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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Seg Abr 07, 2014 4:57 pm 
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Só para esclarecer uma coisa a respeito do imbróglio turbina aeronáutica.

Do grupo original da turbina apresentada ao Lula (com tecnologia de injeção a tocha de plasma) origina-se o esforço nacional.

Parte do pessoal original saiu da esfera do Comando da Aeronáutica para constituir a Polaristec.

O Comando da Aeronáutica (no seu ramo de engenharia ITA-CTA) rejeita a "defecção" da Polaris e toca um projeto paralelo com a TGM turbinas assim existe em realidade "uma fogueira de vaidades" entre a parte da equipe que ficou sob o guarda-chuva do CTA-ITA e a que se lançou a iniciativa privada.

A Polaris mantém-se através do licenciamento da sua tecnologia para a Avibrás/EB para motorização do projeto AV-TM 300.

O Comando da Aeronáutica (aviadores e alto comando) não dá a menor atenção ao tema e AMBOS OS LADOS como demonstra a máxima "turbina é comodity"...
O Comando da Aeronáutica em NENHUM MOMENTO colocou como prioridade de obtenção em tecnologia turbinas aeronáuticas por pesquisa nacional ou na solicitação de ToT deste item nas negociações do processo FX-2 (apesar desta mesma turbina do Gripen NG, a GE F-414, ser objeto de um programa de ToT e fabricação EUA-Índia dentro do projeto indiano Tejas MK II).

Assim não havia ninguém no Comando da Aeronáutica para avalizar/recomendar a empresa Polaristec ao Ministério da Defesa como detentora deste nível tecnológico para ser cadastrada como empresa estratégica ou similar.

Provavelmente o Ministério da Defesa foi mantido no escuro OFICIALMENTE sobre a capacidade da Polaristec.

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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Seg Abr 07, 2014 5:13 pm 
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Na boa...

Pode-se considerar então que "sabotaram" a turbina nacional com esta ação ou falta de apoio a ela ?

[ ]´s


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Mai 06, 2014 7:48 pm 
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1 de maio de 2014
Polaris desenvolve turbina de 10kg para mísseis de até 300km de alcance
A Polari,s sediada em São José dos Campos desenvolveu uma microturbina a gás de apenas 160 mm de diâmetro, capaz de gerar 200 lbf de empuxo, pesando apenas 10Kgs e com até 300km de alcance. Esta pequena turbina é capaz de produzir esse empuxo com baixo consumo de combustível, o que permitirá fabricar mísseis pequenos, baratos e precisos, com alcance elevado. O novo motor, denominado TJ200, foi apresentado nos EUA em fevereiro em um evento de fornecedores do exército americano e mostrado ao público na FIDAE 2014 – Feria Internacional del Aire y del Espacio no Chile, em março. A empresa levou dois exemplares para expor a inovação tecnológica e apresentou aos seus potenciais clientes e para o ministro da defesa do Chile.

Turborreator TJ200
No caso da Polaris, isso só foi possível, porque a empresa desenvolveu, com apoio da FINEP, um compressor inovador, tipo axial, denominado TwinBlade, capaz de gerar altas taxas de compressão com menos estágios – O novo compressor encontra-se em fase de testes em um motor Polaris TJ1200, de 1200 lbf de empuxo. A nova tecnologia de compressor axial é de propriedade da Polaris e é uma inovação mundial em Turbinas. O compressor axial utilizado no projeto desse turbojato é transônico e é capaz de gerar uma razoável taxa de compressão, reduzindo consideravelmente o consumo de combustível. Nesses tipos de pequenos motores, o gargalo tecnológico é a eficiência, o que implica em menor consumo de combustível para gerar o empuxo adequado.
Turbojatos desse porte, geralmente são fabricados com compressor centrífugo, o que compromete o diâmetro, para o empuxo desejado, não permitindo seu uso no setor de defesa. Com a tecnologia do TJ200, engenheiros da Polaris afirmam que empresas do setor poderão construir mísseis de pequeno calibre, que podem atingir alvos a centenas de quilômetros de distancia. Devido ao seu porte pequeno, esses mísseis, mais baratos, têm aplicações em operações cirúrgicas para alvos predefinidos ou mesmo em missões de saturamento de área com maior numero de unidades disparadas.
Com o sucesso desse motor, a Polaris se credencia como a primeira empresa no mundo a produzir turbojatos eficientes de pequeno porte, abrindo uma porta para os fabricantes de foguetes de baixo calibre migrarem para a produção de mísseis, de baixo custo, para missões de longo alcance.

