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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 3:27 pm 
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Fala orelhudo vulcano...

O Gripen cumpre a NECESSIDADE POLÍTICA da Presidenta Dilma de retirar (ao mais baixo CUSTO) o abacaxi FX-2 da agenda eleitoral da sua reeleição.

O Gripen NG REALMENTE cumpre a necessidade da FAB. e é a melhor opção no FX-2, porque a visão da FAB é extremamente restrita e parte do princípio que produzir e nacionalizar a turbina não é objetivo prioritário da força (e a meu ver foi neste item que o Rafale perdeu a disputa tecnológica).

Na audiência pública em 27 de fevereiro os Brigadeiros Juniti Saito e José Crepaldi declararam que a força não dava prioridade a transferência tecnológica do propulsor (a segurança será garantida só pela obrigação de transferir a manutenção totalmente no Brasil, comprar um número de motores reservas e realizar a fabricação de algumas peças de maior consumo para que seja feita no Brasil).

Da mesma forma a parte de transferência de fabricação da fuselagem e estruturas aeronáuticas, embora presente em todas as propostas, igualmente não era prioritária no FX-2 pois a FAB considera que o país (Embraer) domina a tecnologia mais que suficiente para futuros projetos aeronáuticos nacionais.

EU discordo fortemente inicialmente desta visão, principalmente considerando a existência no país da Polaris, mas COMPREENDO que, ESTA É a visão estratégica da Aeronáutica, assim a perspectiva de uma maior participação nos códigos-fonte do sistema de armas do Gripen FOCA o interesse ATUAL do comando da força. É um fato posto que divirjo mas compreendi a racionalidade. A FAB realmente acha que turbina é commodity. Inclusive foi feita a argumentação em resposta a um senador que dominada a tecnologia de integração de software na hipótese de ocorrência de um cenário de embargo americano as turbinas das nossas aeronaves a solução é buscar outro fornecedor (China ou Rússia) e adaptar outra turbina equivalente a aeronave.
Enquanto o país não tiver a capacidade de produzi-las localmente este é o planejado.
Ai claramente se coloca a VISÃO do comando da Aeronáutica de que isso (fabricação de turbinas militares para caças)NÃO É prioritário e não ocorrerá num tempo previsível no seu planejamento.

Como o Gripen inevitavelmente terá diferenças do modelo sueco (pois será customizado para uso Brasil) o fato recente da desistência da Suíça poderá permitir uma maior participação brasileira ou até mesmo uma negociação bilateral do desenvolvimento antecipado, para a Suécia, do Gripen F se eles não quiserem assumir sozinhos o desenvolvimento do Gripen E.

Deste ponto de vista menos "econômico" e mais estratégico de médio e longo prazo a saída da Suíça é até benéfica ao Brasil tanto pela possibilidade de receber nossas aeronaves mais cedo e/ou como poder influenciar ainda mais no desenvolvimento da aeronave e nas suas variantes.

Quanto a perna curta caro Spock fazes o que sempre fez, brigar com uma realidade técnica, o que EU espero do Gripen E-BR que ele tenha uns "acertos" de projeto justamente como foi feito no AMX BR em relação ao AMX italiano, nada de novo, um pouco mais de capacidade de combustível e uma turbina retunada e retrabalhada para priorizar um grau aceitável menor de potência em troca de mais economia e alcance...

Mesmo assim continuo achando que o tempo dirá que um caça monomotor leve é insuficiente para um país do tamanho do Brasil e AGORA minha alternativa mais desejada e ousada para o NOSSO FUTURO não é mais a aquisição de um Rafale ou um SU-35 e sim que o Brasil, MD, FAB, MB ousem e a partir do projeto Gripen partam no futuro para um projeto nativo derivado de um Super Grifo BR com duas turbinas.

Daqui a 6 a 10 anos quando os recursos da exploração do pré-sal brasileiro alcançarem o orçamento do Brasil aumentando-o significativamente não vejo dificuldade de fazer o caminho de dobrar a aposta no Gripen com um projeto inteiramente nosso.

Só acho que demanda uma re-oxigenação no comando da aeronáutica ou um pouco mais de fé que o país e seu orçamento vai crescer significativamente nos próximos anos...

Com ou sem turbina nacional... SUPER GRIFO BR ou Super Hornet genérico made in brasil...
EU prefiro com...

