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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 01, 2011 10:13 pm 
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Me parece que a razão é diferente....

Nos anos 90, no ocidente, surgiu uma nova visão de como seria ou deveria ser a próxima geração de aviões militares (4g) em substituição as aeronaves ditas de 3g. Esta nova visão compreendia a substituição de vetores dedicados a tarefas singulares (caça, ataque ao solo, interceptação, interdição, naval...) em uma ÚNICA aeronave.

Aí começaram os estudos e depois os primeiros vetores .... o EF-2000, Rafale e por último o F-35..... para citar os realmente imbuídos desta visão.... e os que já sabemos tem custos de aquisição e manutenção muito acima da chamada geração 3.

Só que uma aeronave 3x1... certamente terá seus custos de desenvolvimento parecidos, ou seja, praticamente três vezes maiores, ou seja... se antes se gastava uma terça parte em cada aeronave.... agora se gasta o triplo em uma única.

É mais ou menos isto..... explicando de uma maneira simplista e prática.

Sds.


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 01, 2011 10:28 pm 
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Continuo não achando que a questão geográfica é tão importante para determinar o preço do Rafale ou de qualquer outro avião de caça moderno.
Mesmo os EAU têm especificidades que implicam modificações no Rafale.
Então, se Israel também as teve, deve ter mais a ver com as missões previstas.
Aliás, no caso dos EAU penso a mesma coisa. Desempenho considerado insuficiente para o cenário iraniano.
É mais uma questão de geografia política do que física. Tanto que pelas últimas informações que chegam de lá, o desempenho dos motores teria sido 'superado'.
Ficou o problema da suíte eletrônica e financeiro. Alguém me corrija se eu estiver enganado.

A questão indiana (no geral continuo sem entender bem a Índia) era bem mais específica. Relativa à altitude.
Por exemplo, há Gripens operando em países geograficamente diversos, como Tailândia, África do Sul, e Suécia e isso não determinou aumento de custos.
Então não consigo ver a centralidade dessa questão. Se há influência, é residual.

Mas essa continua sendo uma discussão de fundo.
O principal motivo do custo do Rafale, pra mim, continua sendo o modelo de desenvolvimento, e não o projeto do avião em si, preparado para operar nas mais diferentes regiões, como os outros caças contra os quais compete por mercado.

A questão central permanece: operacionalmente valeria a pena termos X Rafales ou o dobro de aviões economicamente mais viáveis e, ainda assim, capazes de cumprir a missão?

Abs.

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 01, 2011 10:53 pm 
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Baschera escreveu:
Me parece que a razão é diferente....

Nos anos 90, no ocidente, surgiu uma nova visão de como seria ou deveria ser a próxima geração de aviões militares (4g) em substituição as aeronaves ditas de 3g. Esta nova visão compreendia a substituição de vetores dedicados a tarefas singulares (caça, ataque ao solo, interceptação, interdição, naval...) em uma ÚNICA aeronave.

Aí começaram os estudos e depois os primeiros vetores .... o EF-2000, Rafale e por último o F-35..... para citar os realmente imbuídos desta visão.... e os que já sabemos tem custos de aquisição e manutenção muito acima da chamada geração 3.

Só que uma aeronave 3x1... certamente terá seus custos de desenvolvimento parecidos, ou seja, praticamente três vezes maiores, ou seja... se antes se gastava uma terça parte em cada aeronave.... agora se gasta o triplo em uma única.

É mais ou menos isto..... explicando de uma maneira simplista e prática.

Sds.

Só para complementar... isso aconteceu principalmente por conta da evolução da eletrônica, com isso uma mesma aeronave não precisava ser 100% dedicada a uma tarefa durante toda a sua vida operacional. Agora uma mesma aeronave pode(ria) executar diversas missões... não que já não existissem aeronaves assim, mas normalmente eram aeronaves de desempenho mais modesto ou voltadas para cenários operacionais bem específicos (como por exemplo a Suécia).

Então a história de desenvolver aeronaves que são '1' solução para tudo aumenta em complexidade de acordo com o que você quer fazer... mas se a sua F. Aérea não quer cumprir todas aquelas funções você acaba subutilizando o vetor e isso é caro $$$$ e ineficiente.

