Forum Base Militar Web Magazine

Bem-vindo: Sex Nov 22, 2019 10:36 pm

Todos os horários são




Criar novo tópico Responder  [ Array ]  Ir para página Anterior  1 ... 6, 7, 8, 9, 10, 11  Próximo
Autor Mensagem
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Sáb Jul 05, 2014 2:32 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 11, 2013 10:29 pm
Mensagens: 1885
Localização: Hell de Janeiro
ART escreveu:
Primeiro existe um livro de ladislav bittman ex agente soviético the kgb disinformation que tem um capítulo onde ele fala do Brasil especificamente da idéia plantada pela KGB que os EUA ajudaram em 64.

O embaixador americano nem sabia o que iria acontecer....muito se fala sobre os arquivos americanos mas eu quero ver mesmo é o arquivo da URSS.

Os EUA não ajudaram na deflagração de 64 foi a sociedade da época e a conjuntura se vc não sabe quase foi uma guerra civil pois exista parte do exército com o governador de minas e com o gen. Julião e parte contra quase que essas duas metades se degradariam em Resende.

Após uma reunião em Resende e um telefonema a joao golart eles se decidiram se unir contra o comunismo.

Outro fator foi o apoio da população

O que adiou a passagem para o governo civil chama-se xambioá

Hoje os próprios pesquisadores militares admitem que foi muito tempo

Mas acho que vc deveria pesquisar sobre isso porque parece que quem fala isso aqui é um facista né mesmo?


Abraços


Ih ART, errou feio viu? Sequer sou de Esquerda.

Porém, entretanto, contudo, todavia, o que falar, por exemplo, da Proclamação da República pelos militares concretizada ao arrepio da população brasileira?

Quanto aos EUA, estes foram os primeiros à reconhecer a Independência Brasileira (lembrando que a famosa frase "A América para os americanos" foi proferida um ano depois, sendo que Monroe foi eleito em 1817) já que a presença européia no Continente não era bem vinda para aquele país, assim como foram os primeiros a reconhecer a Proclamação da República, já que não era do interesse deles ter dois Impérios, Brasil ao México, "logo ali" (como dizem os baianos).

Raciocínio lógico meus camaradas... e sem qualquer uso de entorpecentes lícitos ou ilícitos. Os EUA sempre movimentaram o resto do Continente ao seu bel-prazer.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Sáb Jul 05, 2014 3:53 pm 
Offline
Avançado
Avançado
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Ter Jun 17, 2014 8:09 pm
Mensagens: 582
Danzig escreveu:
ART escreveu:
Primeiro existe um livro de ladislav bittman ex agente soviético the kgb disinformation que tem um capítulo onde ele fala do Brasil especificamente da idéia plantada pela KGB que os EUA ajudaram em 64.

O embaixador americano nem sabia o que iria acontecer....muito se fala sobre os arquivos americanos mas eu quero ver mesmo é o arquivo da URSS.

Os EUA não ajudaram na deflagração de 64 foi a sociedade da época e a conjuntura se vc não sabe quase foi uma guerra civil pois exista parte do exército com o governador de minas e com o gen. Julião e parte contra quase que essas duas metades se degradariam em Resende.

Após uma reunião em Resende e um telefonema a joao golart eles se decidiram se unir contra o comunismo.

Outro fator foi o apoio da população

O que adiou a passagem para o governo civil chama-se xambioá

Hoje os próprios pesquisadores militares admitem que foi muito tempo

Mas acho que vc deveria pesquisar sobre isso porque parece que quem fala isso aqui é um facista né mesmo?


Abraços


Ih ART, errou feio viu? Sequer sou de Esquerda.

Porém, entretanto, contudo, todavia, o que falar, por exemplo, da Proclamação da República pelos militares concretizada ao arrepio da população brasileira?

Quanto aos EUA, estes foram os primeiros à reconhecer a Independência Brasileira (lembrando que a famosa frase "A América para os americanos" foi proferida um ano depois, sendo que Monroe foi eleito em 1817) já que a presença européia no Continente não era bem vinda para aquele país, assim como foram os primeiros a reconhecer a Proclamação da República, já que não era do interesse deles ter dois Impérios, Brasil ao México, "logo ali" (como dizem os baianos).