E deixa os Gripens mono turbina para substituir os F-5Ms e A-1Ms....

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 3:27 pm 
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Um pensamento que gostaria de OFERECER ao Comando da Aeronáutica...

Um dos argumentos mais utilizados sobre o Gripen é que a turbina F404 do Gripen C/D sofreu um programa de desenvolvimento pela Volvo que a tornou ainda melhor.

Que tal seria o governo brasileiro contratar a Volvo e a Polaristec para fazer um programa similar com a GE F414 só que voltada para durabilidade e economia com um mínimo de perda de potência ????

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 4:34 pm 
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Gilberto Rezende escreveu:
Um pensamento que gostaria de OFERECER ao Comando da Aeronáutica...

Um dos argumentos mais utilizados sobre o Gripen é que a turbina F404 do Gripen C/D sofreu um programa de desenvolvimento pela Volvo que a tornou ainda melhor.

Que tal seria o governo brasileiro contratar a Volvo e a Polaristec para fazer um programa similar com a GE F414 só que voltada para durabilidade e economia com um mínimo de perda de potência ????


A Aeronáutica é uma “instituição” dentro do Governo Federal, e ambas não se confundem. O objetivo da Aeronáutica à rigor é a defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais da lei e da ordem. O objetivo do Governo Federal (para mim é muito difícil de dizer o que é) abarca os três poderes. Para realizar um estudo ou investimento, cabe à Aeronáutica demonstrar o “interesse”, mas é preciso observar outras questões antes de entregar a ideia ao chefe: quanto custa? há necessidade? qual será o ganho do governo? E por aí vai. Em minha opinião, na altura do campeonato, não vale a pena investir nesse tipo de projeto, por enquanto, devido às prioridades que a Força têm atualmente. Andei sabendo por aí que o debate dentro da FAB a respeito do Gripen E/F é outro: será armado com o quê? Parece que andaram indo à feira e teve gente negando armas... Isso é conversa para outro dia. Temos outras prioridades.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 4:52 pm 
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Gilberto Rezende escreveu:
Fala orelhudo vulcano...

O Gripen cumpre a NECESSIDADE POLÍTICA da Presidenta Dilma de retirar (ao mais baixo CUSTO) o abacaxi FX-2 da agenda eleitoral da sua reeleição.

O Gripen NG REALMENTE cumpre a necessidade da FAB. e é a melhor opção no FX-2, porque a visão da FAB é extremamente restrita e parte do princípio que produzir e nacionalizar a turbina não é objetivo prioritário da força (e a meu ver foi neste item que o Rafale perdeu a disputa tecnológica).

Na audiência pública em 27 de fevereiro os Brigadeiros Juniti Saito e José Crepaldi declararam que a força não dava prioridade a transferência tecnológica do propulsor (a segurança será garantida só pela obrigação de transferir a manutenção totalmente no Brasil, comprar um número de motores reservas e realizar a fabricação de algumas peças de maior consumo para que seja feita no Brasil).

Da mesma forma a parte de transferência de fabricação da fuselagem e estruturas aeronáuticas, embora presente em todas as propostas, igualmente não era prioritária no FX-2 pois a FAB considera que o país (Embraer) domina a tecnologia mais que suficiente para futuros projetos aeronáuticos nacionais.

EU discordo fortemente inicialmente desta visão, principalmente considerando a existência no país da Polaris, mas COMPREENDO que, ESTA É a visão estratégica da Aeronáutica, assim a perspectiva de uma maior participação nos códigos-fonte do sistema de armas do Gripen FOCA o interesse ATUAL do comando da força. É um fato posto que divirjo mas compreendi a racionalidade. A FAB realmente acha que turbina é commodity. Inclusive foi feita a argumentação em resposta a um senador que dominada a tecnologia de integração de software na hipótese de ocorrência de um cenário de embargo americano as turbinas das nossas aeronaves a solução é buscar outro fornecedor (China ou Rússia) e adaptar outra turbina equivalente a aeronave.
Enquanto o país não tiver a capacidade de produzi-las localmente este é o planejado.
Ai claramente se coloca a VISÃO do comando da Aeronáutica de que isso (fabricação de turbinas militares para caças)NÃO É prioritário e não ocorrerá num tempo previsível no seu planejamento.

