Forum Base Militar Web Magazine

Bem-vindo: Ter Nov 12, 2019 8:26 am

Todos os horários são




Criar novo tópico Responder  [ Array ]  Ir para página 1, 2, 3, 4, 5 ... 17  Próximo
Autor Mensagem
 Título: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Sáb Set 17, 2011 9:47 pm 
Offline
Avançado
Avançado
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Seg Mai 26, 2008 8:59 am
Mensagens: 430
Operação do Exército no Complexo do Alemão já custou R$ 237 milhões
João Fellet
Da BBC Brasil em Brasília*
Atualizado em 16 de setembro, 2011 - 12:31 (Brasília) 15:31 GMT
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110915_alemao_custo_jf.shtml

Prorrogada até junho do próximo ano, a permanência de militares no Complexo do Alemão (zona norte do Rio) já custou ao Exército R$ 237,5 milhões desde novembro de 2010, o equivalente à quase metade das verbas destinadas à modernização da força em 2011.

O gasto do Exército na operação, calculado pelo órgão a pedido da BBC Brasil, inclui despesas com munição, aquisição de equipamentos, adequação de instalações, viaturas, uniformes, alimentação e deslocamento de tropas de fora do Rio.

Desde novembro de 2010, quando o Complexo foi ocupado por forças de segurança após a expulsão de traficantes de drogas, o local conta com a atuação de cerca de 1,6 mil militares do Exército, além de cem policiais.

O prazo inicial para a retirada dos soldados era outubro deste ano, mas, a pedido do governo do Rio, que diz precisar de mais tempo para formar os cerca de 2 mil policiais que os substituirão, a saída só ocorrerá em junho de 2012.

Caso a média de gastos do Exército na ocupação (R$ 25 milhões ao mês) seja mantida até junho de 2012, quando a instalação de quatro UPPs no complexo de favelas deve ser concluída, terão sido gastos R$ 475 milhões no total.

Segundo a ONG Contas Abertas, o valor é próximo dos R$ 493 milhões que o Exército receberá em 2011 para se atualizar.

As despesas extras ocorrem em um momento em que o Ministério da Defesa enfrenta um aperto financeiro: neste ano, o orçamento da pasta sofreu um corte de R$ 4 bilhões, ou 26,5% do total.

A redução orçamentária provocou a suspensão da compra de aviões militares, planejada pelo governo há vários anos, e atrasou programas de modernização das forças.

Operação no Haiti

Além de ampliar os gastos do Exército em um momento de contenção de despesas, a prorrogação em oito meses da data de saída dos militares do Alemão, anunciada pelo governador Sérgio Cabral no início de setembro, alterou o cronograma de envio de militares brasileiros ao Haiti.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo neste mês, o general Adriano Pereira Júnior, comandante do CML (Comando Militar do Leste), afirmou que a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada do CML, que no primeiro semestre de 2011 deveria se integrar à Minustah (Missão da ONU para a Estabilização do Haiti), não viajará mais por causa do novo prazo de permanência no Alemão.

A prorrogação também foi apontada por analistas como uma das possíveis causas dos recentes conflitos entre forças de segurança e moradores do Complexo.

No início deste mês, moradores e militares entraram em confronto em duas ocasiões.

Os desentendimentos foram seguidos por um confronto ainda maior, na véspera do feriado da Independência, quando cerca de 50 traficantes de droga iniciaram um tiroteio a partir de dois morros do complexo que não estavam ocupados pelas forças de segurança, supostamente em uma tentativa de retomar áreas das quais haviam sido expulsos em novembro. Após o tiroteio, as forças de segurança foram reforçadas.

Situação emergencial

Para o especialista em segurança e professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio Márcio Scalércio, a permanência dos militares no Alemão só se justificaria em uma situação emergencial, já que as tropas não são treinadas para as tarefas de patrulhamento exigidas pela operação.

Além disso, Scalércio diz que os gastos decorrentes da prorrogação do prazo de permanência terão impacto no Orçamento da Defesa.

Segundo o especialista, os recursos da pasta já são escassos, pois grande parte das verbas destinadas às Forças Armadas são consumidas com folha de pagamento e pensões.

"Esse valor (da operação no Alemão) certamente vai pesar no Orçamento e criar problemas", afirma.

Ele diz, no entanto, que as Forças Armadas lidam há muito tempo com problemas orçamentários.

    Márcio Scalércio, professor da PUC-Rio
    "Já houve conversa sobre quartel que mandou liberar todos os soldados na quinta-feira porque não sobraria comida na sexta. Ou de ordens para que o soldado desse pouco tiro para economizar munição e voasse menos para poupar combustível", diz.

Recursos extras

O valor gasto pelo Exército no Alemão é superior aos custos estimados da manutenção de todos os policiais militares nas 17 UPPs existentes na cidade.

Em junho, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, calculou que, para cada cem policiais lotados em UPPs, os governos estadual e municipal gastam em torno de R$ 6 milhões ao ano.

Tomando como base a estimativa, os 3,2 mil policiais militares atualmente empregados em todas as UPPs do Rio custariam cerca de R$ 192 milhões por ano.

Para Thomaz Costa, professor da National Defense University, em Washington, a aparente disparidade entre os gastos da operação do Exército no Alemão e os investimentos do governo do Rio em UPPs pode ser explicada por diferentes formas de contabilizar os custos.

Costa afirma, no entanto, que o uso pelo Exército de equipamentos militares pesados encarece a operação. As tropas têm à disposição seis blindados Urutu, além de dois helicópteros e dezenas de jipes.

De acordo com o especialista, mesmo que os veículos não sejam empregados em combates, eles exigem constantes revisões e, de tempos em tempos, devem ser deslocados para unidades mais complexas para uma manutenção detalhada, procedimentos que são, segundo ele, custosos.

Caso os planos da Secretaria de Segurança sejam cumpridos, além de substituir todos os soldados por policiais militares no Alemão em 2012, o órgão alocará outros 6,6 mil policiais em favelas até 2014.