Imagem

http://www.segurancaedefesa.com/TJ200_Polaris.html

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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Mai 06, 2014 11:17 pm 
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Voltando ao aspecto técnico da TJ-200, me parece que o desafio maior não é fazer uma turbina pequena com baixo consumo para mísseis ar-ar de longo alcance (100km ou mais), mas determinar qual é a velocidade que essas turbinas podem impulsionar os mísseis? Será que 220 lbf são suficientes para impulsionar um mísseis a velocidades significativas na arena BVR?

Qual é a utilidade de um míssil ar-ar subsônico ou que seja mais lento que um caça (i.e., voe abaixo de MACH 2)?

Talvez a resposta seja que a TJ200 seja mais adequada para mísseis Ar-Terra, ou até o uso em um possível MAR-1 Bloco 2 com maior alcance.

Acredito, entretanto, que o empuxo gerado por essa turbina de certa forma limite o tamanho da cabeça de guerra útil.

Só gostaria de destacar que sou à favor do desenvolvimento da Polaris e torço que ela não seja adquirida por multinacionais ou vá a falência.

Se pesquisarem no wikipedia, pode-se constatar que a TJ1000, que equipará o MTC-300 da Avibrás é equivalente a TRI 60 - 30, que equipa os mísseis de cruzeiro MBDA Apache e Storm Shadow / SCALP EG.

sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Seg Set 08, 2014 3:12 pm 
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Olha, em conversa que tive com gente do CTA na última amostra da BID, em Brasília, a não atenção à Polaris é justificável, especialmente devido a uma série de questões na falta de credibilidade da empresa e de seus projetos. Segundo contam, nunca deixaram testar nenhuma turbina no banco de provas do CTA, aliás, nem para alvos aéreos que tinham interesse de adotar tais motores, a empresa disponibilizou uma das suas para instalar e testar.

Eu posso dizer que eu era um dos que queriam entender do porque da FAB não dar muita atenção à Polaris, agora eu já sei e compreendo.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Seg Set 08, 2014 10:41 pm 
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Wellington Góes escreveu:
Olha, em conversa que tive com gente do CTA na última amostra da BID, em Brasília, a não atenção à Polaris é justificável, especialmente devido a uma série de questões na falta de credibilidade da empresa e de seus projetos. Segundo contam, nunca deixaram testar nenhuma turbina no banco de provas do CTA, aliás, nem para alvos aéreos que tinham interesse de adotar tais motores, a empresa disponibilizou uma das suas para instalar e testar.

Eu posso dizer que eu era um dos que queriam entender do porque da FAB não dar muita atenção à Polaris, agora eu já sei e compreendo.

Até mais!!! ;)


Naquela entrevista, recente, dada pelo Ministro da Defesa, ao programa da TV Brasil "Brasilianas.org" do entrevistador Luis Nassif... um telespectador questionou o mesmo sobre a Polaris... ao que o Ministro respondeu que "iria anotar" pois desconhecia a existência da empresa e seus produtos.

Sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Seg Set 08, 2014 11:14 pm 
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Até porque, parece que a FAB vai pelo seu próprio caminho.... a turbina da Polaris deverá equipar o AV-MT 300 da Avibrás.... contratada do Exército Brasileiro. A FAB tem receio ou rusga mesmo, com este pessoal da Polaris...que nasceu de uma rusga com o pessoal que tocava o projeto (da TGM).

Citação:
FAB presente na III Mostra BID Brasil

Luiz Medeiros – Enviado Especial para a Forças de Defesa

A Força Aérea Brasileira seguiu sua tradição de manter a presença na Mostra BID Brasil com diversos dos itens que são desenvolvidos pela Força em parceria com empresas privadas, além de alguns de seus equipamentos em uso ou aqueles em desenvolvimento que em breve farão parte de seu arsenal.

Neste ano o destaque da FAB é a turbina TR-5000, um desenvolvimento 100% nacional envolvendo a FAB através do DCTA e IAE, ITA em parceria com a empresa TGM e recursos da FINEP.

