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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Fev 01, 2010 9:35 pm 
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Mobilização anti-Brasil ecoa no Haiti após terremoto


Minoria reclama da presença brasileira em seu país.

(UOL) - Acuada e radicalizada, uma franja da sociedade haitiana aproveita o caos pós-terremoto para aumentar o volume de uma demanda que completa seis anos: brasileiros, voltem para casa! São na maioria simpatizantes do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, deposto em 2004 por uma ação norte-americana (para a qual a ONU fez vistas grossas) e hoje exilado na África do Sul.

Vivem em bairros miseráveis de Porto Príncipe, como Cité Soleil e Bel Air, onde Aristide aparece em grafites nos muros ao lado de Bob Marley e Martin Luther King. "Aristide construiu tudo por aqui, e os brasileiros destruíram", disse um homem que se identificou apenas como Jean, tomando cerveja e fumando maconha às 10h numa rua em ruínas em Bel Air. A seu lado, outro que se apresentou como "Matador" disse que os brasileiros não têm o que fazer no país. "Eles nunca construíram nem um banheiro aqui", queixou-se.

Muitas pessoas na região nutrem ressentimento pelas operações de "pacificação" conduzidas pelos militares do Brasil entre 2004 e 2007, que desarmaram gangues pró-Aristide após duros combates. "Eles [os soldados brasileiros] não são nossos amigos. Eles matam nosso povo", diz Vanel Louis Paul, dirigente do Massa Popular, uma agremiação de base pró-Aristide que tem sede na gigantesca favela de Cité Soleil, a maior de Porto Príncipe.

Emile Wilnes, integrante do mesmo grupo e membro do conselho da Fundação Aristide, ONG assistencialista mantida por aliados do ex-presidente, diz que hoje o Brasil é um dos responsáveis por dificultar o retorno de seu líder do exílio. "Nós achávamos que [Luiz Inácio Lula da Silva] fosse um democrata. Mas hoje, vendo o que aconteceu aqui, não achamos mais", declara ele.

Ao longo de dez dias em Porto Príncipe, a Folha percebeu bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros entre a população do que o contrário. O Brasil lidera militarmente a Minustah, a força de paz da ONU, que em geral é bem aceita pelos haitianos.

Mas a franja radicalizada existe e é atuante, não apenas nas favelas, mas também no movimento estudantil. O pior cenário para o Brasil seria o de uma aliança entre as massas empobrecidas das favelas e essa elite politizada. "Não deixamos de acompanhar atentamente e com preocupação a atuação dos partidários de Aristide, mesmo com a situação de fraqueza deles", diz o coronel Alan Santos, chefe da comunicação social do batalhão brasileiro da Minustah.

Marcha anual

Todos os anos, em 28 de fevereiro (aniversário da queda de Aristide), pelo menos 5.000 pessoas marcham pelas ruas de Porto Príncipe para lembrar o que qualificam como um golpe de Estado. Pichações pedindo a saída da Minustah são poucas, mas visíveis em alguns muros do centro da capital.

Nunca houve violência nessas manifestações, pelo próprio fato de que as gangues ligadas ao ex-presidente foram desarmadas, e seus líderes, presos. Mas cerca de 5.500 ex-integrantes desses grupos paramilitares escaparam da prisão no terremoto e estão à solta.

Aristide quer voltar ao Haiti e promete nunca mais concorrer à Presidência. Não há no Haiti pesquisas sobre a popularidade de seu partido, o Família Lavalas, mas é certo que continua forte nos principais bolsões de pobreza do país. "Estamos no país todo. O nosso é o partido da maioria", disse à Folha a presidente do partido e principal representante de Aristide no Haiti, Maryse Narcisse.

Ex-ministra no governo do presidente deposto, Narcisse é mais diplomática ao falar dos brasileiros. Pede claramente, no entanto, um cronograma para a saída das tropas estrangeiras, algo que a ONU já disse que só acontecerá daqui a "muitos anos".

"Não podemos achar que a Minustah vai ficar aqui para sempre. Está na hora de sabermos quando seu trabalho vai terminar", diz ela. "Precisamos de solidariedade internacional, mas tem que haver dignidade para nós."