E é essa uma das críticas que o Typhoon recebe na Austria... para que você ter aquilo tudo de avião se no fim você nunca vai soltar uma bomba e a sua função é 2000% polícia aérea?

Os Suiços pelo visto tomaram isso como lição também e fizeram a melhor escolha que tinha a ver com a realidade operacional deles... fizeram muito bem.

Como eu disse antes por questões que incluem alcance, a Índia pensou diferente.

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Qui Dez 01, 2011 11:00 pm 
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Arlsan escreveu:
Continuo não achando que a questão geográfica é tão importante para determinar o preço do Rafale ou de qualquer outro avião de caça moderno.
Mesmo os EAU têm especificidades que implicam modificações no Rafale.
Então, se Israel também as teve, deve ter mais a ver com as missões previstas.
Aliás, no caso dos EAU penso a mesma coisa. Desempenho considerado insuficiente para o cenário iraniano.
É mais uma questão de geografia política do que física. Tanto que pelas últimas informações que chegam de lá, o desempenho dos motores teria sido 'superado'.
Ficou o problema da suíte eletrônica e financeiro. Alguém me corrija se eu estiver enganado.

A questão indiana (no geral continuo sem entender bem a Índia) era bem mais específica. Relativa à altitude.
Por exemplo, há Gripens operando em países geograficamente diversos, como Tailândia, África do Sul, e Suécia e isso não determinou aumento de custos.
Então não consigo ver a centralidade dessa questão. Se há influência, é residual.

Mas essa continua sendo uma discussão de fundo.
O principal motivo do custo do Rafale, pra mim, continua sendo o modelo de desenvolvimento, e não o projeto do avião em si, preparado para operar nas mais diferentes regiões, como os outros caças contra os quais compete por mercado.

A questão central permanece: operacionalmente valeria a pena termos X Rafales ou o dobro de aviões economicamente mais viáveis e, ainda assim, capazes de cumprir a missão?

Abs.

Arslan, Alcance é só mais uma peça nessa equação e como você pode ver os países que operam o Gripen não tem as mesmas necessidades de alcance que a India por exemplo tem.... Obviamente a lista indiana inclue mais coisas, mas a capacidade de voar a longas distâncias e voar a altitudes bem grandes e decolar de bases em lugares bem altos também é importante.

Mas isso serve mais para ilustrar que cada país com aquilo que acha melhor para ele.

Assim, a questão se um Rafale vale 2 Gripen é só algo que a Dassault falou para tentar reclamar da derrota... da mesma forma que a SAAB , Boeing, LM reclamaram disso e aquilo quando perderam na Índia.

Para a Suiça 1 Gripen vale mais do que qualquer Rafale... para a Índia Um Typhoon/Rafale valem mais do que qualquer Gripen. :wink:

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 02, 2011 1:19 am 
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Arlsan escreveu:
Vamos exagerar a hipótese.
Imagine que existisse um caça tão super fantástico balão mágico que fosse possível cumprir todas as missões táticas de uma FA com apenas um deles.
Seria aconselhável ter uma unidade apenas?
É nisso que implica a nota da Dassault (exagerada ao ridículo, obviamente).

Então, a tecnologia chegou num ponto em que um aparelho pode desempenhar soberbamente muitas missões diferentes.
Mas isso veio a um custo cada vez maior por unidade.
A Suíça poderia gastar tanto no Rafale quanto no Gripen, se comprasse menos aviões franceses.
A questão é: isso é desejável?

O mesmo argumento é feito com relação ao Rafale no Brasil.
'Um Rafale poderia fazer o que dois Gripens fazem.'
Comprar 18 Rafales seria tão bom quanto comprar 36 Gripens?
Menos aeronaves, maior desgaste das células e maior custo de operação por célula, ou menos missões.

Eu repito que exagerei a hipótese para debater o raciocínio.
Faz sentido isso?

Raciocínio perfeito.

Estávamos falando sobre isto ontem à noite lá na universidade.

Abraço.


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 02, 2011 8:23 am 
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Isto torna, cada dia mais cara, sem aumentar os valores em si, o custo de um caça!