A intenção é permitir que, até a Copa do Mundo, haja na cidade 40 UPPs.

* Colaborou Júlia Dias Carneiro, da BBC Brasil no Rio de Janeiro


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Dom Set 18, 2011 4:24 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qui Nov 29, 2007 9:11 pm
Mensagens: 9903
Localização: Caxias do Sul - RS
Só os leigos não sabiam disto aí.

Sobrou para as FFAAs, principalmente o Exército, pagar a conta da incompetência, da falta de planejamento, da logística de principiante e amadora e , por fim, a cara de pau dos políticozinhos de meia pataca do RJ.

No entanto, quem aparece fazendo pose e se vangloriando do trabalho dos outros são estes crápulas.....

Tá tudo dominado.....

Sds.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Ter Out 04, 2011 5:59 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
Exército reforça fiscalização no Paraná contra aftosa
Paraguai está enfrentando foco de febre aftosa, comunicado às autoridades sanitárias internacionais em 17 de setembro

AE | 03/10/2011 21:09

O Exército vai destacar militares para integrar equipes volantes de fiscalização na região de fronteira internacional do Paraná com Paraguai e Argentina, para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no Brasil, informa o governo paranaense. Segundo nota, a medida atende a um pedido feito pelo governo do Estado e pelo Ministério da Agricultura.

A vigilância será reforçada também por mais 21 funcionários enviados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento para quatro municípios da região. O Paraguai está enfrentando um foco de febre aftosa, comunicado às autoridades sanitárias internacionais no dia 17 de setembro. O governo paranaense se diz preocupado com a possibilidade de disseminação do vírus, uma vez que as autoridades paraguaias não abriram suas fronteiras aos órgãos internacionais, diz a nota.

O reforço do Exército serão 100 profissionais que vão atuar nas fiscalizações volantes, principalmente nas regiões de Capanema e Santo Antonio do Sudoeste, que fazem divisa com a Argentina.

A preocupação é que possa ocorrer desvio de gado do Paraguai para o Brasil, passando pela Argentina. Desde que foi comunicado o foco de febre aftosa no Paraguai, o preço da arroba do boi naquele país despencou de R$ 106 para cerca de R$ 50, diz a nota.

A superintendência do ministério no Paraná anunciou que enviou bombas pulverizadoras e desinfetantes para as cidades de Foz do Iguaçu, Guaíra e Santa Helena, por onde transitam veículos entre os dois países. Segundo Gonçalves Filho, 100% dos veículos que passam pela fronteira nessas localidades passarão pelo pedilúvio.

O ingresso de produtos e subprodutos de origem animal oriundos do Paraguai permanece suspenso. Segundo o ministério, a cooperação com o Exército inicialmente vai vigorar por um período de 30 dias, que poderá ser estendido para 60 dias ou reduzido, de acordo com a evolução e as informações que as autoridades brasileiras tiverem sobre o foco de aftosa no Paraguai.

http://economia.ig.com.br/empresas/agronegocio/exercito-reforca-fiscalizacao-no-parana-contra-aftosa/n1597255022466.html

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Dom Out 09, 2011 12:04 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Ter Abr 29, 2008 10:20 pm
Mensagens: 1496
Braço Forte, Mão Amiga...Mui Amiga...Infelizmente o Cabral não vai ressacir despesas....

_________________
Brasil, o País da Desfaçatez e dos Hipócritas!


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Sex Out 28, 2011 5:16 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
Justiça manda suspender revistas do Exército em residências no Alemão
Pedido foi feito pela Defensoria Pública, que alegou supressão de garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar

iG Rio de Janeiro | 27/10/2011 20:23

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu suspender nesta quinta-feira (27) os mandados de busca e apreensão que havia sido concedidos ao Exército no último fim de semana autorizando revistas em casas de moradores do Complexo do Alemão, na zona norte.

Leia também: Exército revista casas de moradores e acha fuzis e metralhadora no Alemão

Após filmar e tirar fotografias de traficantes agindo no Alemão no fim de semana, que está ocupado pela Força de Pacificação desde novembro, o Exército conseguiu junto à juíza de plantão os mandados para poder revistar as residências.

Entretanto, a operação causou polêmica na comunidade. Isto porque um carro de som do Exército circulou pela favela anunciando as revistas mas pedindo para que os moradores ficassem dentro de casa. Durante a ação, dois fuzis, uma metralhadora e drogas foram encontrados.

Após conversar com os moradores, a Defensoria Pública entrou com recurso para suspender os mandados em três varas criminais.O órgão alegou que houve supressão da garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar.

Segundo a Defensoria, os mandados deveriam ser específicos (informando o endereço correto) e não genéricos (baseados em latitude e longitude) conforme foram os concedidos ao Exército.

A assessoria de imprensa da Força de Pacificação informou que o pedido feito aos moradores para permanecerem em suas casas durante as revistas foi por medida de segurança. De acordo com o Exército, poderia haver reação de bandidos à ação e tiroteios, trazendo riscos para a vida das pessoas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/justica-manda-suspender-revistas-do-exercito-em-residencias-no-alemao/n1597331582487.html

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Ter Nov 15, 2011 9:40 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
Citação:
POLICIAIS SABOTAM EXÉRCITO NA FAVELA DO ALEMÃO

ANTENHA-SE ATUALIZADO.

NÃO SE DEIXE ENGANAR PELA MÍDIA COOPTADA.

É IMPERATIVO QUE SE DESNUDEM AS INTENSÕES DOS NOSSOS POLÍTICOS CORRUPTOS E APÁTRIDAS.


O Exército foi sistematicamente sabotado em sua operação de cerco e repressão ao narcovarejo no Complexo do Alemão, durante os nove meses de “ocupação”. Sempre que montou “zonas de exclusão”, com acesso restrito a pontos onde dificilmente deixaram de ocorrer venda de drogas nos morros daquela região, os militares foram obrigados a deter policiais civis, PMs e até maus elementos da elitizada tropa do Bope que insistiam em furar o cerco para levar aos bandidos drogas e armas ou para apanhar propina.

