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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Out 26, 2013 1:40 am 
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Novos aviões que irão substituir os Mirage no 1° GDA.........


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Já estarão com as cores de aviões de Superioridade Aérea.......................

Que tristeza, só por causa de alguns(não citarei nomes) não teremos o FX-2..........

:| :| :( :( :(


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Mai 24, 2014 6:10 am 
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Olá pessoal !

Considerando as discussões sobre quantidade de caças e se vamos ou não abrir uma outra concorrência quando se concluir as 36 células do Gripen NG, fiz uma "consulta" na END ... é uma boa surpresa verificar que de fato (de maneira intencional ou não) essa diretriz vem sendo cumprida ...

Sobre a "escolha" :

Citação:
- Serão buscadas parcerias com outros países, com o propósito de desenvolver a capacitação tecnológica e a fabricação de produtos de defesa nacionais, de modo a eliminar, progressivamente, a compra de serviços e produtos importados.

Dentre todas as preocupações a enfrentar no desenvolvimento da Força Aérea, a que inspira cuidados mais vivos e prementes é a maneira de substituir os atuais aviões de combate no intervalo entre 2015 e 2025 ... Precisa investir nas capacidades que lhe assegurem potencial de fabricação independente de seus meios aéreos de defesa.

... desenvolvimento, junto com outro país, do protótipo de um caça tripulado do futuro e na formação maciça de quadros científicos e técnicos ... de maneira a criar condições para a fabricação nacional de caças tripulados avançados.

(As soluções) ultrapassam de muito os limites convencionais de compra com transferência de tecnologia ou “off-set” e envolvem iniciativa substancial de concepção e de fabricação no Brasil

na Força Aérea, a aquisição de aeronaves de caça que substituam, paulatinamente, as hoje existentes, buscando a possível padronização; a aquisição e o desenvolvimento de armamentos e sensores, objetivando a auto-suficiência na integração destes às aeronaves; e a aquisição de aeronaves de transporte de tropa.


Não é isso que estamos fazendo ???

E o caça da MB :

Citação:
Em amplo espectro de circunstâncias de combate, sobretudo quando a força inimiga for muito mais poderosa, a força de superfície será concebida e operada como reserva tática ou estratégica. Preferencialmente e sempre que a situação tática permitir, a força de superfície será engajada no conflito depois do emprego inicial da força submarina, que atuará de maneira coordenada com os veículos espaciais (para efeito de monitoramento) e com meios aéreos (para efeito de fogo focado).

Um dos elos entre a etapa preliminar do embate, sob a responsabilidade da força submarina e de suas contrapartes espacial e aérea, e a etapa subseqüente, conduzida com o pleno engajamento da força naval de superfície, será a Aviação Naval, embarcada em navios.
A Marinha trabalhará com a indústria nacional de material de defesa para desenvolver um avião versátil, de defesa e ataque, que maximize o potencial aéreo defensivo e ofensivo da Força Naval.


Se enquadra perfeitamente no Gripen naval !

A END como um todo enfatiza a necessidade de atuação em REDE (NCW) otimizando a capacidade de defesa em atuação conjunta e coordenada das três forças :

Citação:
- Cada homem e mulher a serviço das Forças Armadas há de dispor de três ordens de meios e de habilitações.

- Em primeiro lugar, cada combatente deve contar com meios e habilitações para atuar em rede, não só com outros combatentes e contingentes de sua própria Força, mas também com combatentes e contingentes das outras Forças. As tecnologias de comunicações, inclusive com os veículos que monitorem a superfície da terra e do mar a partir do espaço, devem ser encaradas como instrumentos potencializadores de iniciativas de defesa e de combate. Esse é o sentido do requisito de monitoramento e controle e de sua relação com as exigências de mobilidade e de presença.

MB

Cuidará de ganhar autonomia nas tecnologias cibernéticas que guiem os submarinos e seus sistemas de armas e que lhes possibilitem atuar em rede com as outras forças navais, terrestres e aéreas.

A partir dele as forças navais, submarinas e de superfície terão fortalecidas suas capacidades de atuar em rede com as forças terrestre e aérea.


