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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qua Abr 13, 2016 6:51 pm 
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Wellington Góes escreveu:
Abel, mesmo assim continuaria mandando a maior parte dos recursos provenientes do lucro para o exterior, fazendo reinvestir lá e não aqui. Ou seja, a máquina do desenvolvimento a ser alimentada estaria lá na Alemanha e não no Brasil. Ciência e Tecnologia alemãs agradecem, a brasileira continuará a ser uma mera importadora de produto manufaturado.

O que muitos não conseguem, ou se limitam a entender é que, por mais que uma empresa estrangeira se instale no país para produzir algo, nada impede que ela, simplesmente, resolva se desfazer de tudo do dia para noite, ela não tem nada aqui que a prenda ou mantenha no país, temos vários exemplos disso na história, já o contrário é a empresa local fazendo de um tudo para se manter em pé, afinal a sua casa é aqui.

Quando uma empresa de defesa fecha, normalmente, o faz para quitar as dívidas porque não tem mais como continuar produzindo. Já uma empresa estrangeira, se a produção local não estiver mandando o quantitativo de dividendos que esperava, por mais que esteja funcionando no azul, eles fecham e pronto, não devem favor ou explicações a ninguém, simplesmente vão embora. Um exemplo emblemático no próprio EB foi a Land Rover, ou seja, escolhendo o Dingo, o efeito Land Rover pode se repetir.

A KWM quer dar serviço a sua fábrica em Santa Maria, então proponham a montagem dos novos Leopards, ou a modernização dos atuais Leo 1A5 e Gepard que já estará de bom tamanho, ou então o desenvolvimento conjunto de um CC que possa atender o ROB do EB, como fez a IVECO com o Guarani. É o que peno.

Até mais!!! ;)


Wellington,

Partindo do teu raciocínio, todas as montadoras de automóveis e motocicletas do Brasil, assim como de eletro-eletrônicos, entre outras, agem da mesma maneira, ou seja, todas suas matrizes estão localizadas em outros países.....nos segmentos que citei não temos marcas nacionais, somente estrangeiras.......já na área de defesa, se pegarmos o exemplo da Helibrás, seu capital majoritário é francês.....basta os franceses encherem o saco com os atrasos no pagamento dos EC-225, por parte do GF, e eles levantam acampamento daqui......nenhuma empresa é obrigada a permanecer em nenhum lugar.......inresssa o lucro que ela dá em determinado local ou país........se quiséssemos manter empresas sem esse risco, só se elas fossem estatais........aí já viu, né........Deus nos livre.......me cite uma única empresa estatal brasileira que seja viável economicamente e dê lucro.....

Para termos empresas de defesa nacionais com expertise, viáveis economicamente e que se mantenham indeterminadamente, precisaríamos, em primeiro lugar, de uma política industrial de defesa verdadeira, com comprometimento de encomendas por parte das FFAA que permitíssem a manutenção de suas linhas de produção abertas.......mas na realidade, compramos a conta-gotas, com enormes atrasos nos pagamentos.....assim não consegue-se sequer desenvolver um produto de forma decente.....quando esse fica pronto, já está defasado e custa caro, pela pequena escala de produção.....

Gostaria que tivéssemos empresas nacionais de defesa pujantes e autossuficientes, mas olhando nosso passado e analisando o futuro até onde a vista alcança, não há a menor possibilidade de isso acontecer........no meu entender, qualquer coisa fora isso não passa de sonho!!!


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qua Abr 13, 2016 7:50 pm 
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Quanto a blindagem do Guará MK-II ( Guará 4WS), prestem atenção nas especificações que aparecem no início do vídeo, verão que o mesmo tem blindagem contra minas e IED,s, Blindagem nível III padrão Otan etc..

Link: (http://www.defesaaereanaval.com.br/guara-4ws-avibras-viatura-4x4-blindada-leve-sobre-rodas/).

Para mim, a unica justificativa para adoção desse veículo nacional assim como os veículos Gladiador I & II, reside no fato antes descrito por mim.
Ou seja, o "fa$$a-me Rir" .


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qui Abr 14, 2016 12:37 am 
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Flanker, é por ai, os exemplos são estes mesmos, por isto que devemos persistir, para não retornarmos a cometer os erros do passado, especialmente nos exemplos citados.