Para mim valeria mais:
- um caça especializado em superioridade aérea para o 1º GDA mais;
- um caça multimissão navalizado para o dia-a-dia da FAB e MB.
Não acredito que um caça multimissão seja superior a um especializado em superioridade aérea cumprindo a missão deste!
É o que penso!

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 02, 2011 9:03 am 
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cb_lima escreveu:
Baschera escreveu:
Me parece que a razão é diferente....

Nos anos 90, no ocidente, surgiu uma nova visão de como seria ou deveria ser a próxima geração de aviões militares (4g) em substituição as aeronaves ditas de 3g. Esta nova visão compreendia a substituição de vetores dedicados a tarefas singulares (caça, ataque ao solo, interceptação, interdição, naval...) em uma ÚNICA aeronave.

Aí começaram os estudos e depois os primeiros vetores .... o EF-2000, Rafale e por último o F-35..... para citar os realmente imbuídos desta visão.... e os que já sabemos tem custos de aquisição e manutenção muito acima da chamada geração 3.

Só que uma aeronave 3x1... certamente terá seus custos de desenvolvimento parecidos, ou seja, praticamente três vezes maiores, ou seja... se antes se gastava uma terça parte em cada aeronave.... agora se gasta o triplo em uma única.

É mais ou menos isto..... explicando de uma maneira simplista e prática.

Sds.

Só para complementar... isso aconteceu principalmente por conta da evolução da eletrônica, com isso uma mesma aeronave não precisava ser 100% dedicada a uma tarefa durante toda a sua vida operacional. Agora uma mesma aeronave pode(ria) executar diversas missões... não que já não existissem aeronaves assim, mas normalmente eram aeronaves de desempenho mais modesto ou voltadas para cenários operacionais bem específicos (como por exemplo a Suécia).

Então a história de desenvolver aeronaves que são '1' solução para tudo aumenta em complexidade de acordo com o que você quer fazer... mas se a sua F. Aérea não quer cumprir todas aquelas funções você acaba subutilizando o vetor e isso é caro $$$$ e ineficiente.

E é essa uma das críticas que o Typhoon recebe na Austria... para que você ter aquilo tudo de avião se no fim você nunca vai soltar uma bomba e a sua função é 2000% polícia aérea?

Os Suiços pelo visto tomaram isso como lição também e fizeram a melhor escolha que tinha a ver com a realidade operacional deles... fizeram muito bem.

Como eu disse antes por questões que incluem alcance, a Índia pensou diferente.

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È por aí mesmo........

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 02, 2011 11:19 am 
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Só um comentário...

Até o surgimento da chamada "5ª Geração" (o F-22A Raptor), ninguém falava em "gerações" de aeronaves de caça. Acomodaram os modelos anteriores a uma classificação para diferenciar o F-22.

Aliás, já se perguntaram por que a 1ª Geração não é a dos Biplanos da Primeira Grande Guerra? E por que o F-117 (que apesar de ser avião de ataque, recebeu um "F") nunca apareceu como Caça de 5ª Geração?

Citação:
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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sex Dez 02, 2011 2:27 pm 
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Cmte. Fred escreveu:
Só um comentário...

Até o surgimento da chamada "5ª Geração" (o F-22A Raptor), ninguém falava em "gerações" de aeronaves de caça. Acomodaram os modelos anteriores a uma classificação para diferenciar o F-22.

Aliás, já se perguntaram por que a 1ª Geração não é a dos Biplanos da Primeira Grande Guerra? E por que o F-117 (que apesar de ser avião de ataque, recebeu um "F") nunca apareceu como Caça de 5ª Geração?

Citação:
Nos anos 90, no ocidente, surgiu uma nova visão de como seria ou deveria ser a próxima geração de aviões militares (4g) em substituição as aeronaves ditas de 3g. Esta nova visão compreendia a substituição de vetores dedicados a tarefas singulares (caça, ataque ao solo, interceptação, interdição, naval...) em uma ÚNICA aeronave.

