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 Título: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Qui Nov 03, 2011 6:18 pm 
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Estudos mostram importância da participação de tropas brasileiras na Segunda Guerra

3 de novembro de 2011


Carlos Haag

Uma piada corrente no país, pouco antes de o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, era que Hitler teria dito ser mais fácil ver uma cobra fumando do que os brasileiros conseguirem enviar tropas para a batalha. Quando, por não ter sido possível encontrar o número ideal de soldados necessários para compor um corpo expedicionário, o governo rebatizou o grupo para Força Expedicionária Brasileira (FEB) dizia-se que o Brasil não iria mais para a guerra porque havia “tirado o corpo fora”. Segundo novas pesquisas, indesejada pelas forças aliadas e pelos militares brasileiros, produto de uma negociação pragmática do Estado Novo, em busca de maior projeção global, a FEB foi à guerra e, ao retornar, ainda amargou o desprezo nacional e a censura militar sobre sua história. “Carecemos de conhecimento sobre o papel dos expedicionários na guerra, o que resulta nas ideias simplórias e absolutas sobre o seu desempenho: heróis ou trapalhões. Para as novas gerações, a participação brasileira na guerra parece tão distante quanto a Independência”, afirma o historiador César Campiani Maximiano, da PUC-SP, autor de Barbudos, sujos e fatigados (Grua Livros, 448 páginas, R$ 59). O estudo revela como os pracinhas incomodaram os militares do chamado “Exército de Caxias”, a ponto de terem suas memórias reprimidas, e forneceram munição para os movimentos dos direitos civis dos negros americanos, por ser a única tropa de combate que não promoveu a segregação racial em suas fileiras.

A FEB foi composta por 25 mil jovens brasileiros, transformados em soldados-cidadãos para combater as forças do Eixo na campanha da Itália, entre 1944 e 1945, a única força combatente da América Latina na Europa. “Com a convocação para a FEB, mais de 20 mil famílias foram diretamente afetadas pela guerra”, diz o pesquisador. A proposta de sua criação surgiu em meados de 1943 como um grandioso projeto governamental, que pretendia colher resultados estratégicos, modernizar o Exército brasileiro e adquirir experiência necessária para lutar contra inimigos internos e externos, imaginários ou não, segundo os militares.

“A FEB foi o núcleo de um projeto político que deveria fortalecer as Forças Armadas e dar ao Brasil uma posição de importância global como aliado dos Estados Unidos. O problema foi fazer os americanos pensarem o mesmo”, explica Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio. “No auge de seu esforço de guerra, os Aliados não queriam um parceiro que precisava ser vestido, alimentado, treinado e municiado, como o Brasil, e tentou-se desestimular as pretensões brasileiras. Mas o governo de Vargas insistiu no envio de uma força expedicionária para melhorar sua posição internacional na mesa de negociações do pós-guerra”, afirma o historiador Francisco César Ferraz, professor da Universidade Estadual de Londrina. As Forças Armadas, porém, não estavam preparadas para organizar uma expedição e os poucos oficiais com experiência de combate tinham lutado pela última vez em 1932. “A instrução do Exército era baseada na doutrina militar francesa de 1914, já ultrapassada, uma abordagem científica da guerra que, na Itália, se chocaria com uma realidade de incertezas, de necessidade de improvisação e de rápida tomada de decisões pelos oficiais”, diz Campiani.

“Tinha-se a percepção de que a fanfarronice encenada em campanhas nas coxilhas ou nos tiroteios contra estudantes paulistas destreinados seria suficiente para enfrentar o Exército alemão.” No ataque a Monte Castelo, por exemplo, o comandante brasileiro, general Zenóbio da Costa, dispensou o ataque prévio da artilharia sobre posições alemães dizendo: “Não precisa! Os meus meninos tomam aquela m. no grito!” (Como citado por César em seu livro, Barbudos, sujos e fatigados). “Quando os jovens foram convocados para a guerra, inaugurou-se uma nova organização para o Exército: a de cidadãos que eram convertidos em soldados para lutar pela pátria”, observa Ferraz. Mas não foi fácil. Os convocados depararam com a tradição francesa dos militares brasileiros. “Os oficiais eram muito ríspidos com seus subordinados e os praças recebiam prisões disciplinares pelos motivos mais insignificantes. A alimentação era de péssima qualidade e os uniformes vistosos dos oficiais contrastavam com o fardamento dos soldados, feitos de tecido barato que se rasgava com facilidade”, afirma Ferraz. Além disso, legiões de conscritos das classes mais altas logo trataram de arrumar “pistolões” que lhes garantissem a exclusão da FEB. O mesmo valeu para uma quantidade considerável de oficiais do Exército regular, que arrumaram meios escusos de fugir da obrigação. Para piorar, o exame de saúde seletivo era precário e, em muitos casos, deixou no Brasil convocados em condições de saúde satisfatórias para levar outros com problemas graves, que precisaram ser revolvidos da Itália em meio ao combate. Há mesmo o caso de um tenente que foi à guerra com olho de vidro. O principal motivo de exclusão, no entanto, era “dentadura insuficiente”.

