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 Título: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Seg Mai 31, 2010 8:24 pm 
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MÍSSEIS ANTITANQUES

Desde o aparecimento dos veículos blindados nos campos de batalha da PGM que os exércitos, mais precisamente a infantaria, perseguem um meio de destruí-los.

No início foram usados fuzis de grosso calibre, mas logo tal equipamento se mostrou menos eficaz frente a blindagens mais resistentes, e outras soluções tiveram que ser encontradas.

Cargas explosivas convencionais se mostravam pouco úteis contra a grossa blindagem dos novos veículos de combate por não direcionarem a energia da explosão, que era dissipada sem causar dano.

Tudo mudou com a introdução de cabeças de combate dotadas do conceito “HEAT”, “alto-explosivo antitanque” ou “carga ôca”. A mesma é formada por um cone de cobre à frente de uma potente carga explosiva confinada em um recipiente de aço. Ocorrendo a explosão o cone de cobre é fundido e ejetado a grande velocidade (mais de 8 km/s). Embora de pequena massa, a velocidade desse “fragmento” garante um enorme poder de perfuração e de destruição.

Tal dispositivo possibilitou que uma carga explosiva relativamente reduzida pudesse destruir um pesado veículo blindado o que permitiu que armas portáteis antitanques fossem desenvolvidas. Novamente os blindados se viram em maus lençóis frente à infantaria.

Outra inovação foi a carga HESH ou “alto-explosivo plástico de cabeça moldável”. Tal conceito visava destruir o tanque pelo efeito das ondas de choque geradas pela forte explosão de um explosivo plástico intimamente adaptado na superfície externa da blindagem. O objetivo não era romper a blindagem e sim causar um colapso estrutural no tanque e ferir a tripulação.

O problema é que as granadas que lançavam essas cargas tinham o alcance de no máximo algumas centenas de metros, tornando aqueles que as utilizavam vulneráveis ao fogo supressivo de metralhadoras a partir dos veículos e das tropas que os acompanhavam.

Uma nova solução se fazia necessária e foi buscado um meio de atacar a partir de maiores distâncias. Para tornar viável esse incremento de alcance era fundamental o uso de um propulsor que fosse acionado após o lançamento, o que invariavelmente gerava desvios na trajetória original e onde os métodos convencionais de estabilização se mostraram deficientes.

A solução se deu no sentido de prover um “sistema de guiagem” que pudesse compensar os desvios de trajetória de uma granada decorrentes do acionamento de um foguete fora do tubo de lançamento, agravados ainda por fatores externos, como por exemplo, a velocidade e a direção do vento e o deslocamento do “alvo”.

CLASSIFICAÇÃO DOS MÍSSEIS ANTITANQUES

Qualquer tentativa de classificar um sistema de armas é invariavelmente fadada a gerar polêmica, tendo em vista que algumas injustiças podem ser cometidas. Em relação ao vasto universo dos “mísseis antitanques” não é diferente, mas, tendo em mente o melhor entendimento sobre o tema, se faz necessário que sigamos uma classificação mesmo que “artificial”.

Mísseis antitanques podem ser classificados de diversas formas tendo em vista suas características peculiares.

Quanto ao alcance máximo podemos classificar os mísseis antitanques da seguinte maneira: até 4000 metros, em geral, se diz que o míssil tem alcance visual (LOS), sendo de curto alcance até 1000 metros e de médio alcance entre 1000 e 4000 metros. Além de 4000 metros se diz que o míssil tem grande alcance ou alcance “além do visual” (BLOS).

Quando o míssil é capaz de engajar alvos fora da linha de visada, ou seja, encobertos, se diz que ele tem capacidade NLOS.

Outra classificação diz respeito à “portabilidade” do sistema de mísseis. São considerados “leves” os que podem ser levados por apenas um indivíduo; “médios”, os de uso coletivo, que precisam de pelo menos 2 indivíduos para serem transportados e disparados e “pesados” os usados em veículos.

Já classificá-los tendo em vista a evolução tecnológica ao longo do tempo, ou seja, em “gerações”, leva-se em conta o sistema de guiagem, embora um míssil de forma alguma se resuma apenas nisso.