Ola Cmte,

Eu tenho alguns livros antigos que falam justamente em gerações. Eu acho que a coisa ficou mais 'oficial' não depois do surgimento do F-22 e sim depois do fim da Guerra-fria aonde em primeiro lugar não existia mais aquela divisão entre "caça Comunista" x "caça capitalista" e em segundo lugar por conta da redução de diversas F. Aéreas o mercado foi inundado por 'upgrades' e alguns deles bem bons mesmo, mas isso fez com que aeronaves tidas como novas disputassem com aeronaves com 'upgrade'. Isso forçou os fabricantes a trazer o conceito de 'gerações' de volta a moda para conseguirem diferenciar os seus produtos. :)

O F-117 é um caso a parte porque ele a principio de conversa era um estudo somente que acabou virando realidade e nem "F" (Fighter = Caça) deveria ser :)

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Dez 03, 2011 1:04 am 
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Meus caros,

Alguém me disse, no passado, que grande parte das guerras foram decididas em função da logística.
dos serviços de intendência, dos suprimentos e, claro, dos recursos financeiros.

Um dos primeiros passos que a bandidagem internacional adota antes de pilhar algum país é o bloqueio
de todos os tipos de recursos do país no exterior, desde financeiros até medicamentos, etc. Impedem
também a comunicação e os intercâmbios comerciais e mercantís da vítima. Depois disto, partem para
a próxima etapa que consiste em bombardear pontos notáveis tais como usinas, refinarias, comunicações,
pontes, viadutos, rodovias, ferrovias, portos. Enfim, o que a bandidagem quer é reduzir a capacidade
de operação da vítima, reduzir sua belicosidade, sua letalidade. Paralelamente, ocorre um grande investimento
em programas de insurgência, incitando grupos nativos e descontentes da população, além de agitadores
profissionais. Tais investimentos visam desestabilizar o governo da vítima, pois desprovido de apôio popular
e de prestígio o referido governo capitularia em pouco tempo. Isto é procedimento infalível.

Portanto, é absolutamente relevante considerarmos a capacidade de operação, manutenção e orçamento
de um candidato a operador de certos tipos de equipamentos, especialmente aqueles que demandam
grande volume de verbas. Este é exatamente o nosso caso.

Deveríamos pensar em manter a base de nossa aviação de caça com excelentes caças de operação fácil.
Paralelamente, poderíamos dotar alguns esquadrões com caças de grande letalidade. Não vejo nada de mal em
36 SH + 36 F5 + 144 NG, que nos colocaria numa relação 1:2 entre birreatores e monorreatores. Mais importante
ainda seria a relação 1:5 entre caças de operação cara e caças de operação barata. Esta mesma relação se
verificaria entre caças caros e caças baratos. F5=4,2 mi USD. NG=50 mi USD. SH=55 mi USD.

Para compreendermos o efeito disto, basta recalcularmos o custo de hora de vôo da frota inteira. F5 e NG
puxam o média para baixo. O custo da hora de vôo média se torna bem razoável. Em relação ao custo de
aquisição o efeito é similar. Num universo de 216 caças, podemos muito bem adquirir 36 caças caros. Este alto
custo se dissipa (distribui) com o resto da frota. Entenderam, né?

[]


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Dez 03, 2011 8:33 am 
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Nico escreveu:
Meus caros,

Alguém me disse, no passado, que grande parte das guerras foram decididas em função da logística.
dos serviços de intendência, dos suprimentos e, claro, dos recursos financeiros.

Um dos primeiros passos que a bandidagem internacional adota antes de pilhar algum país é o bloqueio
de todos os tipos de recursos do país no exterior, desde financeiros até medicamentos, etc. Impedem
também a comunicação e os intercâmbios comerciais e mercantís da vítima. Depois disto, partem para
a próxima etapa que consiste em bombardear pontos notáveis tais como usinas, refinarias, comunicações,
pontes, viadutos, rodovias, ferrovias, portos. Enfim, o que a bandidagem quer é reduzir a capacidade
de operação da vítima, reduzir sua belicosidade, sua letalidade. Paralelamente, ocorre um grande investimento
em programas de insurgência, incitando grupos nativos e descontentes da população, além de agitadores
profissionais. Tais investimentos visam desestabilizar o governo da vítima, pois desprovido de apôio popular
e de prestígio o referido governo capitularia em pouco tempo. Isto é procedimento infalível.