Subnutrido – Mas não se sustenta o mito do “pracinha subnutrido”. “A FEB tinha mais a feição das colônias de imigrantes do Sul, dos bairros cariocas e paulistas e das cidades mineiras do que as alegorias cantadas pelos correspondentes que criaram a ideia de que ‘caboclinhos franzinos e cheios de ginga’ seriam, por natureza, superiores aos obtusos Übermenschen tedescos”, observa César. “Poucos soldados, porém, faziam ideia dos motivos que os haviam levado a combater alemães, o que preocupava os comandos pela ausência de motivação adequada de luta”, diz o pesquisador. A favor dos pracinhas foi a exigência americana de se adotar a doutrina de combate do Exército americano pela FEB, apesar de os manuais de instrução terem chegado em inglês. Os resultados futuros, no entanto, seriam positivos. “Para os soldados incorporados às forças aliadas, na Itália, a interação com combatentes americanos trouxe uma mudança drástica de atitude. Pela primeira vez soldados brasileiros estavam recebendo o mesmo tratamento de seus superiores, ao contrário da rígida disciplina das casernas nacionais. Não há veterano da FEB que não tenha ficado impressionado com a atenção que os americanos dispensavam aos convocados”, afirma César. Na guerra, a enorme variedade de equipamento disponível para a FEB incomodou muitos oficiais brasileiros que não podiam conceber a distribuição de artigos de qualidade superior para praças. Isso explicaria a demora, muitas vezes fatal, na distribuição para os pracinhas dos uniformes de inverno, que ficaram guardados nos armazéns militares quando eram fundamentais para suportar as temperaturas de 25 graus negativos. Depois a história oficial decidiu propagar a versão do “jogo de cintura” brasileiro: ao contrário dos americanos, os expedicionários não seriam soldados dependentes de bugigangas tecnológicas para derrotar o inverno, bastando-lhes a “criatividade intrínseca aos brasileiros”, nota César.

Autocrático – “O contato com os cidadãos-soldados de outros países e as necessidades da guerra mostraram aos expedicionários um novo modelo de exército, menos autocrático, uma cultura militar diferente da vivenciada no ‘Exército de Caxias’, no qual a superioridade hierárquica e suas emanações resultavam da tiranização dos praças às vontades e ordens nem sempre confiáveis dos oficiais”, nota Ferraz. Surgia o “Exército da FEB”. Uma de suas marcas era não segregar racialmente seus soldados, o que não significava a ausência de racismo individual. “A irrestrita camaradagem entre brasileiros de diversas etnias chamou a atenção de correspondentes dos jornais americanos que eram ligados aos movimentos dos direitos civis. Havia nos EUA a chamada campanha do double V, a vitória no front da guerra e no dos direitos civis em casa. Já que soldados negros estavam arriscando suas vidas em combates, a campanha pregava ser inadmissível que eles não desfrutassem de direitos de cidadania em seu país”, observa César. Um jornalista americano, fascinado ao avistar brasileiros, brancos e negros, juntos num café, pediu a um grupo de pracinhas que definisse o seu Exército. “Só existe um Exército brasileiro e ele é composto de brasileiros”, foi a resposta. Num encontro entre soldados brasileiros e americanos, os últimos perguntaram aos febianos se os “negri brasiliani sono buoni”. O brasileiro respondeu que eram todos excelentes companheiros, ao que os americanos retrucaram: “Negri americani non buoni”. “Nada chocou mais os soldados brasileiros do que essas mostras de racismo. É certo que as notícias sobre a FEB revigoraram o questionamento do sistema de segregação da sociedade americana e deram um impulso adicional ao movimento negro dos EUA”, diz César. Antes de um desfile de tropas, Zenóbio da Costa teria emitido uma determinação de isolar ou retirar os expedicionários negros das colunas, ordem que foi amplamente ignorada pelos oficiais da FEB.

