mais de mil que ainda atuam na BAFZ, onde permanece a manutenção dos Bandeirantes. Mas a simples menção à mudança gerou denúncias à imprensa, aos políticos, à entidades de classe. O discurso pessimista, que esconde os fatos e mostra apenas um cenário falsamente terrível, mancha a imagem da instituição sem se basear em nada concreto.

Agora vemos, com surpresa, artigos que anunciam o fechamento de bases aéreas para supostamente fazer economia em nome do projeto F-X2.

Um pequeno conhecimento de administração pública revela como existem rubricas específicas e que a FAB não tem como "guardar" dinheiro de 2014 para gastar em outro ano.

Créditos destinados à vida vegetativa de organizações não “conversam” com o pagamento de nossos maiores projetos, em fase de aquisição. É a pura e simples manipulação das informações baseadas em fontes que se apresentam como pessoas qualificadas, mas só buscam ampliar a
desinformação.

Não devemos aceitar algo que “ainda não foi” e que já está atrapalhando o que “ainda pode ser”.

Se em 1947 as mudanças de designação trouxeram resistências, as trocas de unidades, de sedes e de visão trazem muito mais. É também o caso da transferência das aeronaves do 1° GTT dos Afonsos para o Galeão. A despeito das reconhecidas vantagens em se concentrar a frota, em todos os seus aspectos logísticos, operacionais e financeiros,há um entendimento de que a tradição deve estar acima da eficiência da Força. Chega a ser estranho, em nome da tradição, sugerir que nossas maiores aeronaves de transporte operem abaixo da sua capacidade máxima, unicamente, para
permanecerem em nosso respeitado sítio histórico.

Ao falarmos da aviação de transporte, não podemos deixar de tratar da quase presente aeronave KC-390. O grande diferencial está na sua capacidade. Uma aeronave a jato que haverá de transportar a mesma tonelagem de nossos atuais C-130, com quase o dobro da velocidade.

Isso é transformador, além de ser um rótulo de economia.

Não bastasse a troca de quatro motores por dois, com um expressivo ganho de velocidade e de alcance, a aeronave precisará de menor apoio de solo. Preparando a chegada das aeronaves, em futuro bastante próximo, não poderíamos manter, logicamente, dois esquadrões na mesma cidade, separados por não mais do que 10 milhas.

O lendário Campo dos Afonsos, certamente terá para sempre o seu papel na história da Força Aérea Brasileira. É por isso que sua pista acaba de ser recuperada. É por isso que inúmeras unidades estão ali sediadas, como a nossa UNIFA. É por isso que a maior vitrine histórica da FAB – o MUSAL – está ali.

A história nunca ficará esquecida. Mais que simplesmente vivê-la, cabe à Força Aérea Brasileira ter o mesmo sentimento dos seus pioneiros e não ter medo em mudar para cumprir a sua destinada missão da melhor forma possível.

Mais mudanças devem – e precisam – ocorrer.

Meus prezados comandados:

Em virtude do trabalho que foi e que está sendo executado, temos muito que comemorar. Em dezembro, o anúncio do Gripen NG como nova aeronave de caça da FAB representou um marco para a instituição. Muito em breve, poderemos ter o orgulho de nossa defesa aérea estar a cargo de uma das aeronaves mais modernas do mundo. O seu desenvolvimento, baseado nas versões de sucesso que a antecedem, é uma virtude que se transforma em solução para um país que, mais do que adquirir, quer capacitar-se. Mas não é só: nossas Bases Aéreas já possuem inúmeras aeronaves novas ou modernizadas, como P-3M, A-1M, C-105, H-36 e AH-2, entre outras.

Mais que uma renovação operacional, temos um imenso orgulho de ver que cada um desses projetos foi pensado de forma a proporcionar uma participação ativa no seu desenvolvimento e produção. Contamos nos dedos a quantidade de países onde seu povo pode bater a mão no peito e se orgulhar de ali mesmo conseguir ter domínio tecnológico sobre as aeronaves que garantem a sua defesa.

Todas as nossas aviações estão em pleno processo de renovação. O futuro já está presente nas nossas Bases Aéreas e se tornará ainda mais marcante quando concretizarmos outros projetos, como o KC-390, o míssil A-Darter, o datalink nacional e, claro, o Gripen NG.

Podemos ter a certeza de que chegaremos bem à marca dos 75 anos de Força Aérea Brasileira. É um momento de avaliar o que conseguimos, o que passou e o que pode ser diferente. Antes de mudar qualquer aspecto na Força Aérea, ou seguir em uma nova direção, estamos ratificando o conhecimento sobre os nossos pontos fortes, para aproveitálos ao máximo. Mas também precisamos ter plena consciência de nossos pontos limitantes e ajustá-los.