No mais, o formato de financiamento destes projetos de defesa estão mudando, se olharmos direito, o Guará é fruto de financiamento do FINEP, onde a empresa contrata o empréstimo (a custos subsidiados, é verdade, mas terá que reembolsar), ou seja, os riscos não ficam, apenas, nas mãos do governo.

Assim como este, outros projetos têm sidos tocados assim e têm obtido êxitos. Agora não haverá como alcançar estes mesmos êxitos, se o próprio governo (e as FFAA são parte dele) resolve importar, ou privilegiar uma empresa estrangeira e seus produtos, em detrimento dos nacionais. Felizmente existem, hoje, coisas que ajudam a brecar o ímpeto de alguns oficiais R1 (por comissão), sejam estas questões cambiais propriamente ditas, seja a exigência (por parte das áreas técnicas das FFAA) e a busca por produtos mais qualificados (exigências mercadologicas), afinal não será apenas o mercado militar interno que daria sustentabilidade a estes projetos.

Vale ressaltar que o projeto Guarani, tocado pela IVECO, se deu numa outra época, num outro contexto tecnológico e industrial. Apesar da recente crise financeira, a mobilização e reestruturação da Base Industrial de Defesa - BID e dos mecanismos legais para evitar a importação em massa de produtos militares, além do próprio mecanismo de financiamento (que era inexistente a cerca de 10 anos), nos dá novas e melhores expectativas. A crise é cíclica, vai passar e devemos salvar o máximo que pudermos das empresas e projetos (claro, aqueles que são viáveis e valem a pena). É o que penso.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qui Abr 14, 2016 1:09 pm 
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Gostei do Guará policial.

Imagem

Porém, identifiquei três "defeitos" no projeto:

1º - a lona da caçamba é muito bonitinha, mas é um acessório frágil e pouco prático. É preferível uma tampa metálica ou de fibra;
2º - falta uma torreta;
3º - falta uma seteira frontal.

O Maverick, por exemplo, recebeu uma seteira no para-brisa.

Imagem


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qui Abr 14, 2016 2:12 pm 
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O compartimento do motor e o para-choque parecem ser frágeis. A área frontal de qualquer blindado deve possuir elevada proteção blindada, principalmente no compartimento do motor. Blindados policiais também precisam receber para-choques capazes de suportar batidas e de empurrar obstáculos. Não menos importante, é a proteção contra artefatos incendiários, explosões de granadas sob o piso e impactos de pedras e outros objetos capazes de danificar as janelas do veículo (A instalação de grades metálicas é uma medida eficaz).


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qui Abr 14, 2016 8:22 pm 
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O compartimento do motor e o para-choque parecem ser frágeis. A área frontal de qualquer blindado deve possuir elevada proteção blindada, principalmente no compartimento do motor. Blindados policiais também precisam receber para-choques capazes de suportar batidas e de empurrar obstáculos. Não menos importante, é a proteção contra artefatos incendiários, explosões de granadas sob o piso e impactos de pedras e outros objetos capazes de danificar as janelas do veículo (A instalação de grades metálicas é uma medida eficaz).

RDX meu caro, no vídeo diz que o mesmo possui blindagem nível III, ou seja ; suporta impacto de munições até .50 se não me engano.
Me diz uma pedra que atirada atinge velocidades maiores que um 7.62mm ou 5.56mm :
Os vidro do veículo são aprova de balas, mesmo sem as grades ; podem muito bem aguentar inpactos de objetos a baixa velocidade ( ou seja 9mm, .22mm, 380 ACP, 38 mm etc..).
Creio que as grades na foto, são para proteger contra coqueteeis molotov ou algo assim.
Quanto a blindagem do veículo, creio que os pontos sensíveis são bem guarnecidos ( isso devido a experiência adquirida no Haiti).
Caro Wellington, sua observações são como sempre corretas, nacionalistas e impressionantes ( creio que se assemelha muito as minhas kk).
Caro Flanker, como exemplo cito a montadora Italiana Fiat em Minas Gerais.
A mesma, basta uma pequena crise, ameaça demissões em massa para conseguir financiamento e condições especiais do GF.
Vide exemplo da FORD no ABC paulista, que após anos de operação naquela região; e após ganhos consideráveis dos funcionários e fortalecimento dos sindicatos , resolveu mudar-se para o estado da Bahia ( se não me engano).
Onde os funcionários ganham menos e os sindicatos não possuem força de barganha.
Soma-se a isso, Volks dentre outras.
A própria Fiat, está a caminhos de se transferir para sua fabrica no Ceará, pelos mesmos motivos.
Ai pergunto meu caro, não sei você; mas eu não gosto de ser manipulado e ameaçado, também não gosto de perder dinheiro .
Sendo assim, acho que o GF deve repensar suas atitudes e apostar no empresariado nacional, pois se em uma área que não é tão importante como a automobilística ele é manipulado, imagina se cometer os mesmos erros do passado, e servi de marionete em caso de necessidade extrema para as multi da indústria bélica.