Raciocínio lógico meus camaradas... e sem qualquer uso de entorpecentes lícitos ou ilícitos. Os EUA sempre movimentaram o resto do Continente ao seu bel-prazer.


Não sei como isso possa ter relação com o debate que temos aqui.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Sáb Jul 05, 2014 6:31 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
Ivanovic escreveu:
Danzig escreveu:
ART escreveu:
Primeiro existe um livro de ladislav bittman ex agente soviético the kgb disinformation que tem um capítulo onde ele fala do Brasil especificamente da idéia plantada pela KGB que os EUA ajudaram em 64.

O embaixador americano nem sabia o que iria acontecer....muito se fala sobre os arquivos americanos mas eu quero ver mesmo é o arquivo da URSS.

Os EUA não ajudaram na deflagração de 64 foi a sociedade da época e a conjuntura se vc não sabe quase foi uma guerra civil pois exista parte do exército com o governador de minas e com o gen. Julião e parte contra quase que essas duas metades se degradariam em Resende.

Após uma reunião em Resende e um telefonema a joao golart eles se decidiram se unir contra o comunismo.

Outro fator foi o apoio da população

O que adiou a passagem para o governo civil chama-se xambioá

Hoje os próprios pesquisadores militares admitem que foi muito tempo

Mas acho que vc deveria pesquisar sobre isso porque parece que quem fala isso aqui é um facista né mesmo?


Abraços


Ih ART, errou feio viu? Sequer sou de Esquerda.

Porém, entretanto, contudo, todavia, o que falar, por exemplo, da Proclamação da República pelos militares concretizada ao arrepio da população brasileira?

Quanto aos EUA, estes foram os primeiros à reconhecer a Independência Brasileira (lembrando que a famosa frase "A América para os americanos" foi proferida um ano depois, sendo que Monroe foi eleito em 1817) já que a presença européia no Continente não era bem vinda para aquele país, assim como foram os primeiros a reconhecer a Proclamação da República, já que não era do interesse deles ter dois Impérios, Brasil ao México, "logo ali" (como dizem os baianos).

Raciocínio lógico meus camaradas... e sem qualquer uso de entorpecentes lícitos ou ilícitos. Os EUA sempre movimentaram o resto do Continente ao seu bel-prazer.


Não sei como isso possa ter relação com o debate que temos aqui.


Off tópic

Bem apenas queria despertar o gosto pelo assunto.
Mais eu também preferia uma mornarquia parlamentar a república de hoje. Acho que se chegar a ingovernar é só dar um voto de desconfiança e proclamar novas eleições. É melhor do que negociatas mas :(

Durante o império e no governo militar tínhamos mais liberdade que hoje pois no império uma das causas da argentina e Uruguai se alinharem ao Brasil foi a liberdade existente no pais. E quem fala que no período militar não tinha liberdade era porque estava pegando em armas pois dessa época tivemos festivais de música, jovem guarda, tom Jobim, e a censura era apenas para fatos relacionados a luta armada. E era por uma semana depois. Notícia saia.

Os EUA só quiseram se envolver depois mas o EB não deixou foi na guerrilha do Araguaia. E eles fazem aquilo que também faríamos se fossemos eles não se engane.

Mas vale uma pesquisa o depoimento do gen. Álvaro na comissão da vingança fala sobre isso

Off tópic off

Abraços

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Sáb Jul 05, 2014 7:10 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 11, 2013 10:29 pm
Mensagens: 1885
Localização: Hell de Janeiro
Ivanovic escreveu:
Danzig escreveu:

Ih ART, errou feio viu? Sequer sou de Esquerda.

Porém, entretanto, contudo, todavia, o que falar, por exemplo, da Proclamação da República pelos militares concretizada ao arrepio da população brasileira?

Quanto aos EUA, estes foram os primeiros à reconhecer a Independência Brasileira (lembrando que a famosa frase "A América para os americanos" foi proferida um ano depois, sendo que Monroe foi eleito em 1817) já que a presença européia no Continente não era bem vinda para aquele país, assim como foram os primeiros a reconhecer a Proclamação da República, já que não era do interesse deles ter dois Impérios, Brasil ao México, "logo ali" (como dizem os baianos).