EB

... todas as brigadas do Exército devem conter, em princípio, os seguintes elementos, para que se generalize o atendimento do conceito da flexibilidade:

Instrumentos de comunicações e de monitoramento que lhes permitam operar em rede com outras unidades do Exército, da Marinha e da Força Aérea e receber informação fornecida pelo monitoramento do terreno a partir do ar e do espaço;

Instrumentos de mobilidade que lhes permitam deslocar-se rapidamente por terra, água e ar - para o teatro de operações e dentro dele. Por ar e por água, a mobilidade se efetuará comumente por meio de operações conjuntas com a Marinha e com a Força Aérea;

as capacitações e os instrumentos cibernéticos necessários para assegurar comunicações entre os monitores espaciais e aéreos e a força terrestre.

A mobilidade como componente do imperativo de flexibilidade requer o desenvolvimento de veículos terrestres e de meios aéreos de combate e de transporte. Demandará, também, a reorganização das relações com a Marinha e com a Força Aérea, de maneira a assegurar, tanto na cúpula dos Estados Maiores como na base dos contingentes operacionais, a capacidade de atuar como uma única força.

FAB

Em qualquer hipótese de emprego a Força Aérea terá a responsabilidade de assegurar superioridade aérea local. Do cumprimento dessa responsabilidade, dependerá em grande parte a viabilidade das operações navais e das operações das forças terrestres no interior do País.

A capacidade para levar o combate a pontos específicos do território nacional, em conjunto com o Exército e a Marinha, constituindo uma única força combatente, sob a disciplina do teatro de operações.

Três diretrizes estratégicas marcarão a evolução da Força Aérea. Cada uma dessas diretrizes representa muito mais do que uma tarefa, uma oportunidade de transformação.

A primeira diretriz é o desenvolvimento do repertório de tecnologias e de capacitações que permitam à Força Aérea operar em rede, não só entre seus próprios componentes, mas, também, com o Exército e a Marinha.

Desenvolver tecnologias de comunicações, comando e controle a partir de satélites, com as forças terrestres, aéreas e marítimas, inclusive submarinas, para que elas se capacitem a operar em rede e a se orientar por informações deles recebidas;

As capacitações cibernéticas se destinarão ao mais amplo espectro de usos industriais, educativos e militares. Incluirão, como parte prioritária, as tecnologias de comunicação entre todos os contingentes das Forças Armadas de modo a assegurar sua capacidade para atuar em rede.


A END enfatiza firmemente a necessidade de atuação em rede (NCW) para otimização e multiplicação de nosso poder de defesa.

Não seria essa uma das mais evidentes FORTALEZAS do conceito do caça escolhido pela FAB ??? ... é exatamente um equipamento para atuar em rede e seu sistema de D-link considerado o mais avançado do mundo e já temos um caminho percorrido com as aeronaves E/R-99 AEW&C.

O que acham ? ... tô viajando na maionese ou faço algum sentido ?

abs
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Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Mai 24, 2014 10:34 am 
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Na teoria sim, mas para isso se concretizar, primeiro será necessário a SAAB convencer a MB de que outra teoria pode ser posta em prática: a transformação do Gripen em um caça naval embarcado. Mas isto é assunto para se aprofundar no espaço reservado para a MB, aqui é espaço para a FAB.

Atenciosamente,

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Mai 24, 2014 12:34 pm 
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Robsonmkt escreveu:
Na teoria sim, mas para isso se concretizar, primeiro será necessário a SAAB convencer a MB de que outra teoria pode ser posta em prática: a transformação do Gripen em um caça naval embarcado. Mas isto é assunto para se aprofundar no espaço reservado para a MB, aqui é espaço para a FAB.

Atenciosamente,


Sem querer me aprofundar em off-topic ...

Citação:
Sea Gripen: “Marinha do Brasil (MB) deverá participar da próxima reunião entre FAB e SAAB”
http://www.planobrazil.com/sea-gripen-m ... ab-e-saab/


fim do off-topic

abs
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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Sáb Mai 24, 2014 4:21 pm 
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Olá pessoal,

Penso que essa visão estratégica de se enfatizar a interoperalidade dos meios de defesa através de um sistema de alta tecnologia (NCW) de fato torna uma defesa relativamente pequena em um adversário difícil de ser batido dentro de seu domínio operacional, dentro de casa ... fica complicado pra qualquer força invasora quando o defensor tem o total domínio de informações do teatro ... quem tem a informação está em vantagem.