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Qui Abr 14, 2016 10:26 pm 
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Tenhamos em mente que este é o primeiro protótipo, do novo Guará. Com certeza levaram em consideração as avaliações do primeiro veículo (detalhe, o anterior tinha chassis Unimog), mas é claro, será importante a avaliação de prováveis clientes, como o BOPE do RJ, por exemplo.

Nos resta esperar para ver o desenrolar deste projeto, entretanto é de se considerar uma avanço o extersamento do eixo traseiro. Isto por si só lhe dá boa mobilidade em áreas urbanas restritas.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sex Abr 15, 2016 4:00 pm 
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EB selecionou os LMVs da IVECO.

http://www.forte.jor.br/2016/04/15/38066/


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sex Abr 15, 2016 7:11 pm 
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Citação:
EB selecionou os LMVs da IVECO.

http://www.forte.jor.br/2016/04/15/38066/

Não sei o porque me supreendi com essa notícia, já estava declarada a vitória do mesmo.
só espero que essa insanidade, de se montar localmente produtos e projetos estrangeiros chegue ao fim com essas 32 unidades iniciais.
Se não, não adiantará nada essa " conversa Fiada" denominada Estratégia de Defesa Nacional & PDN .
Que prega entre outras coias " dar se a prioridade ao produto ou serviço de defesa oferecido por empresa nacional, em detrimento de homólogo estrangeiro.
Só se adquirirá produtos, serviços ou tecnologias de defesa do exterior, quando da incapacidade de oferecimento de homólogos por parte de empresas Brasileiras..


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sex Abr 15, 2016 7:24 pm 
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(......................)

Requisitos Técnicos para a VBMT-LR

Guarnição – 5 pessoas
Configuração 4x4 ou 4x2 com acionamento 4x4 de dentro da cabina

Carga - 2000 cartuchos 7,62mm x 51
1000 cartuchos .50
200 granadas calibre 40
Nota; não necessita ser cumulativo

Interior – Ar condicionado (série)
Sistema NBQ – Possibilidade de instalação
Motor – Diesel
Transmissão – Automática
Pneus – Sistema central de controle de pressão

Dimensões

Altura - 2,20m
Peso em Ordem de Marcha - 8.000kg
Capacidade de Carga - 1.000kg

Performance

Transposição Vau 0,8 m
Velocidade Máxima 90km/h

Proteção

Lançador de granadas fumígenas

Proteção Padrão OTAN STANAG 4569

Balística Nível 3 7.62 x 51 AP - 30 m 930 m/s
Anti-minas Nível 2 6 kg de explosivos Ação em qualquer das 4 rodas

Sistemas de Armas

Condições de receber e operar, em configurações distintas, um dos seguintes sistemas de armas, com movimento horizontal de 360° e movimento vertical com o ângulo de, pelo menos, -7' a +45°:

a - Um sistema de armas que seja estabilizado, acionado e controlado remotamente (Remote Controlled Weapon Staition — RCWS), formado por uma metralhadora calibre 7,62x51 mm ou calibre .50, intercambiáveis, e um lança-granadas de 40 mm. O sistema deve ser dotado de um sistema de observação, direção e controle de tiro com visão diurna e noturna.

b - Um sistema de armas utilizando uma rorreta blindada simples, formado por uma metralhadora calibre 7,62x51 mm ou calibre 50, intercambiáveis, e um lança-granadas de 40 mm.

Os veículos percorreram 4.000 km, em diferentes condições, com peso em ordem de combate, e deveriam completar sem falhas.

http://www.defesanet.com.br/guarani/not ... atura-4x4/


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sex Abr 15, 2016 11:20 pm 
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foxtrot escreveu:
Citação:
O compartimento do motor e o para-choque parecem ser frágeis. A área frontal de qualquer blindado deve possuir elevada proteção blindada, principalmente no compartimento do motor. Blindados policiais também precisam receber para-choques capazes de suportar batidas e de empurrar obstáculos. Não menos importante, é a proteção contra artefatos incendiários, explosões de granadas sob o piso e impactos de pedras e outros objetos capazes de danificar as janelas do veículo (A instalação de grades metálicas é uma medida eficaz).