Raciocínio lógico meus camaradas... e sem qualquer uso de entorpecentes lícitos ou ilícitos. Os EUA sempre movimentaram o resto do Continente ao seu bel-prazer.


Não sei como isso possa ter relação com o debate que temos aqui.


Vai que alguém insinua isso de mim? :lol:


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 8:17 pm 
Offline
Recente
Recente
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sáb Nov 06, 2010 9:33 pm
Mensagens: 82
http://www.diariodepernambuco.com.br/ap ... uisa.shtml

Jango tinha 70% de aprovação às vésperas do golpe de 64, aponta pesquisa


Agência Câmara

Publicação: 28/03/2014 19:40 Atualização:
Levantamento do Ibope contradiz suposta fragilidade do governo de João Goulart, um dos argumentos usados pelos militares para tomar o poder, há 50 anos. Reportagem especial retrata a opinião de deputados e especialistas sobre esse período da história brasileira.

Pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe de 31 de março de 1964 mostram que o então presidente da República, João Goulart, deposto pelos militares, tinha amplo apoio popular. Doadas à Universidade de Campinhas (Unicamp) em 2003, as sondagens não foram reveladas à época.

Pelos números levantados, Jango, como Goulart também era conhecido, ganharia as eleições do ano seguinte se elas tivessem ocorrido. Entrevistas realizadas na cidade de São Paulo na semana anterior ao golpe mostravam que quase 70% da população aprovavam as medidas do governo.

Em alusão aos 50 anos do golpe de 1964, a Câmara dos Deputados promoverá uma sessão solene nesta terça-feira (1º) para homenagear a resistência à ditadura militar.
Legenda: Jango cercado por militares: golpe completa 50 anos.

Pesquisa contradiz militares

O professor Luiz Antônio Dias, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que uma das pesquisas do Ibope, desconhecida durante 40 anos, havia sido encomendada pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio), que fazia oposição a Jango. O especialista destaca que o levantamento derruba uma das justificativas dos militares para tomarem o poder em 1964: a de que o governo de João Goulart era frágil e impopular.

"Muitos historiadores, até dez anos atrás, ainda tinham essa ideia de que Goulart caiu porque era frágil, não tinha o apoio dos partidos e, sobretudo, da população", comenta Dias.

Radicalização ideológica

Historiador da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Barbosa ressalta o clima de polarização ideológica que o País vivia. Para os opositores, Jango representava uma "ameaça comunista". "A partir de 1963, cria-se um quadro de crescente radicalização: a Igreja Católica, o empresariado, as Forças Armadas e a imprensa vão assumir uma posição contrária às reformas defendidas por Jango, identificadas como a ‘comunização’, a ‘esquerdização’, a ‘bolchevização’ do Brasil", explica.

Mas para o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), o perigo comunista era real: "Estávamos à beira de ser implantada aqui a ditadura do proletariado. Os empresários e a igreja queriam que os militares assumissem o poder. Ou seja, toda sociedade queria afastar o fantasma da ditadura do proletariado que estava presente em nosso país."

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) acredita que a população foi manipulada: "Criou-se a ideia de que o Brasil estava em um caos total, que Jango queria implantar o comunismo. Era a época da ‘guerra fria’, da forte polarização entre União Soviética e Estados Unidos, e acabaram fazendo uma manipulação grosseira para influenciar a opinião pública."

Imprensa

O professor Luiz Antônio Dias vai além e diz que a grande imprensa participou da articulação do golpe militar. Segundo ele, esse movimento inclui todos os maiores jornais da época, como: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.

"Eram recorrentes matérias ou editorais vinculando o governo aos comunistas. Não me lembro de ter visto nenhuma afirmação direta de que Goulart fosse comunista, mas era muito comum, por exemplo, atribuir ao Ministério da Educação, um programa comunista, como a criação de cartilhas para doutrinar nossos jovens", informa. "Outra situação relativamente comum, tanto na Folha quanto no Estadão, era a preocupação com a possibilidade de Goulart dar um golpe para se manter no poder", completa.