A divulgação sobre estas dezenas de detenções foi cuidadosamente censurada pela cúpula de segurança do Governo Sérgio Cabral – que faz marketagem política com a triste farsa das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras). Em conluio com o governo Fluminense do vascaíno Cabralzinho, que é aliado da petralhada em política e negócios, o Ministério da Defesa não dá autorização para que o Exército exiba tudo que registrou (gravando em áudio e/ou vídeo) nas operações do Alemão. O EB fez um brilhante trabalho de inteligência, aplicando sua doutrina de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mas não existe vontade política de combater o tráfico, para valer, no Alemão e adjacências.

Os governos federal e estadual do RJ não gostaram, mas foram obrigados a engolir ontem a dura verdade revelada pelo Comandante Militar do Leste. O General Adriano Pereira Júnior admitiu que traficantes ainda vendem drogas em bocas de fumo itinerantes no Morro do Alemão. Contrariando a vontade da turma do Cabral, o General Adriano avisou que o EB volta a revistar suspeitos de tráfico de drogas na comunidade. Em entrevista no Comando Militar do Leste (CML), o General até identificou quem é o “agente do quarto elemento” responsável pelos ataques ao EB: o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, foragido da Vila Cruzeiro.

A verdade completa que o General Adriano conhece bem, mas não pode proclamar é: Toda vez que o esquema de poder vigente é questionado popularmente, seus esquemas mafiosos são desnudados, estouram sinais de crise econômica e o sistema no poder teme sofrer um golpe, o Governo do Crime Organizado escala o chamado “quarto elemento” para desafiar as Forças Armadas. Criminosos politicamente orientados atacam os militares que cumprem a missão de Garantia da Lei e da Ordem.

Os soldados e seus comandantes, quando reagem, voltam a ser, injustamente, alvos de suspeitas de “violações dos direitos humanos”. Bandidos, os chefes deles, o Ministério Público e a Mídia cumprem a missão de estigmatizar o Exército. Por isso, o Alerta Total pergunta, sem cansar: Até quando nossos militares aceitarão cair nesta armadilha da guerra assimétrica promovida pelo sistema de Governo do Crime Organizado? Quem quiser entender melhor como ocorre a guerra psicológica contra o EB, basta dar uma olhada no organograma:


O medo do Governo do Crime Organizado é a alta qualidade das informações que os estrategistas do EB colhem nesta operação. Por isso, a ordem é intensificar os ataques assimétricos, na mídia, contra as Forças Armadas. A tática do inimigo é simplória e manjada. Geram-se assuntos desviantes da atenção, para irritar os militares, como a Comissão da Verdade. Ao mesmo tempo, usa-se o Ministério Público para fiscalizar a ação de GLO do EB, sob a desculpa de “evitar eventuais excessos praticados pelos militares contra a comunidade”. Na mídia, sempre que possível, reforça-se a imagem dos militares como autoritários, abusando de uma inocente população carente.


Esta é uma comunicação oficial do Em Direita Brasil.

Reenvie imediatamente esta mensagem para toda a sua lista, o Brasil agradece.
Fonte: Endireita Brasil

http://planobrasil.com/2011/11/15/polic ... do-alemao/

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Dom Jan 22, 2012 10:32 pm 
Offline
Sênior
Sênior
 Perfil

Registrado em: Qui Ago 20, 2009 10:28 pm
Mensagens: 1522
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 5494,0.htm

Especialistas questionam retorno geopolítico de presença brasileira no Haiti
Brasil importou capacidades das missões no país para as operações de pacificação dos morros cariocas.

Bruna Ribeiro, do estadão.com.br
SÃO PAULO - O Brasil iniciou suas ações na Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah) em um estilo próprio. Em 2004, a seleção brasileira, que contava com craques como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos, arrancou sorrisos do sofrido povo haitiano ao desfilar em tanques pela capital, Porto Príncipe, e depois enfrentar a seleção local. Essa partida de futebol sinalizou o início de uma intensa relação entre o Brasil e o Haiti, muito anterior ao terremoto, que devastou o país há dois anos.
Tropas brasileiras buscam colocar em ordem a segurança interna e são uma das únicas instituições de apoio aos haitianos em funcionamento. O contingente hoje é de 2166 militares em três unidades básicas. Mas os retornos geopolíticos que o Brasil buscava quando iniciou as operações são questionados por especialistas.
'Armadilha'

Para Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais da Faap, do ponto de vista geopolítico o Brasil caiu em uma espécie de armadilha, pois o país viu, na liderança das operações, a chance de se aproximar da ambição de conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. "Tendo em vista que a escolha para um assento de uma futura reforma passa muito mais por um jogo político dentro da geopolítica mundial, não é a credencial militar em missões de paz que vai fazer o Brasil ganhar esse assento", justificou o professor.

A aprovação do Brasil no Conselho de Segurança implicaria, além de uma escolha, na reestruturação da ONU. Segundo o pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, Expedito Carlos Stephani Bastos, mesmo se isso acontecer, dificilmente o Brasil conseguiria a vaga. "Somos um país ambíguo. O Brasil caminha em direções quase sempre opostas aos principais membros do Conselho", opinou o pesquisador. "Eu acho difícil eles acharem que somos confiáveis nesse ponto. Então (a participação no Haiti) não ajudou, porque não houve essa reforma".

O objetivo de se consolidar como líder regional também não foi atingido pelo Brasil, na opinião de Bastos. "Dizer que o Brasil é líder regional é muito difícil, porque se pegarmos algumas ações de alguns governos vizinhos, teoricamente nossos aliados, percebemos que não temos liderança", disse, referindo-se às barreiras aos produtos brasileiros na Argentina, à declaração da nacionalização da Petrobrás pela Bolívia e a medidas de apoio que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem na região. "Então essa missão não fortaleceu liderança, mas mostrou que o Brasil teria capacidade de liderar missões de paz". Já Rudzit pondera que a responsabilização brasileira nas operações e até mesmo no fluxo migratório que se inicia do Haiti para o Brasil se dá justamente pela liderança regional do país.