Para termos esta nova Força Aérea, nossa preocupação não é mais a de ocupar espaços físicos, ter grande quantidade de organizações espalhadas pelo território nacional e efetivo numeroso com os seus decorrentes custos. Tudo isso é corroborado pela atual ampliação das características de
mobilidade e de flexibilidade da Força Aérea.

Fazemos, desde alguns comandos e há vários anos, a supressão daquelas ações que podem ser executadas por outros segmentos da sociedade, e que deixam de figurar em nosso extenso rol de responsabilidades.

Parte considerável da multiplicidade dos trabalhos de manutenção, por exemplo, já é suprida pelo parque industrial brasileiro, reduzindo custos com pessoal e infraestrutura, como ocorre em várias nações do mundo. É assim que se melhora a gestão dos processos, a produtividade das equipes administrativas e logísticas.

Para essa renovação contínua é necessário que confiemos na capacidade dos atuais responsáveis pelos destinos da Força.

Em respeito a nossa história e honrando os seus pioneiros, devemos não manter a FAB exatamente como eles deixaram. Um verdadeiro legado não se faz com paredes ou pedras e, sim, com pensamentos e ideais. Devemos buscar uma Força Aérea moderna, uma Força Aérea que corresponda àquilo que os brasileiros almejam; uma Força Aérea que faça parte do seleto grupo das forças aéreas mais operacionais e profissionais do mundo.

Rumamos para as “Bodas de Brilhante” da Força Aérea Brasileira.

O nosso “diamante” deve continuar sendo lapidado.

Brasília, 20 de janeiro de 2014
73º ano de criação da Aeronáutica Brasileira

Ten. Brig do Ar Juniti Saito
Comandante da Aeronáutica

http://www.defesanet.com.br/aviacao/not ... LAPIDAR--/


Alguém entendeu o que o Saito quis dizer com esse artigo?


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 2:02 pm 
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Pelo jeito, é uma resposta a críticas internas à mudanças administrativas. Militares tendem a ser excessivamente conservadores e tradicionais e reagem negativamente a mudanças conceituais e estruturais. E as tecnologias do mundo moderno facilitam a reverberação de críticas que antes ficam apenas às boca pequena nos quartéis.

Wellington Góes escreveu:
Citação:
Surpreende, contudo, a reação. A mudança do Rumba para Natal movimentou pouco mais de cem militares de um efetivo de mais de mil que ainda atuam na BAFZ, onde permanece a manutenção dos Bandeirantes. Mas a simples menção à mudança gerou denúncias à imprensa, aos políticos, à entidades de classe. O discurso pessimista, que esconde os fatos e mostra apenas um cenário falsamente terrível, mancha a imagem da instituição sem se basear em nada concreto.

Agora vemos, com surpresa, artigos que anunciam o fechamento de bases aéreas para supostamente fazer economia em nome do projeto F-X2.

...

Créditos destinados à vida vegetativa de organizações não “conversam” com o pagamento de nossos maiores projetos, em fase de aquisição. É a pura e simples manipulação das informações baseadas em fontes que se apresentam como pessoas qualificadas, mas só buscam ampliar a
desinformação


...

Se em 1947 as mudanças de designação trouxeram resistências, as trocas de unidades, de sedes e de visão trazem muito mais. É também o caso da transferência das aeronaves do 1° GTT dos Afonsos para o Galeão. A despeito das reconhecidas vantagens em se concentrar a frota, em todos os seus aspectos logísticos, operacionais e financeiros,há um entendimento de que a tradição deve estar acima da eficiência da Força. Chega a ser estranho, em nome da tradição, sugerir que nossas maiores aeronaves de transporte operem abaixo da sua capacidade máxima, unicamente, para permanecerem em nosso respeitado sítio histórico.


http://www.defesanet.com.br/aviacao/not ... LAPIDAR--/


Alguém entendeu o que o Saito quis dizer com esse artigo?

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 2:12 pm 
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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 4:14 pm 
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Wellington Góes escreveu:
E???????


e quem avisa amigo é. 8)
se as críticas internas continuarem, haverá consequências, pouco importando a patente do insoburdinado.

atenciosamente,

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::Robson Rocha
http://www.comunicarteei.blogspot.com


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Sex Jan 24, 2014 4:40 pm 
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Robsonmkt escreveu:
Wellington Góes escreveu:
E???????


e quem avisa amigo é. 8)
se as críticas internas continuarem, haverá consequências, pouco importando a patente do insoburdinado.

atenciosamente,


Concordo plenamente com sua perspicaz leitura e acrescento :

Depois do CRC, um banho de motivação com a NOVA FAB, com as perspectivas, e como pano de fundo usou inteligentemente a aproximação do "bodas de brilhante" ...