Como o Gripen inevitavelmente terá diferenças do modelo sueco (pois será customizado para uso Brasil) o fato recente da desistência da Suíça poderá permitir uma maior participação brasileira ou até mesmo uma negociação bilateral do desenvolvimento antecipado, para a Suécia, do Gripen F se eles não quiserem assumir sozinhos o desenvolvimento do Gripen E.

Deste ponto de vista menos "econômico" e mais estratégico de médio e longo prazo a saída da Suíça é até benéfica ao Brasil tanto pela possibilidade de receber nossas aeronaves mais cedo e/ou como poder influenciar ainda mais no desenvolvimento da aeronave e nas suas variantes.

Quanto a perna curta caro Spock fazes o que sempre fez, brigar com uma realidade técnica, o que EU espero do Gripen E-BR que ele tenha uns "acertos" de projeto justamente como foi feito no AMX BR em relação ao AMX italiano, nada de novo, um pouco mais de capacidade de combustível e uma turbina retunada e retrabalhada para priorizar um grau aceitável menor de potência em troca de mais economia e alcance...

Mesmo assim continuo achando que o tempo dirá que um caça monomotor leve é insuficiente para um país do tamanho do Brasil e AGORA minha alternativa mais desejada e ousada para o NOSSO FUTURO não é mais a aquisição de um Rafale ou um SU-35 e sim que o Brasil, MD, FAB, MB ousem e a partir do projeto Gripen partam no futuro para um projeto nativo derivado de um Super Grifo BR com duas turbinas.

Daqui a 6 a 10 anos quando os recursos da exploração do pré-sal brasileiro alcançarem o orçamento do Brasil aumentando-o significativamente não vejo dificuldade de fazer o caminho de dobrar a aposta no Gripen com um projeto inteiramente nosso.

Só acho que demanda uma re-oxigenação no comando da aeronáutica ou um pouco mais de fé que o país e seu orçamento vai crescer significativamente nos próximos anos...

Com ou sem turbina nacional... SUPER GRIFO BR ou Super Hornet genérico made in brasil...
EU prefiro com...

E deixa os Gripens mono turbina para substituir os F-5Ms e A-1Ms....
Gilberto Rezende escreveu:
Um pensamento que gostaria de OFERECER ao Comando da Aeronáutica...

Um dos argumentos mais utilizados sobre o Gripen é que a turbina F404 do Gripen C/D sofreu um programa de desenvolvimento pela Volvo que a tornou ainda melhor.

Que tal seria o governo brasileiro contratar a Volvo e a Polaristec para fazer um programa similar com a GE F414 só que voltada para durabilidade e economia com um mínimo de perda de potência ????


Orelhudo não heim tiger ... minhas orelhas são somente "um pouco" pontudas ! :lol: :lol: :lol:

Velho, eu concordo com 90% do que disse nesse post.

Só gostaria de acrescentar que a visão do Comaer, na minha opinião, sobre essa questão de reatores é que com manutenção completa, overhaull e tudo, reposição de peças de alto desgaste e quantidades adequadas de reposição cumprem todo o ciclo de vida da aeronave, pelo menos é isso que eu acho que o Crepaldi quis dizer aos Senadores.

Na minha concepção uma visão estratégica por parte da Comaer, não cabia dentro da urgência operacional do FX-2, uma coisa é incompatível com a outra ... trocando em miúdos não há tempo suficiente para desenvolvimento de uma turbina nacional (concepção estratégica) e ao mesmo tempo cobrir as lacunas de obsolência em que a defesa do País foi exposta pela demora na decisão (operacionalidade).

Daí a FAB teve que optar pela operacionalidade, porém, não sacrificou de tudo uma concepção estratégica, exigindo overhaull, fabricação local de peças de alto desgaste e quantidades suficientes para reposição. Diante da situação imposta pela demora é a melhor opção. (opinião minha)

Sinceramente não entendi o que o amigo quis dizer ao escrever, talvez possa aprofundar:
Citação:
a meu ver foi neste item que o Rafale perdeu a disputa tecnológica.


No que respeita a fuselagem, a Embraer não domina as ligas de metais de materiais compósitos de alta performance para caças supersônicos chmado de nível "1", domina do nível "2" em diante, isso será equacionado na fábrica de SBC.

Pra finalisar penso que o desenvolvimento de uma turbina é altamente estratégica para o País e sua idéia no segundo post é brilhante e factível e um meio de iniciarmos tal investimento, sem dúvida muito importante para nossa autonomia.