O “Exército da FEB”, por todas essas razões, não agradava aos líderes do “Exército de Caxias”, que fizeram procedimentos de desmobilização apressados no retorno ao Brasil com o término da guerra. A imprensa propagava a FEB como símbolo das “tropas de democracia”, criando assim grande expectativa para o retorno dos expedicionários. “Durante muito tempo acreditou-se que Vargas temia a volta dos soldados, que poderiam apressar o fim do seu regime. Mas as maiores desconfianças partiram das principais autoridades militares brasileiras, os generais Dutra e Goes Monteiro, e de setores políticos que teriam a perder com a livre expressão política dos febianos”, fala Ferraz. Foi estabelecido um prazo limite de oito dias para o uso de uniformes da FEB e os pracinhas foram proibidos, ainda na Itália, de emitir comentários sobre a guerra sem autorização do Ministério da Guerra.

Liberal – “Havia temores políticos: a ameaça que representava para o ‘Exército de Caxias’ esse novo tipo de força militar, mais profissional, liberal e democrático; o medo de que os oficiais febianos pudessem se tornar o fiel da balança político-eleitoral e fossem cooptados pelos comunistas; acima de tudo, temia-se que os expedicionários, entre os quais Vargas tinha grande popularidade, pudessem apoiá-lo e empolgar a população para soluções diferentes daquelas do pacto conservador das elites políticas para a sucessão de Vargas”, explica Ferraz. Um exemplo desse medo foi o veto à distribuição de medalhas para todos os soldados pelos americanos. Afinal, poderia ser “fonte de vexação” para os militares de carreira que haviam ficado no Brasil e teriam que medir forças políticas e profissionais com militares moldados em combate. “Havia uma flagrante má vontade para com a FEB por autoridade do governo e muitos militares temiam ser preteridos nas futuras promoções da carreira pelos oficiais e praças expedicionários que podiam exibir experiência de guerra”, diz Ferraz.

Muitos febianos viram, com amargura, que essa experiência, única na América do Sul, não iria ser aproveitada para moldar um novo Exército, sendo, em vez disso, destacados para guarnições distantes. O grosso do contingente ainda deparou com o desemprego, pois muitos patrões, obrigados a readmitir seus empregados mobilizados, logo os demitiam alegando desajuste, neuroses ou incompetência profissional. “As dificuldades de conseguir um emprego foram potencializadas pelo fato de a maior parte dos expedicionários ter sido recrutada na idade de aprendizagem de uma profissão”, lembra Ferraz. Os veteranos não conseguiam tampouco entender por que eram proibidos de falar sobre suas experiências de combate para civis e para a imprensa. “Era preciso passar a impressão de que fora a sua formação, não o duro aprendizado dos combates, que possibilitou aos brasileiros vencer um inimigo forte, uma questão de prestígio numa sociedade em que o Exército era o principal ator político. Os militares não podiam admitir limitações e falhas”, observa Ferraz. Sem poder de barganha com autoridades do governo, muitas das quais eram oficiais graduados durante a ditadura militar e haviam fugido à convocação à guerra, os veteranos se calaram para poder sobreviver. Por uma confusão ideológica, ironia do destino, a imagem dos ex-combatentes foi associada aos militares golpistas, o que questionou ainda mais a memória da FEB. “Apenas em 1988, com a nova Constituição, os veteranos conquistaram o direito de uma pensão especial. Mas, dos 25 mil, pouco menos de 10 mil estavam vivos quando o reconhecimento foi aprovado”, diz Ferraz. A pergunta “você sabe de onde eu venho?”, da Canção do expedicionário, teima em ficar sem resposta.

FONTE: publicado pela Revista FAPESP em novembro de 2010

http://www.forte.jor.br/2011/11/03/estu ... da-guerra/


O negrito é do blog For te

Abraços

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qui Nov 03, 2011 6:20 pm 
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Um filme anglo francês sobre a FEB no youtube:

Citação:
Luck Is a Rare Thing at Monte Castello:

http://www.youtube.com/watch?v=ZXmyn9xw ... ture=share



Abraços

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Sex Nov 04, 2011 7:51 am 
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houve um brasileiro que ganhou a Estrela de Prata (Silver Star) e a Distinguished Service Cross - Apollo Miguel Rezk...um velhinho me contou que em seu enterro tinha alguns companheiros da FEB e um oficial americano foi em seu enterro que disse que em seu país um homem com tal medalha é enterrado com honras, mas no Brasil....