Portanto, é absolutamente relevante considerarmos a capacidade de operação, manutenção e orçamento
de um candidato a operador de certos tipos de equipamentos, especialmente aqueles que demandam
grande volume de verbas. Este é exatamente o nosso caso.

Deveríamos pensar em manter a base de nossa aviação de caça com excelentes caças de operação fácil.
Paralelamente, poderíamos dotar alguns esquadrões com caças de grande letalidade. Não vejo nada de mal em
36 SH + 36 F5 + 144 NG, que nos colocaria numa relação 1:2 entre birreatores e monorreatores. Mais importante
ainda seria a relação 1:5 entre caças de operação cara e caças de operação barata. Esta mesma relação se
verificaria entre caças caros e caças baratos. F5=4,2 mi USD. NG=50 mi USD. SH=55 mi USD.

Para compreendermos o efeito disto, basta recalcularmos o custo de hora de vôo da frota inteira. F5 e NG
puxam o média para baixo. O custo da hora de vôo média se torna bem razoável. Em relação ao custo de
aquisição o efeito é similar. Num universo de 216 caças, podemos muito bem adquirir 36 caças caros. Este alto
custo se dissipa (distribui) com o resto da frota. Entenderam, né?

[]



A questão é que dificilmente chegaremos sequer aos 120 caças ao final de 40 anos. então não faria sentido termos aí cerca de 18 SH e com isso a necessidade de uma outra linha logística só para esses 18.


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Dez 03, 2011 10:09 am 
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Discao escreveu:
Nico escreveu:
Meus caros,

Alguém me disse, no passado, que grande parte das guerras foram decididas em função da logística.
dos serviços de intendência, dos suprimentos e, claro, dos recursos financeiros.

Um dos primeiros passos que a bandidagem internacional adota antes de pilhar algum país é o bloqueio
de todos os tipos de recursos do país no exterior, desde financeiros até medicamentos, etc. Impedem
também a comunicação e os intercâmbios comerciais e mercantís da vítima. Depois disto, partem para
a próxima etapa que consiste em bombardear pontos notáveis tais como usinas, refinarias, comunicações,
pontes, viadutos, rodovias, ferrovias, portos. Enfim, o que a bandidagem quer é reduzir a capacidade
de operação da vítima, reduzir sua belicosidade, sua letalidade. Paralelamente, ocorre um grande investimento
em programas de insurgência, incitando grupos nativos e descontentes da população, além de agitadores
profissionais. Tais investimentos visam desestabilizar o governo da vítima, pois desprovido de apôio popular
e de prestígio o referido governo capitularia em pouco tempo. Isto é procedimento infalível.

Portanto, é absolutamente relevante considerarmos a capacidade de operação, manutenção e orçamento
de um candidato a operador de certos tipos de equipamentos, especialmente aqueles que demandam
grande volume de verbas. Este é exatamente o nosso caso.

Deveríamos pensar em manter a base de nossa aviação de caça com excelentes caças de operação fácil.
Paralelamente, poderíamos dotar alguns esquadrões com caças de grande letalidade. Não vejo nada de mal em
36 SH + 36 F5 + 144 NG, que nos colocaria numa relação 1:2 entre birreatores e monorreatores. Mais importante
ainda seria a relação 1:5 entre caças de operação cara e caças de operação barata. Esta mesma relação se
verificaria entre caças caros e caças baratos. F5=4,2 mi USD. NG=50 mi USD. SH=55 mi USD.

Para compreendermos o efeito disto, basta recalcularmos o custo de hora de vôo da frota inteira. F5 e NG
puxam o média para baixo. O custo da hora de vôo média se torna bem razoável. Em relação ao custo de
aquisição o efeito é similar. Num universo de 216 caças, podemos muito bem adquirir 36 caças caros. Este alto
custo se dissipa (distribui) com o resto da frota. Entenderam, né?

[]



A questão é que dificilmente chegaremos sequer aos 120 caças ao final de 40 anos. então não faria sentido termos aí cerca de 18 SH e com isso a necessidade de uma outra linha logística só para esses 18.

Se optarmos pela divisão Hi/Lo as quantidades de Lo serão sempre maiores.

Veja o caso da Singapura, 24 F-15 e 74 F-16, quem acha que da para encarar o F-16, pensa duas vezes antes de ter que encarar o F-15.