A turbina tem como objetivo o mercado de pequenos VANT’s de até 1.200kg e tem potencial para geração de energia elétrica na ordem de 1.0 MW/h. A capacidade de geração de energia é um ponto chave para possíveis aplicações da turbina no mercado civil e o desenvolvimento do projeto engloba a possibilidade de utilização de bio-combustíveis tal como o etanol.

O projeto iniciado em 2005 e o modelo voltado para uso aeronáutico encontra-se em fase avançada de testes, enquanto o modelo voltado para a geração de energia já está projetado.

A TR-5000 é uma turbina de desenvolvimento nacional sendo fabricada no Brasil e nos credenciando para entrar em um seletíssimo grupo de países que dominam este tipo de tecnologia.

Nota: Gostaríamos de agradecer à atenção e as explicações prestadas pelo Ten. Coronel Elymar Fonseca do IAE que nos atendeu de forma excepcional e demonstrou o espírito de inovação e desenvolvimento presente em sua Organização Militar.

Imagem
Imagem
Imagens/Fotos: Athos Gabriel, Via Poder Aéreo.

Fonte: Poder Aéreo.


Sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 09, 2014 10:20 am 
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Baschera escreveu:
Wellington Góes escreveu:
Olha, em conversa que tive com gente do CTA na última amostra da BID, em Brasília, a não atenção à Polaris é justificável, especialmente devido a uma série de questões na falta de credibilidade da empresa e de seus projetos. Segundo contam, nunca deixaram testar nenhuma turbina no banco de provas do CTA, aliás, nem para alvos aéreos que tinham interesse de adotar tais motores, a empresa disponibilizou uma das suas para instalar e testar.

Eu posso dizer que eu era um dos que queriam entender do porque da FAB não dar muita atenção à Polaris, agora eu já sei e compreendo.

Até mais!!! ;)


Naquela entrevista, recente, dada pelo Ministro da Defesa, ao programa da TV Brasil "Brasilianas.org" do entrevistador Luis Nassif... um telespectador questionou o mesmo sobre a Polaris... ao que o Ministro respondeu que "iria anotar" pois desconhecia a existência da empresa e seus produtos.

Sds.


No mínimo eles têm um péssimo setor comercial. Não vou nem falar em articulação institucional...
Vamos tentar entender: A FAB sabe, se interessou em testar, porém eles negaram. Isso faz com que nem sequer a existência da empresa como desenvolvedora de um tipo de tecnologia importante seja conhecida pelo ministro. Por sua vez a empresa não articula uma audiência com o ministro e seu gabinete? :shock:

Eu venderia as minhas ações....

Mas vale acrescentar uma coisa: Nem sempre (diria nunca) um ministro conhece todas as empresas potencialmente relevantes para a sua pasta. O que chama a atenção aí é "apenas" tratar-se de tecnologia estratégica. O que realmente importa é que a máquina do ministério e a empresa se relacionem comercialmente ou em busca de objetivos em comum. Isso se daria, preferencialmente via FAB.

As indagações quanto a utilidade bélica das turbinas também trazem outras questões: Até que ponto o objetivo principal deste projeto é a aquisição de tecnologia para projetos futuros mais robustos? O produto é desenvolvido olhando para as necessidades da FAB? Se é, porque perderam a oportunidade de ouro ao negarem o suporte necessário para o potencial comprador que queria testar? Até que ponto a maior integração do MinDef com a Avibrás pesa nisso? (medo de espionagem por exemplo).

Se há é um projeto que não está em sinergia com a FAB mas que é estratégico para o país, apesar de nada impedir que seja do interesse indireto (ou direto) do MinDef, o caminho alternativo é o MCT e o desenvolvimento com auxílio de verbas para pesquisa.

Há mais perguntas e dúvidas que respostas nesse caso.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 09, 2014 2:00 pm 
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Magé,

Leia, por favor, o meu post imediatamente anterior ao seu.

Sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 09, 2014 5:13 pm 
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Olá Baschera. Obrigado. Uma força impulsionando um projeto e outra impulsionando outro não deixa de ter o seu lado bom... Por outro lado se a empresa se permite (ou aos seus funcionários) rusgas com a FAB isso pode ser um tiro no pé. E de quebra esbarra na própria razão de ser (ou uma das razões relevantes) do MinDef, no que se refere a sinergia entre as forças. Será que o EB é um comprador capaz de garantir escala para esse projeto? Caso contrário vamos depender de vendas externas incertas. E sabemos no que isso pode dar. Mal ou bem a FAB é um parceiro mais confiável, vide a nossa indústria aeronáutica estar aí até hoje enquanto a Engesa foi para o saco. O EB é confiável para a Imbel por razões que (creio eu) todos sabemos... e já foram colocadas aqui.