Foi uma grande sacada do Mangabeira Unger, já em 2006 e 2007 essa visão da multiplicação da eficiência defensiva com o emprego do NCW, e parece que a diretriz tem sido levada a sério :

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abs
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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Seg Mai 26, 2014 1:15 pm 
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Esse é o futuro, não a toa a alemã R&S, a Rockell, a Thales e outros estão se instalando no Brasil, o objetivo é beliscar boa parte desse mercado de defesa e segurança que cresce mais e mais.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Ter Mai 27, 2014 10:28 am 
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Isso, a interoperabilidade e um caça naval, seria conseguido com qualquer um dos caças do FX, e outros também.
Cantar isso como uma vantagem ou superioridade do Gripen é bobagem.

E quer dizer então que vamos fazer a guerra aqui dentro do nosso território, é essa a estratégia...
Eu achava que a NCW deveria estar onde estiver nossa força, como fazem outros países e suas forças expedicionárias.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Ter Mai 27, 2014 11:47 pm 
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Olá pessoal,

O Gripen é de fato a escolha que mais se enquadra nos preceitos de guerra centrada em rede, conforme amplamente enfatizado na END.

Conforme Military Power Rewiew :
Citação:
A capacidade de sobrevivência é garantida pelo equilíbrio existente entre as baixas assinaturas no espectro visível, infravermelho e radar, assim como por um avançadíssimo sistema modular de Guerra Eletrônica e de Autoproteção. Como caça multiemprego de última geração para desempenhar todas as missões designadas pela Força Aérea Brasileira, incorpora elevado alcance operacional, capacidade de carga útil e o recurso de Guerra Centrada em Rede (NCW). O recurso NCW da aeronave brasileira será significativamente aprimorado, pois será operado em combinação com o sistema E-99 ERIEYE da Embraer. Dotado de um avançado sistema de armas, o Gripen NG, versão aprimorada do já consagrado caça multiemprego Gripen C/D, foi concebido para combater no ambiente de Guerra Centrada em Rede (NCW). O projeto, flexível e modular, faz com que o seu aprimoramento e desenvolvimento contínuo apresentem tanto baixo risco como excelente custo-benefício. O programa cobre o desenvolvimento de todos os principais sensores e aviônicos, inclusive a comunicação de dados, os sistemas de autoproteção, a integração de armas, bem como os aprimoramentos da estrutura do avião e de sua motorização.
http://www.militarypower.com.br/frame4-projetofx.htm


O site PlanoBrasil coloca assim :
Citação:
O Gripen NG é realmente um caça multiemprego, com alcance operacional, capacidade de carga e recurso de Guerra Centrada em Rede (NCW) atendendo a todos os empregos definidos. A capacidade NCW do Brasil será significativamente aprimorada, operando-se o Gripen NG em combinação com o sistema E-99 ERIEYE da Embraer.

Características

Caça Centrado em Rede

O Gripen NG é realmente um caça Centrado em Rede. Incorpora os sistemas de links de dados multifrequenciais mais desenvolvidos e seguros do mundo, conferindo ao piloto uma completa noção da situação ao seu redor, em todos os modos de operação.

Superior Fusão de Dados

Tem um sistema de missão com aviônicos perfeitamente integrados, resultando em uma fusão total dos dados de seus sensores e, em decorrência, em uma capacidade de combate excepcional, garantindo o lançamento extremamente preciso de armas inteligentes.

Carlinga Digital Inteligente

Apresenta um avançado layout 100% digital, com grandes e coloridos displays MFD (Multi-Functional Displays), controles HOTAS (Hands-On-Throttle-And-Stick) e capacete com visor acoplado HMD (Helmet Mounted Display).
http://www.planobrazil.com/gripen-para- ... nt-page-1/



O que dizem autoridades acadêmicas e diretores da ISAPE - Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia:
Citação:
Na última quarta-feira, 18 de dezembro, o ministro da Defesa Celso Amorim e o Comandante da Força Aérea Brasileira, Juniti Sato, anunciaram a compra de 36 aeronaves Gripen NG (New Generation) da empresa sueca Saab, pondo fim à licitação FX-2. [color=#0000BF]A escolha do caça vai ao encontro das indicações da Estratégia Nacional de Defesa (END), de unir capacidades críveis ao desenvolvimento da indústria nacional – e regional – de defesa.