Divisão

A resposta dada pela Minustah, Brasil à frente, ao terremoto serviu para aumentar o golfo entre os que defendem e os que se opõem à presença estrangeira no Haiti. Aplausos e polegares levantados em sinal de positivo costumam saudar brasileiros em operações de distribuição de alimentos. Mas quem é contra não se convence.

"A Minustah não tem sido capaz de responder de maneira adequada ao terremoto. Minha impressão é que as tropas não sabem bem o que fazer", diz Narcisse.

Fonte: UOL


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Fev 01, 2010 10:49 pm 
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Não sei se vocês viram algumas tomadas na TV hoje mostrando sacos de comida distribuídos com uma bandeira do Brasil estampada no saco.

Este é o tipo de detalhe relativamente barato, sutil e inteligente que registra quem está ajudando, e também ajuda a controlar eventuais desvios para o comercio local (comum onde existe ajuda humanitária ainda que no momento não lá).

Abraço,


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Fev 02, 2010 1:35 am 
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SPARTACUS escreveu:
Juarez Castro escreveu:
Foi mais que uma consulta, foi um pedido, e o GF solicitou ao Mindef um estudo dos meios envolvidos e viram que a KOZA iria longe, envolveria muitissímo os FNs, FE do EB, esquadrões de Helis da FAB e do EB e e aeronaves de transp e apoio aproximado da FAB. Um dos ítens que pesaram foi a falta de uma aeronave heavy para ressuprir rápido.

Grande abraço


Quando Cabo Verde pediu auxílio internacional por causa da epidemia de dengue o Brasil nada fez...
Se para enfrentar mosquito (aqui no Brasil o governo leva uma surra deles)é díficil, imagine o que seria enfrentar mosquitos sudaneses armados até os dentes...

:lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Fev 02, 2010 8:54 am 
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Esses haitianos pro aristide estão comendo côcô demais no café da manhã!
Volta Aristide?Nosso Líder?
Francamente!Falta um pouco de estudo para esse povo,se Aristide tivesse sido realmente tão bão para
eles,essas pessoas não estariam falando tanta besteira!
Tirano,corrupto,f***u com o país e esse povo adora ele?
Se bem que aqui no Brasil temos esse exemplo né?
Collor robou todo mundo,sofreu impeachemant e depois voltou ao governo como senador...
Eu até ignoro quando um leio que haitianos querem o Brasil fora.
Se não fosse pela Minustah,hj ia ter ao montes morrendo me fome,assassinato,etc.
Tá certo isso já conteceu milhares morrerem,mas terremoro não é culpa do Brasil...

Wolfboy, por favor evite escrever palavrões nos posts, nosso fórum é um ambiente "familia", OK?

Hammer
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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Sáb Fev 06, 2010 2:45 am 
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Citação:
Mas o que aquelas chimeres do Haiti mais querem é ver as tropas de paz chegando de longe mesmo. Assim dá tempo de se prepararem melhor pro conflito. Ou alguém acha que aquelas gangues pensam que os soldados estão indo lá pra levar paz?

A bem da verdade e p/ levar a paz....rs Mas se alguem quiser o contrario concerteza vai levar tiro no meio das ideias.....rs



Ate mais.....

_________________
A vida e dificil....mas quem falou que iria ser facil....rs


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Mar 01, 2010 4:27 pm 
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Silêncio do Haiti sobre hidrelétrica irrita Exército
Escrito por Administrator
Dom, 28 de Fevereiro de 2010 00:00


Préval retarda assinatura de acordo de US$ 150 milhões com o Brasil e aposta em termoelétricas



A demora do presidente haitiano, René Préval, em aceitar a proposta do governo brasileiro de construir uma hidrelétrica de US$ 150 milhões em Porto Príncipe provocou críticas, ontem, do encarregado pelo desenho do projeto, o general José Rosalvo Leitão de Almeida, chefe do Instituto de Engenharia do Exército, que classificou como "decepcionante" o silêncio do governo haitiano.

Esse silêncio de Préval tem custado caro ao Brasil, que mantém equipes paradas em função disso. Temos um laboratório de geotecnologia contratado só para esse trabalho, além de vários outros projetos importantes esperando por nossa atenção, disse o general, que já esteve com Préval cinco vezes desde 2008.