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Sex Nov 04, 2011 9:41 am 
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ART escreveu:
houve um brasileiro que ganhou a Estrela de Prata (Silver Star) e a Distinguished Service Cross - Apollo Miguel Rezk...um velhinho me contou que em seu enterro tinha alguns companheiros da FEB e um oficial americano foi em seu enterro que disse que em seu país um homem com tal medalha é enterrado com honras, mas no Brasil....


ART, essa falta de reconhecimento me deixa indignado e enojado.

Abraços.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Sex Nov 04, 2011 4:26 pm 
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C47 escreveu:
ART escreveu:
houve um brasileiro que ganhou a Estrela de Prata (Silver Star) e a Distinguished Service Cross - Apollo Miguel Rezk...um velhinho me contou que em seu enterro tinha alguns companheiros da FEB e um oficial americano foi em seu enterro que disse que em seu país um homem com tal medalha é enterrado com honras, mas no Brasil....


ART, essa falta de reconhecimento me deixa indignado e enojado.

Abraços.


Tinha militares brasileiros...mas :cry:

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Sex Nov 04, 2011 4:29 pm 
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C47 escreveu:
ART escreveu:
houve um brasileiro que ganhou a Estrela de Prata (Silver Star) e a Distinguished Service Cross - Apollo Miguel Rezk...um velhinho me contou que em seu enterro tinha alguns companheiros da FEB e um oficial americano foi em seu enterro que disse que em seu país um homem com tal medalha é enterrado com honras, mas no Brasil....


ART, essa falta de reconhecimento me deixa indignado e enojado.

Abraços.


A maioria nem sequer sabem o que ocorreu na 2GM... tinha militares brasileiros também mas....é a cultura que impera aqui INFELIZMENTE

:cry:

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Nov 09, 2011 2:15 pm 
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Pois é... pelo nível de interesse que despertou esse tópico, frente a tantos outros debatidos exaustivamente, pode-se perceber o quanto o tema "FEB" interessa aos brasileiros, fardados ou não.

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Nov 09, 2011 2:50 pm 
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Cmte. Fred escreveu:
Pois é... pelo nível de interesse que despertou esse tópico, frente a tantos outros debatidos exaustivamente, pode-se perceber o quanto o tema "FEB" interessa aos brasileiros, fardados ou não.


Lamentável mesmo..... país sem cultura.

Há, aqui onde moro, um pequeno (mas é pequeno mesmo...) museu de ex-combatentes da FEB.

Já estive alí umas três vezes com meu filho pequeno para ver ... mas sempre está fechado.

Sds.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Nov 09, 2011 4:29 pm 
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O histórico Museu da FEB localizado na rua das Marrecas, centro/RJ, foi fechado alguns anos atrás. Parece que todo o acervo foi transferido para o Museu Conde de Linhares.

Infelizmente, os nossos ex-combatentes nunca tiveram o reconhecimento devido...Bem diferente dos ingleses, por exemplo, que alguns meses atrás enterraram com todas as honrarias previstas seu último combatente da 1ª Guerra Mundial.

Já o "Exército de Caxias" continua o mesmo.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Nov 09, 2011 4:47 pm 
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A verdade é que nos não temos o mínimo interesse por estas pessoas, o mesmo caso se aplica a ex atletas.
Pesco em Salvador em uma pedra na Barra e vejo diariamente a anos um senhor idoso de mais de 75 anos nadando por horas, outro dia vi um grupo de turistas americanos tirando foto com ele na praia e fui perguntar o que aconteceu, o barraqueiro me disse que ele é um ex atleta olímpico e os turistas gostam de tirar fotos com ele, agora que li os artigos acima me lembrei que não tive a curiosidade de perguntar o nome dele, ou algum detalhe sobre seus feitos.
Interessante, está na nossa raiz, é cultural.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Seg Abr 09, 2012 11:07 pm 
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/940977-meu-deus-essa-e-uma-guerra-de-ricos-exclamou-general-da-feb.shtml

Vale a pena adquirir este livro?