De toda forma, retornando à questão da motivação, se mesmo entre as forças há rusgas, ciumeira e falta de integração mesmo depois de anos de MinDef, não é difícil acreditar que tal distanciamento Polaris-FAB tenha se originado de questões tão pessoais e passionais quanto rusgas em equipes. De toda forma permitir que isso aconteça, ainda mais em um ambiente militar ou que gira em torno dele acaba por ser prejudicial e nos ajuda a entender porque somos o etrno país do futuro.

Grande abraço e obrigado pelo apontamento.



Baschera escreveu:
Magé,

Leia, por favor, o meu post imediatamente anterior ao seu.

Sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 09, 2014 9:17 pm 
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Mage escreveu:
Olá Baschera. Obrigado. Uma força impulsionando um projeto e outra impulsionando outro não deixa de ter o seu lado bom... Por outro lado se a empresa se permite (ou aos seus funcionários) rusgas com a FAB isso pode ser um tiro no pé. E de quebra esbarra na própria razão de ser (ou uma das razões relevantes) do MinDef, no que se refere a sinergia entre as forças. Será que o EB é um comprador capaz de garantir escala para esse projeto? Caso contrário vamos depender de vendas externas incertas. E sabemos no que isso pode dar. Mal ou bem a FAB é um parceiro mais confiável, vide a nossa indústria aeronáutica estar aí até hoje enquanto a Engesa foi para o saco. O EB é confiável para a Imbel por razões que (creio eu) todos sabemos... e já foram colocadas aqui.

De toda forma, retornando à questão da motivação, se mesmo entre as forças há rusgas, ciumeira e falta de integração mesmo depois de anos de MinDef, não é difícil acreditar que tal distanciamento Polaris-FAB tenha se originado de questões tão pessoais e passionais quanto rusgas em equipes. De toda forma permitir que isso aconteça, ainda mais em um ambiente militar ou que gira em torno dele acaba por ser prejudicial e nos ajuda a entender porque somos o etrno país do futuro.

Grande abraço e obrigado pelo apontamento.



Baschera escreveu:
Magé,

Leia, por favor, o meu post imediatamente anterior ao seu.

Sds.


Olá Magé....

Olha.... numa situação normal eu até veria duas empresas disputando praticamente o mesmo mercado como muito salutar e saudável.

Mas o mercado de defesa, particularmente o brasileiro, diminuto ao extremo e 99,999 % dependente de verbas do estado (as FFAAs) aí fica difícil.... no frigir dos ovos, pode até ser que as duas acabem morrendo.

Qualquer modo, neste caso, acho que o estado deve se manter neutro... e cada uma que se apreste a mostrar o seu melhor.

Grande abraço a você também !

Sds.


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 09, 2014 11:38 pm 
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Existe uma certa confusão, O motor que a FAB expôs na III Amostra BID foi desenvolvido para esse fim e Avibras iria utilizá-lo, mas houve uma mudança de rumo. O motor que irá impulsionar o MTC-300 é da própria Avibras, não tem nada haver com a Polaris, ou seja, o motor que a Avibras irá colocar como é e será um míssil seu, é da sua conta e risco, o problema é que até o momento este motor não está totalmente desenvolvido.

Eu tenho pra mim que o melhor é a Avibras esquecer (pelo menos por um tempo) o seu próprio motor e usar o que a FAB desenvolveu, este sim já está nas fases finais de desenvolvimento. Desenvolvimento este que durou 08 anos. Agora estão, basicamente, nos ajustes finos.

Quanto a Polaris (infelizmente) temos que esquecer, essa aparenta ser a realidade. Esta empresa, segundo eu apurei, está parecendo ser uma daquelas que diz ter um produto (aliás, já apresentou vários), mas que não é bem assim, no máximo tem uma ideia de um produto. O problema é que vai precisar de muito tempo e dinheiro pra desenvolver tudo. Não é a toa que ela não figura como uma empresa estratégica.