PRIMEIRA GERAÇÃO (1955)

Na chamada Primeira Geração de mísseis antitanques os mesmos eram teleguiados por meio de uma unidade de controle portátil que enviava sinais elétricos através de fios metálicos que se conectavam ao míssil. O operador tentava alinhar o míssil ao alvo visualmente com auxílio de uma luneta, fazendo os ajustes manualmente por meio de um rudimentar joystic, até que houvesse o impacto.

Esse sistema recebeu a designação de MCLOS, que é uma sigla que em português significa “Comando Manual Por Linha de Visada”.

A operação desses mísseis era muito parecida com a dos atuais aeromodelos, sendo extremamente complicada e exigindo muito treino e sangue frio, sem falar que deixava o operador vulnerável a um contra ataque, já que o mesmo não podia abandonar seu posto até que ocorresse o impacto.

Imagem
Míssil SS-10 de Primeira Geração de origem francesa

Claro que tal sistema tinha pouca precisão por ser o “fator humano” preponderante para o sucesso.

Mísseis de Primeira Geração;
• Cobra
• Entac
• SS-10
• SS-11
• AT-2
• AT-3 Sagger
• Type 64
• Bantam
• Malkara
• Vigilant

Características dos mísseis de Primeira Geração:
• Controle tipo MCLOS (Comando Manual Por Linha de Visada)
• Elo de dados via fio metálico
• Ogiva tipo HEAT
• Aquisição visual do alvo




SEGUNDA GERAÇÃO (1967)

A Segunda Geração veio resolver os graves problemas de precisão inerentes ao comando manual da Primeira Geração e só foi possível com o avanço da microeletrônica.

A adição de um dispositivo pirotécnico no míssil, que permitia que o mesmo fosse rastreado pelo sistema de mira ótica no lançador, e a inclusão de um sistema de processamento nesse mesmo lançador, possibilitou que ele fosse controlado apenas mantendo o alvo no centro da linha de visada da mira. Diferenças angulares eram percebidas e correções automáticas eram implementadas recolocando o míssil na trajetória correta até o momento do impacto, bastando que o operador mantivesse o alvo no centro da mira. Tal sistema recebeu a designação de SACLOS (Comando Semi-Automático Por Linha de Visada).

Até hoje essa geração é a mais prolífica e a combinação com visores noturnos e câmeras de imagem térmica possibilitou que os mesmos fossem usados à noite, aumentando em muito sua flexibilidade e letalidade.

Imagem
Míssil TOW de Segunda Geração de origem americana

O link entre o lançador e o míssil se dá por meio de fios metálicos ou radiofreqüência.

Unidades de comando mais sofisticadas dotadas de sistemas de processamento de imagens de maior capacidade conseguem inclusive rastrear de forma autônoma o alvo, ficando a cargo do operador apenas a seleção do mesmo antes do lançamento, o que reduz substancialmente a carga de trabalho. Tal método é conhecido como ACLOS (Comando Automático Por Linha de Visada).

Uma variante da Segunda Geração usa um laser de baixa intensidade emitido a partir do lançador que é projetado sobre o alvo e no qual um míssil dotado de sensores óticos voltados para trás consegue se autoguiar, mantendo-se no centro do feixe até que ocorra o impacto. Processo esse conhecido como “Laser Beam Rider”.

A Segunda Geração, além de trazer um maior nível de precisão, trouxe uma série de novas cabeças de combate cada vez mais inovadoras e letais.

Para se contrapor às blindagens mais resistentes as ogivas receberam aperfeiçoamentos. A mais evidente foi a adição de sondas extensíveis, que possibilitam a detonação na distância ideal para que as características da carga HEAT fossem otimizadas.

Também o uso de cargas HEAT duplas, montadas uma atrás da outra (em tandem), com disparo seqüencial, foram introduzidas na tentativa de se contrapor às “blindagem reativas explosivas” (ERA) que surgiram na década de 80. A primeira carga explosiva detonava a placa ERA, neutralizando-a, e a segunda perfurava a blindagem.

Outro avanço característica dessa geração foram os mísseis que atacam por cima, conceito conhecido como “overfly top attack” (OTA).