Citação:
"Meu Deus! Essa é uma guerra de ricos!", exclamou general da FEB
11/07/2011 - 19h00

da Livraria da Folha
Divulgação
Minucioso e inédito retrato da campanha brasileira na Segunda Guerra Mundial
Relato inédito da campanha brasileira na Segunda Guerra


Durante o período de organização da FEB (Força Expedicionária Brasileira), o general João Batista Mascarenhas visitou campos de batalha na Europa junto a uma missão de reconhecimento. Ao presenciar uma preparação de artilharia, exclamou: "Meu Deus! Essa é uma guerra de ricos!".

O historiador Cesar Campiani Maximiano, um dos maiores especialistas do assunto no Brasil, relata quem eram os soldados brasileiros, como foram treinados e de que maneira enfrentaram o dia a dia no combate no livro "Barbudos, Sujos e Fatigados".

Formado a partir de relatos dos pracinhas que viveram na lama das trincheiras do outro lado do atlântico, o título dá voz aos combatentes. A qualidade do equipamento usado pela FEB é um ponto crucial para entender a distância técnica entre os países.

O autor, que também assina "Irmãos de Armas", desmonta todas as visões românticas, ufanistas e maledicentes que nortearam as interpretações convencionais da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. A obra apresenta uma nova e rigorosa abordagem do conflito mundial que envolve os amantes da história das guerras.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Abr 11, 2012 9:05 am 
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Braziliano escreveu:
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/940977-meu-deus-essa-e-uma-guerra-de-ricos-exclamou-general-da-feb.shtml

Vale a pena adquirir este livro?

Citação:
"Meu Deus! Essa é uma guerra de ricos!", exclamou general da FEB
11/07/2011 - 19h00

da Livraria da Folha
Divulgação
Minucioso e inédito retrato da campanha brasileira na Segunda Guerra Mundial
Relato inédito da campanha brasileira na Segunda Guerra


Durante o período de organização da FEB (Força Expedicionária Brasileira), o general João Batista Mascarenhas visitou campos de batalha na Europa junto a uma missão de reconhecimento. Ao presenciar uma preparação de artilharia, exclamou: "Meu Deus! Essa é uma guerra de ricos!".

O historiador Cesar Campiani Maximiano, um dos maiores especialistas do assunto no Brasil, relata quem eram os soldados brasileiros, como foram treinados e de que maneira enfrentaram o dia a dia no combate no livro "Barbudos, Sujos e Fatigados".

Formado a partir de relatos dos pracinhas que viveram na lama das trincheiras do outro lado do atlântico, o título dá voz aos combatentes. A qualidade do equipamento usado pela FEB é um ponto crucial para entender a distância técnica entre os países.

O autor, que também assina "Irmãos de Armas", desmonta todas as visões românticas, ufanistas e maledicentes que nortearam as interpretações convencionais da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. A obra apresenta uma nova e rigorosa abordagem do conflito mundial que envolve os amantes da história das guerras.



Houve uma interpretação errônea dos fatos. Acredito que na época em que o General foi à Europa se deparou com uma realidade militar muito acima do que se imaginava aqui no Brasil, com armas de última geração - naquela época - com treinamento militar superior ao já imaginado por nós; enquanto atiradores de elite na segunda guerra mundial era conversa badalada, rotineira, entre os generais, para o Brasil era novidade. A aviação era extremamente avançada. A batalha naval era robusta demasiadamente, pois o nosso conhecimento em combate naval se restringiu apenas à experiência com a Guerra do Paraguai, onde a sua glória era ainda vivente naquele período. Enfim, a ideia de rico está mais ligada a incapacidade do Brasil no quesito estratégico e bélico que no quesito financeiro, pois lá era mais barato comprar um fuzil do que uma galinha.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Qua Abr 11, 2012 12:52 pm 
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Nao senhor!! Nao tínhamos grana mesmo.

Detecção de minas era treinada com latas de goiabada aqui no Brasil. Nossas tropas desembarcaram na Itália sem uniforme de inverno, por isso usamos o uniforme americano.

Também saímos daqui "treinados" em fuzis De ação Mauser, só fomos conhecer o M-1 Garand lá na Itália.

Saímos do Brasil despreparados e sem equipamentos. Longe disso afetar o heroísmo de todos que serviram naquela guerra, seja sob qual bandeira aliada fosse. Mas só lutamos porque recebemos equipamentos e treinamento americano no TO.