O governo brasileiro repassou US$3,5 milhões ao Exército para que o projeto da hidrelétrica, elaborado inicialmente pelo governo canadense, fosse atualizado e oferecido ao Haiti ainda antes do terremoto do dia 12 de janeiro.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou do tema em seu programa de rádio Café com o Presidente, três dias antes de embarcar para Porto Príncipe. A expectativa era que um acordo entre os dói países fosse concluído durante a visita oficial.

A hidrelétrica de 36 megawatts ficaria a 60 quilômetros de Porto Príncipe e, de acordo com assessores do Planalto, poderia ser financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que permitiria que a licitação fosse exclusiva para as construtoras brasileiras.

Pelo menos três delas, a OAS, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez já tem obras em andamento no Haiti ou na vizinha República Dominicana, que fica na mesma ilha.

O embaixador brasileiro em Porto Príncipe, Igor Kipman, atribuiu a demora à indecisão de Préval sobre o local exato da obra. Há três alternativas de localização para o reservatório da hidrelétrica. Cada uma delas implica um deslocamento de um número diferente de famílias. É uma decisão que envolve um enorme custo político. Mas a questão do financiamento ainda nem chegou a ser discutida, disse.

Ao mesmo tempo em que mantém o suspense sobre a hidrelétrica, Préval aposta em pequenas termoelétricas abastecidas com bagaço de cana-de-açúcar e capim-elefante, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e licitação aberta a empreiteiras de todo o mundo.

O projeto das termoelétricas e da hidrelétrica não são, em tese, excludentes, mas têm disputado a prioridade na agenda do governo haitiano, sobrecarregado com as tarefas da reconstrução após o terremoto.
A tecnologia usada para a termoelétrica é a mesma que, no Brasil, geral atualmente 1.400 megawatts de energia (3% do consumo nacional) – porcentual que deve crescer mais de 10 vezes até 2020, segundo projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O governo haitiano já contraiu um primeiro financiamento de US$ 27 milhões para construir uma primeira termoelétrica numa localidade a 15 quilômetros do epicentro do terremoto.

A pequena usina tem capacidade para gerar energia elétrica para 100 mil pessoas, além de empregar 500 famílias no cultivo da biomassa.

Por suas dimensões modestas, as termoelétricas movidas a biomassa podem ser instaladas muito próximas das regiões consumidoras, econimizando na construção de subestações e de linhas de transmissão, criando emprego no campo e contribuindo no combate ao êxodo rural, disse ao Estado Cleber Guarany, da FGV, que apresentou o projeto ao governo haitiano.


Fonte: O Estado de S. Paulo - João Paulo Charleaux



Tem algum engenheiro na casa?

Em terreno instável não é mais perigoso construir uma hidrelétrica do que uma termoelétrica, ou estou imaginando bobagem?

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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Mar 01, 2010 7:10 pm 
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Como já trabalhei com isso e vou colocar alguns pontos.

Tanto uma hidroelétrica como uma termoelétrica podem ter problemas com um terremoto (uma pode inundar e a outra incendiar) mas nos dois casos se for um bom projeto e uma boa construção é um risco totalmente administrável.

O correto é não colocar todos os ovos na mesma cesta e ter as duas coisas. 100% uma única usina Hidroelétrica pode deixá-los sem luz em uma seca maior (Brasil em 2001) e 100% um conjunto de termoelétricas pode ter algum problema com o suprimento do que vão queimar. Hidro tende a ter um investimento maior e custo de operação menor e Termo o inverso.

Agora, para saber de eles já deviam ter aproveitado a oferta e assinado no ato estão faltando detalhes importantes:
- Vamos dar a usina total ou parcialmente (o financiamento do BNDES é para que)? Se não vamos dar totalmente, eles realmente têm que comparas o custos antes de assinar. Este negócio de tudo bem que é caro porque o fornecedor financia não é em todo país que faz sucesso.
- Vamos dar também a linha de transmissão até onde precisam da energia (Termo tem mais flexibilidade para ser colocada perto da demanda)?
- Vai ter demanda? Deveria porque por um lado deveria porque só estamos falando de usinas de pequeno porte e disponibilidade de energia barata é um grande atrativo de investimentos. Mas por outro lado se não aparecer a demanda não se gera dinheiro para operar.
- O governo do Haiti tem fama de corrupto. Pode estar faltando parceria estratégica.

Abraço,


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Mar 02, 2010 9:34 am 
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pacp escreveu:
Como já trabalhei com isso e vou colocar alguns pontos.