Dias lembra que o jornal A Última Hora, que apoiava o governo Jango, sofreu boicote de anunciantes e foi à falência, até ser comprado pela Folha de S.Paulo.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 8:25 pm 
Offline
Recente
Recente
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sáb Nov 06, 2010 9:33 pm
Mensagens: 82
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica ... de-64.html

Com arquivos e áudios da Casa Branca, filme revela apoio dos EUA ao golpe de 64
“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | 15/03/2013 06:00:00 - Atualizada às 03/05/2013 14:28:29





Divulgação "O Dia que durou 21 anos"
O presidente Lyndon Johnson (D) deu aval para o embaixador Gordon (E) desestabilizar Goulart e autorizou envio de navios ao Brasil


O filme "O Dia que Durou 21 anos", de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

Leia mais: Documentário sobre EUA e o golpe de 64 traz áudios originais, diz diretor

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.

Leia mais: Filme sobre atuação dos EUA no golpe de 64 ganha prêmios em Nova York e Arizona

Veja o trailer de "O Dia que Durou 21 anos":



Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.

EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart

Divulgação
João Goulart ao lado de um de seus algozes, o embaixador Lincoln Gordon


O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.

Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”

O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.

Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros

Divulgação do filme "O dia que durou 21 anos"
Força-tarefa naval, com porta-aviões, foi autorizada a ser enviada ao Brasil para apoiar o golpe de 64


Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”

Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.

Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”

Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.

Newton Cruz: “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão saiu!"

Divulgação do filme "O dia que durou 21 anos"
João Goulart, no comício da Central do Brasil, às vésperas de ser deposto


O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um...” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”

Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”

"Acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo", disse Lyndon Johnson

Divulgação do filme "O dia que durou 21 anos"
Filme estreia dia 29


Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.

- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.

- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero... Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.

- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.

- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.

- É mesmo? Isso vai ser publicado.

- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.

Juracy Magalhães: "O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”

O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.

Projeto familiar

Divulgação filme "O Dia que durou 21 anos"
Kennedy recebe o embaixador no Brasil, Gordon


O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.

Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.

Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento... lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.

O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anjos para arrumar a casa!”

O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:05 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
O interessante é que esse filme é exatamente a mesma coisa que o ladislav bittman fala que inventou... Somada de depoimentos para corroborar a mente de quem falou essa história da frota é a maior cascata....já disse depoimento do gen. Álvaro na comissão da verdade...

Alguém sabe o que é desenformçao?


Imagem

E os arquivos de moscou? Desse ninguém fala

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:14 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
Se janto tinha 70% de aprovação como 500 mil pessoas em uma época que tinha o rádio sem internet foram pedir a intervenção?

Imagem

Imagem

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:21 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Jan 01, 2010 9:52 pm
Mensagens: 9235
Vc acha que Generais resolveram dar golpe nas democracias de quatro países do cone sul ao mesmo tempo por coincidência?

Depois quiseram se perpetuar e colocaram colegas em praticamente todos os Ministérios e pastas chave.

Como diz Angela Merkel em tom de brincadeira: O único país que não vai ter golpe é os EUA, pois não tem Embaixada Americana lá.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:22 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Abr 02, 2008 5:32 pm
Mensagens: 3526
O que é desinformação?

O próprio Ladislav Bittman explica

https://www.youtube.com/watch?v=UwF_eN2xztM

A propósito: os nossos comunistas aprenderam direitinho o dever de casa.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:26 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Dez 11, 2013 10:29 pm
Mensagens: 1885
Localização: Hell de Janeiro
wstrobel escreveu:
Vc acha que Generais resolveram dar golpe nas democracias de quatro países do cone sul ao mesmo tempo por coincidência?

Depois quiseram se perpetuar e colocaram colegas em praticamente todos os Ministérios e pastas chave.

Como diz Angela Merkel em tom de brincadeira: O único país que não vai ter golpe é os EUA, pois não tem Embaixada Americana lá.


Aquela brincadeira com um fundo de verdade.

No resto wstrobel, X2.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:27 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Abr 17, 2009 2:54 pm
Mensagens: 2245
wstrobel escreveu:
Vc acha que Generais resolveram dar golpe nas democracias de quatro países do cone sul ao mesmo tempo por coincidência?

Depois quiseram se perpetuar e colocaram colegas em praticamente todos os Ministérios e pastas chave.

Como diz Angela Merkel em tom de brincadeira: O único país que não vai ter golpe é os EUA, pois não tem Embaixada Americana lá.