RDX meu caro, no vídeo diz que o mesmo possui blindagem nível III, ou seja ; suporta impacto de munições até .50 se não me engano.
Me diz uma pedra que atirada atinge velocidades maiores que um 7.62mm ou 5.56mm :
Os vidro do veículo são aprova de balas, mesmo sem as grades ; podem muito bem aguentar inpactos de objetos a baixa velocidade ( ou seja 9mm, .22mm, 380 ACP, 38 mm etc..).
Creio que as grades na foto, são para proteger contra coqueteeis molotov ou algo assim.
Quanto a blindagem do veículo, creio que os pontos sensíveis são bem guarnecidos ( isso devido a experiência adquirida no Haiti).
Caro Wellington, sua observações são como sempre corretas, nacionalistas e impressionantes ( creio que se assemelha muito as minhas kk).
Caro Flanker, como exemplo cito a montadora Italiana Fiat em Minas Gerais.
A mesma, basta uma pequena crise, ameaça demissões em massa para conseguir financiamento e condições especiais do GF.
Vide exemplo da FORD no ABC paulista, que após anos de operação naquela região; e após ganhos consideráveis dos funcionários e fortalecimento dos sindicatos , resolveu mudar-se para o estado da Bahia ( se não me engano).
Onde os funcionários ganham menos e os sindicatos não possuem força de barganha.
Soma-se a isso, Volks dentre outras.
A própria Fiat, está a caminhos de se transferir para sua fabrica no Ceará, pelos mesmos motivos.
Ai pergunto meu caro, não sei você; mas eu não gosto de ser manipulado e ameaçado, também não gosto de perder dinheiro .
Sendo assim, acho que o GF deve repensar suas atitudes e apostar no empresariado nacional, pois se em uma área que não é tão importante como a automobilística ele é manipulado, imagina se cometer os mesmos erros do passado, e servi de marionete em caso de necessidade extrema para as multi da indústria bélica.


O fato do vidro ser nível III não impede que ele seja danificado pelo impacto de projéteis de armas curtas, pedras portuguesas, martelos, picaretas, barras de ferro, etc... Uma coisa é penetrar a blindagem, outra coisa é danificá-la.


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sáb Abr 16, 2016 11:53 am 
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foxtrot escreveu:
Citação:
EB selecionou os LMVs da IVECO.

http://www.forte.jor.br/2016/04/15/38066/

Não sei o porque me supreendi com essa notícia, já estava declarada a vitória do mesmo.
só espero que essa insanidade, de se montar localmente produtos e projetos estrangeiros chegue ao fim com essas 32 unidades iniciais.
Se não, não adiantará nada essa " conversa Fiada" denominada Estratégia de Defesa Nacional & PDN .
Que prega entre outras coias " dar se a prioridade ao produto ou serviço de defesa oferecido por empresa nacional, em detrimento de homólogo estrangeiro.
Só se adquirirá produtos, serviços ou tecnologias de defesa do exterior, quando da incapacidade de oferecimento de homólogos por parte de empresas Brasileiras..


Mas se o escolhido fosse o da Avibras, o conceito seria o mesmo: projeto estrangeiro (Renault) montado localmente.

Atenciosamente,

_________________
::Robson Rocha
http://www.comunicarteei.blogspot.com


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sáb Abr 16, 2016 3:58 pm 
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O conceito, amigo Robson, seria PARCIALMENTE o mesmo, pois a Avibras é nacional e a FIAT IVECO é uma empresa com 100% de capital estrangeiro. Enquanto com um o lucro será reinvestido no desenvolvimento de tecnologias no país, no outro o lucro, bem como os dividendos no desenvolvimento de novas tecnologias será investido lá fora. Aqui ficaremos com o produto e uma pequena parcela dos custos de produção, somente.

No meu entendimento, deveríamos usar uma escala de prioridades, atendendo além dos requisitos operacionais, requisitos tecno-industriais (numa ordem escalonada de participação de empresas nacionais, nacionalizadas e eminentemente estrangeiras) e não só o produto em si. Claro, não usando de um ufanismo estúpido, mas sendo racional.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sáb Abr 16, 2016 4:18 pm 
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Vou replicar aqui parte do que coloquei no Forte.