Vejo o Gripen forte (tecnologicamente falando) o suficiente para dar conta do recado, de forma altamente eficiente ... a questão da autonomia os números falam por sí, matemática é uma ciência exata, e sem dúvida é o trampolim para o avião brasileiro de próxima geração, quem sabe com turbinas nacionais.

Essa e a próxima geração de aviões de combate sairão dos hangares de Gavião Peixoto, isso é o que mais importa.

abs
Spock

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[] Spock

Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 5:43 pm 
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Cavaleiro escreveu:
A Aeronáutica é uma “instituição” dentro do Governo Federal, e ambas não se confundem. O objetivo da Aeronáutica à rigor é a defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais da lei e da ordem. O objetivo do Governo Federal (para mim é muito difícil de dizer o que é) abarca os três poderes. Para realizar um estudo ou investimento, cabe à Aeronáutica demonstrar o “interesse”, mas é preciso observar outras questões antes de entregar a ideia ao chefe: quanto custa? há necessidade? qual será o ganho do governo? E por aí vai. Em minha opinião, na altura do campeonato, não vale a pena investir nesse tipo de projeto, por enquanto, devido às prioridades que a Força têm atualmente. Andei sabendo por aí que o debate dentro da FAB a respeito do Gripen E/F é outro: será armado com o quê? Parece que andaram indo à feira e teve gente negando armas... Isso é conversa para outro dia. Temos outras prioridades.


Cavaleiro com todo o respeito tens uma visão MUITO INGÊNUA da FAB.

Como na política a FAB tem vários grupos e tendências e a decisão e a política OFICIAL da força é definido pelo grupo de aviadores arrogantes do Saito que só veem a coisa do lado estrito da operacionalidade atendendo os AVIADORES, o resto não importa.

TODO o corpo de engenheiros da aeronáutica discorda em algum ponto da política oficial. Aliás até as promoções para os engenheiros e demais corpos estão sendo atrasadas em benefício dos aviadores, a FAB está muito longe de ser uma rocha sólida e uniforme.

POR EXEMPLO, nas tuas palavras se a compra de armamento pro Gripen está havendo dificuldades face a multi nacionalidade dos armamentos (o Rafale como pacote mais francês teria muito menos dificuldades neste item e este sempre foi o argumento do Typhoon sequer ser considerado ) quem garante se no futuro o Brasil resolver ampliar sua frota de Gripen BR para 100 aeronaves os EUA fornecerão turbinas e se ousar mais e decidir construir um avião próprio de DUAS turbinas similar ao Super Hornet ??? Achas que os congresistas americanos vão liberar a venda ???

DU-VI-DE-Ó-DÓ....

Caro Spock acho que fui bem CLARO, na disputa tecnológica do FX-2 a FUSELAGEM e estrutura do Rafale é bem mais avançada e na parte de turbina a turbina francesa é de elevado conteúdo tecnológico (coisas que o Gripen é de nível tecnológico inferior estrutura ou NÃO OFERECE turbina) e se foi considerado que a proposta do software do Gripen por ser de desenvolvimento real era melhor que a da Boeing e da Dassault; A FAB desconsiderou ou deu baixo peso aos ganhos tecnológicos que poderia absorver com o Rafale e da possibilidade de garantia de um pacote de armamentos franceses para obter a tecnologia de integração sueca.

Com este raciocínio o ganho foi do Gripen, a despeito do CUSTO que o governo Dilma realmente não queria pagar pelo Rafale no âmbito TECNOLÓGICO nada e nenhuma argumentação que possas me oferecer (ou o Brigadeiro Crepaldi) vai ME convencer que ao adotar o Gripen o Brasil escolheu a FONTE TECNOLÓGICA mais escassa das opções ofertadas no FX-2.

A opção já foi feita e o Brasil e o comando da FAB é que terá de SE VIRAR para PREENCHER com tecnologia própria os GAPS que a tecnologia sueca NÃO COBRE e os fornecedores estrangeiros boicotarem agora e no futuro...

A tecnologia do Gripen na fuselagem não é tão avançada quanto no Rafale e mesmo o "futuro" Gripen E está ATRELADO a tecnologia do Gripen C/D que na Suécia terá de ser aproveitada em um grau maior ou menor.