Eu achava que poderia ser uma pirraça de escalões superiores, mas o que eu me deparei foi justamente que o pessoal fabiano que mete a mão na massa (técnicos e engenheiros), foi quem me disse que não vale o que gato enterra.

Até mais!!! ;)


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Ter Set 16, 2014 4:47 pm 
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Caro Wellington Góes, se suas fontes estiverem certas ; mais uma vez o país perde por desavenças medíocres e idiotas entre nossos militares e diretores ou proprietários de indústrias de defesa.
Vide exemplo da Taurus , que na minha modesta opinião apresentou um fuzil muito superior a esse MOD.. FAL ( DENOMINADO IA2); mas por rinchas antigas , não foi nem testado pelo EB.
Esse fuzil ( ART 5.56 & 7.62mm ), é derivado do M4 ( FUZIL DE ASSALTO NORTE AMERICANO ; E PROVADO EM COMBATE ); se assemelhando em muito a outro excelente fuzil de assalto , o SCAR.
Mas por uma antiga desinteligência entre o diretor majoritário da Taurus e oficiais generais do EB, o mesmo nem ao menos passou por testes .
Sei que foi meio off topic ; mas utilizei essa analogia para reafirma a anterior , se continuar assim ( DESPREZO DE EQUIPAMENTOS , POR DESAMORES ENTRE OFICIAIS E PROPRIETÁRIOS ), nunca teremos uma base industrial forte , e seremos eternos dependentes do exterior !


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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Dom Set 28, 2014 12:21 am 
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 Título: Re: Protótipo de turbina nacional
MensagemEnviado: Dom Set 28, 2014 12:33 am 
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Wellington Góes escreveu:
Olha, em conversa que tive com gente do CTA na última amostra da BID, em Brasília, a não atenção à Polaris é justificável, especialmente devido a uma série de questões na falta de credibilidade da empresa e de seus projetos. Segundo contam, nunca deixaram testar nenhuma turbina no banco de provas do CTA, aliás, nem para alvos aéreos que tinham interesse de adotar tais motores, a empresa disponibilizou uma das suas para instalar e testar.

Eu posso dizer que eu era um dos que queriam entender do porque da FAB não dar muita atenção à Polaris, agora eu já sei e compreendo.

Até mais!!! ;)


Wellington Góes escreveu:
Existe uma certa confusão, O motor que a FAB expôs na III Amostra BID foi desenvolvido para esse fim e Avibras iria utilizá-lo, mas houve uma mudança de rumo. O motor que irá impulsionar o MTC-300 é da própria Avibras, não tem nada haver com a Polaris, ou seja, o motor que a Avibras irá colocar como é e será um míssil seu, é da sua conta e risco, o problema é que até o momento este motor não está totalmente desenvolvido.

Eu tenho pra mim que o melhor é a Avibras esquecer (pelo menos por um tempo) o seu próprio motor e usar o que a FAB desenvolveu, este sim já está nas fases finais de desenvolvimento. Desenvolvimento este que durou 08 anos. Agora estão, basicamente, nos ajustes finos.

Quanto a Polaris (infelizmente) temos que esquecer, essa aparenta ser a realidade. Esta empresa, segundo eu apurei, está parecendo ser uma daquelas que diz ter um produto (aliás, já apresentou vários), mas que não é bem assim, no máximo tem uma ideia de um produto. O problema é que vai precisar de muito tempo e dinheiro pra desenvolver tudo. Não é a toa que ela não figura como uma empresa estratégica.

Eu achava que poderia ser uma pirraça de escalões superiores, mas o que eu me deparei foi justamente que o pessoal fabiano que mete a mão na massa (técnicos e engenheiros), foi quem me disse que não vale o que gato enterra.

Até mais!!! ;)


Caro Wellington, por acaso o "pessoal do CTA" que consultaste vestiam uniforme azul militar ou eram pesquisadores civis ?

Se eram pesquisadores civis te dou razão, mas se eram MILITARES da aeronáutica do CTA camarada você está repassado a desinformação do inimigo da POLARISTEC...
Meu caro qual seria a razão LÓGICA da POLARISTEC disponibilizar SUAS TURBINAS para "testes" no CTA se o CTA tem um processo de transferência em curso da tecnologia da TR-5000 como o Baschera citou:

Citação:
Neste ano o destaque da FAB é a turbina TR-5000, um desenvolvimento 100% nacional envolvendo a FAB através do DCTA e IAE, ITA em parceria com a empresa TGM e recursos da FINEP.