Experiência nos morros

Não há como dizer que tudo foi em vão. Além de o Brasil desempenhar importante papel na estabilização do Haiti, importamos as capacidades desenvolvidas na liderança de missões para as operações de pacificação dos morros cariocas. "A necessidade de equipar veículos, se proteger melhor, de desenvolver determinados equipamentos, tudo isso foi fruto da experiência lá", reconhece Bastos. "Mesmo não sendo um ganho geopolítico, eu acho que isso foi fundamental, principalmente para o exército", completou Rudzit.

Se o início da relação entre Brasil e Haiti foi consagrada por um amistoso entre as seleções, a retirada das tropas brasileiras pode ser um pouco mais dolorosa. Que o povo haitiano precisa de ajuda, não há discórdia. Mas a permanência do Brasil no país pode sair cara de mais. "Eu acho que se houver essa retirada completa, o Haiti corre um grande risco de sofrer uma desestabilização muito grande. E aí, como fica a situação brasileira?", questionou Rudzit.

Ainda segundo Rudzit, apenas uma resolução do Conselho de Segurança poderia assegurar ao Brasil uma saída mais tranquila do Haiti. "Porque aí o Brasil estaria cumprindo um mandato da ONU. Mas se a ONU perceber que a retirada (do Brasil) vai desestabilizar o Haiti, o Brasil terá de ficar lá por muito tempo", disse.

Bastos considera que apenas as primeiras operações, entre 2005 e 2007, foram de grande relevância. "Depois disso, acho difícil obter um resultado completo", analisou. "O problema do Haiti é você criar uma estrutura que dê trabalho e consiga transformar aquele lugar de novo em um país. Eu acho que o retorno não foi tão grande assim, até porque o Brasil tem diversos Haitis e quem está resolvendo esses problemas nos nossos Haitis?"


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Seg Mar 12, 2012 6:01 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
Exército instaura inquérito nesta segunda para investigar ataques na Vila Cruzeiro

Tropa foi atacada meia hora antes da chegada do príncipe Harry a comunidade vizinha

Isabele Rangel, do R7 | 11/03/2012 às 11h24
Imagem

O Exército informou que vai instaurar um IPM (Inquérito Policial Militar) na segunda-feira (12) para apurar as circunstâncias da série de ataques à tropa de pacificação na favela Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro. No sábado (10), bandidos teriam aproveitado a visita do príncipe Harry ao complexo do Alemão, conjunto de favelas vizinho, para atacar militares da Força de Pacificação, no complexo da Penha. Os dois conjuntos de favelas foram ocupados pela polícia em novembro de 2010

Veja fotos do esquema de segurança para a visita de Harry

Veja imagens do "príncipe esportivo"

Segundo o tenente-coronel Fernando Fantazzini, relações-públicas da Força de Pacificação, neste domingo (11) o clima é detranquilidade na região.

- Cerca de uma hora depois da confusão, a situação já estava normalizada. Não foi necessário nem reforço no policiamento.

Durante o tumulto, três pessoas ficaram feridas depois de serem atingidas por balas de borracha, segundo os militares. Elas foram levadas para o hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde foram atendidas e liberadas. Além disso, um militar está com problemas de audição em decorrência da explosão de uma bomba de fabricação caseira próximo ao local onde ele estava.

Três pessoas foram detidas: uma mulher, suspeita de desacato, e dois homens, suspeitos de lesão corporal. Todos foram levados para a Delegacia Militar e autuados em flagrante.

Entenda o caso

Os confrontos teriam começado depois de um acidente de moto no ponto em que homens do Exército realizavam uma revista de moradores em uma das entradas da Vila Cruzeiro, nas proximidades da avenida Nossa Senhora da Penha. Os envolvidos teriam culpado os militares pela batida. Depois desta confusão, de acordo com o Exército, a tropa foi atacada em vários pontos, em horários próximos e cerca de meia hora antes da chegada do príncipe Harry à região.

Pelo menos cinco viaturas, com dez militares cada, teriam sido alvos de ações hostis que iriam desde pedradas e pauladas até tiros. Segundo os militares, ao menos 40 disparos foram efetuados contra a tropa.

O comandante da Força de Pacificação, general Thomas Miguel Ribeiro Paiva, disse acreditar que as ações foram orquestradas por bandidos.

- Eu acredito que as ações tenham sido orquestradas. Nós não temos histórico deste tipo de ação neste horário. Além disso, foram ações em vários lugares ao mesmo tempo.

Ainda segundo o comandante da Força de Pacificação, durante o mês de fevereiro, foram registradas pelo menos 80 ações hostis contra os militares. A média é muito superior a de outros meses, quando os episódios aconteciam de 15 a 20 vezes.

O Exército acredita que as ações podem ser uma tentativa do terceiro escalão do tráfico de tentar retomar os pontos de venda de entorpecentes após a prisão do primeiro e do segundo escalões das quadrilhas que atuavam na área.

Apesar dos incidentes, a visita do príncipe Harry ao complexo do Alemão ocorreu sem problemas.

Substituição de tropa

No fim deste mês, as tropas do Exército começam a ser substituídas por Policiais Militares. O trabalho, que vai ocorrer de forma gradual, será concluído em junho deste ano, quando deve ser inaugurada uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na região.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, antes da instalação, os conjuntos de favelas da Penha e do alemão devem passar por varreduras, a exemplo do que ocorreu em todas as outras comunidades com UPP. As buscas por armas e drogas serão realizadas pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) e pelo BPChoq ( Batalhão de Choque).

O trabalho é necessário porque, apesar de as favelas já estarem ocupadas, as tropas continuam apreendendo armas e drogas. Somente no mês de fevereiro, de acordo com o Exército, foram encontrados 6 mil papelotes de cocaína nos conjuntos de favelas.