Imagem
Míssil MSS-1.2 de Segunda Geração de fabricação nacional


O míssil que usa esse conceito voa em torno de 1 metro acima da linha de mira e quando se encontra exatamente sobre o alvo uma espoleta inteligente, ligada a sensores térmicos, magnéticos e laser, o reconhece e detona a carga explosiva tipo EFP (semelhante à HEAT) que foi montada de forma vertical, voltada para baixo. O fragmento de cobre fundido ejetado em velocidade hipersônica gerado na detonação é direcionado para a parte superior do tanque que é geralmente o ponto de maior fragilidade.

Esse conceito permite também que alvos escondidos atrás de coberturas (muros, trincheiras, etc) sejam atingidos.

O arranjo de cargas duplas dispostas em tandem com disparo seqüencial para se contrapor às “blindagens reativas” pode ser empregado também nesse conceito “OTA”.

Também houve a introdução de uma série de outras ogivas com finalidades diversas tendo em vista as operações assimétricas e a guerra urbana. Tais ogivas se mostram apropriadas contra estruturas, bunkers, veículos não blindados, pessoal desprotegido, etc.

Mísseis da Segunda Geração com link de fio metálico:
• TOW
• Dragon
• Shilelagh
• Bill
• Bill 2
• Erix
• SS-11 (Harpon)
• Milan
• HOT
• Swingfire
• AT-4 (Spigot)
• Type 79
• HJ-8

Mísseis de Segunda Geração com link de radiofrequência:
• TOW RF
• AT-6 (Spiral)

Mísseis de Segunda Geração guiados por “laser beam rider”:
• MSS-1.2
• AT-16 (Vikhr)
• AT-14 (Kornet)
• Ingwe
• Mapats
• HJ-9

Características da Segunda Geração:
• Controle tipo SACLOS , ACLOS ou LBR
• Elo de dados via fio, radiofreqüência ou laser
• Ogivas variadas
• Aquisição e rastreio do alvo por meios óticos ou por imagem térmica
• Trajetória direta




SEGUNDA GERAÇÃO E MEIA (1982)

Uma classe à parte de mísseis antitanques é a dos mísseis guiados por “laser semiativo”. Essa classe de mísseis é designada por algumas fontes como sendo de “Segunda Geração e Meia”.

No sistema de orientação por laser semi-ativo o míssil se dirige de forma autônoma ao ponto onde um feixe laser codificado de alta intensidade está sendo projetado. Esse tipo de orientação permite uma série de alternativas como, por exemplo, o “travamento após o lançamento” (LOAL), modo no qual o míssil é lançado “cego” e só adquire o alvo após o lançamento. Tal método permite que alvos fora do alcance do sensor do míssil ou encobertos (fora da linha de visão do lançador) sejam engajados

Outra vantagem dessa classe de mísseis é que os mesmos não necessitam seguir uma trajetória tensa, em linha com o lançador, podendo adotar uma trajetória parabólica, que possibilita um incremento do alcance e permite que um MBT seja atingido por cima, na parte mais frágil, ou que seja transposto obstáculos de modo a que alvos encobertos possam ser atingidos.

Imagem
Míssil Type 87 de “Segunda Geração e Meia” de origem japonesa

Também não se faz necessário que o lançador e o sistema de aquisição e designação do alvo, no caso o emissor do feixe laser, estejam alinhados. O alvo inclusive pode ser designado por qualquer designador qualificado e que possa codificar o feixe laser de modo a ser reconhecido pelo sensor do míssil, o que reduz a vulnerabilidade do operador/plataforma lançadora a um contra-ataque.

Mísseis de Segunda Geração e Meia:
• Hellfire
• Mokopa
• Type 87
• Nimrod
• LAHAT

Características da “Segunda Geração e Meia”:

• Orientação por laser semi-ativo
• Operação tipo LOBL ou LOAL
• Opção de trajetória parabólica
• Capacidade NLOS




TERCEIRA GERAÇÃO (1994)

A Terceira Geração de mísseis antitanques foi desenvolvida para reduzir a vulnerabilidade do operador/plataforma a um contra-ataque, já que nas gerações anteriores (com exceção da “Segunda e Meia”) o operador invariavelmente ficava exposto durante todo o trajeto do míssil, desde o lançamento até o impacto.