Só se os caras da Polaristec fossem malucos ou Manés...

Outra coisa sobre as turbinas usadas pela Avibrás fizestes a confusão sobre a confusão, não houve mudanças ou substituição de fornecedor de turbinas e sim uma inesperada e IRÔNICA convergência ou RE-convergência dos dois ramos de pesquisa.

A Avibrás e o Exército Brasileiro propiciaram o necessário financiamento para a sobrevida da POLARISTEC através da contratação da tecnologia da empresa (que segundo os uniformizados de azul do CTA não tem credibilidade) vai ser o elemento propulsor do AV-TM-300 no sistema ASTROS 2020, o próprio presidente da Avibrás já anunciou que "seu motor" existe e funciona. Só que NÃO FOI a Avibrás que desenvolveu o motor que usa. Avibrás PAGOU e LICENCIOU o TJ1200 de primeira geração (sem a tecnologia TwinBlade) e fez modificações e adaptações na turbina para adequá-la ao seu projeto de míssil AV-TM300 algo similar ao que fez uma empresa como a SAAB que adquire uma turbina americana F-404 e contrata a VOLVO para adaptá-la para seu projeto Gripen C/D...

O TR-5000 anunciado no post sobre na III Mostra BID Brasil é JUSTAMENTE o "projeto oficial" que seguiu os designios do comando militar do DCTA das tuas fontes vestidas de azul e produzido pelo receptor industrial civil escolhido pelos "comandantes militares" a tal TGM que é um fabricante de turbinas industriais que foi convencido a receber a tecnologia oficial do DCTA e estabelecer uma linha industrial para produzir uma turbina aeronáutica para aplicação em ARP/VANT/DRONE/UAV e está destinado a ser o propulsor do projeto da FAB/Avibrás Falcão.

E PARA TODOS OS EFEITOS PRÁTICOS O DCTA SE COMPORTA COMO UMA EMPRESA RIVAL DA POLARISTEC inclusive ocultando-a ou difamando-a a terceiros como no caso das tuas fontes citadas...

PORTANTO a turbina da FAB/TGM é para o projeto do ARP Falcão da FAB/Avibrás e a versão licenciada pela Avibrás da TJ1200 de primeira geração da POLARISTEC é para o projeto AV-TM300 do EB/Avibrás.

E esclarecendo a DIFERENÇA a TGM é uma empresa de turbinas industriais que se tornou um receptor de tecnologia estabelecida cooptado pela estrutura militar da FAB é um "negócio" do DCTA e a POLARISTEC é o "REAL DEAL" uma empresa de pesquisadores e engenheiros que saiu do DCTA e fundou sua própria empresa para construir e desenvolver TECNOLOGIA PRÓPRIA de TURBINAS AERONÁUTICAS E MILITARES e continua a desenvolvê-la como na TJ200 que além da ignição de tocha plasmática tem a nova tecnologia TwinBlade que permitirá os futuros mini-mísseis de longo alcance.

E só uma explicação sobre a IMPORTÂNCIA da tecnologia TwinBlade, ao desenvolver uma tecnologia que permite obter uma maior compressão com um menor diâmetro de turbina (e um menor número de estágios) o propulsor resultante pode aplicar a mesma força de empuxo de uma turbina de porte similar de compressor centrífugo mas, como o diâmetro é menor, o sistema de arma míssil resultante terá de vencer uma seção reta circular de menor tamanho de resistência do ar ao seu avanço e com a economia ir BEM MAIS LONGE E A MAIOR VELOCIDADE....

A IRONIA aqui no Brasil é que a Avibrás, que está nas duas pontas, está articulando com o MdD do B (Ministério da Defesa do Brasil) para que o Projeto do ARP Falcão que desenvolve com o Comando da Aeronáutica em separado seja INTEGRADO como componente de vigilância/defesa (se o ARP vier a ter uma versão armada no futuro) e SPPOTER de artilharia do sistema Astros 2020 que desenvolve com o Comando do Exército.

Assim as duas vertentes OPOSTAS do programa original da TJ1000 estariam presentes no Sistemas ASTROS 2020 mais completo daqui a alguns anos...

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