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/exercito-instaura-inquerito-nesta-segunda-para-investigar-ataques-na-vila-cruzeiro-20120311.html

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Ter Abr 03, 2012 9:21 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
"Não vou sentir saudades do Alemão", afirma militar do Exército
Militares que patrulham Complexo do Alemão relatam impressões que tiveram da comunidade. Novos vídeos mostram hostilidades

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro | 03/04/2012 07:56

No próximo dia 9, cerca de 1.800 militares do Exército que estão nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, serão substituídos por outros, em troca que ocorre a cada três meses. Mas, para alguns, as recordações que vão levar não serão as melhores.

O cabo do Exército Saulo Monteiro, 23 anos, natural de Pindamonhangaba (SP), esteve no Haiti durante sete meses em 2009 e relata a frustração do convívio nas comunidades do Rio. “Aqui as pessoas não respeitam o Exército. Xingam, olham feio. Até crianças fazem isso. No Haiti a população era muito receptiva. Não vou sentir saudades do Alemão, só vou levar lembranças boas do convívio com os companheiros e da missão em si”, afirmou.

Monteiro se referia, em parte, às hostilidades que foram registradas em vídeos pelo Exército. O iG teve acesso às filmagens, que mostram agressões de supostos traficantes às tropas – algumas feitas por crianças. Em um dos flagrantes, homens jogam garrafas de vidro para conter o patrulhamento de uma companhia em um beco do Alemão.

As imagens também mostram dois agressores fugindo. Em outro vídeo, realizado no último dia 17, o Urutu, um dos veículos blindados do Exército, avança sobre uma barricada feita de lixo e fogo, também para evitar a progressão das tropas nas vielas.

Em outra filmagem realizada em março, seis crianças incitam os militares ao gesticular com as mãos as iniciais da facção criminosa responsável pela venda de drogas nas comunidades. No mesmo dia, uma equipe é agredida enquanto conduzia um suposto traficante de cocaína para a delegacia.

Eles ainda são atacados com um tijolo, jogado por uma criança que, mesmo detida, continua desafiando a tropa. Os militares também relataram que quando há uma prisão, parte da população se revolta e protesta.

Leia também: Exército usa vídeos contra tráfico do Alemão na ‘guerra de comunicação'

O soldado Rodrigo Domingues, de 24 anos, natural de Marília (SP), contou que a recepção da tropa pela população era algo previsto por ele, que também esteve no Haiti. “Lá (Haiti) eles estavam carentes de tudo, qualquer ajuda era bem-vinda. Aqui, não. Estamos como ocupação, conquistando um espaço que era de outros, que incitam a população contra nós. São recepções diferentes, as impressões que ficam também serão”, afirmou. Mas, ponderou: " Não são todos, mas a maioria nos hostiliza".

Cultura do medo

Para o oficial que comanda a Força de Pacificação, general de brigada Tomás Paiva, a reação de parte dos moradores também já era esperada. “São resquícios de uma cultura que demora em ser retirada: a cultura do medo. As pessoas confiam no Exército, mas são motivadas por poucos traficantes que continuam ali a protestar, um pequeno grupo de pessoas que tiveram seus interesses contrariados”, disse.

Imagem
Foto: Divulgação Ampliar
Militares distribuem água para moradores: tentativa de aproximação com a comunidade

Segundo o general, ações sociais são realizadas constantemente para que ocorra uma aproximação com os moradores. “Temos várias atividades para integrar a tropa com a comunidade. Desde eventos esportivos à distribuição de água em residências com o caminhão pipa”, relatou.

No último dia 27, as tropas do Exército começaram a ser substituídas por policiais militares nas comunidades Nova Brasília e Fazendinha, no Alemão, para a implantação de duas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

De acordo com o tenente-coronel Claúdio Lima Freire, comandante-operacional das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), ainda no mês de abril outras duas operações similares deverão ocorrer. A previsão é de que até o dia 27 de junho deste ano, oito unidades estejam instaladas nos Complexos do Alemão e da Penha.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/nao-vou-sentir-saudades-do-alemao-afirma-militar-do-exercito/n1597730468488.html

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Ter Abr 03, 2012 9:23 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm
Mensagens: 9157
Citação:
Terça-feira, Abril 03, 2012
Traficantes tinham fardas do Exército e PM

A polícia está investigando como fardas da PM e do Exército foram parar nas mãos de traficantes de drogas em Itabuna. O material foi encontrado sábado, em operação para cumprir mandados de prisão no bairro São Lourenço.

Além das fardas, os policiais apreenderam armas, maconha, cocaína, uma balança de precisão e dinheiro. Foram cumprido dez mandados de prisão.

Com os presos, foram apreendidos R$ 3.330. Quase todos os acusados têm passagem pela polícia. A operação no bairro São Lourenço foi coordenada pela Companhia Independente de Polícia Especializada da PM.
12:10 AM

http://www2.uol.com.br/aregiao/2012/04/entry_6576.html

_________________
Abraços.

Imagem


Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Sáb Abr 07, 2012 8:01 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Mai 08, 2009 7:24 pm
Mensagens: 874
wstrobel escreveu:
Que bonitinho, para ajudar na reeleição do Prefeito em ano político!!!

Atiradores do Tiro De Guerra de Penedo ajudam a montar 5 mil cestas santas

Alimentos serão distribuídos pela Prefeitura Municipal de Penedo na Semana Santa
Cerca de trinta atiradores do Tiro de Guerra de Penedo ajudaram na montagem das "Cestas Santas", projeto da Prefeitura Municipal de Penedo, a qual visa distribuir aproximadamente 5 mil cestas contendo alimentos a famílias carentes penedenses.
A solicitação foi requisitada pela Sec. de Habitação e Assistência Sociail, Ana Cruz, a qual foi atendida prontamente pelo Ten. Junker que disponibilizou os jovens atiradores a montar aproximadamente 20mil kg de alimentos no dia 2 de abril.
Isso mostra o apoio do Tiro de Guerra de Penedo nas ações em prol do município ribeirinho.

Fonte: Boainformacao.com.br http://www.boainformacao.com.br/2012/04 ... as-santas/

Imagemboainformacao


O duro é que o chefe do TG é o prefeito, a RM só disponibiliza os instrutores. Aí abre espaço para esse tipo de uso da M. De Obra gratuita.