Angela Merkel o serviço secreto alemão já desconfiou dela por ligações com a KGB, e ela levou a Alemanha fechou suas centrais de energia nuclear e depende agora do gás russo. Ela tem um passado socialista...bem

O Brasil no bloco soviético
http://youtu.be/Dbt1rIg8FbI

Muito bom o documentaria RDX
Abraços

_________________
"Uma nação que confia em seus direitos, em vez de confiar em seus soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)


Array

Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:32 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Qua Abr 02, 2008 5:32 pm
Mensagens: 3526
ART escreveu:
wstrobel escreveu:
Vc acha que Generais resolveram dar golpe nas democracias de quatro países do cone sul ao mesmo tempo por coincidência?

Depois quiseram se perpetuar e colocaram colegas em praticamente todos os Ministérios e pastas chave.

Como diz Angela Merkel em tom de brincadeira: O único país que não vai ter golpe é os EUA, pois não tem Embaixada Americana lá.


Angela Merkel o serviço secreto alemão já desconfiou dela por ligações com a KGB, e ela levou a Alemanha fechou suas centrais de energia nuclear e depende agora do gás russo.


A ex-informante da Stasi (polícia política da Alemanha oriental)...é tão comunista quanto a Dilma.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Seg Jul 07, 2014 9:46 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Sex Jan 01, 2010 9:52 pm
Mensagens: 9235
rdx escreveu:
ART escreveu:
wstrobel escreveu:
Vc acha que Generais resolveram dar golpe nas democracias de quatro países do cone sul ao mesmo tempo por coincidência?

Depois quiseram se perpetuar e colocaram colegas em praticamente todos os Ministérios e pastas chave.

Como diz Angela Merkel em tom de brincadeira: O único país que não vai ter golpe é os EUA, pois não tem Embaixada Americana lá.


Angela Merkel o serviço secreto alemão já desconfiou dela por ligações com a KGB, e ela levou a Alemanha fechou suas centrais de energia nuclear e depende agora do gás russo.


A ex-informante da Stasi (polícia política da Alemanha oriental)...é tão comunista quanto a Dilma.

Um alemão que colaborou com a CIA é tão alemão quanto um que colaborou com a KGB.

Os alemães passaram por uma fase difícil após a reunificação, querendo julgar colaboradores dos comunistas e se esquecendo que quem colaborou com a CIA também agia em nome de estrangeiros.

Mas esta fase ja passou, e agora para o povo não faz diferença de que lado Angela Merkel estava, pois esta do lado de uma Alemanha, hoje reunificada.


Voltar ao topo
 
 Título: Re: História Militar do Brasil ( FEB, 1GM, ......)
MensagemEnviado: Ter Jul 08, 2014 1:55 pm 
Offline
Sênior
Sênior
Avatar do usuário
 Perfil

Registrado em: Seg Jan 08, 2007 5:22 pm
Mensagens: 9197
Localização: Brasília - DF, Brasil
Amigos RDX e ART, nunca estivemos perto de termos nos tornados comunistas, aliás, já estivemos mais perto de sermos nazistas do que comunistas. Jango estava mais parecido com algo como social-democrata como há na Europa e temos nos últimos governos (de Itamar pra cá) aqui dentro, do que comunista.

Veja, não estou eximindo de culpa os que pegaram em armas contra a Ditadura, mas toda ação tem uma reação. Aliás, a desculpa para o golpe de 64 seria que devolveriam o poder aos civis, isso não foi cumprido, então querem o que? Quanto mais repressão política, maior as chances de revolta armada, isso é tão certo quanto dois mais dois.

As FFAA erraram feio em terem mantido o golpe por tanto tempo.

Até mais!!! ;)


Voltar ao topo
 
Exibir mensagens anteriores:  Ordenar por  
Criar novo tópico Responder  [ Array ]  Ir para página Anterior  1 ... 6, 7, 8, 9, 10, 11  Próximo

Todos os horários são


Quem está online

Array


Enviar mensagens: Proibido
Responder mensagens: Proibido
Editar mensagens: Proibido
Excluir mensagens: Proibido
Enviar anexos: Proibido

Ir para:  
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group  
Design By Poker Bandits  
Traduzido por: Suporte phpBB Brasil