Tanto uma hidroelétrica como uma termoelétrica podem ter problemas com um terremoto (uma pode inundar e a outra incendiar) mas nos dois casos se for um bom projeto e uma boa construção é um risco totalmente administrável.

O correto é não colocar todos os ovos na mesma cesta e ter as duas coisas. 100% uma única usina Hidroelétrica pode deixá-los sem luz em uma seca maior (Brasil em 2001) e 100% um conjunto de termoelétricas pode ter algum problema com o suprimento do que vão queimar. Hidro tende a ter um investimento maior e custo de operação menor e Termo o inverso.

Agora, para saber de eles já deviam ter aproveitado a oferta e assinado no ato estão faltando detalhes importantes:
- Vamos dar a usina total ou parcialmente (o financiamento do BNDES é para que)? Se não vamos dar totalmente, eles realmente têm que comparas o custos antes de assinar. Este negócio de tudo bem que é caro porque o fornecedor financia não é em todo país que faz sucesso.
- Vamos dar também a linha de transmissão até onde precisam da energia (Termo tem mais flexibilidade para ser colocada perto da demanda)?
- Vai ter demanda? Deveria porque por um lado deveria porque só estamos falando de usinas de pequeno porte e disponibilidade de energia barata é um grande atrativo de investimentos. Mas por outro lado se não aparecer a demanda não se gera dinheiro para operar.
- O governo do Haiti tem fama de corrupto. Pode estar faltando parceria estratégica.

Abraço,


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Mar 15, 2010 1:18 pm 
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O DIA. segunda-feira, 15 de março de 2010
DESVIO DE ARMAS
Armas e munição do Brasil sumiram após terremoto no Haiti
Suspeita de desvio para narcotraficantes é investigada pelo Exército em inquérito policial
Mahomed Saigg
Rio - O terremoto que devastou o Haiti no início do ano abalou
as estruturas da Força de Paz da ONU, que ocupa o País desde 2004.
Aproveitando-se da ausência de grande parte do efetivo do Batalhão
Brasileiro — que estava nas ruas prestando socorro às vítimas da
tragédia —, militares teriam desviado armas e munições do quartel. O
governo brasileiro confirma o desaparecimento de armas e a abertura
de um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso.
Enquanto o resultado do IPM não é divulgado, circula na
Missão das Nações Unidas para a Estabilização do País (Minustah) a
informação de que o armamento desviado teria sido vendido a
narcotraficantes de países da América do Sul, como Colômbia, Venezuela e Bolívia. Entre os suspeitos,
estariam praças temporários, entre eles um sargento.
A Procuradoria de Justiça Militar, em Brasília, designou um de seus membros para acompanhar
o IPM sobre o desvio. No início do mês, a mesma procuradoria mandou instaurar procedimento para
investigar as denúncias de O DIA, de que jipes e caminhões desviados do Exército estavam sendo
negociados em ferros-velhos da Região Metropolitana do Rio.
O caso é tratado como prioritário pelo governo brasileiro. Diante do orgulho nacional em torno da
missão de paz, o desvio de armas é mal visto, mesmo se tratando de caso isolado em momento de
atenções voltadas para socorrer vítimas. A primeira informação que se chegou a ventilar, após ter
vazado a informação do possível desvio, é que se tratava apenas do desaparecimento de um fuzil
carregado, com conivência de um soldado com falha de conduta já investigada. De acordo com fontes
militares, também se investiga a possibilidade de as armas terem sido soterradas.
Decisiva para esclarecer caso do possível desvio, a semana passada foi de intensa
movimentação na missão de paz. Terça e quarta-feira passadas, o Chefe do Estado-Maior do Exército,
general Fernando Sérgio Galvão, fez visita de avaliação do contingente brasileiro no Haiti. Conversou
com o comandante da Minustah, general Floriano Peixoto Vieira Neto, encontrou-se com autoridades
locais e verificou as instalações e condições de emprego do reforço de pessoal recém-chegado ao Haiti.
Quinta-feira, o secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a saída do general Floriano Peixoto do
comando das operações militares no Haiti. A troca é apontada pelo governo brasileiro como de rotina e já
anteriormente prevista.
Escolhido para substituir o general Floriano Peixoto Vieira Neto — no comando da Minustah
desde abril de 2009 — o general Luiz Guilherme Paul Cruz já chefiou o Batalhão Brasileiro no Haiti em
2008. Agora ele volta ao país com a missão de esclarecer o sumiço das armas e munições entre os
militares de todos os países que integram a tropa da Minustah.
Entre eles estão: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Equador, França, Filipinas,
Guatemala, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Sri Lanka e Uruguai.