O Gripen conta ainda com outras inovações tecnológicas de última geração, como recurso de Guerra Centrada em Rede (NCW) que operará em combinação com o sistema E-99 Erieye (SAAB, 2011), dos aviões EMB-145 AEW&C (Airborne Early Warning and Control) de vigilância antecipada e controle da FAB, fabricados pela Embraer.[/color]

O Gripen possui outras vantagens técnicas, como o fato de ser considerada a mais ágil e manobrável aeronave de caça para combates aéreos de curtas distâncias que se encontra disponível atualmente no mercado aeronáutico internacional.

Dessa forma, a escolha do Gripen é um marco na Política de Defesa brasileira, pois aumenta nossas capacidades dissuasórias, de desenvolvimento industrial-tecnológico, e, simultaneamente, estabelece novas parcerias estratégicas para o Brasil, consolidando uma Política Externa que busca uma inserção internacional mais autônoma e soberana. Possui, portanto, elevado potencial para produzir sinergia entre os principais objetivos estratégicos do país, de desenvolvimento nacional e regional, de consolidação da Integração Regional na América do Sul e de construção de um mundo multipolar mais estável e pacífico.
http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=35332


Luis Nassif On Line :
Citação:
Atuar em ambiente "centrado em redes" (NCW): uma das principais razões da escolha FAB (desde o começo), pois é o único que está preparado para o ambiente NCW que está sendo desenvolvido por nós, e desde já compatível com nossa rede criptografada de telefonia e dados, definida por software próprio - caso adquiríssemos o F-18 ou o Rafale, teríamos de utilizar o Link 12 ou 16 NATO, e modificar nossos E-99, A-29, A1M, F-5EFM.


Aviation Week :
Citação:
The JAS 39E will have three Selex-ES sensors. The Raven ES-05 active, electronically scanned array radar (AESA), developed by the company's Edinburgh unit, will be the first production AESA to be mounted on a “repositioner,” a rotating mount that gives the radar a ±100-deg. field of view around the nose. The Skyward-G infrared search and track (IRST) system (from Nebbiano, Italy) is based on experience with the Eurofighter Typhoon's Pirate IRST and Selex-developed land- and sea-based IRSTs. The fighter also has a new identification friend-or-foe (IFF) system with three electronically steerable antenna arrays, which matches the radar's range and field of view.

The three main sensors will cue one another automatically to display to pilots a fused picture of airspace around the fighter; it will also be fused with the JAS's new electronic-warfare system. Finally, sensor data can be shared between Gripens in a flight via data link.

Tradução do Poder Aéreo:

O JAS 39E terá três sensores Selex-ES. O radar Raven ES-05 de varredura eletrônica ativa (AESA), desenvolvido pela unidade de Edimburgo da empresa, que será o primeiro radar AESA de produção a ser montado em um “reposicionador”, uma base de rotação que dá ao radar ± 100 graus de campo de visão em torno do nariz. O sistema de busca por infravermelho (IRST) Skyward-G (de Nebbiano, Itália) é baseado na experiência com o IRST Pirate do Eurofighter Typhoon e sistemas IRST baseados no mar e terra desenvolvidos pela Selex. O caça também tem um novo sistema de identificação (IFF) amigo ou inimigo com três arranjos de antenas orientáveis ​​eletronicamente, que coincide com o alcance do radar e campo de visão.

Os três sensores principais irão sinalizar um ao outro automaticamente para exibir aos pilotos uma imagem fundida do espaço aéreo ao redor do caça, que também vai ser fundida com o novo sistema de guerra eletrônica do JAS. Finalmente, os dados do sensor poderão ser compartilhados entre Gripens em um voo via link de dados.
http://aviationweek.com/awin/gripen-sen ... erformance


É evidente que o Gripen está um passo a frente dos concorrentes diretos (incluso os do FX-2), no que diz respeito a operações em rede (NCW).

Como, de fato, a "doutrina central de combate" estipulado na END está claramente ancorada na operação linkada em rede (NCW) das forças armadas, o Gripen é a escolha correta para operar na FAB.

De nenhum outro caça, dentro ou fora do FX-2, pode-se dizer isso.

Sds
Spock

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qua Mai 28, 2014 4:04 pm 
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Por melhor que seja o pretenso avanço da dupla Gripen E e R-99 algumas coisas não se modificam com o suposto super-trunfo NCW cantado com loas e saudações pelo velho Spock:

O Gripen E continua sendo um caça leve e com alcance CURTO.

O Gripen E continua sendo um caça cuja a previsão de plena operacionalidade do seu sistema de armas na Suécia só se dará em 2028 conforme anúncio oficial do governo sueco em março/2013.