Achei sensacional !

abs
Spock

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“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Dom Fev 02, 2014 2:43 pm 
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Em entrevista ao programa "Avanços e Desafios" da NBR, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, comentou a escolha do Gripen NG como o futuro caça da Força Aérea Brasileira.

Amorim abordou outros temas como o programa de construção de submarinos (Prosub), o novo satélite geoestacionário, o blindado Guarani e o KC-390, novo avião de transporte e reabasteciemento em voo.

Assista à entrevista:

http://www.youtube.com/watch?v=dWdLsX99hns

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Dom Fev 02, 2014 3:19 pm 
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Conexão FAB 30/01/2014
Revista Eletrônica - Fev. 2014
O Conexão FAB destaca a primeira reunião realizada em janeiro entre os governos da Suécia e Brasil sobre a compra dos 36 caças Gripen NG. Você vai ver conhecer também o projeto Acauã, o protótipo de usado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para desenvolver tecnologias de automação usadas em veículos aéreo não tripulados.

http://www.youtube.com/watch?v=_dRRE9uCSq0

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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Seg Fev 03, 2014 12:20 am 
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Citação:
No Amazonas, esquadrão da Força Aérea Brasileira realiza remoção de emergência

Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo realizou, no começo desta semana, o translado de uma menina de 18 anos com sua filha devido a uma anomalia na criança chamada gastroquise
Manaus (AM), 31 de Janeiro de 2014

Imagem
Esquadrão Cobra" da FAB transporta vítimas de urgência de Moura (AM) até Manaus (Divulgação/FAB)

O Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo da Força Aérea Brasileira, intitulado "Esquadrão Cobra", sediado na Base Aérea de Manaus, resgatou na última segunda-feira (27) uma moradora do município de Moura, a 250 km da capital.

Apresentando complicações no parto, Lilian Conceição, de 18 anos, necessitou de remoção imediata com sua filha devido a uma anomalia na criança chamada gastroquise - em que as vísceras podem sair pela cicatriz umbilical, o que demanda cirurgia urgente.

Imagem

O Sétimo Comando Aéreo Regional, por meio de seu Serviço Regional de saúde, acionou o Esquadrão Aéreo para a missão de busca da moradora e de sua filha para tratamento em Manaus.

Totalizando uma hora e quarenta minutos de vôo, a moça foi trazida a Manaus em alturas mais baixas, para preservar principalmente a integridade do bebê. A missão foi cumprida com sucesso.

*Com informações da assessoria de comunicação da Força Aérea Brasileira
http://acritica.uol.com.br/noticias/Amazonas-Forca-Aerea-Brasileira-emergencia_0_1076292380.html

_________________
Abraços.

Imagem


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 Título: Re: NOTÍCIAS
MensagemEnviado: Seg Fev 03, 2014 5:36 pm 
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Citação:
Falso alerta de sequestro a avião mobiliza caça F-5 da Aeronáutica

Um equivocado sinal de emergência emitido na noite de ontem por uma aeronave da American Airlines mobilizou a Força Aérea Brasileira em torno de uma suposta tentativa de sequestro em pleno voo. Com o alerta acionado, um caça F-5 da FAB foi destacado para localizar e escoltar o avião da companhia americana, que fazia a rota Rio de Janeiro - Miami.

O F-5 acompanhou o Boeing 767 da American Airlines até o pouso, à 0h04 desta segunda (3), no Aeroporto Internacional de Manaus, uma escala não prevista no roteiro.

Em solo, uma equipe da Polícia Federal ficou de prontidão, à espera da aeronave. Na incursão pelos corredores do Boeing, no entanto, os agentes constataram que não havia ameaça alguma.

O tal sinal de emergência fora acionado sem razão aparente.

Em nota, o Comando da Aeronáutica informou que o sistema de controle do tráfego aéreo identificou no radar que o voo 904 da American Airlines havia acionado o código relativo à "interferência ilícita". Esta classificação está associada ao sequestro de aeronave.

Diante deste tipo de alerta, a orientação é encaminhar o avião para uma aterrissagem em uma zona segura mais próxima.

"Por razões óbvias, em uma situação como esta, não é possível confirmar com o piloto, via rádio, se está tudo bem. O procedimento é acionar um caça para a escolta até o local do pouso", explicou à Folha um funcionário do Comando da Aeronáutica.

As causas que levaram à emissão do sinal de emergência ainda são desconhecidas, segundo a Força Aérea Brasileira.

O avião da American Airlines - que havia decolado às 22h do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio - pousou às 9h32 (no horário de Brasília) em Miami.

Em nota, a American Airlines não forneceu detalhes sobre o problema. Informou apenas que "lamenta por qualquer inconveniente e esclarece que a segurança dos passageiros e da tripulação é a prioridade da companhia".

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ ... tica.shtml


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