No Rio, desvio de viaturas e peças
As suspeitas de fraudes envolvendo militares que teriam desviado armas e munições do
Batalhão Brasileiro no Haiti em troca de grandes quantias em dinheiro — neste caso em dólares —
rondam também quartéis do Rio. Desde o início do mês, O DIA vem mostrando em série de reportagens
os detalhes de esquema que desvia jipes e caminhões do Exército.
Após quatro semanas de investigações equipe de O DIA encontrou em ferros-velhos da Região
Metropolitana vários veículos que deveriam estar guardados em quartéis. Negociados a peso de ouro,
eram vendidos a colecionadores de todo o País.
Um dos depósitos visitados funcionava em Itaboraí. Lá, viaturas que haviam sido retiradas de
maneira clandestina do Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar, em Magalhães Bastos,
eram negociadas por até R$ 30 mil.
Após a publicação da reportagem, todos os veículos fotografados no local reapareceram na
mesma unidade militar de onde haviam sido retirados. De acordo com o Comando Militar do Leste, o
material teria sido devolvido pelo dono do ferro-velho. O comerciante, por sua vez, nega a versão.
Segundo ele, equipes do Exército estiveram no depósito e retiraram todas as viaturas. Um Inquérito
Policial Militar (IPM) foi instaurado para investigar o caso.

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Abraços.

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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Seg Mar 15, 2010 9:39 pm 
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Está com cara de matéria sensacionalista.


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Mar 16, 2010 1:14 pm 
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Mensagens: 43
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É dificil sim acreditar nesse tipo de reportagem, mas é possível sim.

Abraços.

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Paulo


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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Qui Mar 18, 2010 3:39 pm 
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Citação:
DIRETO DA FONTE
Sonia Racy
Questão de cor
Na visita ao Haiti, Maitê Proença dormiu nos mesmos lençóis cor-de-rosa que receberam
Angelina Jolie, na base do Exército brasileiro.
O que preocupava os soldados, depois, era não esquecer de trocá-los. A visita seguinte seria de
um general do Exército.

_________________
Abraços.

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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Qui Abr 01, 2010 9:42 am 
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Citação:
FOLHA DE S. PAULO, quinta-feira, 1 de abril de 2010
Segurança está sob controle, diz general brasileiro
ANDREA MURTA DE WASHINGTON
Enquanto o Haiti continua em ruínas, o general brasileiro Floriano Peixoto, comandante da
Minustah, a missão de paz da ONU no país, disse ontem em entrevista por telefone de Porto Príncipe
que a segurança está sob controle e que, do ponto de vista das forças, seria possível a realização de
eleições até o fim deste ano.
"Em termos de segurança e logística para as eleições, posso assegurar que já estamos prontos
para apoiar qualquer iniciativa", disse o general. "Mas essa é uma decisão nacional, e vamos apoiar o
que quer que o país decida."
As eleições legislativas haitianas estavam previstas para fevereiro e março, e a presidencial para
o final de 2010. Todas ficaram inviáveis após a destruição pelo tremor. Não apenas não há mais
organização de regiões eleitorais, mas o material que seria usado para a votação virou pó e vários
membros da equipe da ONU que ajudaria o processo morreram.
A situação caótica da liderança haitiana, porém, tem levado o presidente René Préval e até a
secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, a pedirem a organização de votações o mais rápido
possível. O Parlamento haitiano opera hoje em um trailer. Dos 30 senadores do país, dois morreram no
terremoto, um assento estava vago e outros dez terminaram seus mandatos em novembro.
Peixoto e o general Ken Keen, comandante da operação americana no Haiti que falou a seu lado
na entrevista, concordam que o panorama apresenta imensas dificuldades. "Engenheiros afirmaram que
mil caminhões levariam mil dias só para tirar o entulho das ruas. A recuperação levará muitos anos",
disse Keen.
O que é certo é que, quando as eleições forem organizadas, o general Peixoto não estará mais
no país. Na semana que vem, ele volta a Brasília, onde deverá ocupar a liderança das relações
internacionais do Exército.
O general negou rumores de que sua saída do comando da missão tenha ocorrido em meio a
disputas internas e com os americanos a respeito da liderança das operações de resgate e reconstrução
pós-terremoto. "O contrato sempre foi de um ano, não houve discussões para uma renovação. Até
porque o Exército brasileiro me quer em outra posição", afirmou. Em seu lugar assumirá o general Luiz
Guilherme Paul Cruz

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Abraços.