Para isso foi necessário que o sistema responsável pela orientação fosse colocado no próprio míssil usando cabeças de busca autônomas, miniaturizadas, com sensores avançados de formação de imagem operando de forma passiva ou radares ativos de onda milimétrica (MMW).


Imagem
Míssil Javelin de Terceira Geração de fabricação americana


Essa geração de mísseis reduziu muito o nível de intervenção humana, sendo necessário apenas e tão somente que o alvo seja previamente designado pelo operador antes do lançamento. Após o lançamento o míssil se dirige de forma autônoma ao alvo “travado” no seu sistema de processamento de imagem, sem nenhuma intervenção humana ou da unidade de lançamento/comando.

Há também a possibilidade de trancamento autônomo após o disparo o que permite que alvos fora do alcance do sensor do míssil ou encobertos (fora da linha de visão / NLOS) sejam engajados. Tal opção é pouco usada já que aumenta muito o risco de danos colaterais e “fogo amigo”. No caso do uso de orientação por radar ativo de onda milimétrica o míssil se posiciona até as proximidades do alvo, guiado até lá pelo sistema de navegação inercial, onde varre uma grande área com seu sensor e “trava” numa “assinatura” eletromagnética específica, condizente com um alvo válido (veículo blindado, canhão AP, MBT, etc)

Tais sistemas autônomos permitem que o operador, após o lançamento do míssil, possa se evadir ou engajar outro alvo já que o míssil se dirige ao seu objetivo por meios próprios, não necessitando de nenhuma “ajuda” externa. Esse conceito é conhecido como “atire e esqueça” (fire and forget).

Uma outra característica dessa classe de mísseis é que os mesmo, a exemplo dos mísseis guiados por laser semi-ativo, podem ser lançados em trajetórias parabólicas e não somente em trajetórias tensas como os da “Segunda Geração”.
Imagem
Míssil Spike ER de Terceira Geração com data-link de fibra ótica de fabricação israelense.


Uma variante da 3ª Geração agrupa os mísseis que podem trocar informações com a unidade de comando após o lançamento permitindo a intervenção do operador. Para que isso ocorra o míssil deve manter um link de fibra ótica ou radiofreqüência com a unidade de lançamento/comando. Esse modo de operação é conhecido como “atire e atualize” (fire and update) e permite grande flexibilidade ao míssil, inclusive abortando o ataque, trocando de alvo ou escolhendo um ponto específico do alvo para ser atingido.

A possibilidade de manter o controle humano (man in the loop) parece ser cada vez mais desejada tendo em vista a redução de danos colaterais típicas de operações urbanas. Há quem designe essa classe de mísseis como sendo de Quarta Geração.

Mísseis de 3ª Geração guiados por “imagem térmica”:
• Javelin
• Maverick D
• Spike MR
• Pars-3
• Nag
• UMTAS
• OMTAS
• Type 01
• HJ-10

Mísseis de 3ª Geração com orientação por “radar ativo de onda milimétrica”:
• Hellfire Longbow
• Brimstone

Mísseis de 3ª Geração com data-link (4º Geração ?)
• Spike LR
• Spike ER
• Spike NLOS
• Type 96 MPMS

Características dos mísseis de 3ª Geração:
• Modo de operação “atire e esqueça” ou “atire e atualize”
• Opção de trajetória parabólica
• LOBL ou LOAL
• Capacidade NLOS
• Aquisição por imagem visual, infravermelha ou radar




O FUTURO

Há fortes indícios que a Quarta Geração (ou Quinta como querem alguns) será de mísseis com capacidade de “aquisição automática de alvos” (ATA). Tais mísseis serão “semeados” em uma determinada área, sem um alvo definido, e ficarão “vagueando” por várias horas varrendo o terreno abaixo com seus sensores. Teriam capacidade de reconhecer alvos válidos e atacá-los de forma autônoma, embora a possibilidade de intervenção humana seja preservada caso se julgue necessária.