O Gripen F continua sendo uma HIPÓTESE DISTANTE na Suécia onde desde a mesma data anterior (mar/2013) foi decidido que a Força aérea sueca manterá 12 aeronaves Gripen D e só depois de 2028 o governo discutirá a necessidade do desenvolvimento do Gripen F.

Continua a dúvida sobre a validade do meio-radar AESA de prato móvel, será o "inovador e exclusivo" sistema o MELHOR ou PIOR de dois mundos ???

Aliás o exposto acima é o PRINCIPAL CALCANHAR DE AQUILES TECNOLÓGICO E DE RISCO DO PROJETO.

Com a recusa da Suíça resta saber a posição OFICIAL do governo sueco sobre o financiamento do desenvolvimento do Gripen E:

O governo Sueco vai assumir OFICIALMENTE o desenvolvimento do Gripen E ou vai chamar o Brasil para renegociar os termos da sua compra para ocupar o espaço deixado pela Suíça.

SE a Suécia assumir o desenvolvimento sozinha a chance de recebermos os 28 Gripen E do FX-2 está assegurada e os 8 Gripen F vão para as calendas gregas ou serão "convertidos" em Gripen Es.

SE a Suécia chamar o Brasil para ser co-desenvolvedor, se os nobres azuis da COPAC não for um bando de fracotes, o Brasil IMPÕE no pacote o desenvolvimento CONJUNTO do Gripen F.

Daqui a 10/12 anos quando uma nova geração de líderes ascender ao Comando da Aeronáutica as avaliações operacionais futuras tranquilamente indicarão a INSUFICIÊNCIA da plataforma Gripen em ser um interceptador de superioridade aérea lotado em Anápolis para um país da dimensão territorial brasileira.

Neste dia o Gripen passará a ser o que REALMENTE PODE fazer BRILHANTEMENTE, ser o substituto antecipado dos nossos F-5M e A-1M.

E uma aeronave de significativo maior porte terá de ser adquirida para cumprir a missão do GDA plenamente.


OBS: o pretenso super-trunfo em NCW do Gripen parece cada vez mais o o super-trufo da eletrônica do F-35, um unicórnio azul que ninguém sabe e ninguém viu....

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qua Mai 28, 2014 5:07 pm 
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Prezado Gilbreto,

Isto se ainda houver alguma coisa a se desenvolver.

Atenciosamente,

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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qua Mai 28, 2014 6:00 pm 
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O Gripen E/F não será suficiente para as pretensões que queremos, a FAB vai ter que complementar com aeronaves maiores e mais capazes, mas será mais pra frente, até lá iremos com Gripen E/F, A-1M e um punhado de F-5M se ainda estiverem em condições. O Gripen não aguentará o rojão, mas isso é mais pra frente.

No mais, será primordial o aprimoramento dessa grande rede de link, pra isso o Gripen e os outros vetores é mais do que suficiente.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qua Mai 28, 2014 6:08 pm 
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Wellington Góes escreveu:
O Gripen E/F não será suficiente para as pretensões que queremos, a FAB vai ter que complementar com aeronaves maiores e mais capazes, mas será mais pra frente, até lá iremos com Gripen E/F, A-1M e um punhado de F-5M se ainda estiverem em condições. O Gripen não aguentará o rojão, mas isso é mais pra frente.

No mais, será primordial o aprimoramento dessa grande rede de link, pra isso o Gripen e os outros vetores é mais do que suficiente.

Até mais!!! ;)


Interessante! Sinceramente e particularmente, vejo o Gripen E/F como substituto natural do F-5E/F. Acredito que para o GDA precisaria de uma aeronave mais robusta.


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qua Mai 28, 2014 6:28 pm 
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Cavaleiro escreveu:
Wellington Góes escreveu:
O Gripen E/F não será suficiente para as pretensões que queremos, a FAB vai ter que complementar com aeronaves maiores e mais capazes, mas será mais pra frente, até lá iremos com Gripen E/F, A-1M e um punhado de F-5M se ainda estiverem em condições. O Gripen não aguentará o rojão, mas isso é mais pra frente.

No mais, será primordial o aprimoramento dessa grande rede de link, pra isso o Gripen e os outros vetores é mais do que suficiente.

Até mais!!! ;)


Interessante! Sinceramente e particularmente, vejo o Gripen E/F como substituto natural do F-5E/F. Acredito que para o GDA precisaria de uma aeronave mais robusta.