E outra coisa, tem muito subtenente em TG que exige ser chamado de tenente. Só para constar.... rs


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Qua Ago 15, 2012 7:26 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
Citação:
15/08/2012 06h24 - Atualizado em 15/08/2012 14h07
Para Exército, ocupar Alemão é mais difícil que guerra e missão no Haiti
Ação no Rio foi maior a dentro do país; 'somos preparados para a guerra'.


Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo

Durante a ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, militares atuaram durante 19 meses como polícia dentro do próprio país. A necessidade de enfrentar um inimigo sem farda, de lidar com manifestações populares e de ser sensível aos problemas sociais da região fez o Exército perceber que é preciso investir na preparação da tropa.

Nos últimos anos, os militares têm sido cada vez mais empregados na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como a Constituição denomina a atuação das Forças Armadas em casos graves de segurança pública.
O G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.

A formação dos soldados para esse tipo de ação - com técnicas, armas e doutrina bem diferentes do treinamento pesado que normalmente recebem para uma batalha - é um dos pontos-chave da Estratégia Nacional de Defesa.

“Somos Exército, treinados e preparados para a guerra. Precisamos atuar em operações de policiamento ostensivo e coisas do gênero quando convocados, é uma das nossas missões constitucionais. Mas, mesmo nestes momentos, não podemos perder a nossa característica intrínseca de Exército. Não somos polícia”, diz o coronel Vladimir Schubert Ferreira, que chefiou durante seis meses as tropas no Complexo do Alemão.

O coronel comanda o Centro de Instrução de Operações de GLO, localizado em Campinas (SP), que prepara combatentes para ações como a ocupação de morros no Rio de Janeiro ou durante greves das policiais Civil e Militar, uma atuação que vem cada vez mais aumentando.

Entre o final de 2011 e o início de 2012, o Exército foi convocado para manter a ordem em pelo menos seis Estados, devido a situações de caos na segurança e de greves nas polícias. Todos os aprendizados obtidos foram incorporados aos treinamentos, segundo o oficial.
O G1 acompanhou um treinamento em que militares simularam a invasão de uma casa para cumprir mandados de busca e apreensão de drogas e para prender criminosos em missão de segurança pública (veja vídeo acima).
Nos últimos dois anos, militares foram colocados nas ruas durante greve das polícias no Nordeste (Bahia, Rondônia, Tocantins, Ceará e Maranhão). Além disso, operações conjuntas com a Marinha e a Aeronáutica estão sendo feitas a cada mês em áreas de fronteiras.

No Rio de Janeiro, a “Operação Arcanjo”, como o Exército denominou o cerco no Alemão, empregou 1.800 soldados para ocupar uma área de 10 quilômetros quadrados, com cerca de 400 mil pessoas. Foi o maior emprego interno de força militar desde que a prática foi autorizada pela Constituição de 1988 e regulamentada por uma portaria ministerial em 2001. Em 7 de julho desse ano, o Exército entregou oficialmente a segurança da comunidade ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A previsão é que o uso militar interno do Exército aumente: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que cinco Estados, entre os quais o Rio de Janeiro, já pediram apoio militar durante as eleições municipais de outubro deste ano.

Ao G1, militares admitiram terem enfrentado mais dificuldade para trabalhar dentro do país do que no Haiti, onde o Exército comanda uma missão de pacificação e manutenção da ordem a serviço da ONU desde 2004.

“Esta ação no Rio nos trouxe muito aprendizado, principalmente por lidar com o tráfico de drogas", diz o general Tomás Paiva, que comandou a Força de Pacificação no Alemão e na Penha, no Rio, e foi subcomandante do batalhão brasileiro na missão de paz no Haiti em 2007.

"Diferentemente do Haiti, onde esse fator não interfere na vida cotidiana das pessoas, nas favelas do Rio o tráfico pode manipular e usar a população para seus objetivos e contra nós. É uma atividade, um negócio lucrativo, que eles querem continuar”, acrescenta o general Tomás.

“A maior dificuldade que temos aqui é de atuar contra brasileiros. É diferente das outras operações militares típicas, onde temos um inimigo físico definido, de uniforme. No confronto urbano, nós não podemos ver o inimigo do outro lado. O traficante, o ladrão e os suspeitos estão no meio do povo”, explica o coronel Vladimir Schubert Ferreira.

“Os criminosos usam a população para impor medo. Aqui dentro, no nosso país, as regras de engajamento (espécie de manual com as regras das ações militares) são mais rígidas. Respondemos por qualquer disparo feito. Já no Haiti, as regra da ONU são mais flexíveis”, acrescenta o coronel.

Emprego militar dentro do país
O professor e historiador militar Geraldo Cavanhari, criador do centro de estudos estratégicos da Unicamp, critica o aumento do emprego militar no interior do país.

“O Exército não pode arcar com o compromisso que não lhe cabe, de ficar correndo atrás de bandido em morro. Ele pode e deve colaborar com os meios que possui, mas a diferença é muito grande. Militar tem uma visão diferente, de ordem e planejamento. Ninguém faz nada sem dar satisfação”, explica.No confronto urbano, nós não podemos ver o inimigo do outro lado. O traficante, o ladrão e os suspeitos estão no meio do povo”
Vladimir Schubert Ferreira,
coronel que chefiou tropas no Alemão

Foi o coronel Mário Sérgio, na época comandante-geral da PM do Rio, que pediu a ajuda do Exército para manter a ordem no Alemão, devido à falta de policiais no estado para manter a ocupação. “A missão do Exército seguramente foi cumprida", defende.

“O Exército fez um trabalho importantíssimo para manter a tranquilidade pública lá. Penso que o benefício foi duplo. A população ganhou em poder ficar em paz e ainda gozar de convívio próximo com o seu Exército, enquanto que os militares agregaram conhecimentos novos”, acrescenta o ex-comandante. “Mesmo o Exército não tendo tido uma atuação na esfera policial ‘desmanteladora’ de esquemas sutis criminosos que existem lá, já que seu aparelhamento não é para isso, foi pleno de sucesso na manutenção da paz social”, afirma o oficial.