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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Abr 06, 2010 10:14 am 
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JORNAL DA CÂMARA, terça-feira, 6 de abril de 2010
COMISSÃO EXTERNA
Deputados devem acompanhar trabalho de missão militar no Haiti
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na semana passada a criação de comissão externa para acompanhar a ação das Forças Armadas do Brasil no Haiti. Os militares brasileiros chefiam a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país.
O requerimento pedindo a criação da comissão externa foi apresentado pelos deputados Jair Bolsonaro (PPRJ) e Francisco Rodrigues (DEM-RR) e encaminhado à Secretaria-Geral da Mesa Diretora.
Os deputados argumentam que, após o terremoto que atingiu o Haiti em janeiro e praticamente destruiu a capital, Porto Príncipe, e várias cidades do interior, o Brasil, que já chefiava a missão de paz com cerca de 1,3 mil militares, enviou reforços para ajudar na reconstrução.
O envio dos militares, lembram Bolsonaro e Rodrigues, foi autorizado pelo Congresso Nacional por meio de decreto legislativo, que aprovou a ida de 900 soldados e formação de reserva de 400, para deslocamento quando necessário. “O Haiti está passando por um momento de extrema dificuldade, por isso é importante conhecermos as condições de trabalho dos militares brasileiros no país”, argumentam os parlamentares.
Tragédia - Em 12 de janeiro, o país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto que deixou cerca de 200 mil mortos, segundo as autoridades locais. Entre as vítimas, estavam 20 brasileiros. Cinco deputados estiveram em Porto Príncipe no início de fevereiro e se reuniram com o presidente haitiano René Préval; o presidente do Congresso, Lucian Coeur; o comandante- geral das tropas da missão de paz da ONU, o brasileiro Floriano Peixoto; além de representantes de ONGs que prestam ajuda humanitária aos haitianos.

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 Título: Re: Tropas no Haiti
MensagemEnviado: Ter Abr 27, 2010 5:49 am 
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Exército prepara combatentes para nova missão no Haiti

O CMO (Comando Militar do Oeste), com sede em Campo Grande, irá assumir o comando do 2º Brabatt, batalhão brasileiro que realiza a missão de paz no Haiti no dia 19 de agosto. O batalhão será composto por 809 militares, a maioria do CMO, que abriga quartéis no Estado, em Mato Grosso e parte de Goiás. Os selecionados para a missão estão em fase de treinamento para embarcar ao país da América Central. Inicialmente, o CMO iria compor o contingente que embarcaria em janeiro de 2011, mas, após o terremoto que devastou o Haiti no início do ano, o Ministério da Defesa criou o Brabatt 2, o que adiantou a ida dos militares. Atualmente, os militares selecionados realizam treinamentos e estágios em suas respectivas OM’s (Organizações Militares). Eles recebem instruções sobre: Logística, Administração, Cooperação Civil e Militar, Comando e Controle, Inteligência e Assessoria Jurídica. Também são realizadas inspeções de saúde, com aplicação de vacinas e exames preliminares. Os quartéis do CMO realizam a vacinação dos militares durante esta semana. A concentração de todo o efetivo acontece no dia 12 de julho, na Capital, onde irão realizar exercícios de adestramento, que prevê as condições que irão encontrar no Haiti. A primeira leva de militares se dirige ao Haiti a partir de 15 de agosto, sendo realizada a troca de comando no dia 19 de agosto. O comandante do Brabatt 2 será o coronel Altair Polsin, atualmente lotado no gabinete do comando do Exército. Os militares do CMO irão compor o Estado-Maior do batalhão brasileiro, a Companhia de Comando e Apoio, duas Companhias de Fuzileiros (uma de Cuiabá e uma de Corumbá) e um Esquadrão de Fuzileiros de Cavalaria Mecanizada. Este é o 14º contingente de Missão de Paz que o Brasil envia ao Hait.

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