Num futuro próximo a FAB precisará ser maior, colocar caças a reação aonde só tem, no momento, caças turbo-hélices. Foz do Iguaçu-PR, Rio Branco-AC, São Gabriel da Cachoeira-AM, Ji-Paraná-RO, Tiriós-PA e/ou Amapá-AP precisarão de aeronaves turbo-hélices. Agora Boa Vista-RR, Porto Velho-RO e Campo Grande-MS, precisarão de aeronaves a jato. Rio de Janeiro-RJ, Brasília-DF e Belém-PA (ou São Luiz-MA) precisarão de aeronaves a jato de maiores capacidades, maior raio de ação, maior capacidade bélica, mobiliadas também com uma pequena quantidade de Gripens, essa é a tendência daqui pra frente. As outras como Santa Maria e Natal deverão ficar como está, a diferença é que em Natal deverá ser equipada com Gripens D e Super Tucanos, por motivos óbvios.

A FAB pode não ter pensado nisso no momento, mas essa é a tendência futura na medida que outras regiões do país vão ganhando importância e que seja necessária essa expansão da presença da FAB.

Mas tudo isso é papo para outro tópico, não este, sugiro, se queres continuar, que o faça por lá, não mais por aqui.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 12:28 am 
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Gilberto Rezende escreveu:
Por melhor que seja o pretenso avanço da dupla Gripen E e R-99 algumas coisas não se modificam com o suposto super-trunfo NCW cantado com loas e saudações pelo velho Spock:

O Gripen E continua sendo um caça leve e com alcance CURTO.

O Gripen E continua sendo um caça cuja a previsão de plena operacionalidade do seu sistema de armas na Suécia só se dará em 2028 conforme anúncio oficial do governo sueco em março/2013.

O Gripen F continua sendo uma HIPÓTESE DISTANTE na Suécia onde desde a mesma data anterior (mar/2013) foi decidido que a Força aérea sueca manterá 12 aeronaves Gripen D e só depois de 2028 o governo discutirá a necessidade do desenvolvimento do Gripen F.

Continua a dúvida sobre a validade do meio-radar AESA de prato móvel, será o "inovador e exclusivo" sistema o MELHOR ou PIOR de dois mundos ???

Aliás o exposto acima é o PRINCIPAL CALCANHAR DE AQUILES TECNOLÓGICO E DE RISCO DO PROJETO.

Com a recusa da Suíça resta saber a posição OFICIAL do governo sueco sobre o financiamento do desenvolvimento do Gripen E:

O governo Sueco vai assumir OFICIALMENTE o desenvolvimento do Gripen E ou vai chamar o Brasil para renegociar os termos da sua compra para ocupar o espaço deixado pela Suíça.

SE a Suécia assumir o desenvolvimento sozinha a chance de recebermos os 28 Gripen E do FX-2 está assegurada e os 8 Gripen F vão para as calendas gregas ou serão "convertidos" em Gripen Es.

SE a Suécia chamar o Brasil para ser co-desenvolvedor, se os nobres azuis da COPAC não for um bando de fracotes, o Brasil IMPÕE no pacote o desenvolvimento CONJUNTO do Gripen F.

Daqui a 10/12 anos quando uma nova geração de líderes ascender ao Comando da Aeronáutica as avaliações operacionais futuras tranquilamente indicarão a INSUFICIÊNCIA da plataforma Gripen em ser um interceptador de superioridade aérea lotado em Anápolis para um país da dimensão territorial brasileira.

Neste dia o Gripen passará a ser o que REALMENTE PODE fazer BRILHANTEMENTE, ser o substituto antecipado dos nossos F-5M e A-1M.

E uma aeronave de significativo maior porte terá de ser adquirida para cumprir a missão do GDA plenamente.


OBS: o pretenso super-trunfo em NCW do Gripen parece cada vez mais o o super-trufo da eletrônica do F-35, um unicórnio azul que ninguém sabe e ninguém viu....


Grande Tiger !!!!!!!

Cumpadre ... tem algumas coisas que vou concordar contigo, mas outras ... hummmm ... conceitos antigos, já ultrapassados e ainda persistem em suas argumentações, infelizmente.