Diferenças de atuação e dificuldades
Há diferenças entre segurança pública e Garantia da Lei e da Ordem. A primeira é responsabilidade dos estados, através da atuação das polícias Civil e Militar. A segunda é determinada pelo presidente da República, que convoca as Forças Armadas em casos extraordinários, quando, por exemplo, há pedido de um estado que enfrenta problemas de violência. Os militares, nesse caso, recebem poder de polícia – para revistar e prender suspeitos – em um espaço e período previamente estipulados.

No Rio, os militares enfrentaram dificuldades. A população fez protestos contra abusos de autoridade, tortura e excessos de disparos e do uso de gás lacrimogêneo. Houve confrontos entre as tropas e os moradores, que reclamavam da imposição pelos militares de toques de recolher durante festas noturnas na comunidade. “Tivemos dificuldade em ações de controle da população”, diz o coronel Vladimir.

“Eu senti mais dificuldade de atuar no Rio de Janeiro do que no Haiti. Porém, a ação aqui foi mais gratificante, pois eu vi o resultado ali, no rosto da nossa população. Eu estava fazendo algo pelo meu país”, diz o capitão Leandro Leite. Ele esteve no Haiti em 2010, logo depois do terremoto que matou 300 mil pessoas, ainda como tenente, e comandou uma companhia de 100 homens no Alemão, no primeiro semestre de 2012.

“O militar tem um pouco de dificuldade para o policiamento. É um emprego diferente. Você pode usar esse tipo de recurso em situações esporádicas. A atitude de um policial é diferente da atitude de um soldado. Somos treinados para combater”, define.

O general Tomás Paiva aponta outra diferença: nas patrulhas, o soldado do Exército nunca fica sozinho – sempre há um sargento com experiência. “Os policiais têm o conhecimento do dia a dia, sabem identificar o bandido.”
No Alemão, segundo ele, criminosos usavam mulheres e crianças para transportar armas e drogas buscando burlar o monitoramento. “Passamos então a empregar soldados femininas no nosso grupo. Elas tinham facilidade para conversar com mulheres, idosos e crianças. Conseguiam boas informações”, relembra.

O Exército também cometeu erros no Rio. Em outubro de 2011, um cabo foi ferido por um tiro acidental na cabeça, disparado pela própria arma. Meses antes, em janeiro, outro soldado morreu em um posto de observação instalado em uma das estações do teleférico. Inquérito Policial Militar concluiu, um mês depois, que ele tinha sido atingido por um disparo acidental, feito por um colega de farda.

“Pode haver casos de excesso de uso da força, disparos acidentais, que são apurados. Mas o índice de acertos foi superior ao de erros. Há situações em que a população reclama. A PM também enfrenta isso”, diz o comandante do centro de instrução de GLO.

Centro prepara militares
Todos os sargentos e oficiais que trabalharam no Alemão e nas greves das polícias receberam treinamento de uma semana em Campinas (SP). De volta a suas unidades, eles passaram as instruções aos soldados. A preparação inclui instrução de lutas, uso de armas não letais (sprays, bombas de gás e luz, espingarda com bala de borracha), técnicas de patrulhamento, blitz, abordagem, revista e entrada em residências para cumprir mandados de busca e apreensão. “Temos condições de preparar a tropa para empregar em qualquer lugar e a qualquer hora, seja em uma ação em São Paulo ou em qualquer estado do país”, afirma o coronel Vladimir.

Pode haver casos de excesso de uso da força, disparos acidentais, que são apurados. Mas o índice de acertos foi superior ao de erros"
Vladimir Schubert Ferreira,
coronel que chefiou tropas no Alemão
“Uma das coisas que percebemos no Alemão é que, em muitas ocasiões, ao usarmos gás, ele acaba se dispersando e atingindo pessoas não envolvidas, entrando em casas e prejudicando a população", diz o coronel.

"Estamos trabalhando para desenvolver novos tipos de munição não letal, para podermos, eventualmente, atirar de uma distância menor, minimizando o impacto, adequando-se à atuação em favelas. A maior preocupação é respeitar a população e evitar os danos colaterais (como os militares chamam civis mortos ou feridos em operações)”, explica ele.

Entre os aprendizados incorporados, segundo Vladimir, está a necessidade de trabalhar integrado com a comunidade através das mídias sociais. "Recebemos fotos e denúncias em tempo real sobre as chateações dos moradores e sobre reuniões dos criminosos", exemplifica.

Criado em 2005, o centro de GLO é pequeno: tem capacidade para 42 alunos e deve ser ampliado para a construção de uma cidade cenográfica no próximo ano. No local, as tropas simularão incursões em áreas urbanas e terão mais espaço para táticas de tiro. “O exército está entrando de corpo e alma nisso”, admite o comandante do centro.



http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012 ... haiti.html


Mais uma visão Ruim dessa jornalista no Haiti a MINUSTAH acabou com o tráfico mas o exercito podia prender traficante e o usuário (quem vem primeiro o ovo ou a galinha?)....não tinha que responder a cada tiro que desse (aqui e lá so respondia a tiro), e não havia duzias de movimentos sociais dizendo que o traficante era trabalhador e duzias de advogados (de porta de cadeia) loucos pra entrar em uma ação contra a tropa.
Digo e repito que não é missão para o EB

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Qua Set 05, 2012 9:34 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qui Nov 29, 2007 9:11 pm
Mensagens: 9903
Localização: Caxias do Sul - RS
ART escreveu:
Citação:
05 de Setembro, 2012 - 11:20 ( Brasília )

Milho vai ser transportado pelo Exército
Entrega do grão a agricultores no Sul e no Nordeste vira assunto de segurança nacional


Venilson Ferreira


O abastecimento de milho virou questão de segurança nacional. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, apelou ao ministro da Defesa, Celso Amorim, pedindo que as Forças Armadas apoiem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na remoção de milho dos estoques governamentais armazenados em Mato Grosso e Goiás, que está sendo vendido a preços subsidiados a pequenos criadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e da Região Nordeste, onde a estiagem provocou forte quebra da safra.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Neto, relatou que na semana passada o brigadeiro Carminati, interlocutor designado pelo ministro Celso Amorim, pediu uma série de informações sobre rotas e volumes. "Enviamos as informações e agora estamos aguardando que o Ministério da Defesa se posicione, dizendo em que poderão ajudar, quais são os tipos de caminhões e qual a logística que podem ofertar."