Assim mesmo com alguma tecnologia a ser oferecida a Embraer no Gripen não é algo que com um pouco de esforço e dinheiro o IPT, CTA, ITA e outros polos tecnológicos brasileiros não se pudesse obter, não seria crítico. Argumento que também valeria com o Rafale mas repito do ponto de vista de ENGENHARIA AERONÁUTICA o projeto da estrutura do Rafale é mais moderno e tecnológico enquanto a estrutura do Gripen NG carrega muito da tecnologia do seu antecessor LIMITANDO a evolução tecnológiuca. Aliás um MAL que o SUPER HORNET sofre até em maior grau que o Gripen E pois o antecessor Hornet é mais antigo e a atualização já se concluiu na década passada. O Gripen E ainda pode colocar uns acessórios com novidades aqui e ali.

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 6:41 pm 
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Gilberto Rezende escreveu:

Cavaleiro com todo o respeito tens uma visão MUITO INGÊNUA da FAB.

Como na política a FAB tem vários grupos e tendências e a decisão e a política OFICIAL da força é definido pelo grupo de aviadores arrogantes do Saito que só veem a coisa do lado estrito da operacionalidade atendendo os AVIADORES, o resto não importa.

TODO o corpo de engenheiros da aeronáutica discorda em algum ponto da política oficial. Aliás até as promoções para os engenheiros e demais corpos estão sendo atrasadas em benefício dos aviadores, a FAB está muito longe de ser uma rocha sólida e uniforme.

POR EXEMPLO, nas tuas palavras se a compra de armamento pro Gripen está havendo dificuldades face a multi nacionalidade dos armamentos (o Rafale como pacote mais francês teria muito menos dificuldades neste item e este sempre foi o argumento do Typhoon sequer ser considerado ) quem garante se no futuro o Brasil resolver ampliar sua frota de Gripen BR para 100 aeronaves os EUA fornecerão turbinas e se ousar mais e decidir construir um avião próprio de DUAS turbinas similar ao Super Hornet ??? Achas que os congresistas americanos vão liberar a venda ???

DU-VI-DE-Ó-DÓ....


Preferi apagar o post e escrever: OK Sabichão! :lol:


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sex Mai 30, 2014 1:17 am 
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Cavaleiro escreveu:
Preferi apagar o post e escrever: OK Sabichão! :lol:


Cavaleiro não tenho nada de sabichão apenas sou velho e depois de 50 anos vivendo a FAB, a MB e o serviço público civil na Receita Federal sou obrigado a saber que a "posição oficial" nunca é fruto de consenso e sim de briga de foice no escuro onde as coisas acontecem ou não por mero detalhe. O certo ou o errado, o bom ou o ruim ocorrem mais por sorte que por mérito na maior parte do tempo.

Neste caso do FX-2 o certo para o Saito e sua turma SEMPRE FOI o Super Hornet, por isso no short List o SU-35 foi defenestrado pelo projeto de papel do Gripen e o processo durou tanto tempo que o enchimento de short-list virou o vencedor.

Mesmo quando o UNIVERSO sabe que não há nenhuma garantia que venha a existir um Gripen F ou um Gripen para uso em porta-aviões. E que colocar o futuro da FAB nas próximas 3 ou 4 DÉCADAS numa turbina General Eletric americana e desconsiderar a mera possibilidade de produzir uma turbina aeronáutica brasileira.
A ponto de o CA sequer indicar uma empresa promissora como a Polaristec como empresa estratégica e dizer aos quatro ventos que turbina é commodity, isto fala mais alto que qualquer outra coisa sobre o BRASICANISMO do atual comando da aeronáutica e como este grupo atual pouco se preocupa com o assunto.

Não espanta as tendências tucanas da turma do Saito...
Engolir o Gripen goela abaixo e ainda ter de se virar em aspas para justificar a escolha do Gripen e no futuro lidar com as inúmeras falhas, gaps e deficiências que este projeto vai acarretar é a punição/castigo mais duro que a Dilma poderia dar as lideranças da FAB.

EU estou rindo de camarote deles e choro de tristeza pela aeronáutica militar brasileira que vai ter de percorrer uma caminho muito mais longo e mais árduo para evoluir por conta desta escolha infeliz no FX-2...