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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Dom Abr 15, 2012 12:28 pm 
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67 Anos da Tomada de Montese
14 de abril de 2012


“Montese: sorvedouro de vidas patrícias.”


Iporan Nunes de Oliveira

“No dia 14 de abril de 1945, na região de Montese, teve início a série dos mais árduos combates travados pelos brasileiros na Itália. As operações, durando quatro dias sucessivos – de 14 a 17 –, transcorreram sob violentos e ininterruptos bombardeios.” (Trecho extraído do livro Memórias do Marechal Mascarenhas de Moraes).

A vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) contribuiu decisivamente para o rompimento das linhas inimigas ao norte da Itália, o que foi possível em virtude da bravura e do elevado poder combativo dos Pracinhas, demonstrados na conquista de Montese.

A 1ª DIE recebeu a missão de conquistar Montese e cobrir o flanco esquerdo da 10ª Divisão de Montanha do exército norte-americano. A região era um dos pontos fortes da defesa inimiga, reforçada por campos minados e batida por intensos fogos. Cientes da importância da posição, os defensores estavam determinados a não ceder terreno.

A conquista de Montese era fundamental, pois caracterizava a ruptura da linha defensiva alemã no vale do Rio Panaro (linha “Gengis Khan”) e abria caminho para o avanço aliado rumo à planície do Rio Pó.

Os combates começaram na manhã de 14 de abril de 1945, dando início à Ofensiva da Primavera. Numa demonstração do alto valor de combate das tropas brasileiras, o objetivo foi conquistado definitivamente após quatro jornadas de combates, além de repelidas todas as tentativas de contra-ataque inimigas.

Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente por brasileiros, da maneira brasileira. A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar a nossa Infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do Tenente Iporan Nunes de Oliveira, do 11º RI, que havia “introduzido uma cunha na defesa adversária”.

Iporan nasceu em Cuiabá (MT), ingressou na Escola Militar do Realengo e foi declarado Aspirante a Oficial em 8 de janeiro de 1944. Mercê de sua intrepidez e ciente da estrutura organizacional da futura Divisão de Infantaria Expedicionária, voluntariou-se para servir no 11º Regimento de Infantaria, um dos três grandes e tradicionais Regimentos de Infantaria, originalmente sediados nos Estados de São Paulo (6º RI), Minas Gerais (11º RI) e Rio de Janeiro (1º RI).

O então Tenente Iporan recebeu um comando de pelotão da 2ª Companhia/11º RI e embarcou para a Itália em 22 de setembro, como parte do 2º Escalão da FEB. Liderou 11 (onze) bem-sucedidas patrulhas ao longo da guerra, em virtude do que foi condecorado com duas classes da Cruz de Combate.

Após a guerra, Iporan continuou servindo no Exército Brasileiro em diversas designações por todo o país. No Estado-Maior do Exército, trabalhou entre 1960 e 1964, ocasião em que passou para a reserva como Coronel.

Com grande pesar, o Brasil perdeu um de seus grandes heróis, o veterano da Força Expedicionária Brasileira, Iporan Nunes de Oliveira, falecido no dia 3 de dezembro de 2011, em Niterói, de causas naturais aos 93 anos de idade.

Neste aniversário da Tomada de Montese, o Exército Brasileiro rende justa homenagem aos bravos combatentes da FEB que, em território estrangeiro, evidenciaram, sobejamente, exemplos de audácia, bravura, desprendimento, espírito de cumprimento de missão e sacrifício – virtudes imprescindíveis ao Soldado Brasileiro. Soldados que lutaram pela democracia nos campos do Velho Mundo e retornaram à Pátria com a convicção do dever cumprido. Soldados que são exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.

Acesse a palestra e texto sobre a manobra.

FONTE: Exército Brasileiro

http://www.forte.jor.br/2012/04/14/67-a ... e-montese/

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 Título: Re: Em memoria da FEB...
MensagemEnviado: Ter Abr 17, 2012 10:49 am 
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Exército de Caxias...Corporativismo bravo, impedindo que se aproveitasse o aprendizado e a doutrina da única chance de combate real que o Exército Brasileiro teve no século 20.
Um país com esse passado não tem futuro

_________________
A Democracia é um bem etéreo, precioso e que se perde facilmente em meio a unanimidades


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