Outra linha de desenvolvimento é a dos mísseis com múltiplos sensores. A miniaturização permite que dois ou mais sensores terminais (seekers) sejam combinados em um único míssil para que suas características possam ser aproveitadas nas mais diversas situações táticas.

Novos sistemas de orientação, como os que usam o laser de forma ativa (LADAR), capaz de gerar uma imagem tridimensional do alvo, estarão disponíveis. Essa tecnologia será essencial para a “aquisição automática de alvos”.

A capacidade de se contrapor à blindagem usando energia cinética também é uma opção que está sendo esperada para o futuro. Mísseis hipersônicos devem estar disponíveis nos próximos 10 anos.

Um fator relevante é que essa classe de mísseis, a exemplo de outras, estará completamente integrada ao conceito de “Guerra Centrada em Redes” (NCW), sendo tão somente “células” de um “organismo complexo”, em que se transformará uma força de combate.

Somando os variados sistemas de orientação, os diversos sistemas propulsores com as novas ogivas disponíveis, o velho míssil antitanque está se tornando uma arma multitarefa, apto a continuar a cumprir com eficiência as novas missões que hoje se lhe apresentam.

http://pbrasil.wordpress.com/2010/05/20/exclusivo-misseis-antitanques/

Pessoal, vamos comentar! O tópico do Exército é muito pouco visitado (pelo menos é o que parece). Transmite a imagem de que a Força é a menos importante em nosso país. Abraços.


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 6:38 pm 
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Excelente post!

Faz tempo que nao se posta algo que nao seja francofilos vs resto do mundo... ;)


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 7:32 pm 
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a Avibras desenvolve um missil que pode ser antitanque ou anti helicoptero levado por terra ou por ar e guiado por fibra optica o projeto encontra-se em desenvolvimento e não anda por falta de investimentos está na ''geladeira'' seria uma boa solução nacional...

Abraços

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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 8:22 pm 
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Você não está falando do FOG-MPM não né?

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Concerteza não. De que Míssil você está falando?


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 8:49 pm 
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Vídeo incrível! Vale a pena esperar:

http://www.youtube.com/watch?v=4fe5rSd-2SM&feature=related


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 8:54 pm 
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Fleming escreveu:
Você não está falando do FOG-MPM não né?

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Concerteza não. De que Míssil você está falando?



Sim estou falando do FOG MPM.....ele seria anti-tanque e anti helicoptero seria ar terra e terra terra e terra ar.

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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 9:03 pm 
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É o míssil antitanque mais estranho que já vi :shock: . Se o alcance e a eficiência forem excelentes em relação a outros míssseis antitanque, tudo bem. Mas eu acho que não deve ser melhor que o Javelin, por exemplo, na função de antitanque.


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Ter Jun 01, 2010 9:05 pm 
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Acabei de ver! O alcance é entre 12 e 60km. Caramba! A classe dele também é diferente dos misseis citados. Está mais para mini Tomahawk.


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Qua Jun 02, 2010 4:36 pm 
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SR,s
O FOG-MPM é um míssil de curto alcance, ele já é considerado obsoleto, pois em seu projeto não consta câmeras IR, guiagem independente de meio curso, aproximação e ataque automâtico etc.. Mas por ter essas caracteristicas esta imune a contra medidas eletrônicas , lí na revista EB desse ano, que o EB & a MECTRON estão estudando um míssil terra- ar denominado M.A.S ( MÍSSIL AR SOLO ) 5.1, baseado nas experiências & técnologias adiquiridas no projeto do MSS 1.2, esse míssil será utilizado nos ESQUILOS da CIAVEX.
O bom é que o EB esta seguindo a mentalidade da "CONTINUIDADE DE PROJETO" com essa filósofia e os recursos necessários, em breve teremos sistemas de armas no " ESTADO DA ARTE" , como acontece em vários países, pois todo armamento moderno teve origem em similares hoje ultrapassados.


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Qua Jun 02, 2010 11:38 pm 
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Mais alguns vídeos:

O míssil japonês -
http://www.youtube.com/watch?v=_flU3UIIRvc&feature=player_embedded


O Javelin -
http://www.youtube.com/watch?v=dH4PkOhrSn0&feature=related


Top 10 Best Man-Portable ATGM (Eu discordo alguns pontos) -
http://www.youtube.com/watch?v=wkzh3pEpdbo&feature=related


Teste do MSS 1.2 -
http://www.youtube.com/watch?v=Sq1OBYtiQhQ


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Seg Jun 28, 2010 10:50 am 
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Alguém tem notícias do lote piloto do MSS 1.2 ?