Araújo Neto acredita que até quinta-feira a Conab deve dispor de dados concretos do Ministério da Defesa sobre a frota disponível e quais as rotas que poderão ser atendidas, para então dar início à formalização do convênio. Ele estima que, com a ajuda das Forças Armadas, a Conab removerá mais 400 mil toneladas de milho para atender os pecuaristas e criadores de aves e suínos que enfrentam problema com escassez e alto preços do cereal, que disparou a partir de junho, quando foi confirmada a forte quebra da safra dos Estados Unidos.

Na Região Nordeste, o milho do governo é vendido a R$ 18,12 a saca nos lotes de até 3 toneladas para os produtores enquadrados nos programas da agricultura familiar, valor bem abaixo dos R$ 40 praticados no mercado das principais praças e dos R$ 50 nas regiões mais distantes, o que reflete o frete para remoção do cereal do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o limite de compra por produtor é de 27 toneladas, ao custo de R$ 21 a saca de 60 quilos, enquanto no mercado o cereal é negociado a R$ 35 a saca.

Dificuldades. A Conab está enfrentando dificuldades para remoção do milho desde o fim de julho, quando os motoristas autônomos bloquearam as rodovias em protesto contra a nova Lei dos Caminhoneiros. A partir de agosto, as empresas que tinham arrematado o frete nos leilões da Conab mostraram desinteresse em cumprir os contratos, alegando que a nova legislação elevou os custos, pois as viagens nas longas distâncias se tornaram mais demoradas, por causa da redução da jornada de trabalho do motorista empregado.

Sinal de alerta. Para o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, além do argumento das transportadoras sobre a nova legislação, outro fator que contribuiu para reduzir o interesse das transportadoras foi o aumento da demanda por caminhões para exportação de milho, que atingiram o recorde de 2,761 milhões de toneladas em agosto.

Ele explica que as viagens para os portos e terminais rodoferroviários são mais curtas e têm garantia de frete de retorno, o que não ocorre na remoção dos estoques da Conab, cujas rotas estão fora dos trechos tradicionais.

Segundo balanço da Conab, até a semana passada foram escoadas 226,3 mil toneladas das 380,3 mil toneladas que têm fretes contratados por meio dos leilões. Do total, 199,3 mil toneladas já foram descarregadas no destino.

Na quinta-feira, a Conab realiza mais um leilão de frete para contratar a remoção de mais 116,8 mil toneladas. O presidente da Conab afirmou que os valores dos fretes devem ser maiores que as do leilão realizado na semana passada, quando houve interesse para remoção de apenas 2 mil toneladas das 101 mil ofertadas.


http://www.defesanet.com.br/terrestre/n ... o-Exercito



Tá feia a coisa...... não que a causa não seja nobre, mas isto não é função para soldados.....

Daqui a pouco vão querer que o Exército ajude o padre a fazer a mudança de paróquia..... :roll:


Sds.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Seg Set 10, 2012 3:05 am 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Jan 01, 2010 9:52 pm
Mensagens: 9235
Mage, você até tem razão em alguns aspectos, mas se perde em alguns radicalismos, com acusações gratuitas que tornam o texto pesado e acaba por perder a razão.

Se você escrevesse de forma mais leve e clara, ficaria muito mais objetivo e atingiria melhor seu objetivo de mostrar que estas ações podem ser enquadradas na atividade das FAs.

Eu particularmente acho válida a participação no caso da Vila Cruzeiro onde o Estado do Rio de Janeiro não tinha a capacidade de se opor momentaneamente a criminalidade. Mas sou totalmente contra ocupações longas como a do EB sob a alegação que a PMRJ precisaria tempo para formar policiais, coisa que nunca colou no meu ver.

Mas não tem como negar a falência da Secretária de Segurança do RJ e suas Polícias, que não tiveram estrutura para se opor ao crime organizado, a participação da força Armadas tem que ser uma exceção para estes casos de crise, nunca atividade permanente.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: NÃO É MISSÃO PARA O EXÉRCITO!!!
MensagemEnviado: Seg Set 10, 2012 6:17 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Jan 01, 2010 9:52 pm
Mensagens: 9235
Não é de hoje que a Polícia do Rio de Janeiro tenta enrolar o Brasil com estas desculpas, ora culpam o Governo Federal pela entrada de drogas e armas e outra hora culpam os usuários pelo consumo que financia o tráfico.

Não confia nos policiais antigos porque a sua polícia está em grande parte podre, e acham que os novos não vão ser contaminados pelos antigos.

Mas a realidade é que perderam a guerra para os traficantes e o crime organizado das milícias, não adianta buscar culpados na fronteira ou culpar a população, a culpa é dos vários governos estaduais a muitas décadas, não vem de hoje.

COMENTÁRIO APAGADO PELA MODERAÇÃO

CARO WSTROBEL, AS REGRAS SÃO APLICÁVEIS A TODOS NO FÓRUM. NÃO SÃO PERMITIDOS COMENTÁRIOS RACISTAS NESTE AMBIENTE!

Imagem


Voltar ao topo
 
Exibir mensagens anteriores:  Ordenar por  
Criar novo tópico Responder  [ Array ]  Ir para página 1, 2, 3, 4, 5 ... 17  Próximo

Todos os horários são


Quem está online


Enviar mensagens: Proibido
Responder mensagens: Proibido
Editar mensagens: Proibido
Excluir mensagens: Proibido
Enviar anexos: Proibido

Ir para:  
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group  
Design By Poker Bandits  
Traduzido por: Suporte phpBB Brasil