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
MensagemEnviado: Sáb Dez 03, 2011 11:07 am 
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wstrobel escreveu:
Discao escreveu:
Nico escreveu:
Meus caros,

Alguém me disse, no passado, que grande parte das guerras foram decididas em função da logística.
dos serviços de intendência, dos suprimentos e, claro, dos recursos financeiros.

Um dos primeiros passos que a bandidagem internacional adota antes de pilhar algum país é o bloqueio
de todos os tipos de recursos do país no exterior, desde financeiros até medicamentos, etc. Impedem
também a comunicação e os intercâmbios comerciais e mercantís da vítima. Depois disto, partem para
a próxima etapa que consiste em bombardear pontos notáveis tais como usinas, refinarias, comunicações,
pontes, viadutos, rodovias, ferrovias, portos. Enfim, o que a bandidagem quer é reduzir a capacidade
de operação da vítima, reduzir sua belicosidade, sua letalidade. Paralelamente, ocorre um grande investimento
em programas de insurgência, incitando grupos nativos e descontentes da população, além de agitadores
profissionais. Tais investimentos visam desestabilizar o governo da vítima, pois desprovido de apôio popular
e de prestígio o referido governo capitularia em pouco tempo. Isto é procedimento infalível.

Portanto, é absolutamente relevante considerarmos a capacidade de operação, manutenção e orçamento
de um candidato a operador de certos tipos de equipamentos, especialmente aqueles que demandam
grande volume de verbas. Este é exatamente o nosso caso.

Deveríamos pensar em manter a base de nossa aviação de caça com excelentes caças de operação fácil.
Paralelamente, poderíamos dotar alguns esquadrões com caças de grande letalidade. Não vejo nada de mal em
36 SH + 36 F5 + 144 NG, que nos colocaria numa relação 1:2 entre birreatores e monorreatores. Mais importante
ainda seria a relação 1:5 entre caças de operação cara e caças de operação barata. Esta mesma relação se
verificaria entre caças caros e caças baratos. F5=4,2 mi USD. NG=50 mi USD. SH=55 mi USD.

Para compreendermos o efeito disto, basta recalcularmos o custo de hora de vôo da frota inteira. F5 e NG
puxam o média para baixo. O custo da hora de vôo média se torna bem razoável. Em relação ao custo de
aquisição o efeito é similar. Num universo de 216 caças, podemos muito bem adquirir 36 caças caros. Este alto
custo se dissipa (distribui) com o resto da frota. Entenderam, né?

[]



A questão é que dificilmente chegaremos sequer aos 120 caças ao final de 40 anos. então não faria sentido termos aí cerca de 18 SH e com isso a necessidade de uma outra linha logística só para esses 18.

Se optarmos pela divisão Hi/Lo as quantidades de Lo serão sempre maiores.

Veja o caso da Singapura, 24 F-15 e 74 F-16, quem acha que da para encarar o F-16, pensa duas vezes antes de ter que encarar o F-15.


Cara! Acredito que o F-16 é bem mais ágil que o F-15, talves este seja eletronicamente superior àquele, mas acredito muito mais na potencialidade do F-16. Estou enganado?

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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
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Cavaleiro escreveu:
Cara! Acredito que o F-16 é bem mais ágil que o F-15, talves este seja eletronicamente superior àquele, mas acredito muito mais na potencialidade do F-16. Estou enganado?


Cara o Strobel, vai fazer um "discurso" enorme pra vc ... :lol:

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Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.

“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”


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 Título: Re: Dassault Rafale Parte 4
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Spock escreveu:
Cavaleiro escreveu:
Cara! Acredito que o F-16 é bem mais ágil que o F-15, talves este seja eletronicamente superior àquele, mas acredito muito mais na potencialidade do F-16. Estou enganado?


Cara o Strobel, vai fazer um "discurso" enorme pra vc ... :lol:

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Pior é que não, não conheço detalhes da capacidade de um F-15, mas se custa o dobro do preço de um F-16 e EUA, Israel, Singapura, Japão e Coreia usam como HI, devem ser muito bons. Mesmo que o F-16 seja mais manobrável.


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