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Qui Jul 15, 2010 10:40 am 
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É possível a criação/adaptação do mss 1.2 no AH-2 Sabre, recém adquiridos ? Alguém opina ?

Abraços.

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Paulo


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Qui Jul 15, 2010 6:05 pm 
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PQDT escreveu:
É possível a criação/adaptação do mss 1.2 no AH-2 Sabre, recém adquiridos ? Alguém opina ?

Abraços.



O MAS 5.1 (versão embarcada em helicoptero que está sendo desenvolvida - revista asas) deverá ser embarcado nos esquilos e panteras da avex mas em se tratando de sistemas russos acho dificil pois é outro padrão (sistemas embarcados, tensão da aeronave etc) mas em helicopteros ocidentais acho perfeitamente possivel.

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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Sáb Ago 07, 2010 11:59 am 
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Eu acho muito precoce o desenvolvimento desse MAS 5.1. Acho isto precoce por dois motivos principais:

- O MSS 1.2 ainda está no lote piloto . O míssil é um recém-nascido, precisa de muito mais maturidade para servir de base para um novo míssil ainda mais complexo.

- Até onde eu sei nenhuma Força Armada utilizou esse tipo de Míssil. Que contribuição em conhecimento elas podem dar para a Mectron? Vão desenvolver do zero?


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 Título: Re: Mísseis Antitanque
MensagemEnviado: Sáb Ago 07, 2010 4:35 pm 
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Relembrando, já que estas informações já tem um tempo..... a primeira é de 2008 e a segunda é mais recente.....

Sds.

Citação:
Órgão: 52121 - COMANDO DO EXERCITO
Uasg: 160291 - CENTRO TECNOLOGICO DO EXERCITO/RJ
Modalidade: 07 - Inexigibilidade de Licitação
Número da Licitação: 9/2008 Situação: INFORMADO
CNPJ/CPF: 65.481.012/0001-20
Razão Social/Nome: MECTRON - ENGENHARIA, INDUSTRIA E-COMERCIO S.A.
Ítem da Licitação: 00001 Cod. do Serviço: 22225
Identificação Serviço: SERVICO ENGENHARIA
Descrição Detalhada do Serviço: 001SERVIÇOS DE ENGENHARIA DE PROCESSO DO LOTE PILOTO DA MUNIÇÃO E DO SUBSISTEMA MODO APOIO DO SISTEMA DE ARMA MSS 1.2 AC, GUIADO A LASER, INCLUINDO A FABRICAÇÃO DE 66 MUNIÇÕES, 3 SIMULADORES E 3 EQUIPAMENTOS DE TESTE, DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE 2 MECANISMOS ADAPTADORES PARA VIATURA E DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE 2 EQUIPAMENTOS DE VISÃO NOTURNA.
Quantidade: 1
Unidade: sv
Preço Unitário: 25.625.000,00 Valor Total: 25.625.000,00


Citação:
EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO No- 3/2010

Nº Processo: Inexig 03/10-CTEx . Objeto: Produção do lote piloto do
Sistema de Arma do MSS 1.2 AC, conforme Especificação Técnica
01/2008-GMF.
Total de Itens Licitados: 00004 . Fundamento Legal:
Artigo 25, Caput, da Lei 8.666/93 . Justificativa: INVIABILIDADE
de Competição. Declaração de Inexigibilidade em 04/06/2010 . ANDRÉ
LUIZ CATÃO PIOLA - MAJ . Ordenador de Despesas . Ratificação
em 04/06/2010 . GEN DIV JOÃO EDISON MINNICELLI .
Chefe do ctex . Valor: R$ 22.050.000,00 . Contratada :MECTRON -
ENGENHARIA, INDUSTRIA ECOMERCIO S.A. . Valor: R$
22.050.000,00(SIDEC - 04/06/2010) 160291-00001-2010NE900001


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