O que eu concordo é que não sabemos as reais capacidades do AESA ES05 swashplate” ... de fato amigo, não sabemos se será o "inovador e exclusivo" ou o "mico" ... mas temos que considerar que quem está desenvolvendo não é nenhum "amador" no assunto nem mesmo a FAB ´´e afeita a "crendices" se foi aprovado deve haver uma boa chance de sucesso do empreendimento.

Agora voltar a falar em "alcance CURTO" é sodas amigão ...

O Gripen NG é tão "perna curta" quanto o SU-35S por exemplo :

O Gripen tem alcance de 2.200 nm com maximum fuel (7.100 kg), 3.300 interno + 3.800 externo ... o fabricante declara 4.075 km

Resumo: 7.100 kg combustível para alcance máximo de 4.075 km

O SU-35S segundo dados do fabricante tem alcance de 3.600 km, velocidade e altitude de cruzeiro (M=0,7) "Range with maximal fuel load" ou seja 11.500 kg de combustível, em baixa altitude cai para 1.580 km ... porém com mais 4.000 kg de combustível em tanques externos voa um total de 4.500 km, segundo o fabricante.

Resumo: 15.500 kg combustível para alcance máximo de 4.500 km

Confira:
http://www.knaapo.ru/eng/products/su-35/index.wbp

Agora, meu amigo, ONDE ESTÁ A VANTAGEM do tal caça pesado ???

O bicho precisa de mais de 15 toneladas de combustível para voar o equivalente ao Gripen e ainda tem que manter uma velocidade de M=0,7 ...

E essa questão do Gripen "F" ???

Cara ... a proposta da Saab tá valendo ... é 28 Gripen "E" e 08 Gripen "F" ... o fato da Suíça preferir apenas Gripens "E" é problema da Suíça, que aliás nem mesmo está mais no roll de pretensos operadores e se quiser voltar a carga, vai pegar a fila. O Brasil selecionou a PROPOSTA suéca de 28/8 e vai cumprir o ponto final ... tá lá na proposta divulgada junto à comissão do Senado Federal ... porque ficar garimpando problema onde não existe problema ???

A capacidade NCW do Gripen é um diferencial do caça, isso sempre foi dito, e principalmente RECONHECIDO pelos especialistas ... simplesmente porque os suécos são os PRECURSORES dessa tecnologia o primeiro caça do mundo a operar D-link de dados em vôo foi o Draken já em 1963

Confira:
http://sistemasdearmas.com.br/ge/dtl7suecia.html

Agora meu amigo, se a END adotou como estratégia a utilização do NCW para otimização dos meios de defesa .... isso não é um supertrunfo ... é uma opção.

Agora o que mais eu discordo não somente de você meu amigo, mas de uma visão geral nesse respeito (como podemos ver em alguns comentários) é essa questão de caça "mais parrudo" ou "mais robusto" como dizem outros ... esse é um conceito já superado ... essa coisa de caça "parrudo ou robusto" é coisa do passado ...

A tecnologia venceu a força, cumpadre ... hoje caça mais "parrudo ou robusto" virou alvo mais detectável pelos sensores modernos AESA, IRST, etc ... não há mais vantagem em ser enorme e poderoso como SU-35 ou F-15 ... hoje isso é fraqueza ...

Dizer que o Gripen é para substituição de F-5 é simplesmente ridículo ... tampouco o F-35 é para substituir F-16 ... quem compra F-35 hoje é pra substituir TUDO F-15 e F-16 ... não há avião em projeto para substituição exclusiva dos F-15s espalhados mundo afora ... tais operadores como Japão, Coréia do Sul e Israel tão comprando F-35 e só.

Eu de fato não sei porque colocar em dúvida a capacidade de interceptação do Gripen ... tem uma transição de sub p/ supersônico, muito melhor que o SH, voa em regime de supercruise, e pasme meu caro Tiger ... Voa mais alto e mais rápido que o Rafale ...

Confira:
http://www.news.admin.ch/NSBSubscriber/ ... /25030.pdf

Caça mais "parrudo" pra qué, amigos ???? ... precisamos é de um número (quantidade) adequado de Gripens ... leves, ágeis, altamente letais e com tecnologias, sensores e principalmente armas de ponta como é o caso do meteor por exemplo.

Abs
Spock

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[] Spock

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“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: A END o NCW e as implicações no FX-2
MensagemEnviado: Qui Mai 29, 2014 8:15 am 
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Já estão estimando os a quantidade e qualidades dos frutos só de plantar a semente.


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