Diferentemente de outros projetos, seja no próprio EB (Saber M60 e M200, Guarani, IA2, Astros 2020, MT-300, etc, etc, etc), seja da FAB (Super Tucano, EMB-145 AEW&C e RS, KC-390, dentre outros) todos tiveram apoio (feedback) das forças, mas, constantemente, desde quando foi proposto um blindado 4×4 ao EB lá atrás (no início dos aos 2000), com o AV/VBL e o próprio Guará, o EB vem sistematicamente ignorando os projetos locais. Há ai uma clara negligência proposital do EB com relação a estes projetos. Quais os motivos?!?! Bem, eu até posso imaginar e não são nada honrosos.

O irônico nesta estória é que, quando o EB tinha todas as condicionantes para selecionar um projeto de blindado 8×8, ou 6×6, pronto no exterior (já que não tinhamos nem projeto local), testado e aprovado, mesmo tendo avaliados diversos destes, resolveu bancar o financiamento de um projeto próprio (que não é tão próprio assim, visto ser uma nacionalização piorada de um produto IVECO, que é o Super AV). Agora, que existem empresas nacionais, ofertando pelo menos dois projetos quase prontos, com financiamento próprio, precisando apenas de mais atenção da instituição, este mesmo EB resolveu lavar as mãos e dar continuidade na importação de um produto pronto e acabado (coincidentemente, do mesmo fabricante do Guarani). Será que não aprendeu com o caso Land Rover?!?!

Quanto a prováveis qualidades e defeitos destes aparelhos, não se pode refutar se nem avaliação há, o resto fica no achismo de cada um. O que eu acho é que o EB deveria dar uma brecada nesta seleção, começar a pensar um pouco mais com a cabeça (e com o bolso) e reavaliar seu posicionamento. Repito, não acredito que iremos mandar tropas ao Líbano, então não há motivos para apressamentos.

É o que penso.


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 Título: Re: VBMT-LR
MensagemEnviado: Sáb Abr 16, 2016 7:31 pm 
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Wellington Góes escreveu:
O conceito, amigo Robson, seria PARCIALMENTE o mesmo, pois a Avibras é nacional e a FIAT IVECO é uma empresa com 100% de capital estrangeiro. Enquanto com um o lucro será reinvestido no desenvolvimento de tecnologias no país, no outro o lucro, bem como os dividendos no desenvolvimento de novas tecnologias será investido lá fora. Aqui ficaremos com o produto e uma pequena parcela dos custos de produção, somente.

No meu entendimento, deveríamos usar uma escala de prioridades, atendendo além dos requisitos operacionais, requisitos tecno-industriais (numa ordem escalonada de participação de empresas nacionais, nacionalizadas e eminentemente estrangeiras) e não só o produto em si. Claro, não usando de um ufanismo estúpido, mas sendo racional.

Até mais!!! ;)


Saudações a todos! Já faz um bom tempo que não dou as caras por aqui...

Anos atrás tive uma excelente e produtiva discussão sobre a importância do desenvolvimento da indústria nacional (a discussão era justamente sobre o Guarani).

Todos compreendemos que as forças armadas necessitam de produtos minimamente adequados e confiáveis. E compreendemos também que toda nação minimamente séria apoia o desenvolvimento de sua indústria. O Brasil chegou ao centro de uma encruzilhada. Temos condições técnicas de conceber diversos produtos em diversas áreas, mas nos falta apoio, seja do governo, seja do empresariado, e seja da própria população brasileira, que possui o estranho hábito de rejeitar seus próprios produtos (muitas vezes justificado, obviamente).

Não creio que um veículo blindado desta categoria concebido no Brasil seja tecnicamente muito inferior as seus concorrentes estrangeiros. Pode-se discutir qual seria o melhor, mas certamente seria por uma margem muito pequena. Eu concordo plenamente com o amigo Wellington, que deveríamos ter uma escala de prioridades em projetos desta magnitude. E no caso de não haver empresas de capital nacional que possam conduzir tal projeto, seria interessante ao menos que fosse requisito da empresa estrangeira responsável pelo desenvolvimento do produto a associação com uma empresa local capaz de absorver novas tecnologias. Este é o modelo utilizado por muitas nações que hoje vendem tecnologia de ponta.

_________________
Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns, apenas uma vez.


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