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sex Mai 30, 2014 11:01 am 
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Gilberto Rezende escreveu:
Cavaleiro escreveu:
Preferi apagar o post e escrever: OK Sabichão! :lol:


Cavaleiro não tenho nada de sabichão apenas sou velho e depois de 50 anos vivendo a FAB, a MB e o serviço público civil na Receita Federal sou obrigado a saber que a "posição oficial" nunca é fruto de consenso e sim de briga de foice no escuro onde as coisas acontecem ou não por mero detalhe. O certo ou o errado, o bom ou o ruim ocorrem mais por sorte que por mérito na maior parte do tempo.

Neste caso do FX-2 o certo para o Saito e sua turma SEMPRE FOI o Super Hornet, por isso no short List o SU-35 foi defenestrado pelo projeto de papel do Gripen e o processo durou tanto tempo que o enchimento de short-list virou o vencedor.

Mesmo quando o UNIVERSO sabe que não há nenhuma garantia que venha a existir um Gripen F ou um Gripen para uso em porta-aviões. E que colocar o futuro da FAB nas próximas 3 ou 4 DÉCADAS numa turbina General Eletric americana e desconsiderar a mera possibilidade de produzir uma turbina aeronáutica brasileira.
A ponto de o CA sequer indicar uma empresa promissora como a Polaristec como empresa estratégica e dizer aos quatro ventos que turbina é commodity, isto fala mais alto que qualquer outra coisa sobre o BRASICANISMO do atual comando da aeronáutica e como este grupo atual pouco se preocupa com o assunto.

Não espanta as tendências tucanas da turma do Saito...
Engolir o Gripen goela abaixo e ainda ter de se virar em aspas para justificar a escolha do Gripen e no futuro lidar com as inúmeras falhas, gaps e deficiências que este projeto vai acarretar é a punição/castigo mais duro que a Dilma poderia dar as lideranças da FAB.

EU estou rindo de camarote deles e choro de tristeza pela aeronáutica militar brasileira que vai ter de percorrer uma caminho muito mais longo e mais árduo para evoluir por conta desta escolha infeliz no FX-2...


Você não entendeu o que eu escrevi. Boa sorte!


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sex Mai 30, 2014 3:11 pm 
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http://www.defesanet.com.br/gripenbrazi ... -na-Akaer/

Esta notícia lança finalmente uma luz de como a SAAB resolverá a "pequena" questão de não possuir oito unidades de um produto Gripen F cujo o desenvolvimento não existe pois a compra/processo EXISTENTE da SAAB com o governo sueco só cobre o financiamento do desenvolvimento do Gripen E monoplace.

Citação:
Segundo (o presidente da Akaer, César Augusto da) Silva, a Akaer agora também terá maior responsabilidade no projeto dos caças, com o desenvolvimento de toda a fuselagem da aeronave. Até então a empresa era responsável pelo projeto da fuselagem central e dianteira.

"A partir do próximo ano começaremos a trabalhar no projeto da versão biplace (com dois assentos) do Gripen, que será inteiramente desenvolvida no Brasil", disse.



Resta saber se o Governo Federal aceitará passivamente (com ajuda dos coxinhas da COPAC) que a empresa vencedora do certame FX-2 diga explicitamente que não tem os 8 caças biplaces exigidos no contrato e que vai TERCEIRIZAR o desenvolvimento do mesmo que será feito integralmente pela AKAER no Brasil (que não participou do FX-2) e que por ÓBVIO o financiamento deste desenvolvimento deverá ser feito pelo Brasil diretamente com a AKAER ?!?!?!?!

HURRA PRA FRENTE FAB !!!! :oops:

Está ficando cada vez mais explícito para mim que a FAB comprou sua aeronave não num produtor de aeronaves e mais numa oficina de tunagem aeronáutica tipo Hover Haulin' .

As ofertas conflitantes para Suíça e Brasil das MESMAS PARTES lemes e profundores traseiros, o fato que os Gripen E na Suécia terão que aproveitar as células usadas dos Gripen C suecos e agora afirma-se que a AKAER vai reprojetar toda a estrutura do Gripen E-BR me indica que os Gripen E sueco e brasileiros não serão aeronaves semelhantes com algumas características distintas como os AMXs italiano e brasileiro e sim AERONAVES DISTINTAS com algumas caraterísticas semelhantes .

No andar da carruagem talvez se os problemas com os armamento forem tão grandes como relatado e com a previsão de quanto a aviônica será totalmente distinta (Rockwell Collins na Suécia e AEL Eletrônica no Brasil) está arriscado que as duas variantes E do Gripen só compartilharem a turbina, o radar e alguns equipamentos...

ARRE...

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